Ei! Você viu a HARPER WANG por aí? Você sabe, aquela aluna da graduação de 32 ANOS e se parece muito com GEMMA CHAN. Eu acho que ela formou com especialização em NUTRIÇÃO e se parecia muito com BRENDA SONG. Toda vez que passava pelo dormitório dela, ouvia LIGHTS (ELLIE GOULDING) tocando pela porta. Todos que a conhecem dizem que ela costuma ser OTIMISTA, mas também poderia ser MANIPULÁVEL.
PORTFOLIO: 2010s + 2020s
MUSINGS
POVs
TASKS
RESUMO
Harper passou a vida toda buscando pela aprovação dos pais, imigrantes chineses que tinham um restaurante de comida típica no qual a garota cresceu ajudando lá dentro. Sempre escutou dos pais sobre como a educação devia ser o foco principal e como ela devia ser médica, advogada ou engenheira, mas foi permitida a entrada no curso de nutrição somente por ter conseguido uma bolsa integral, mesmo que o curso fosse uma grande decepção para os pais, que assumiram seu irmão gêmeo como a favorita por seguir as ideias dos pais à risca. Na universidade, compensou essa ansiedade querendo agradar tudo e todos a todo momento, entrando em vários clubes e grupos. Depois de formada, conseguiu um emprego como nutricionista de um programa de TV. Com o passar dos anos seu carisma e cursos de culinária que pagou por ela mesma, se tornou a host de seu próprio programa culinário que agora faz bastante sucesso.
INVENTÁRIO
Óculos VR da Samsung
Boné azul da Merryweather
Caixa de metal com estofamento de espuma contendo 6 unidades de um tubo de metal com pino reforçado e um bilhete "Granada Entropia Controlada aka "Bagunça tudo". Quando aberta, aumenta temporariamente a entropia em uma área específica, causando desorganização molecular, desativando máquinas e desorientação em seres vivos no raio de 2m3. Não utilizar sem o uso de proteção auricular. Acondicionar fora de calor ou de ambientes com muita luz solar. xoxo Milton."
TRIVIA
Em 2014 participava dos clubes de teatro e de arte e mídia. Também faz parte dos grupos de cheerleading (flyer) e track & field;
Tem 1,60 de altura (5'2);
Moradora do terceiro andar do Hedrick Hall;
Cantônes é sua primeira língua, já que os pais preferiram ensinar a língua materna aos filhos e deixar que os Estados Unidos os ensinasse o inglês. Hoje em dia, pela falta de prática, mesmo que consiga falar e escutar cantônes perfeitamente, sua escrita e leitura depreciaram. Faz três anos que "voltar a estudar cantônes!" é sua resolução de ano novo, mas nunca cumpre;
Tem uma memória excelente. Isso foi sua maior vantagem nos estudos e é sua maior vantagem durante a cozinha. É do tipo que lembra nomes, rostos e principais detalhes de pessoas tão fácil quanto itens chaves para estudo e passos/segredos de receitas (contudo, a habilidade para cozinhar bons pratos veio muito, muuuuito depois);
Como ela tinha tempo para tantos clubes e festas e amigos e a faculdade e para si mesma? Não tinha. Sempre quis abraçar o mundo e no final quase não sobrava muito tempo para ela mesmo. Estava sempre constantemente estimulada, à beira de um burnout. Chorou muito nos banheiros durante os intervalos das aulas, mas aí passava uma maquiagem e está bem de novo, sem querer entender a própria situação. Em 2024, a situação é parecida, mas se enfiando de cabeça no trabalho;
Tentou aprender a cozinhar sozinha e vender uns doces em 2014 para ajudar com as contas. Os sabores de trufas, chocolates, e afins são bem... Inconsistentes no quesito qualidade, sempre errando no balanço de açúcar ou de frutas ou de chocolate ou afins. É uma caixinha de surpresas se vai comprar um doce bom ou ruim!
O pequeno restaurante da família ganhou mais popularidade desde que ela anunciou o nome dele no seu programa e deu uma boa reformada no lugar. Seus pais ainda trabalham lá, mas agora contam com a ajuda de alguns tios e primos que também imigraram para os Estados Unidos em 2015;
A amiga que forneceu para Harper o emprego dentro do meio televisivo tornou-se sua namorada em 2019, e noivaram no final de 2023;
Harper e o irmão Harvey se dão "bem", mas é uma relação complicada por conta da competitividade pela atenção dos pais desde pequenos, sempre uma sendo extremamente ressentida com a outra. Harvey era o favorito e o protagonista de toda roda de conversa até Harper conseguir a posição de host do programa culinário. Desde então eles se afastaram ainda mais.
BIOGRAFIA
ANTES DE 2014
Filha de imigrantes chineses, desde o início Harper cresceu envolvida com comida no restaurante de comida típica chinesa que os pais tinham. Não era o restaurante mais chique do mundo (estava bem longe disso), mas era um grande resgate da cultura que eles tanto se orgulhavam, mesmo que precisassem ter se mudado para outro país em busca de condições melhores de vida. Mesmo que saísse da escola para ir trabalhar no restaurante, Harper ainda tinha que estudar um monte para tirar notas excelentes e deixar orgulhosos os pais que se esforçaram tanto para entregar a oportunidade de uma educação de qualidade.
Já era decidido que ela faria faculdade e ponto final desde o início da sua vida, mas isso nunca foi de seu desejo. Amava de paixão o restaurante e sua mãe, a dona do cardápio e quem realmente metia a mão na massa na cozinha, já havia a tentado ensinar a cozinhar diversas vezes sem muito sucesso por conta da impaciência da mais velha. Seu verdadeiro sonho era entrar em uma escola culinária e aplicaria para ser chef de cozinha! Mas toda vez que mencionava isso seus pais a davam uma dura enorme. Ela faria algo de verdade na sua vida, oras. Teria uma educação de qualidade e faria algo como direito, ou medicina, ou engenharia (esse último foi o caminho que seu irmão escolheu).
Ter escolhido nutrição foi um desastre aos olhos dos pais que sempre tentou agradar, mas ao menos suas notas eram boas o suficiente para concedê-la uma bolsa integral na UCLA, então eles não podiam reclamar por muito tempo, além de ser uma excelente universidade. Teve de se mudar de cidade e o apego que tinha aos pais a prejudicou muito pela saudade. Percebeu que era bem menos independente do que achava, e começou a entrar em todos os clubes e esportes possíveis para conhecer mais gente, ocupar a cabeça, qualquer coisa que a deixasse conversando quando não estivesse estudando.
