SPOTTED! 𝐂𝐀𝐌𝐄𝐑𝐎𝐍 𝐏𝐇𝐈𝐋𝐋𝐈𝐏 𝐖𝐈𝐍𝐓𝐇𝐑𝐎𝐏𝐒 foi visto pelas ruas de nova york, você sabe, o sósia de 𝐅𝐄𝐋𝐈𝐗 𝐌𝐀𝐋𝐋𝐀𝐑𝐃. dizem as más línguas que ele é 𝐃𝐈𝐒𝐒𝐈𝐌𝐔𝐋𝐀𝐃𝐎, mas também pode ser 𝐎𝐁𝐒𝐓𝐈𝐍𝐀𝐃𝐎. também ouvi dizer que ele tem 𝟐𝟑 𝐀𝐍𝐎𝐒 e está na cidade cursando 𝐑𝐄𝐋𝐀ÇÕ𝐄𝐒 𝐈𝐍𝐓𝐄𝐑𝐍𝐀𝐂𝐈𝐎𝐍𝐀𝐈𝐒.
@xoxolikes
𝐅𝐢𝐫𝐬𝐭 𝐭𝐡𝐢𝐧𝐠𝐬 𝐟𝐢𝐫𝐬𝐭...
Cameron é fruto do casamento entre Harold Winthrops e Veronica Mars. Harold é um renomado diplomata, ao passo que Veronica é uma das herdeiras do milionário grupo de empresas de investimento Mars Inc.
Seus pais tem três filhos homens no total, dos quais Cameron é o caçula.
A princípio, sua escolha por Relações Internacionais foi impulsionada pelo desejo de seguir a carreira do pai. Entretanto, apesar de não admitir, Cameron tem repensado tal escolha, refletindo se de fato sabe o que quer para seu próprio futuro.
Cameron presa muito pela reputação que tem, de modo que sempre se dedicou a manter seu histórico imaculado, seja em termos acadêmicos ou sociais. Sempre se orgulhou de ser destaque em qualquer atividade escolar que já se propôs a atender, bem como está nominalmente envolvido em uma diversidade de iniciativas filantrópicas.
Por trás dos holofotes, no entanto, Cameron não é tão benevolente quanto tenta fazer parecer. Elitista em extremo, a faceta encantadora e agradável que gosta de exibir serve para maquiar seu verdadeiro jeito de ser arrogante, autocentrado e egoísta.
𝐈𝐧𝐭𝐞𝐫𝐞𝐬𝐭𝐢𝐧𝐠 𝐅𝐚𝐜𝐭𝐬
Cameron é apaixonado por carros. sua coleção pessoal conta com o número de cinco.
Ele é muito competitivo, e amante dos esportes. Pratica tênis de quadra e esgrima desde a infância.
Sabe tocar violão, porém não com expertise.
Em função do sonho de seguir a carreira do pai, começou cedo a estudar idiomas diferente. Além de sua língua materna, Cameron fala espanhol, e atualmente começou a estudar francês.
Seu primeiro e único relacionamento sério foi na adolescência, meteórico e desastroso. Por causa dele, Cameron se envolveu em diversos escândalos, um atrás do outro. A contenção da crise se deu pela sucessão de estratégias bem sucedidas da equipe de Relações Públicas de seus pais, mas ainda assim, deixou marcas profundas o suficientes no garoto para que ele esteja solteiro desde então.
𝐁𝐚𝐬𝐢𝐜 𝐈𝐧𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚𝐭𝐢𝐨𝐧
Nome Completo: Cameron Phillip Winthrops
Apelido: Cam
Idade: 23 anod
Formação Acadêmica: Relações Internacionais @ YALE
Estado Civil: Solteiro
Orientação Sexual: Heterossexual
Segredo: Há pouco mais de três meses, Cameron se envolveu num atropelamento em que ele era o motorista. A vítima teve ferimentos graves e acabou entrando em coma. Num acordo financeiro, o jardineiro da família aceitou se apresentar a polícia como culpado no lugar de Cameron.
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Pior do que a apunhalada pelas costas em si, era ver Cameron dizendo aquelas coisas como se ela tivesse sido a errada da história. Como se ele não tivesse a conhecido antes do namoro. Então queria pagar de santo que não tinha culpa nenhuma. Keomi não duvidava nem por um minuto que o papai e mamãe Winthrops tinham contribuição nessa fechada de monstro sociopata que ele assumia bem, porém, mesmo que fosse só isso, por que toda a postura do ex a afetava tanto? A expressão irritada — pois é, acabou olhando para ele —, as palavras escolhidas a dedo para fazer referência ao passado. Não que ela não tivesse provocado, mas não achou que ele se pegaria tão pesado em magoá-la. Não era quem ela conhecia. Nem mesmo o combinado de feições que outrora lhe davam o charme de um anjo perverso era igual. Era só perverso. “E de reputações imaculadas você entende bem, suponho. Também de como ser um covarde, frouxo e chorão, que não sustenta o que diz.” Comprimiu os lábios, pegando novamente o celular para pedir um Lyft. “Não sou eu o ogro indiferente dessa conversa, Cameron.” Um olhar de horror foi direcionado ao outro. A mudança a assustava muito, tanto que estava desconfortável até de estar ali. Não sabia de onde vinha aquilo e, sinceramente? Cansara de procurar. “Winthrops”, imitou, porém com mais vontade. “Vai se foder.”
