- ̗̀ who's been working so damn hard you got that head on overload? ̖́-
icebxxrg:
—— ( ♬ ) ❛ Habitua-se a diminuta manifestação de cuidado desde à gênese, onde assimila junto a solitude princípio DEVERAS egoísta: cada qual deve lutar às suas próprias batalhas. Cada indivíduo deveria dispor de própria artimanha; da qual digladia junto a PRÓPRIA ambição. Portanto, ele havia aprendido que para sobreviver era necessário pensar unicamente em seu próprio eu. Sobre o que traz satisfação à alma; aquilo que germina rejúbilo ao próprio ego. De fato, que ressoa ególatra, um simbolismo tão intrínseco a uma persona de âmago vazio. Porém, havia descoberto tão erroneamente que o altruísmo é mero ilusionismo, de que não há necessidade de dar ou receber auxílio de outrem para sobreviver. Deveras individualista, Jiyoung fomentou raízes tão profundas ao egocentrismo. Jazia aparentemente independente a vínculos; emancipado do sentimentalismo a contemplar interpessoal mundano. Em ignorância ele acreditou ter soberania sobre a vida, alimentou a vã utopia de ser autônomo aos laços humanos. Invulnerável a dependência de afeto e amor, justamente por não ter desfrutado de tal esmero junto aos pais. Porém, sempre há alguém para fazê-lo repensar a alienação, conduzir o egoísta a enxergar a realidade: Assim como qualquer outro indivíduo, Jiyoung era dependente do afeto de sua família.
Do contrário, ele não sentiria aquela saudade tão demasiada em seu âmago ao estar distante daqueles; longínquo da presença materna, abstraído do prestígio de contemplar da risada espontânea de seu irmão. No entanto, assim como não esteve presente em circunstâncias de fortuna e rejúbilo, Jiyoung não pôde notar os indivíduos da ruína de seu irmão. Mas a morte daquele fora o divisor de águas para fazê-lo entender: Necessitava da presença do irmão, ansiava junto a abstinência que sentia do calor alheio de sua existência. Portanto, resta-lhe apenas o saibo do arrependimento; a lamúria por não ter manifestado empatia quando deveria. Por ter sepultado à sua humanidade frente a soberba; cativo a vaidade de dar importância apenas à sua própria persona. À deriva de subsequente estupidez a sombrear realidade: não era o único a ter sentimentos, tampouco a ter exclusividade sobre a vida de outrem. À sua mera existência não é capaz de salvar a ninguém, ao menos não pudera fazê-lo por estar cego; cativo em mar de ignorância para notar os sinais. Desta forma, desde a morte do irmão, Jiyoung verdadeiramente tem procurado por desenvolver a empatia. Almeja libertação frente a metafórica amarra do egoísmo, o hábito tão ruim de sobrepor às próprias vontades frente a qualquer outra pessoa. Pois tão tardiamente ele pôde compreender que o emocional do outro é tão importante quanto ao seu; mas às vezes prevalece (de forma inata) uma postura arrogante naquele. Por exemplo, quando articula sentença embebida em sarcasmo a outra; alienado ao estado do qual esta se encontra. Ele apenas age pelo fulgor, verossímil a criança malcriada que sucumbe a educação frente a repreensão. Porém, na dita circunstância, a correção provém através da quietude. Mais especificadamente para uma percepção tardia.
A íris normalmente tão traiçoeira e viperina permuta a súbito nuance de cautela, pois averígua (embora em silêncio) a condição alheia. Ele morde os lábios para sucumbir provocação, afinal até mesmo a IMPRUDÊNCIA cede em prol ao alerta, pois a sensação de vigilância recai sobre aquele bruscamente. Talvez à sua preocupação de outrora possuía certo fundamento, afinal. Porque ela estava particularmente diferente; destituída de suas defesas tão imediatas às suas provocações. Porém, não abstém a perícia apenas a análise ordinária, pois logo ele nota a forma com que ela anda. Guiada a um possível estado de torpor, da qual desperta repentina conduta de levantar da própria cadeira. Apreensivo sobre ser mero exagero de sua parte ou se aquilo realmente era real. Pois era de sua pessoa tomar atitudes precipitadas; porém, bastava olhar com atenção para perceber que ela não estava bem. Seja através da forma com que ela fecha a porta ou anda até a própria mesa, Jiyoung simplesmente sente aquela pequena parcela de empatia nublar a consciência. Obrigando-o a sucumbir a famigerada máscara de indiferença para projetar emoção: Estava preocupado. O suficiente para sair do próprio espaço e andar em direção a mais nova. Ou seria correr? Ele simplesmente não sabe, pois o instinto depõe a meditação para agir. Reclinando-se na direção alheia, o manager toca suavemente nos ombros da mais nova. Objetivando atrair a atenção daquela para si, o mais velho observa aflito a forma com que a expressão de Jisoo estava. Como ela poderia ter se preocupado há pouco com justificativas ao estar naquela condição? Será que realmente estava passando dos limites para com ela? Tenebroso diante a resposta da própria indagação, Jiyoung persiste em tocar os ombros da estagiária. ❝—— Jisoo. ❞ Chamou-a com o resquício de calmaria que habitava a própria psiquê, procurando equilibrar a ansiedade tão precoce a inundar a corpulência. ❝—— Está tudo bem? O que você está sentindo? ❞ Mordendo o lábio inferior, Jiyoung não aguarda definitivamente por uma resposta. Pois retira o próprio paletó para repousar a vestimenta sobre os ombros daquela ao notar as vestes úmidas da estagiária. Não obstante, este toca a própria testa com uma das mãos enquanto a outra replica a mesma ação só que tocando a tez alheia. Ela estava com febre? Aquela era a temperatura normal do corpo humano? De certo que não, pois aparentemente eram evidências de ser gripe. ❝—— Merda, Jisoo. ❞ Suspira enquanto deixa ambas as mãos recair ao lado do próprio corpo, olhando para ambos os lados à procura de uma alternativa, Jiyoung pensa por um instante em em deixá-la sozinha para chamar alguém e conseguir uma segunda opinião. Mas automaticamente a ideia morre. Afinal, não gostaria e não iria deixá-la sozinha. ❝—— Você consegue ouvir a minha voz? ❞ Pôs a mão no queixo da mais nova, fazendo-a olhar para si enquanto examina a face alheia. ❝—— Desculpe-me. Aish. Você está doente? ❞ A resposta novamente era óbvia; mas sempre quando à mercê da ansiedade, Jiyoung não sabe calcular tão bem as ações.
