𝐍𝐀𝐑𝐂𝐈𝐒𝐒𝐀 é um nome feminino de origem grega, derivado de "Narkissos". Acredita-se que esteja associado à flor narciso, conhecida pela sua beleza e, na mitologia grega, ligada à história de Narciso, um jovem que se apaixonou pela sua própria imagem refletida na água. O nome carrega conotações de beleza, vaidade e auto-admiração, embora também possa ser interpretado como admiração pela própria essência e potencial.
nome completo: narcissa "cissy" cassiopeia black
idade: 18 anos
casa: sonserina
ano escolar: 8º ano
status sanguíneo: puro-sangue
poderes mágicos: legilimência
atividades extracurriculares: clube do slugue, monitoria, clube de feitiços e jornal da escola
timeline: marauders era
biografia:
narcissa, a terceira filha de cygnus e druella black, veio ao mundo com seu futuro definido. bellatrix, a primogênita incisiva, havia herdado o gênio de seu pai e toda a ideologia da família black. andromeda, a filha do meio, era rebelde e obstinada, sempre questionando o destino colocado a sua frente.
enquanto bellatrix era a enérgica e andromeda a era questionadora, quem era narcissa? para druella a resposta era simples: narcissa é a flor. delicada, graciosa e educada, uma perfeita dama da alta sociedade puro-sangue. druella e cygnus amavam as demais filhas, entretanto sabiam bem que as mais velhas exigiam “uma rédia curta”, enquanto narcissa sempre pareceu contente em cumprir o papel que lhe foi dado.
druella sempre gostou de passar tempo com a filha, ela foi a única a permiti-la tratar como uma boneca. narcissa cumpria a expectativa de seus pais sendo obediente e exatamente a jovem dama esperada, mesmo que isso a custasse caro. em recompensa, ela era a mais mimada e sua palavra era quase sagrada. afinal, “cissy não mente", “cissy jamais desobedece", “cissy jamais faria isso”. era injusto, revoltante e tedioso, mas narcissa sabia muito bem que tinha muito a perder caso fosse contra as regras. não era uma santa, entretanto sempre soube exatamente como quebrar as regras.
sempre inteligente, antes mesmo de chegar a hogwarts já impressionava seus tutores com seu interesse e dedicação. amava ser a mais elogiada entre as irmãs.
seu senso de sobrevivência sempre a fez se colocar em primeiro lugar. ela era purista, concordava com os ideias de sua família, mas jamais colocaria seu futuro nas mãos de um homem – e por mais que falassem sempre a brilhantisse de tom riddle, nenhuma das histórias do bruxo a impressionava. se narcissa fosse sincera, sequer se importava tanto assim com os nascidos-trouxas/trouxas para que tomasse uma atitude. cissy sabia que tinha muito a ganhar caso o bruxo vencesse a iminente guerra, entretanto jamais comprometeria seu bem-estar em nome daquela ideologia. narcissa jamais havia sonhado com trabalho e azkaban definitivamente não combinava com seu estética.
desde muito jovem possuia uma grande “intituição” quanto a segredos alheios, dom notado por um de seus tutores que passou a auxiliar seus estudos de legilimência para auxiliá-la a desevolver a habilidade. narcissa passou a colecionar segredos alheios em seus diários, sendo uma grandesíssima dedo duro caso seja necessário.
tudo que narcissa quer é formar-se com honras e ir viver um bom ano sabático na frança… tom riddle que se lasque.
personalidade:
narcissa é uma das pessoas mais educadas que você irá conhecer, embora muitas vezes seu sorriso não acompanhe seu olhar. ela é uma perfeita dama, entretanto carrega o nariz empinado e os comentários educadamente ácidos que apenas uma legítima black tem.
é purista, entretanto acha extremamente grosseiro discussões abertas sobre isso na escola ou em qualquer outro lugar. para narcissa, não se discute política ou esportes. odeia gritarias e confusões.
é inteligente e dedicada, ser a mais nova de três irmãs sempre exigiu que narcissa se esforçasse bastante para ser notada pelos pais e por isso faz questão de estar entre os melhores alunos de suas classes.