EM 2014
No ano de 2014 Harper já era um rosto bem conhecido na universidade. Não tinha influência social, mas era sempre chamada para todas as festas e era uma companhia agradável de se ter por perto; principalmente se alguém precisasse de um favorzinho. Sempre pediam alguma coisa, e ela sempre se desdobrava em mil e um pedaços para ajudar seja lá quem fosse. Nunca percebeu o quanto era usada nem quando tentava vender seus doces que aprendia a fazer em casa para seus supostos "amigos" e pouquíssimos deles sequer a incentivava. Estava sempre na busca pelo próximo elogio, e, sinceramente, a graduação e a sensação de mudança a assustavam.
EM 2024
Ter participado de tantas extracurriculares que envolviam estar se mostrando e conversando, o rosto de Harper ficou conhecido conforme os anos na universidade foram passando. Acreditava que tinha muitos "amigos", mas eram poucos os que realmente eram próximos. Percebeu isso pouco tempo depois da graduação, que por mais que entregasse vários e vários cartões de visita para suas consultas nutricionais, a maioria deles acabava no lixo.
No seu primeiro emprego, em uma clínica horrorosa e com um contrato abusivo de trabalho o qual só questionou depois de muitos anos, uma de suas clientes era uma antiga conhecida da universidade que se dava muito bem e era uma interação genuína. O reencontro das duas fez com que uma conexão muito forte surgisse para além de nutricionista e cliente, e como a tal mulher trabalhava dentro de uma empresa de shows culinários, acabou indicando Harper para se tornar nutricionista dos shows.
O emprego no backstage da mídia não era fabuloso, mas foi ali que suas skills sociais e agradáveis acabaram fazendo com que ela conhecesse cada vez mais pessoas, e conseguisse fazer um cursinho de culinária com uns colegas da equipe, e depois fosse escalada como sous-chef figurante, e depois como sous-chef principal (até sendo permitida falar na TV!) e, por fim, nos últimos dois anos, Harper tem o orgulho de dizer que é a host principal de seu próprio show de culinária, o "What the Plate is That?" (versão amadores e profissional), em que consiste em pessoas provando pratos super complicados e tentar reproduzi-los. Está sendo um sucesso televisivo! Como diria sua mãe, finalmente está tendo uma carreira que traz honra para a família.
Ajudaria alguém próximo que voltou no tempo a voltar para 2024?
Com certeza. Principalmente em 2014 quando Harper não tinha coragem de dizer "não" para ninguém. Para ela não querer oferecer ajuda, só mesmo se a pessoa fizesse algo de muito ruim para ela mesmo, mas na grande massiva maioria dos casos ajudaria sim.
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A cada palavra que Marcelo falava, pior ficava a ansiedade de Harper, que parecia que ia desmaiar a qualquer momento. — E-Eu não tenho um notebook pra emprestar… Tenho esse meu celular… — um iPhone rosa novinho que segurava com firmeza entre os dedos trêmulos. — … E um tablet… — abriu a mochila para puxar um tablet Google Nexus bem desgastado, com uma capinha cor de rosa desbotada acompanhada de um teclado definitivamente não oficial, com as pontas comidas, e cheia de adesivos fofinhos. — Aqui é onde eu gosto de anotar receitas e umas coisinhas de aula. É… É-É bom o suficiente? — não saberia o que fazer se nem o tablet ou o celular fossem. Se mataria, talvez. Contudo, ficou assustada quando o loiro pegou em seu braço e falou de Joji. — Você e ela se conhecem desde essa época? Desculpa, eu não sabia… — admitiu, com vergonha. Ainda tinha tantas coisas sobre Joji que não fazia ideia! — Mas devia confiar. Ela é muito boa, sabia? Se eu pedisse, eu tenho certeza que ela ia ajudar, nem preciso falar que é seu trabalho! —
Segurou os objetos que ela entregava fazendo muita, muita força pra não olhar pra eles com desdém. - A, Harper... isso vai... isso deve ajudar com certeza. - mexia no celular tentando descobrir qual modelo era aquele, afinal não tinha como Harper pagar pelo mais recente. - Não, Harper, eu realmente não quero me envolver com ela. Ela é meio... não, deixa, eu não posso ficar falando assim das pessoas pelas costas, por mais perigosas que elas sejam. - respirou fundo e abriu um sorriso amigável. - Obrigado, Harper. Você é a melhor. Olha, eu vou tentar conversar com meu professor pra ver se ele não se compadece da minha situação e consigo entregar o trabalho outro dia. Isso aqui vai ser de grande ajuda, obrigado!
Abriu um sorrisão aliviado quando Marcelo disse que seu tablet iria ajudá-lo. Ufa, pelo menos não estava em dívida com um Dragna. Aquilo seria terrível. ─ Perigosa? A Joji? Você deve estar pensando em outra pessoa. ─ imaginando que aquilo podia soar como um desafio, recuou. ─ Quer dizer. Imagino que ela possa ter feito algo de ruim pra você antes, mas ela tem um bom coração! ─ assentiu com a cabeça, determinada nas próprias palavras. ─ Que bom que deu pra ajudar, Marcelo. E desculpa mais uma vez... Não queria mesmo te prejudicar, juro juradinho. Se quiser posso falar com o seu professor também, de testemunha, não sei... ─
O sorriso de Victoria se mantinha largo e ela assentiu "Com certeza, cortar e colocar no Vine! Mandar pro Instagram também, um dia as pessoas vão entender o quão bom será colocar vídeos curtos no Insta, você vai ver. E vamos colocar no Musicaly também, vai ficar ótimo..." ela deu mais um sorrisinho, afinal, sabia que se começasse tendencias, que ela sabia que eram inevitáveis de acontecerem, seria como uma percursora - ainda que tivesse informações privilegiadas do futuro. "Você sabe editar, babe? Porque eu posso te mostrar como faz, quem sabe você não fica boa o bastante um dia pra gente filmar um seu também? Vai ficar tão linda, juro, tenho certeza!"