A reação de Keomi foi mais emocional do que Cameron tinha sido capaz de prever. As palavras dela se faziam ouvir de modo rápido, num tom que ele interpretava ter sido carregado de uma mágoa que poderia fazer parecer que o fim da história dos dois era mais recente do que o que é de fato. O Winthrops caçula voltou seu olhar completamente para a japonesa, ligeiramente confuso, teria de admitir. Mas o cenho franzido por tal confusão se tornou em sobrancelhas erguidas em surpresa pela sequência de ofensas que se seguiu. Covarde, frouxo, chorão, ogro indiferente. Se antes era só uma sensação, agora Cameron estava certo de que Keomi estava de fato magoada. "Eu quase me esqueci o quanto você consegue exalar classe quando quer, Stuyvesant." o uso do sobrenome denotava seu consciente esforço de manter o distanciamento emocional entre os dois, não obstante a postura da ex-namorada. "Suas colocações estão me soando num patamar muito semelhante a da pequena fofoqueira anônima que deu o ar da graça essa noite." sua voz era tão fria quanto arrogante. "Muito barulho e estardalhaço, mas, de fato, poucos efeitos. Talvez você devesse se unir a ela, ou quem sabe abrir sua própria conta?" a sugestão veio carregada de certo desdém. "A capacidade de destilar ofensas incabidas e caregadas de rancor você já demonstrou que tem."
❝ O que? Não, você endoidou? Ele vai ficar irado quando descobrir que eu ‘to numa festa, com tudo isso rolando… Nem era para eu ir a festas, você sabe ❞ ele disse, quase hiperventilando. Atender o pai com certeza era uma péssima ideia. Além do mais, só o deixaria mais nervoso, porque sabia que o pai estaria irritado e acabaria gritando com ele por ser tão irresponsável. Culparia Andrew por vazar a informação, mesmo que o garoto não tivesse dito nada sobre o acidente para ninguém. Não acabaria nada bem, no final de tudo. Cameron voltou a falar, a Andrew tentou se concentrar nas palavras dele. ❝ Surfar nessa onda? ❞ incentivou, para que o outro continuasse a explicar a ideia. E finalmente, parecia ser uma luz no fim do túnel. A internet ajudava a espalhar as coisas muito mais rapidamente, assim como as pessoas começaram a acreditar em tudo o que liam, automaticamente, sem se darem ao luxo de procurar a veracidade da situação. Podiam de fato se beneficiarem disso, colocando a culpa nessa rapidez da informação, sem ter qualidade nenhuma. ❝ Parece uma boa ideia, na verdade ❞ ele apertou a têmpora com uma das mãos, massageando o local. ❝ Eu preciso de um bom discurso. E depois deixar as pessoas que me seguem fazerem o resto do trabalho ❞ ele disse, tentando se convencer sobre aquilo ❝ Não é o fim do mundo ❞ disse, mais a si mesmo do que para o amigo.
O pai de Andrew era um tanto quanto difícil de se lidar, isso era inegável. Mas Cameron custava a entender que naquela dinâmica, mesmo em situações de emergência como a que se encontravam naquele instante, o mais velho significava mais problemas que ajuda. Não questionou o amigo, portanto. Apegou-se ao lampejo de insight que parecia se colocar diante dos dois. “É nesse sentido...” concordou com a sugestão de Andy, movendo a mão num gesto com o indicador, como que reforçando o que dizia. Caso a estratégia funcionasse, isso abriria precedentes. E uma fofoqueira descredibilizada era o cenário menos danoso para futuro vazamentos. Se, e somente se, aquilo desse certo, aquilo seria genial. “Não é o fim do mundo mesmo, só precisamos agir com inteligência.” concluiu. “Não existem possíveis provas de jeito nenhum, não é? Nada que te ligue a isso, ou melhor, ninguém que te ligue a isso. Certo?” Cameron pronunciava as palavras com cautela. Não havia tom de acusação algum naquelas perguntas, se certificava disso a cada som que emitia, mas era imprescindível para que a estratégia desse certo que todas as respostas de Andrew para o que estava questionando fossem negativas.
