hoje quero falar de melancolia,
das lágrimas ácidas que mancham todas as minhas roupas
e desfazem minha pele;
lágrimas feitas de memórias, que são mais um fardo do que uma escolha
ultimamente parece que eu ando por aÃ
e as pessoas simplesmente presumem que eu vou falar de amor,
desse coração que mal e mal cabe em mim
mas será que eu sou só isso mesmo?
porque, pra mim, parece que só vivo no passado
em uma época que é mistura de cor-de-rosa com laranja,
quando eu tinha a benção da infância
e sentia claramente a fragrância do verão
hoje eu sou a espuma do mar
eu sou os raios de sol
eu sou a grama rasteira
eu sou livre, mas ainda presa às minhas próprias algemas
e estou exausta de tentar fugir da minha consciência
é cansativo tentar voltar no tempo,
mas, por hoje,
vivo de amor
e morro de saudade