─ Vídeo no Instagram? ─ tombou a cabeça, incerta. Os vídeos lá tinham só 15 segundos, e não dava nem para compartilhar direito... Era só uma rede de fotos, afinal. Mas Victoria parecia entender daquelas coisas, então Deus a livrasse de duvidar dela. ─ No Musicaly vai ficar perfeito! ─ deixou a empolgação transpirar para o que tinha confiança, batendo uma palma empolgada. Quando foi oofertada a ajuda com edição, Harper recuou, surpresa. Não imaginava que Vic doaria seu tempo para ela daquele jeito! ─ Eu não sei editar, mas eu adoraria filmar um! O que eu preciso fazer pra ficar boa o suficiente pra um vídeo desses? ─
A morena encarava o rosto de Harper com atenção, esperando de forma paciente enquanto ela fechava os olhos. Faltava pouco, Wang poderia ser só dela, mas Joji temia que ela espiasse ou tentasse se soltar, algo que seria inadmissível. Segurou os punhos da garota com apenas uma mão, tateando pela cama até encontrar o laço que usará para o primeiro presente; dessa vez seria usado para a verdadeira finalidade dele. Jenkins amarrou os braços de Harper na cabeceira da cama, com firmeza para que não se soltasse. Quando se deu por satisfeita, a hacker se afastou, procurando pela bolsa que havia guardado em algum lugar, sorriu maliciosamente quando a encontrou, voltando até a cama em seguida. Sentou-se no colo da chinesa, sem qualquer pudor, pressionando propositadamente o corpo contra o dela, enquanto a mão tateava cegamente a bolsa. — Não olha! — Repetiu em um tom malicioso. A mão finalmente se fechou no brinquedo que havia trazido consigo e, assim que o retirou da bolsa, o habitual clique soou em sua cabeça. Jocelyn Jenkins era um deus em formação; ainda não havia se decidido se era da destruição, da vingança ou da morte. Talvez fosse dos três juntos. Não importava. Ela era um deus se escondendo entre os humanos, fingindo ter os mesmos sentimentos que eles, tentando ser o mais humana possível, mas sabendo que falharia de um jeito ou de outro. Estreitou os olhos enquanto observava a ponta da pistola apontada para a testa de Harper; a mesma pistola que tinha colocando entre os próprios dentes no dia anterior, conseguia até ver os vestígios do batom nela. Jocelyn poderia apertar o gatilho naquele momento, e seria esplêndido ver os lençóis imundos com os restos da garota, sentia até mesmo o calor do sangue alheio pintando seu rosto, a deixando completamente marcada com a essência mais pura da chinesa. Ela tinha sua vida entre suas mãos, bastava puxar o tiro, nem iria precisar de muito. Harper jamais seria seu ponto fraco, Jocelyn a mataria antes que se tornasse; ela não podia ter qualquer ponto fraco, era um deus predador que jamais seria derrotado, não importasse o que iria acontecer.
Teve de segurar os lábios entre os dentes para não fazer muito som quando sentiu os pulsos presos à cabeceira da cama, e escondeu o rosto no braço agora esticado em uma falha tentativa de fazer o constrangimento ser menor quando sentiu o peso de Joji em cima de si. Escutou o zíper da bolsa, escutou o remexer dos itens ali dentro, escutou um "click" que não sabia o que era, e depois... Silêncio. Agonizante silêncio no meio da escuridão dos olhos bem fechados. Instintivamente, mexeu a cabeça na direção dela, como se pudesse "enxergar" melhor, mas deixou as pálpebras bem fechadas o tempo todo. ─ Erh... Joji? ─ chamou. Só sabia que ela ainda estava ali pelo peso em cima de si, mas do contrário, era como se estivesse sozinha. Estava principalmente confusa e ansiosa. Aguardou um pouco mais.
"Te elogiaram, um monte, amiga! Falaram tão bem de você, eu nem me lembro direito.. Mas foi ótimo, juro. Você está seguindo por um caminho tãããão bom... As pessoas te amam, juro!" ela disse com o sorriso mais convincente e cativante que podia - aquela era sua especialidade, afinal. Se colocou diante da câmera, movendo o corpo e sorriu ao ouvir o elogio. Era fácil demais manipular Harper. Não que ela fosse uma pessoa ruim, mas era uma ótima seguidora. E desde que seguisse Victoria, por ela estava ótimo. Girou a cintura como ela fez, e sorriu ainda mais largo, movendo o corpo agora, conforme a música a tocar. O sorriso era contagiante e ela pretendia postar aquilo no Musicaly - o que um dia se tornaria o Tiktok. Quem sabe não revolucionasse o Tiktok antes mesmo dele começar a bombar de verdade, não era? Finalizou o corpo parado em uma mão apoiando nem uma grade paralela e sorriu por fim. "E ai o que achou?"
─ Ai, que bom! ─ Harper exibia um sorriso de orelha à orelha, extremamente contente. Eram elogios vagos e não diretos, mas eram elogios de qualquer forma! As pessoas amavam ela. Mais de uma! Mais que só Gwen torcia pelo seu sucesso! O sorriso de Victoria ainda lhe caía muito bem com todas aquelas palavras que podiam ter a profundidade de um poço d'água, mas que significavam tanto para a chinesa. Ficou dançandinho em silêncio para não atrapalhar o vídeo alheio enquanto terminava suas giradinhas, batendo palmas super animadas depois da finalização. ─ Ficou ótimo! Vai postar no Vine? É uma dança maior que 6 segundos mas acho que dá pra cortar umas partes e pegar as mais sensuais! Certeza que você faria um sucesso enoooorme lá. ─
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Os olhos de Jocelyn brilhavam, um misto de excitação, fome e intensidade, beirava até mesmo à loucura. Tinha certeza que, se estivessem no escuro, seus olhos piscariam como faróis, semelhante à um felino à espreita. Observou em silêncio enquanto Harper respondia ao comando, se deliciando ainda mais. As falas proferidas pela menor já davam indícios do que queria, mas aquela ação, era a pá de terra que ela precisava. Não demoraria muito para a ter em suas mãos. Joji não se mexeu muito, se controlando ao máximo para não atacar a coelhinha de primeira, não enquanto ela não estivesse totalmente preparada. Assim que sentiu as mãos macias da menor em suas coxas, Jocelyn soltou a mão que segurava o pescoço alheio, seguindo até os punhos dela, os segurando com força, puxando para cima, os deixando acima de sua cabeça. Tomou um impulso, deixando todo o peso de seu corpo contra o torço da Wang, a obrigando a se deitar na cama. O chocolate já havia derretido em sua língua, de modo que engoliu, franzindo levemente o cenho por sentir o gosto doce demais em sua garganta; não era o sabor que ela queria. Afastou os lábios que estavam próximos e os desceu até o queixo da chinesa, dando uma mordida fraca ali, soltando o ar pesadamente em seguida. O gosto delicioso de Harper fazia sua garganta arder, em uma sede que ela nem desconfiava que tinha. De repente, a imagem de Bunny completamente à mercê de si era a mais atraente de todas. — Feche os olhos. Não abra até eu mandar. — Murmurou contra a pele dela, encarando o rosto alheio com total atenção.
