We will still be thick as thieves; Antony x Johnny
weirdotothebonej:
Uma vez no quarto, estava pronto para abraçar seu travesseiro e se entregar aos pensamentos que costumavam perturbá-lo antes de cair no sono, quando notou a movimentação. Nada que o incomodasse, claro, por mais que preferisse dormir sozinho e preferisse aproveitar todo o espaço de sua cama. Por isso não fez mais do que chegar para o lado mesmo que Antony estivesse sentado ainda, mantendo um travesseiro entre os braços, pensando apenas que o outro se acomodaria à sua esquerda e tudo ficaria bem após mais algumas poucas palavras trocadas entre eles.
Entretanto, como nada poderia ser tão fácil assim, logo sentiu o contato alheio. Algo que normalmente recusaria e do qual se esquivaria, mas não quando estava com sono; e não quando já estava acostumado a ter seu corpo ardendo em febre por conta de Jung. Por mais que isso não tivesse se tornado mais tão agradável quando sentiu os dígitos do maior contra a pele maculada e, certamente, perpetrada com tons purpúreos de cima a baixo, causados pelo novo aspirante a namorado – ou passatempo? – de JonYi, na faculdade. Novamente, nada que tivesse comentado com Antony, apenas por considerar desnecessário demais. Até o momento em que abriu os olhos e topou com os dele, em feições pouco agradáveis, conforme, certamente, examinava aqueles hematomas.
“O que foi?” Perguntou apenas por perguntar, enquanto, automaticamente, seu corpo se encolhia. Inconscientemente, uma de suas mãos foi até o pulso dele, pronta para contê-lo por ali se fosse necessário. Uma de suas pernas também se dobrou, pronta para oferecer alguma resistência caso Antony decidisse se manifestar mais negativamente a respeito daquele assunto. Mesmo que Johnny soubesse que perderia, facilmente, qualquer combate corpo a corpo com Jung.
A tentativa de preservação era tão evidente no modo que ele o apertava o pulso, contudo, Antony estava embriagado de um ciúme delicado que florescia vertiginosamente, e o impedia de configurar aqueles gestos e seus significados verdadeiramente; na posição atual, a progressão atroz estacou-se e manteve-se imutável nos instantes nos quais Antony, em seu tato, apreciava a delicadeza das mãos daquele rapaz, e quando cessara a admiração, aos poucos suas intenções e suposições retomavam as ações, como fizeram ao ignorar obscenamente os limites impostos quando as digitais forçaram para retomar o tato da tez avermelhada.
E naquele acariciar contra a tez, a mão de Antony aos poucos se envolvia contra os perímetros do pescoço do rapaz; sem sua própria noção, sequer havia força naquele aperto, como se evitasse sufoca-lo. “Qual o nome dele?” indagou calmo.