é extremamente fofoqueira e observadora, mantém anotações de segredos alheia que descobre por observação e legilimência. não é a maior das chantagistas, mas sempre será uma dedo duro se isso significar se safar (a menos que você seja um black).
sabe exatamente seu papel social e em sua família, quebra as regras da forma que pode e costuma se safar quando banca a flor do campo.
sente uma certa revolta do papel social que lhe foi imposto, da falta de opção de viver sua vida da forma que quer (o que ela sequer sabe), entretanto jamais iria contra as normas pelo medo que tem das represálias.
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❀ há quase quatro anos narcissa tomava lições particulares de legilimência, buscando desenvolver a sua pré-disposição natural. sempre havia sentido, como uma forte intuição, sentimentos e pensamentos alheios, característica notada por seus tutores. era capaz de adentrar memórias alheias mais superficiais mediante olhar e grande concentração, algo que era extremamente dificil em ambientes movimentados. sempre que podia ia até a biblioteca do castelo para estudar e fuxicar as mentes dos outros. agora, em meio a grande algazarra que era aquela festa, havia desafiado a si mesma ao tentar adentrar na mente de um dos atletas da grifinória. o mero olhar concentrado havia lhe fornecido apenas flashes de poucos segundos, causando certa perturbação em seu alvo e frustação em black. narcissa tentou diversas vezes até notar o olhar levemente assustado do garoto, que não compreendia o porque de uma memória sobre seu verão persistir em voltar inúmeras vezes. ela respirou profundamente e sacou sua varinha de forma discreta, estava prestes a murmurar o encantamento legilimens quando sentiu um olhar sobre si.
suas bochecas coraram e a loira engoliu seco sem devolver o olhar, não sabia exatamente o que fazer. rita skeeter não era alguém que facilmente se levava no papo e não sabia há quanto tempo ela a observava. precisava pensar rápido. ❝ lumus! ❞ proferiu o feitiço e se agachou com a mão livre sobre a própria orelha removendo seu brinco disfarçadamente. passou a fingir procurar algo de forma desesperada enquanto soltava pequenos grunhidos de uma falsa frustração. ela era uma boa atriz e geralmente conseguia se livrar de enrascadas, esperava que rita comprasse sua dissimulação. ❝ achei! ❞ levantou-se em um supetão e colocou o brinco novamente em sua orelha. foi quando finalmente "se deu conta" de sua companhia. ❝ skeeter, não esperava te ver por aqui. ❞
❀ a verdade era que vez ou outra narcissa bebia uma taça de vinho nos jantares celebrativos dos black e ás vezes uma taça de champagne em reuniões aristocráticas que druella e cygnus a forçavam a ir. nada havia a preparado para uma dose de uísque de dragão, fato denunciado por suas bochechas coradas e olhar perdido. para piorar havia sido abordada por um sonserino esquisito que parecia ter um fascínio doentio pela genealogia dos black e estava lhe contando a história de sua tatáravó – como se cygnus não já tivesse a torturado o suficiente durante toda a infância lhe contando histórias tediosas sobre a trisavó black que havia se casado com algum primo de primeiro grau. ❝ é, na verdade todo mundo diz que pareço com a família da minha mãe... os rosier. ❞ respondeu em um tom entediado, era educada demais para simplesmente virar as costas e ignorá-lo. vasculhou a festa com o olhar e nenhuma face conhecida se sobressaiu.
estava começando a ficar desesperada quando vislumbrou uma cabeleira loira, a príncipio acreditou ser um de seus conhecidos até notar que não se tratava de uma figura conhecida. qual é o nome dele mesmo? é xe alguma coisa. aquela dúvida pairou por segundos que pareceram horas. voltou a encarar o falastrão em sua frente e tomou uma atitude em desespero. em alguns passos já estava ao lado do rapaz e entrelaçou seu braço no dele. rude, uma grande violação de etiqueta. ❝ eu adoraria continuar falando sobre isso, mas o meu amigo xe... xe... ah, o xê e eu precisamos dar uma palavrinha em particular. ❞ a loira sorriu levemente e apertou o braço do loiro. ❝ vamos, xê? ❞ mais tarde agradeceria e amaldiçoaria o uísquer por lhe dar coragem de fazer isso.
Uma pincelada aqui, outra ali e Andrômeda já estava completamente desligada do mundo. Não queria pensar em nada que remetesse a triplicação de Hogwarts ou com os rumores que passou o verão todo escutando; queria se dar ao luxo de esquecer tudo que estava acontecendo e apenas existir naquele momento ali, pintando e deixando sua mente acessar apenas memórias tranquilas.