Recolheu um gritinho fino quando sentiu as mãos firmes de Joji nos seus pulsos, a puxando para cima de sua cabeça. Outro, ainda, enquanto caía com as costas na cama. Engoliu a ponta do chocolate que havia pego no processo, mas nem conseguindo apreciar direito o sabor açucarado quando estava ocupada tentando não surtar por ter Joji em cima de si pela segunda vez naquela conversa!! As mãos se mexeram de forma teimosa debaixo do aperto dos dedos firmes, sentindo um ligeiro desconforto por conta da pressão, e sentiu um alerta na cabeça ao perceber que não conseguiria fugir dali, se quisesse, se precisasse. Mas precisava? A voz da mais alta contra a sua pele parecia fazer um carinho, reafirmando que não; que só precisava confiar. Não confiava? Havia acabado de dizer que sim. ─ O-Ok. ─ a voz tremeu ao concordar com o comando, ainda que com um bico pequeno nos lábios. Queria olhar para Joji. Queria poder tocá-la também. Mas se Harper havia aprendido alguma coisa até aquele momento, era que paciência era uma virtude. Então fechou os olhos, fechou as mãos em punhos para evitar o leve tremor que surgiu por conta do alerta mental irritante, e aguardou o que seja lá que Joji queria fazer consigo.
Por alguma razão que ele claramente não daria nenhum esforço para entender, sentiu-se estranhamente pesado com o olhar da irmã, como se ela desconfiasse de suas intenções. E ela estaria correta em 100% das vezes, mas não naquele momento. Deu de ombros, ignorando os próprios pensamentos ao sentir novamente o peso da carta em sua mão. Carta? Ah, é, a carta.
— Olha, não me faz pergunta difícil. Só apareceu assim, puft, igual a isso aqui. — Parou por um momento para pegar sua própria foto mais velho e mostrar para ela tão rápido quanto guardou novamente. — Pode ser por aqui mesmo, tá vazio não é? Bom que temos certa privacidade para ouvirmos o que o vovô tem a dizer.
Indicou a arquibancada com a mão que segurava a carta e caminhou a passos largos para o local. Esperou que Harper se aproximasse e subiu alguns degraus, se sentando um pouco acima, para que ela sentasse abaixo e assim ambos lessem a tal carta juntos.
— Toma, abre e vamos ler juntos. — Entregou a carta (@tbthqs) para a gêmea, pigarreando para limpar a garganta enquanto aprumava o corpo. Ansiosamente remexeu-se em seu lugar, baixando algumas oitavas de seu tom. — Já pode abrir.
Ver o irmão mais velho daquela maneira era bem... Surpreendente. Até pensou em comentar algo sobre, mas a velocidade com que ele guardou a foto fez com que se calasse. ─ Tá legal. ─ concordou com o local da leitura, a fala bem breve. Seguiu Harvey pela escadaria, inicialmente sentando-se ao lado dele antes do gêmeo se erguer e subir alguns degraus. Por algum motivo, aquilo havia a deixado bem incomodada; parecia até uma metáfora para o relacionamento dos dois. Em silêncio, pegou a carta estendida, e a abriu sem mais cerimônias. Se já estava receosa apenas com a presença de Harvey, cada palavra do avô a deixava ainda pior. Os ombros que doíam de forma gostosa pelo recente exercício agora doíam pelos músculos tensionados. Percebeu que os olhos marejaram tarde demais e algumas laǵrimas caíram sobre o papel ao finalizar a leitura. Tratou logo de limpar o rosto com as costas da mão e sem olhar para o mais velho, devolveu o papel da carta com a mão livre. ─ Isso é tão injusto. Ele não precisva ter voltado pro projeto, mas quis mesmo assim. ─ a voz estava bem mais embargada do que gostaria. Percebeu ali que se sentia extremamente desconfortável em demonstrar vulnerabilidade perto de Harvey. Quando aquilo havia acontecido? ─ ... A gente não tem mesmo como escapar disso, né? Dessa confusão toda. O vô tentou, e foram atrás dele pra m... Matar ele. ─
Observava com atenção a cada pequeno movimento de Harper, sorrindo largo por estarem indo exatamente para onde Jocelyn queria. Ela queria que Wang a desejasse tanto que sentisse necessidade de estar por perto, queria que a menor sonhasse com ela todos os dias, que ficasse louca o suficiente para a seguir onde quer que fosse. Era sua tática preferida de caçada, imitando as plantas carnívoras que atraiam suas presas com as cores vibrantes e o cheiro delicioso. — É mesmo? E o que faria você se apaixonar por mim, Bunny? — Perguntou em um tom baixo, encarando os dedos de Harper enquanto ela escolhia um dos bombons. Jocelyn tinha tomado o cuidado de colocar o sonífero em apenas alguns, os menos chamativos, aqueles que Harper não daria a atenção necessária. Seus olhos tremeram quando ela passou perto de escolher um deles, e precisou de toda a força do mundo para não suspirar quando ela pegou o bombom do lado; não teria qualquer problema para Jocelyn comer aquele. — Ah, espero que tenha e que pra selar a poção, só com o beijo do verdadeiro amor, tipo em Shrek 2. — Respondeu à brincadeira, dando uma risada baixa em seguida. Joji se ajeitou melhor na cama, segurando o punho de Harper entre os dedos, se inclinando para capturar o chocolate com os lábios, tomando todo o cuidado do mundo para roçar contra as digitais de Wang. Se afastou, ainda segurando o doce entre os dentes, levando a destra até o pescoço da cozinheira, apertando levemente enquanto se inclinava para ela, deixando a outra pontinha próxima da boca de Harper. A fitava com intensidade, de forma paciente, torcendo para que ela entendesse o que Jocelyn mandava.
Harper não sabia mesmo como reagir às investidas de Joji. Cada vez mais constrangida conforme ficava mais e mais óbvio, escutar perguntas como o que faria ela se apaixonar por Joji a faziam engasgar na própria saliva, tamanho era o pânico que subiu pela garganta. Devia estar delirante, de certo. Com certeza aquilo tudo era um grande sonho. ─ O-O que será, hein? ─ guardou uma mecha de cabelo atrás do ouvido, toda boba e envergonhada. ─ Eu também não sei, acho que vai ter que testar muita coisa até a gente descobrir... ─ balançou os pés no ar e desviou o olhar para cima, como se sua fala tivesse sido super inocente, quando na verdade era muito o contrário: queria experimentar muitas coisas com a Jenkins. Muitas, muitas coias que sua cabecinha conseguiu maquinar em pouco tempo, e já teve de cortar as próprias ideias antes que parasse de funcionar ali. Ainda bem que Joji mostrava-se excelente em trazê-la de volta para a realidade, com a fala sobre a poção, o roçar dos lábios nas suas digiais, o segurar do doce com os dentes agora tão próximos de si, o leve apertar do pescoço outra vez.... As suas ideias de possíveis cenários a se realizar com Joji pareciam ter voltado todas de uma vez; será que estava tão vermelha quanto imaginava? Com um inspirar fundo, que com certeza saiu mais trêmulo que gostaria, Harper inclinou o rosto para o lado aproximando-se da mais velha para beliscar com a ponta dos dentes a sua parte do chocolate ofertada, quase desmaiando ao sentir os narizes tocando e o ligeiro encostar das bocas. Por instinto, fechou os olhos enquanto as mãos buscavam conforto nas coxas de Joji, procurando por um apoio físico que não fosse ela mesma.