Havia um escorrer no tempo enquanto ela estava naquele estado de corpo. Hora os minutos pareciam escorrer tal como ‘Salvador Dali - O tempo’, enquanto em outras, como agora, ele corria em uma velocidade impossível de acompanhar. Isso então, talvez justificando porque a figura de Jiyoung parece levar rápidos segundos para alcançar sua mesa, algo que ela apenas havia percebido graças ao toque quente em seu ombro. Era um toque tão bom em comparação com o frio que lhe tomava graças ao tecido úmido que a envolvia. Era bom, realmente, ao ponto da mais nova não se atinar de mais para as preocupações e regras de etiqueta enquanto deixava o toque persistir. Ao mesmo tempo que suas regras eram esquecidas, os olhos de avelã buscavam os alheios em uma tentativa de compreender melhor as palavras que eram ditas por Jiyoung já que, apenas com seu ouvido... bem, digamos que pouca compreensão era absorvida. Os olhos confusos conseguiam apenas piscar em incompreensão, não só pelo significado das palavras do maior, mas por sua postura também. O tecido quente cobrindo seus ombros e troncos vieram como uma dádiva, uma que fez com que um suspiro satisfeito deixassem os lábios úmidos. Esse, porém, forma logos seguidos por um puxar de surpresa, com o toque das mãos firmes em seu rosto. Se antes Jisoo buscava olhar cada detalhe da face alheia para entender o que este dizia, dessa vez era pela busca de uma compressão por trás de um toque tão incomum.Aquelo era preocupação? Huh, não, com certeza que não. Era de Jiyoung que estava falando afinal. Por isso foi um crispar de lábios que se formou nos delicados rosas —— mas pálidos pelo leve frio ——, que ela finalmente respondeu ao outro. “Não use palavras de baixo calão.” Conseguiu puxar sua voz, mas aquele tom grogue e massante sendo forte de mais para sua repreensão ter o resultado que ela queria que tivesse. “Vai acabar dizendo uma na frente de um dos meninos e ai eu não vou poder nem repreender eles dizerem também.” Era um raciocínio lógico, até de mais para a condição em que ela se encontrava, mas era também um pensamento inoportuno. Considerando tudo, Jiyoung poderia estar ou preocupado, o que era pouco provável, ou a sacaneando, mas em nenhuma das opções o repreender da menina seria absorvido, disso ela tinha certeza. Ainda mais ao ver a postura alheia, que, pelo incrível que pareça, a fez sorrir levemente. “Yah, você é o preocupado agora?” Riu para o universo, quase como se isso fosse o suficiente para justificar o doer em sua cabeça e mal estar em seus membros que, temporariamente, ela havia esquecido. “Está tudo bem, é só um resfriado.” Um resfriado, conjunto de abstenção de sono e alimentação precária, mas não seria ela a dizer isso em voz alta. “Eu só preciso tomar um comprimido.” Mas então, o atinar. Um resfriado! No mesmo instante ela tirou as mãos alheias de seu rosto e tentou empurrar como pode, o que não era muito, o corpo alheio para longe de si. Para fazer isso, ela teve que levantar da cabeça, e rápido de mais, o que provocou uma tontura ainda maior quando ela não havia se recuperado sequer da anterior, mas era algo que devia ser feito. Ela não podia passar o que tinha pra Jiyoung, não, bastava ela naquele estado. “Você não pode ficar perto de mim, você não pode pegar isso, aigo, eu não posso nem ficar na mesma sala que você, otoke?” Estava quase falando consigo mesma enquanto uma espécie de névoa tomava sua visão.
















