Lembro-me daquela pele branca, parecia como neve ao tocar minha mão, o sorriso tão largo que aquecia meu ser e acelerava meu coração. Meu bem não era só minha e outros amores amava, na boca delas se encontrava enquanto eu segurava sua mão, lhe despiam as roupas e eu sua alma, inconstante, feroz feminista, humanista, delicada cantava e com os olhos falava. Eu estava amando seus defeitos mesmo sem aprovação, ela precisava viver tudo antes de uma decisão. Minha pequena, menina mulher, tu virastes poesia sem nome onde só nós sabemos seu eu. Tu és vida que não é minha, princesa não ouso falar, das tuas verdades sou tua vírgula que continua dia após dia querendo o que bem sabes, sussurras na minha boca e em meu ouvido me faz arrepiar, te tocas pra mim e, querida, faz-me delirar. Por onde andei amores guardei e nesse caso vou lhe falar, tu significas tanto que precisei te escrever antes de tocar, quero lembrar sempre o gosto adocicado de como é se apaixonar.
_Bubu.