A morena deu um largo sorriso, embora os lábios tenham tremido levemente com as respostas da garota, mas Jocelyn mantinha a calma; era óbvio que Harper não cairia de primeira em suas palavras, mas Jenkins era paciente e observadora, iria conseguir o que queria, mais cedo ou mais tarde, e naquele momento estava contente por ter a Wang mais nova tão perto de si, só mais um pouco e ela poderia ser sua. Jocelyn deslizou ambas as mãos pelos ombros de Harper até a nuca, entrelaçando os fios escuros com firmeza, obrigando as duas a ficarem coladas. — Ah, espero que eu e meu sorriso estejam nessa lista. — Brincou, com o sorriso mais largo possível, encarando os olhos dela com atenção; os olhos brilhantes, doces e inocentes de Harper era tudo o que Joji precisava naquele momento, sua mente se esticava, criando todos os cenários possíveis de como ela ansiava pelas lágrimas, pelo desespero e o desejo que poderia causar naqueles olhos tão inocentes. Antes que pudesse se inclinar para finalmente tocar em seus lábios, a morena se afastou com o sorriso ali, de orelha à orelha, tentando desviar o assunto. — Você gostou dos presentes? Não quer experimentar os bombons? A vendedora me garantiu que são os melhores do mundo todo! — Comentou em um tom extremamente animado, soltando os cabelos de cozinheira. — Ela também me prometeu que eles fariam você se apaixonar por mim, mas acho que ela só queria uma gorjeta à mais. — Deu uma risadinha baixa, se inclinando na cama para pegar a caixa de doces, a colocando no colo da garota. — Abre! Acho que você vai entender melhor do que eu se eles são bons mesmo ou não.
Conforme Joji passava as mãos pelos seus ombros e a nuca, Harper sentia todo o ar dos pulmões ir embora, e, ao mesmo tempo, as bochechas formigarem, ansiando por mais daquele toque. ─ O primeiro e segundo lugar. ─ garantiu, num sussurro, pressionando os próprios lábios enquanto os olhos cheios de desejo baixavam para o sorriso tentador da mais velha. Queria, mas queria muito beijar ela ali. Até fechou os olhos quando sentiu uma pequena movimentação no colchão, se inclinando levemente para frente.... Até perceber que Joji fazia o movimento contrário e se afastava. Oh... Oh. Rapidamente ajeitou a postura e passou uma mão no cabelo para voltar a alinhar os fios, sentindo as bochechas coradas de vergonha. Não sabia o que tinha sido aquele avanço tão súbito, mas com certeza havia sido mexida. ─ E-Eu amei! De verdade. ─ garantiu, tentando recobrar a compostura. Porém, como aquilo poderia ser possível, se Joji falava coisas como se apaixonar e depois se inclinava sobre a cama, fazendo Harper demorar os olhos pela figura feminina, e... ─ Ah, sabe como são essas vendedoras! ─ deu uma risada constrangida pela própria imaginação. Aquela não era a hora, Harper!─ Eu não acho que você precisa deles pra me fazer me apaixonar por você, maaaaassssss... ─ nem conseguiu olhá-la no rosto direito, a frase saindo mais baixa que o normal. Abriu a caixa com toda a delicadeza do mundo, admirando os chocolates com um sorriso delicado; era tudo tão, tão lindo. Nem parecia de verdade. Pegou o primeiro da fileira, o girando nos dedos para observar todos os cantinhos do doce. ─ Não quer experimentar comigo? ─ a ofereceu o bombom. ─ Se tiver uma poção do amor aqui dentro, pelo menos o efeito já fica na gente. ─ brincou, com mais leveza agora.
A medida em que o dia do Juízo Final se aproximava, nas palavras de Harvey, o médico colocou na cabeça que deveria, pelo menos, amarrar algumas pontas antes de bater na porta da cidade do pé junto. Não, ele não achava que iria morrer, mas sabia que toda a missão dada pela Miss BDSM seria difícil, e provavelmente alguém sairia machucado, só rezava que não fosse ele.
De qualquer forma, os últimos presentinhos deixados para ele, vindos do povo alucinado da viagem no tempo, também eram parte do sinal vermelho que piscava em sua mente como sirenes de uma ambulância. O tic tac do relógio e as fotos queimadas mostrava uma certeza: ou ele iria morrer ou sumir.
Mas com toda certeza, ele não morreria sem antes abrir a carta do avô e tentar entender porque infernos ele estava metido com aquela gente do JJH e Dragna. O que é que o avô que eles nem conheceram direito gostaria de os contar? Bom, na cabeça de Harv, não faria sentido abrir a carta sem a irmã gêmea. Ele poderia xingá-la, amaldiçoá-la, desejar ser melhor que ela em tudo, mas não poderia tirar dela o direito de tentar entender porque é que eles dois estavam metidos nisso.
Sentado nas arquibancadas do ginásio, o aluno de medicina, ainda em seu uniforme hospitalar, fitava a carta e a sua mais recente foto sobre a mochila. Era isso, o momento chegou.
Levantou o olhar ao ouvir a voz simpática de Joji soar por um autofalante, avisando que o treino das líderes de torcida tinha terminado, graças a Deus. Esperou alguns minutos até ver algumas cheers se afastarem antes de descer da arquibancada, colocar a própria foto assombrada no bolso e pegar a carta na destra, seguindo sua irmã gêmea que caminhava para fora do ginásio.
— Ei, Harp! — Chamou em um tom mais alto, antes de pigarrear para limpar a garganta e se dirigir à sua gêmea. Meu Deus como era difícil falar com alguém que secretamente já desejou tanto azar. — Quero falar com você, tem um minuto? — Apontou para a carta em sua mão, deixando o rosto se abrir em um sorriso travesso ao mostrar o nome do avô no envelope. — Recebi esse presentinho, mas acho que tem que ser aberto por nós dois.