Já estava acostumada a ignorar certos pensamentos, fez isso a vida toda, mas ainda assim ficava ansiosa só de pensar com tudo que teria que lidar daqui alguns anos. Queria apenas conseguir aproveitar o que lhe restava de liberdade antes de aceitar tudo que lhe seria imposto.
Conseguiu, por algumas horas, ficar apenas no seu mundinho e quando percebeu, o sol já estava se pondo; pelo menos agora sua mente estava mais calma. Seguiu para sua Sala Comunal, um banho cairia bem no momento, pois estava coberta de pequenos respingos de tinta; mas seus planos mudaram quando, da porta de entrada, reconheceu os cabelos loiros de Cissy.
Seus olhos se iluminaram e um sorriso relaxado apareceu em seu rosto quando a irmã a viu.
— Você jamais esqueceria um rosto como o meu. — brincou enquanto se sentava ao lado da irmã, soltando seus cabelos e os fazendo cair em cascata. — Assim como em um comum jantar da família Black, eu me isolei para esquecer tudo isso. — atirou sua cabeça para trás e suspirou; pelo menos ao lado da irmã não precisava fingir que isso não a afetava. — E você, colocando todos os sentimentos no seu diário? Não vai sobrar nenhum para dividir comigo? — com a cabeça ainda escorada na poltrona, apenas virou seu rosto para a mais nova e piscou algumas vezes rapidamente, brincando
❀ a resposta esperta de andrômeda fez com que narcissa abrisse um sorriso largo. nada como estar com suas irmãs, nesses momentos pensava o quanto regulus e sirius deveriam sofrer. ❝ se isola comigo, as coisas ficam mais fáceis quando enfrentamos em dupla. ❞ a verdade era que narcissa morria de medo de que andrômeda se deixasse levar por pensamentos exteriores desde que sirius havia decidido afastar-se de vez da família – embora duvidasse que a mais velha sequer cogitasse isso. ❝ não tem nada de interessante aqui ou... aqui. ❞ apontou para a própria cabeça e repreendeu a si mesma por soar tão soturna. druella teria lhe dado um pequeno beliscão se a escutasse, auto piedade não era algo belo em uma dama. ❝ sei que você irá discordar de mim, mas tudo que eu queria agora era estar em casa no meu quarto penteando meus cabelos ansiosa para ir perturbar você e a bella antes do jantar. pelo menos não temos anomalias visuais em casa... ❞ por mais opressor que o lar dos black pudesse ser em alguns momentos, narcissa era quase incapaz de lidar com situações desconfortáveis e fazia de tudo para manter as coisas como elas eram. ❝ antes que você me julgue, mamãe disse que o papai estava considerando realmente me deixar ir para paris depois da formatura e que me enviaria uma resposta sobre isso essa semana. ❞ um pequeno sorriso empolgado tomou o canto de seus lábios. seu ano sabático em paris era um sonho de infância e seu único sopro de liberdade. ❝ você acha que ele irá deixar? ❞ indagou em um tom esperançoso, quase que infantil. seus olhos azuis demostravam o quão desesperadamente narcissa desejava aquilo e o quão quebrada ficaria com uma negativa.
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melhores amigos: depois de bellatrix e andromeda, muse é uma das pessoas em que narcissa mais confia. compartilham segredos, roupas e silêncios confortáveis.
ex melhores amigos: please, don't ever become a stranger. whose laugh I could recognize anywhere. narcissa e muse eram carne e unha, sabiam como o outro se sentia com um mero olhar e hoje sequer trocam uma palavra. é doloroso para narcissa ver onde chegaram, mas parece não haver nada que possa ser feito.
amigos secretos: uma amizade que existe nas entrelinhas: olhares cúmplices em público, conversas escondidas no privado. talvez narcissa e muse possuam uma imagem a zelar e não possam ser vistos juntos. @prewttfab @dorcasmeadws
friends to enemies: dizem que o amor e o ódio andam lado a lado. muse e narcissa eram amigos e sempre eram vistos juntos, até que — aparentemente — do dia para a noite se afastaram. agora, todas as vezes que estão no mesmo lugar, existe uma faísca no ar.
frenemies: é engraçado como a dita etiqueta exige comportamentos de pura falsidade, algo que muse e narcissa sabem bem. nunca se suportaram, foi ranço a primeira vista, mas não há nada que uma boa passivo agressividade aristrocrática seja incapaz de ocultar.
