O que podemos aprender com a partida voluntária dos grandes...
Por Lenise Ferreira
Eu ainda me lembro quando o nosso amado e lindíssimo Heath Ledger nos deixou, e sei exatamente a onde estava e com quem, lembro que meus pais e meus irmãos ficaram indignados quando fiquei aos prantos com a notícia, Heath partiu e deixou milhares de corações insatisfeitos com o destino.
O menino da Austrália era muito mais do que um ator, o meu primeiro contato direto com o trabalho de Heath foi por meio de uma das minhas comédias românticas mais doces e favoritas, “10 Coisas que Eu Odeio em Você”. Não havia indícios de suicídio somente soníferos e algumas doses de dores espalhadas em algum quarto em NY, e quando a massagista abriu a porta conseguiu notar que Heath Ledger tinha de uma vez por todas se deixado levar pela "fama" e suas peripécias.
Logo, em seguida, faturou o Oscar, dignamente, pelo seu papel em “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, o melhor Coringa da história, que me perdoe todos os outros grandes atores que realizaram o papel, mas Heath foi supremo. E então depois de anos da gigantesca perda para todos nós veio a notícia da partida do querido e amável Philip Seymour Hoffman, outra estrela iluminada e insubstituível, as drogas assumiram o seu papel, e acabaram levando Philip de todos nós.
Quem diria que o tamanho monstruoso daquele talento possuía lados tão obscuros? Aceitamos como aquele almoço em um dia dura de segunda-feira, e realmente tristes como um domingo cinzento. O ator estava filmando a segunda jornada do clássico “Jogos Vorazes”, e nos deixou órfãos de continuação.
Os filmes mais geniais de Philip? Pergunta complicada para quem sempre acompanhou sua trajetória cinematográfica, vamos arriscar: Capote, Quase Famosos, Tudo pelo Poder, Dúvida...uma lista de infinitas possibilidade, ele era o tal gênio que as pessoas dizem...
Agora, neste momento, estamos tentando engolir a morte de Robin Williams, para mim o sentimento é de perplexidade e tristeza profunda, como alguém que sempre me fez sorrir se perdeu diante da vida? Não sei a resposta, é bem capaz que nunca encontre, só sei que acho ridícula a atitude de alguns brasileiros ao questionarem o valor do ator por uma piada feita nos últimos tempos com o Brasil.
Queridos, brasileiros desinformados, este sempre foi o jeito “Robin” de ser, ele era um humorista não um padre, e para quem já viajou para fora deste país chamado Brasil sabe bem como rola preconceito em relação ao nosso verde amarelo, sabe o motivo?
Vendemos bundas, falamos de carnaval, ouvimos Aniita, e atravessamos no sinal vermelho colocando milhares de pessoas em risco, portanto, não tente vender caviar quando você só tem na mesa farofa. Lamento por você, e por todos os outros que não descobriram uma forma mais sábia de chamar isso aqui de Brasil.





















