Oração
Sobre as violências sofridas pelas mulheres, sejam as diárias, como os olhares, sexualizações, machismo; agressões físicas e verbais, e também sobre feminicidio, quando essas pequenas violências se tornam atitudes fatais.
Xuebing Du
KIROKAZE
taylor price

Janaina Medeiros
Lint Roller? I Barely Know Her
wallacepolsom

祝日 / Permanent Vacation

blake kathryn

NASA

⁂

Kiana Khansmith

titsay
Jules of Nature
he wasn't even looking at me and he found me

★
cherry valley forever
"I'm Dorothy Gale from Kansas"
occasionally subtle

#extradirty

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@ciberianacaz
Oração
Sobre as violências sofridas pelas mulheres, sejam as diárias, como os olhares, sexualizações, machismo; agressões físicas e verbais, e também sobre feminicidio, quando essas pequenas violências se tornam atitudes fatais.

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Batismo
Pois tudo nasce, morre e renasce. Percebo a figura do boi se fazendo presente, e me relembrando das origens e dos ancestrais. Da terra onde nasci, e do ossos dos quais vim antes e antes, criando em si, outro ser. O ser se despede do mundo, abandonando o que já se foi, se desfazendo entregando seus ossos à terra. Só os ossos sobram, e neles há toda sabedoria vivida na Terra. Coloca-se crânios de boi em terras casa para que proteja os que ali moram, e descansam seus ossos, protegendo de todo mal, e nutrindo as terras cultivadas de alimento. O fogo transforma, reduzindo matéria em cinzas, virando pó, do pó viemos. Música: Espírito Santo, executada pela banda Phoenix, em Pirenópolis, Goiás, durante a festa do divino.
Altitude
Ver o mundo de cima da terra, no alto da serra
Com caminhos percorridos, e ainda assim, caminhando.
Com dúvidas o bastante mas paz o suficiente, diante de infinitas incógnitas existenciais.
O que sei é que tranquiidade é uma corda bamba que não pára de tremer nunca, mas o equilíbrio se mantém, ou não, bambeia.
Diante do mundo em caos, em meio ao caos interno.
Manter-se vivo de matéria não basta ao espírito, ele exige alimento próprio, como corpos sobrepostos, em dimensões.
Assim como eu, sobreposta na terra, sobreposta na Terra,
Sobreposta no infinito,
Sobreposto em infinitos no único lugar onde a palavra Infinito de torna literal.
Fogo da criação
Cada um encontra em si motivos pra criar e permanecer vivo.
Formas de manter o fogo do Espírito aceso, embora dance pra baixo e pra cima.
Tudo é mais sobre o meio, do que o fim, ou o começo.
Ficar no meio de tudo se permitindo transformar.
Adquirir a capacidade da mutabilidade e se reiventar de novo e de novo.
Envelhecendo nossa capa orgânica e rejuvenescendo a mente em infância.
Permitir-se mudar de forma e conceito,
Ajuntar todas as peças e embaralhar de novo porque nada permanece.
Contemplar os caminhos dos teus, do seu e dos seres.
Realidade e delírio são duas faces inversas mas que pertencem à mesma moeda.
O ato reflexivo como lente ocular, permite absorver espectros cromáticos além do arco-íris.
Algumas coisas permanecem além do tempo, dos mundos e dos corpos.
A essência de tudo aquilo que é, e somos.
E tantas as fragrâncias e formas e cores,
Que se modificam em cada corpo, vida, após.
Mas é aquilo que também permanece.
Essência, fogo do Espírito.
Maré Alta
Sempre fui um ser de fácil emoção, quando vi já fui, já senti. Não sei se é porque é uma delícia louca se permitir nadar no coração, mesmo sabendo que as vezes arrebenta demais lá na frente. Vai indo, um dia de cada vez não parece surtir tanto efeito.
No amor nada seria tão distante disso, haja coragem pra entrelaçar o coração no da outra pessoa, se parar pra pensar não faz sentido, mas quem diz que sentido é pra pensar.
As vezes quase dou pra traz quando penso demais onde é que isso vai parar?
Quem se preocupa demais com o fim não vive direito.
Mas o pensamento às vezes pega de jeito e nos demonstram sua existência, nas lacunas das artérias preenchidas com vasos tortos. Sangues venosos que escorrem toda vez que o batimento cardíaco acelera demais.
Ou quem faz o batimento correr solto meio sem jeito.
Deveria o coração da gente correr apenas no ritmo do próprio peito, mas tem peito alheio que encosta demais, o resto a gravidade faz.
Será que é assim que nasce o amor? O coração fica perto demais do outro? E como circuitos, começam a girar em órbita?
Deve ter sido assim que comecei a rodopiar em volta do teu peito esquerdo.