primeiro beijo: divertido e inocente. o tempo pode ter passado, mas muse sempre será o primeiro beijo de narcissa.
crush: narcissa é uma moça comedida, um grande exemplo de como uma dama deve se portar e é patético — na opinião da própria narcissa — o efeito que muse possui sobre a loira. ela jamais irá se declarar ou tomar qualquer atitude, porém não pode deixar de corar ao pensar nele.
romance de verão: dias quentes e noites longas trouxeram a aproximação de muse e cissy. a primeira paixão fez com que cissy ficasse momentaneamente inconsequente, sendo uma das poucas vezes em que fez algo por si. quando as aulas voltaram e a realidade os assolou, o romance acabou tão rápido quanto começou..
efeitos da echo: tudo começou com um rumor que cissy escutou uma ou duas vezes pelos corredores do castelo. sem pensar muito, black publicou a fofoca na coluna da echo, e a vida de muse se tornou um inferno. todos comentavam a coluna, e era bem fácil perceber que muse era o assunto, devido aos detalhes dados por echo. ao notar que tudo era uma mentira e que a vida de muse havia sido afetada, narcissa passou a, do seu jeito, tentar se aproximar de muse para prestar algum suporte.
echo: narcissa sabe bem da fama de muse e, por isso, não pensou duas vezes antes de aproveitar os rumores de que muse era o autor da coluna. @cobrasefofocas
coluna da echo, trecho retirado da edição do jornal semanal de hogwarts de 3 de setembro de 1976
"caros colegas,
enquanto o lago negro inexplicavelmente nos mostra o reflexo triplicado deste estimado castelo, outros mistérios que nos cercam chegaram aos ouvidos desta dedicada escritora. o mistério de hoje é a admirável administração exemplar da rotina de um certo atleta.
no tempo em que gastamos discutindo as possíveis explicações lógicas para este fenômeno desconhecido, o protagonista de hoje está nos mostrando que devemos “trabalhar” enquanto os outros dormem. seria este rapaz o portador de um vira-tempo?
o rapaz em questão é um querido amigo de todos de sua casa, estimado jogador de quadribol e amado por quatro belas moças. o que uma lufana, uma corvina, uma grifana e uma sonserina possuem em comum? se você respondeu magia, está redondamente enganado. aos mais lentos, a resposta é: o namorado.
há alguns meses, o último romântico vem mantendo seu pequeno ecossistema funcionando perfeitamente, por meio de atenção sob medida e encontros secretos cronometrados com as nossas donzelas. ele fez cada uma delas prometer segredo pelos mais variados motivos: quadribol, rivalidade de casas, proibição familiar, prevenção à inveja alheia e até leitura de futuro na borra de chá. cada uma delas acredita estar vivendo um belo romance secreto e exclusivo com nosso príncipe encantado. isso é tão romântico!
seria a poligamia a solução? pode um homem ser culpado por amar demais? deveriam nossas moças se juntar e dar uma boa lição no espertinho e nos servir uma boa distração? deixo para vocês as conclusões a serem tomadas.
eu aumento, mas não invento."
narcissa escutava sussurros exasperados e risadas abafadas enquanto redigia seu diário no salão comunal da sonserina. mirou as garotas entusiasmadas e logo notou que uma delas tinha em mãos a mais nova edição do jornal da escola. com uma expressão curiosa, aproximou-se do grupo. ❝ aconteceu alguma coisa? ❞ indagou e resposta veio na forma do jornal sendo empurrado para suas mãos, com um dedo indicador apontando o ponto de interesse.
cissy mirou a infame “coluna da echo” e fez uma leitura aparentemente rápida do conteúdo. balançou a cabeça negativamente, voltando a encarar as outras – que não pareceram minimamente afetadas. ❝ vocês não deveriam dar tanta atenção aos impropérios de rita skeeter. ❞ disse em um tom desaprovador e professoral, antes de devolver o jornal e se dirigir ao seu quarto. todos sabiam, ou pelo menos acreditavam saber, que "echo" era pseudônimo de rita skeeter e que ela era a autora da coluna.
enquanto subia as escadas, escutou uma dupla de amigos comentando o caso e não conseguiu conter o sorriso vitorioso que surgiu em seus lábios.
assim que chegou ao dormitório, narcissa mirou o próprio reflexo, e um risinho escapou. ❝ brilhante, echo. você foi brilhante. ❞ congratulou a si mesma.