Desde a aproximação de Joji e Harper, a Wang caçula estava se esforçando um monte nas cheers, mais que o normal. Cada giro feito com mais energia, os sorrisos mais alegres. Tudo pela capitã, óbvio! E ainda assim, saía dos treinos sempre feliz ao escutar meio elogio da morena que fosse. Estava toda empolgada, pensando se deveria acompanhar a mais velha até o dormitório, quando escutou a voz familiar do gêmeo. ─ Harv? ─ toda a animação morreu instantaneamente, dando lugar a uma postura receosa. Olhava para os lados, procurando por outra pessoa que ele pudesse querer falar (tinha outra Harper atrás de si?), até perceber que era com ela mesma. ─ Tenho. O que foi? ─ os olhos seguiram logo a carta mostrada, erguendo as sobrancelhas em curiosidade e se aproximando do mais velho. ─ Como...? ─ a frase morreu no meio; com certeza era algo relacionado à maluquice da viagem no tempo. Ultimamente era tudo sobre aquilo. ─ Tá bom. Onde você quer ler isso? Quer ir ali nas arquibancadas mesmo ou pra biblioteca? ─
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Deu um largo sorriso para a menor, concordando com a cabeça; não tinha o que esconder ou fazer qualquer tipo de mistério, se Harper precisasse de algo expositivo naquele momento, então Jocelyn não iria esconder o quanto a desejava, mesmo que precisasse mostrar isso aos poucos. Wang não estava pronta para a avalanche que Joji poderia ser, mas a hacker ainda a estava preparando, conhecendo o terreno, sua presa antes de dar o primeiro bote. — Claro! Você sempre fica muito linda quando sorri, Bunny! — Respondeu com um largo sorriso, mostrando todos os dentes para ela, de uma forma quase ameaçadora. Jocelyn ainda segurava as bochechas de Harper com certa força, encarando seus olhos com toda a atenção possível; sabia que ela iria titubear, estava preparada para àquilo, mas ainda a deixava irritada demais. Como Bunny poderia ser uma tola de confiar em qualquer um? Por isso era uma presa fácil e suculenta, qualquer um poderia aproveitar da sua boa vontade, do seu julgamento fraco e do zero instinto de sobrevivência. Mas Jenkins sabia que precisava daquilo, de Harper daquele jeito, para conseguir o que queria, e era exatamente isso que faria. — Bunny... — Chamou em um tom baixo, colocando a própria perna entre as pernas da outra, a puxando para mais perto de si. — Você não precisa confiar nessas pessoas. Não foram elas que falaram coisas horríveis para você? — Perguntou baixinho, como se contasse um segredo para ela, enquanto sua cabeça memorizava todos os nomes que Harper havia citado. — Eu nunca te deixaria na mão, ou te trocaria por alguém, docinho. — Riu baixo, se aproximando mais ainda de Harper, se inclinando cada vez mais, mais um pouco e elas deitariam na cama. — Eu posso te ajudar a vender doces, até mesmo te ajudar em fazer algo enorme, bem melhor do que ter uma doceria ou padaria, ou sei lá o que essa mulher te prometeu. — Lentamente, aproximou os lábios dos dela, os roçando ali; sabia que qualquer palavra que fosse proferir, faria com que os lábios de Harper repetisse, talvez assim iria grudar em sua mente. — E eu posso compartilhar fofocas com você, tão quentes quanto qualquer outra que você tenha ouvido antes. — Deslizou a canhota da bochecha de Harper até o pescoço da garota, o envolvendo com delicadeza, sem o apertar, ao menos não ainda. — Posso te dar tudo o que você quiser, Harper Wang, você só precisa confiar em mim, e só em mim, hum? — Repetiu, pegando uma das mãos de Bunny e a levando ao próprio peito, bem onde seu coração batia com calma. — Eu sou a pessoa real que vai cuidar de você, Bunny. Eu prometo. Só quero ser sua ancora, hum? — Sorriu largo, soltando a mão da garota, a levando até o seio alheio, pressionando a ponta dos dedos ali, tanto para a provocar quanto para sentir também seu coração. — Não desperdice sua confiança com qualquer um, Bunny. — Sentia a garganta doer, se fechar com o desejo absurdo de se alimentar com o coração da coelhinha à sua frente; imaginava o quão delicioso era o gosto de seu sangue e o quão suculenta era sua carne.
─ ... Mesmo? ─ a pergunta veio mais de forma retórica do que realmente uma pergunta, porque simplesmente não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo com ela. ─ Seu sorriso também é lindo. ─ confessou, um tom um pouco mais abaixo, tímido. Tom esse que caiu ainda mais depois de ter as bochechas seguras e o veneno que era a voz de Jocelyn começando a encantar seus ouvidos tal qual uma sereia fazia com um marinheiro. Como também pensar em qualquer outra coisa que não nela se tinha uma perna da morena entre as suas?! Balançou a cabeça positivamente quando ela lhe perguntou sobre as coisas horríveis que falaram (bem, teoricamente seus pais e a senhora Harris não estavam inclusos, mas pelo bem da retórica deixaria passar). Imaginou ela e Jocelyn provando receitas juntas, montando um estabelecimento, compartilhando as melhores histórias do dia, da semana, de tudo. Soltou um suspiro contra os lábios da mais alta quando sentiu a mão dela contra seu pescoço, estremeceu ao ter a mão levada até o coração calmo alheio, e fez os dois quando ela encostou em si, agora sentindo seu coração batendo a milhão. Sentia as maçãs do rosto formigarem, uma vontade imensurável de apenas se inclinar um pouco para frente e sentir mais dos lábios dela nos seus, e... ─ N... Não vou desperdiçar. ─ sussurrou, quando finalmente arrumou coragem o suficiente. Levou uma das mãos até a ponta dos fios da Jenkins, enrolando as pontas ansiosas dos dedos ali, gostando da sensação. ─ Eu prometo que só vou confiar em... Quem merece a minha confiança. ─ subiu os olhos para falar verdadeiramente para ela, querendo dar a entender que ela era a principal daquela nova lista VIP de em quem confiar. Ainda não podia prometer com todas as letras que ela seria a única, porque gostava de confiar nos outros! Mas Jocelyn tinha razão, como sempre. Se aquelas promessas eram todas verdade, então não precisava mais semear tanta energia, e concentraria em quem importasse. E ela importava, percebeu; finalmente, depois de tanto tempo nas cheers, conseguia a atenção da pessoa que tanto tentou conquistar. Era um sonho. Jocelyn seria a primeira da sua lista especial de confianças.