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Abóboda
No verão o Sol levanta mais cedo, e fica até mais tarde.
Parece até que tá mais perto, embora a distância seja exata à vida.
Quando se vai, minúsculos sóis aparecem, embora sejam absurdamente maiores.
De tão pequenos, não sentimos a própria casa caminhar pelo espaço.
O Sol exerce extrema atração, fadados a girar a grande estrela, enquanto queimar.
Uma vez eu olhei pro céu e perguntei que estrela é viva, já que o presente acontece em tempo luz.
Pontos de luz na matéria escura, bolas de fogo que comem a si próprias.
Tudo é luz, e tudo é movimento.
Tão imenso, e tão distante.
Ouvi que amor é gravidade, força gravitacional que atrai os corpos e o tempo.
Se não houvesse gravidade, não haveria vida.
Nosso núcleo em direção à Terra, o núcleo da Terra em direção ao Sol, o Sol visita Sirianos, Pleiadianos e Vega, e todos visitamos o grande centro da espiral galáctica.
O extremo gravitacional que se alimenta de luz, de fogo.
A grande morte e a grande vida.
Grandes núcleos de fogo flutuando no espaço.
Palavra é Fogo
A ordem das palavras altera o resultado
Onde é que vira arte? Vira poema?
Em qual lugar deve ficar a + b pra que teu ouvido me ouça?
Contar histórias, declamar versos, trocar palavras tortas conversas paralelas
Mensagens
Expressão
Palavra que esquenta, palavra que gela, palavra que queima.
Palavra que a gente não esquece nunca mais.
Jogar palavras ao vento.
Meio de intercâmbio entre o espírito das coisas
A história do mundo que está sendo feita agora.
História do tempo que marcou a terra
Organizou as cadeias montanhosas mares e desertos
Ainda que se reorganizem, pois nada é estático
O núcleo da Terra cresce e espirra, pois nada que é demais cabe dentro.
O céu do santo, Paulo, amanheceu cheio de fogo
Hunga Tonga pôs seu fogo pra fora
E ardeu o amanhecer
O espírito da Terra é fogo
Vulcões são meios de comunicação.
Assim como as palavras, conectam dentro e fora.
Mesmo não ouvindo a Terra, tememos sua forma de expressão
Tememos o fogo, ainda que esteja sob nossos pés.
A terra treme.
Placas tectônicas dançam umas com as outras.
Sinto a terra girando cada vez mais rápido.
Pra onde será que ela vai? Com tanta pressa?
Caminhamos pra frente com fé no tempo que vai chegar.
Queimando cada vez menos.
Na história dos seres que queimavam uns aos outros
E ainda queimam.
As almas que faziam roda em volta do fogo
Foram presas pois chamavam deus de outra pessoa
E os espíritos foram queimando cada vez menos.
O caos serve a ordem.
E o fogo só se torna mau quando encontra a mão errada..
Castiçais de Vidro
Lembro do som do estardalhaço do vidro se transformando em mil partes, e de saber que o fim de toda peça vidrada é o inevitável rompimento de sua estrutura.
Admiro aqueles que seguram nas mãos taças de haste fina e comprida, com a sutileza de dois dedos tangenciais.
Ou aqueles que se equilibram em saltos tão compridos quanto pede a ocasião.
Tem gente que foi feita pra segurar em objetos de átomos sólidos e a correr mais perto do chão, em saltos rasteiros e sapatos de salto baixo, embora ligeiros.
A gravidade de todo o espaço unindo cada pedaço de matéria no lugar específico a que lhe pertence, e o movimento entre as partes. E a própria substância física e sutil que permeia a vastidão.
Falar da gravidade e dos corpos celestes pra falar de amor, e dos castelos de areia que construí na beira de mares revoltos em altas marés.
E ilhas que construí em torno de mim mesma, e de miragens que tive em tempo de caminhada em desertos emocionais.
É preciso ter a coragem de mil desistentes para amar um único ser.
Embora pareça tolo, se jogar assim no mar revolto, ou no deserto sem direção da terra firme, areias movediças sussurrando caminhos estreitos e hostis.
Amar um ser inclui saber do inevitável rompimento, como o estardalhaço do vidro ecoando como um sussurro futuro.
E mesmo assim, possuir a coragem de se jogar de novo e de novo, a cada castiçal quebrado.
Ouvi histórias de castelos cujas princesas imploravam por socorro e eram sempre atendidas.
Princesas e príncipes não humanos com certeza.
E histórias meras fantasias de casos impossíveis e amores fadados ao fracasso.
Pois as peças não se encaixam e as histórias não são as mesmas.
Embora a realidade nos surpreenda com o rumo das ocasiões.
Corri pela costa e vi dezenas de castelos beira-mar.
E a água invadindo tudo.
Outros distantes.
Outros inteiros e outros irreconhecíveis.
E seres crianças construindo e criando salões e torres cada vez mais altos.
Quase beira-céu de tanta esperança e intenção. E fé.
Amor é ato de fé.
E ato de prece.
Embora a prece vá em direção ao espaço em eco.
E às vezes parece que não volta.
Amanhã é outro dia, outra prece. Outra esperança. Outra onda invadindo a praia dos Enamorados e derrubando castelos ilusórios.
O que há de ser o futuro a quem lhe pertence?
Presente, presente.
Onde é que eu estive esse tempo todo?
Em que miragem permaneci vidrada, enamorada.
Em que poção embebedei anestesiada pela substância da própria percepção.
A gravidade te puxa cada vez mais pra baixo.
Em terras firmes ou águas profundas.
Castelos de vidro parecem mais transparentes do que os de areia.
Embora permanecer translúcido conceda a percepção das sombras em ambos os lados.
Dentro e fora.
A onda que vai, sempre volta.
E os castelos feitos de chão permanecem intactos.
Embora goste das torres arranha-céu.
Arranha demais.
E chega a estilhaçar as partes.
Acreditar que a maré não existe não evita a diluição.
Continuo a ter fé nos banhos de sal grosso da Terra que levam os castelos frágeis.
Sem título
óleo sobre tela
Sem título
Gravura em metal

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Faces
Gravura em metal
Árvore da vida
Gravura em metal
Projeção
Gravura em metal
Cárceres Mentais
Acrílica sobre tela, 102x80cm
Sem título
Aquarela sobre papel
A4

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Caneta nanquim sobre papel
Sem título
Grafite sobre papel
A4