tommy
– Sério mesmo? Nem um “boa noite, Tommy” ou “você está lindo como sempre, Tommy” ou até mesmo um “que bom te ver, Tommy”? Ouch! – Thomas exclamou, fingindo um tom de ultraje, enquanto jogava a toalha por cima do ombro. Estava terminando de trocar de roupa quando Chaerin apareceu no quarto, o que já serviu para deixá-lo de bom humor. Chae era uma daquelas pessoas que simplesmente entendia Thomas e sua necessidade de um ambiente caótico para seu entretenimento, e era bom estar ao redor de alguém que não fosse julgá-lo o tempo todo – Cassiel? Assustar criancinhas? Fala sério, ele ia, sei lá, adotar a primeira que aparecesse na frente dele – Thomas riu sozinho, enquanto procurava uma camiseta no armário, mas de repente, parecia que toda a sua roupa limpa havia sumido. Deu de ombros e resolveu mexer pegar uma camiseta de Cassiel (ou de Qinyun? Ele não fazia a menor ideia, mas era uma camiseta limpa dando sopa em cima da cadeira). Jogou a toalha molhada no chão e vestiu a camiseta. Não era preta como ele gostava, mas era azul marinho, o que já chegava bem perto – Vai ter que fazer um convite melhor que esse, Chae-Chae. Vamos lá, quero ouvir pelo menos um “Tommy, por favor, eu preciso da sua companhia” – Abriu um largo sorriso, encostando no lado oposto do batente e encarando a garota.
“Meu Deus, que carente!” Aquela recepção de lei, então ela segurou o rosto dele com as duas mãos e fez barulho ao beijar sua bochecha. Enquanto esperava a transformação da Cinderela, encostou no batente, e deu uma checada esperta na direção do amigo por cima da tela do celular, aproveitando do seu momento ao natural, mas ela logo voltou a atenção ao aparelho e acessou a página do shopping local para conferir as atrações especiais da época. Mesmo com os olhos na tela ela captou o comentário sobre Cassiel, rindo pelo nariz. “Não, mas ele parece que leva jeito pra ser pai. Aqueles bem babões, que leem para os filhos na hora de dormir, bem coisa de filme. Ele é grandão, ia ser tipo o Sr. Incrível.” Franziu o cenho ao perceber até onde a imaginação a tinha levado daquela vez. Tudo o que ela sabia era que queria ficar o mais distante possível daquela realidade (de ter filhos), pelo menos por enquanto vivesse ali. Ninguém merecia viver confinado. “Mas você tá demais hoje, né?” Cruzou os braços, perplexa com a exigência. Ainda assim, Chaerin guardou o celular no bolso, pegou uma das mãos do garoto e a segurou com seriedade, olhando-o nos olhos. “Thomas Kang, poderia me daria a honra... Não, o privilégio de ser a garota mais feliz do mundo com a graça da sua companhia por esta noite? Todo mundo aqui é um chato de galocha e você é...” Se segurou por um momento. “O menos pior, seu grandessíssimo otário.”