"Ela é incrível não é? Tão boa... Ela tem um talento nato." disse em desvaneios, com um sorriso - adorava puxar o saco da capitã, afinal, era assim que as aparências e os destaques se mantinham. Ela acabou rindo quando ouviu o que Harper dizia, abrindo a boca surpresa "Você vai? Ah, claro que vai, eu sabia, me confundi. Achei que você tinha reprovado em alguma coisa, erro meu. Mas com certeza você vai achar algo em que seja boa no futuro, linda, você é tão esforçada! Um doce de pessoa, as pessoas te amam, Harps, você sabe disso, né? Todos te elogiam tanto..." ela deu um sorrisinho gentil, fazendo um carinho no ombro alheio, antes de dar uns passos para trás, e puxar a barriga para parecer mais magra. "Vê como está o ângulo dai? Vou colocar a música." virou de costas e depois virou para olha-la sobre o ombro "Estou gostosa assim?"
─ Tem mesmo. ─ o que podia fazer se não concordar? Joji era mesmo super talentosa, e incrível. Nem sabia como é que estava conseguindo passar tanto tempo com ela ultimamente; as palavras de confiança da capitã faziam Harper se sentir invencível e muito mais segura de si. Isso é, pelo menos até Victoria devanear sobre Harper ter reprovado, sobre não ser boa o suficiente apesar do esforço. ─ É, um dia eu... Espera, me elogiam? O que falam de mim? ─ subiu os olhos curiosos para a pouco mais alta ao final da frase, a sensação de tristeza sendo absurdamente amenizada pela concepção de pessoas gostando de sua companhia. Até sorria quando observava a colega de equipe se arrumando para colocar a música da dança. ─ Super gostosa! ─ Harper garantiu, erguendo os polegares para Vic. ─ Tenta girar só mais sua cintura um pouquinho, tipo... ─ se inclinou um pouco como imaginava que ela devia fazer, no ritmo da música que começava a tocar.
Núcleo familiar de quatro pessoas. Imigrantes chineses, montaram um restaurante em Los Angeles de comida chinesa em 1989 e é regido a punhos firmes dos dois donos fundadores, o patriarca e a matriarca Wang, sendo esta sua única fonte de renda. Há alguns agregados da parte Wu da família que também vieram da China para auxiliar no restaurante junto com LuQi depois que o restaurante já estava bem encaminhado, morando todos próximos uns dos outros.
Sobre Wu LuQi ( lucy liu )
Nascida em Hong Kong, Wu LuQi só encontrou dificuldades desde pequena. Nascida de pais operários de fábrica (a mãe em tecidos, o pai em maquinários), a pouca felicidade que tinha vinha nos temperos dos pratos típicos que sua mãe preparava, e criou uma memória afetiva enorme com os pratos da sua região; desde pequena, dizia que iria abrir um restaurante, mas suas ideias só eram vistas como piadas ou sonhos longínquos demais. "De gente com dinheiro de verdade", ela escutava. Sendo assim, com já pouca idade mudou-se para a província de Guangzhou, na busca de oportunidades no seu ramo. Sozinha, porém muito esperta e com mentalidade forte desde cedo, LuQi trabalhava em qualquer coisa que envolvesse comida, aprendendo de tudo e mais um pouco de cada cantinho e prato possível, fazendo várias anotações no seu caderninho que hoje em dia é exposto no restaurante em Los Angeles como um troféu. Foi na nova província que conheceu ZiChen, seu futuro marido, em um mercado local de alimentos. Os encontros levaram a um relacionamento que levaram a um sonho: LuQi tinha um sonho específico, ZiChen tinha a ambição e o conhecimento de comércio. Formaram a dupla perfeita para irem para os Estados Unidos e montarem sua família perfeita. Tinham formalizado um plano, e ninguém, nem mesmo os próprios pais ou os próprios filhos, iriam atrapalhá-los. Arriscariam tudo em nome daquilo.
"Mamãe é uma pessoa incrível. Tem muita garra, e não tem vergonha em mostrar. Porque ela precisou, né? Sempre precisou. Sofreu demais por muito tempo e é super batalhadora, daí acho que ela nunca parou pra pensar que talvez já possa parar de batalhar tanto. Eu tento lembrar disso quando ela fica ocupada, ou briga com a gente pra gente dar o melhor de si. Ela só quer o bem da nossa família e eu sei que faria qualquer coisa pela gente."
Sobre Wang ZiChen ( jung-jae lee )
Nascido na província de Sichuan, China, ZiChen cresceu em um vilarejo rural, ajudando a família na agricultura, aprendendo desde cedo o valor do trabalho duro e a importância de um sustento estável. Sempre lidou muito bem com comércio, acompanhando o pai na venda dos produtos agrícolas no mercado local e aprendendo cada vez mais a lidar com números, planilhas e, principalmente, clientes. Contudo, havia brigas constantes com seu pai com relação às decisões financeiras; seu pai era muito preocupado com a lavoura e com manter a produção baixa para sustentar o comércio local, enquanto ZiChen queria aumentar negócios e lucros. Sabendo que precisava de seu próprio negócio, ZiChen se mudou para a província de Guangzhou, aceitando uma proposta de emprego em uma pequena empresa de importação e exportação, local onde conheceu sua futura esposa, LuQi. Partiu dele a ideia e o sonho de abrirem o restaurante que LuQi desejava nos Estados Unidos, a tal da "terra da oportunidade". Todo o dinheiro juntado por anos a fio culminou naquele momento, na sua maior aposta da vida para conseguir o que sempre quis: tomar as rédeas da própria vida e montar a família perfeita, muito melhor da qual cresceu.
"Papai é bastante sério e é o que mais fica pegando no pé com questão de organização e repetição e estudos... Eu só conseguia um elogio dele quando eu tirava A+ nas matérias. Mas dá pra entender, nada escapa do olho dele no restaurante! Dá pra ver nos olhos dele que ele fica orgulhoso com o negócio, e o quão feliz ele fica de ter encontrado a mamãe. Espero que ele se sinta assim comigo e com o Harv também... Porque boa parte das vezes é difícil de entender o que ele acha de verdade."
Sobre Wang Harvey ( @thxversatile )
O bicha mediciner homem que conhecemos muito bem e ainda assim insiste em nos surpreender toda vez.
"Harv é... O Harv. Tem como descrever melhor? Uma pessoa única. Super simpático e super inteligente, se dá bem com todo mundo! É mesmo um cara fora da curva. Parece que em todo lugar que você acompanha ele, ele precisa parar pra cumprimentar pelo menos três pessoas, e todos chegam sorrindo, cheio de abraços. Harv é querido por muita gente, eu acho isso impressionante. A gente em si não fala muito, e ele não sorri pra mim que nem ele sorri pros outros... Mas ele é um super ocupado, estudando medicina e tendo essa vida social super cheia, eu entendo. De verdade, entendo.
Eu só queria ser mais que nem ele."
Dra. Quarks [SMS]: Consiga dois uniformes do Los Angeles Department of Water and Powertric Company, disponível em qualquer loja de uniformes do shopping ou em uma das unidades da empresa.
[ harpey ] prontinhooo 🫶🫶🫶🫶🫶🫶 espero q seja o suficiente qqlr coisa é só pedir mais q eu me viro!!!!!
Consiga dois uniformes do Los Angeles Department of Water and Powertric Company, disponível em qualquer loja de uniformes do shopping ou em uma das unidades da empresa.
@tbthqs feat. @pretxnder
STATUS: SUCESSO
Havia na missão designada para Harper um conceito o qual ela não era muito familiar: compras. Era mesmo uma vergonha americana, sempre tão preocupada com as próprias economias, com os próprios centavos ganhos a duras penas, que só o pensamento de gastar antes da hora a deixava ansiosa. Foi criada por donos de restaurantes, por um casal que também lutava para sobreviver, então para além de um controle financeiro impecável, com planilhas e mais planilhas em seu tablet caindo aos pedaços, a ideia de prejuízo era demais.
Dois uniformes do Los Angeles Department of Water and Powertric Company deviam custar por volta de 50 dólares cada. 100 dólares! 100 trufas vendidas. E ela bem já tinha usado algumas economias adicionais para fazer os docinhos para Arabella no aniversário, e o dinheiro para o material da fantasia que usou no Halloween. Era impossível de conseguir 100 dólares a tempo. Então...
— Oi... Joji? — suspirou aliviada pela velocidade que a mais alta atendeu a ligação. Ela era sempre tão prestativa! — É... Eu preciso da sua ajuda... —
Pedir dinheiro emprestado causava uma sensação de culpa terrível; afinal, era uma ação desgradável, e Deus sabia que Harper preferiria andar descalça sobre vidroa ntes de magoar qualquer pessoa. Contudo, Joji estava sendo muito carinhosa ultimamente, e ela bem lhe encheu de tantos presentes, e... E, bem, de promessas que não sabia ainda como interpretar direito, mas que estava disposta a tentar, se fosse por ela.
— Eu vou te pagar de volta, eu juro, juradinho! — juntou as palmas das mãos em agradecimento assim que elas saíram da loja de uniformes no shopping próximo à universidade. Joji sorria, a abraçava, a garantia que estava tudo bem e que não precisava agradecer. Porém, Harper já sentia que estava abusando muito da boa vontade da mulher. Não podia deixar aquela folga toda continuar daquele jeito. — Mas eu vou. É sério. — tal qual implicava a fala, Harper falava muito sério. Até mesmo fechou o rosto para poder expressar o quão sério estava falando. — Eu não quero só depender de você. Quero te fazer depender de mim também. — se arrependeu no segundo seguinte após a fala ter deixado a boca, e mordeu a língua. Ugh, aquilo havia ficado tão melhor na sua cabeça! E se Joji a achasse uma grudenta esquisita agora? Era melhor consertar. — Erh... Mas só um pouquinho? — pediu, desfazendo a pose dura e piscando com os olhos pidões. Suspirou aliviada quando percebeu que Joji na verdade continuava apenas sorrindo. É! Estava tudo indo muito bem. Aquilo era o mínimo que podia fazer por uma... Amiga? Tão boa quanto Joji estava sendo por ela ultimamente, certo?
Quando finalmente chegaram no dormitório de Harper, porque Joji fez questão de acompanhá-la até lá, a mais baixa fez questão de ficar na ponta dos pés e roubar um beijo rápido da bochecha da engenheira.
— Eu cumpro o que eu prometo. Sou bem teimosa quando eu quero, tá? — apesar da fala, estava com as bochechas vermelhas de vergonha só de imaginar que poderia, novamente, ser vista como grudenta. Mas tinha de ser firme! Mostrar que estava agradecida. — Obrigada de novo por hoje, Joji! — e, então, entrou correndo no quarto, fechando rápido a porta atrás de si. Que aventura!
Nem conseguindo acreditar no que ela mesma havia feito, puxou o celular novo do bolso e foi logo confirmar o sucesso de sua missão para a Dra. Quarks com o maior dos sorrisos no rosto.
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ㅤㅤ⸻ Nem tem muitos cara que valham a pena, de toda forma. ⸻ Olhou ao redor e fez cara de nojinho vendo alguns deles por ali. ⸻ Me diz a última vez que você viu a Nora beijando alguém que não eu? Quer dizer, eu eu mesma. Mas já que você nunca bebeu de cabeça pra baixo... ⸻ Um brilho travesso brilhou nos olhos dela e logo caminhou entre as pessoa, reaparecendo com uma garrafa de bebida na mão. Puxou a outra pela mão e logo limpou uma das mesas. ⸻ Bora, deita com a cabeça pra fora da mesa. ⸻ Ficou esperando com a mão na cintura.
O nojinho do rosto de Victoria foi espelhado nas feições de Nora, logo dando lugar à confusão. — Você... Mesma? Vic? Não- Gwen? — foi o que conseguiu concluir enquanto era puxada entre as pessoas, agora sorrindo de orelha à orelha. Ah, se sentia bem mais à vontade agora! Um pouco sem jeito, Harper se apoiou na mesa, se sentou e foi deitando, aos poucos colocando a cabeça para fora do apoio. — Assim? — perguntou, já olhando o mundo de cabeça pra baixo. — Vai dar certo isso? —
ㅤㅤ⸻ Desde que você não beije um homem, acho que a Nora não ficaria magoada com muita coisa não. Ela é um espírito livre. ⸻ Deu uma risadinha quando a pessoa no corpo de Nora realmente achou que era Vic falando. Talvez fosse interessante ter mudado com uma amiga que era tão maluca quando a si própria. Não precisou pensar muito quando a pergunta soou. ⸻ Você já fez bodyshot? Ou, talvez, tomar bebida de ponta cabeça? Ou você pode tentar desencalhar a Nora? O que acha?
— Beijar caras não era bem o que eu tinha em mente. — soprou uma risada cúmplice para ela mesma. — Nessa festa eu não dei um bodyshot... E eu nunca tomei bebida de ponta cabeça. A Nora quer ser desencalhada? — cobriu a boca com a mão, curiosa pela fofoca. Parecia que as almas fofoqueiras de Gwen e Harper se encontrariam não importasse em quais corpos. — Os três parecem legais! Topo. Por onde começamos? —