─── ⠀ 💎 ⠀ ⠀ * ⠀ ⠀ a influencer gostava de manter uma postura impassível diante de todos, permitindo apenas que amigos próximos atravessassem a bolha criada por ela em volta de si mesma. suas intenções ao se aproximar de cameron winthrops não foram genuínas; fora por birra, pela vontade de gerar incômodo por parte da ex-namorada do rapaz. mas amethyst foi tola o bastante para deixá-lo tomar conta de sua rotina. de forma que tornou-se cada vez mais difícil para ela não se habituar com a presença alheia. tarde demais, cam não parecia interessado em nada além da casualidade e a falta de reciprocidade para alguém como amethyst era, no mínimo, humilhante. ❝ constatou o óbvio, parabéns. ❞ o observou brevemente de canto de olho, optando por não encará-lo completamente, visando que esse gesto demonstrasse sua falsa impermeabilidade perante a presença do winthrops. ❝ cam…não começa, sério. ❞ pediu, encarando a rua, sinceridade perceptível em seu tom de voz. ❝ se quer conforto, procure o colo da sua mãe. ❞ direcionou um olhar breve e severo ao rapaz, voltando a sua atenção a atividade pouco atrativa de esperar o seu motorista. permitiu que um suspiro frustrado escapasse com a menção de um possível convite por parte de cameron. ele era previsível. a carência sendo a única razão no qual buscava pela companhia de amethyst. sentia-se cada vez mais boba por um dia ter esperado que fosse ser diferente. deu dois passos para o lado, tentando manter uma distância segura para que enfim pudesse ficar de frente com seu inferno pessoal. ❝ você está certo, não estou interessada. ❞ direcionou a ele um sorriso contido, com nenhum humor, se agarrando a cada sílaba proferida em uma nula tentativa de acreditar no que havia dito.
A reação arisca era de se prever, mas era estranhamente deleitoso dar-se conta do quão ágil com as palavras Amethyst era capaz de ser. Lá estava ela, deferindo palavras tais quais tapas bem dados em seu rosto, sem nunca precisar levantar a mão. Feria seu brio? De certo, mas novamente, havia certo prazer no conceito de apanhar de uma mulher tão bonita, ainda que somente no sentido figurado. "Ouch." exclamou de modo fingido e exagerado, levando a palma ao próprio peito na intenção de exprimir dor. "Você me machuca, Amethyst." afirmou de modo dramático. "E não é do melhor jeito." completou, essa parte muito mais como um sussurro para ele próprio, conforme ia abrindo um sorriso sacana na sequência. Deveria encerrar por ali suas investidas, provavelmente. Mas já tentou sair de dentro da água num mar de ressaca? É uma tarefa engenhosa. Isso porque a cada esforço para se livrar da águas, as ondas te puxam de volta para ela. Precisamente como o cheiro de Amethysta o puxava para perto naquele momento. "Come on, A." a voz assumiu um tom mais agravado, quase rouco, num pedido que se dividia entre manha e divertimento. Só um passo foi dado na direção da garota, quase que num reflexo a seu afastamento súbito. "Não quero nada além de um drink." propôs, afinal. "Um único drink no bar do Plaza. Você deve concordar comigo sobre como a noite foi estressante. Aposto que um daiquiri agora não seria má ideia, certo?"
Foi impossível não checar todas as publicações da Gossip Girl depois daquela comoção. A japonesa sentia que deveria conhecer o inimigo para saber direitinho com quem estava lidando e como tomar as providências cabíveis para desativá-la o mais rápido possível. Não que ela acreditasse que sobraria algo para si, afinal, passara-se tanto tempo desde o ocorrido e o mínimo de pessoas esteve envolvida. Simplesmente não tinha como alguém saber. Não tinha como ninguém dar com a língua nos dentes. Fosse pela arrogância ou pelo álcool no sistema, ela acreditava com todas as letras que a probabilidade dela ser exposta era… nula. Depois do ocorrido com Andrew o restante foi ir embora. Não estava no clima para farrear, e isso de uma farreadora de carteirinha era ruim. Por mil demônios, como poderiam haver tantos comentários positivos sobre um anônimo que acabara com uma festa de qualidade? O mundo estava enlouquecido. Sem a menor chance de girar os calcanhares para voltar àquela festa que tinha se tornado num enterro, Keomi foi à chapelaria, para buscar seu casaco e outros pertences. Foi ainda acompanhada do celular, tirando-o do campo de visão apenas quando avistou o balcão, reparando, consequentemente, em Cameron. Aí que ela considerou voltar para a festa, mas não, não tinha a menor possibilidade daquilo acontecer. Engoliu o pequeno nó na garganta que se formara instantaneamente ao vê-lo e se levou ao balcão. Não queria falar nada, a princípio, e meditara aquele exato pensamento desde que os pés começaram a se mexer… No entanto, a boca traidora já agia por vontade própria: “Outra reputação sendo destruída, que tempos são esses, não?”, suspirou, sem fitar o moreno enquanto falava. “Tomara que ele tenha todo o apoio possível.”
O rolar dos olhos foi contido pelo cerrar das pálpebras assim que ouviu a voz da ex-namorada. Era estranho até mesmo pensar naquele termo. O passado em que os dois tinham tido um relacionamento era tão distante, que quase se assemelhava a outra vida. Seria capaz de acreditar nisso, inclusive, não fosse o latente e recíproco dissabor que nutria por Keomi. Que ingênuo havia sido ao pensar que realmente poderia sair ileso daquele encontro. “De reputações destruídas não há dúvidas de que você entende.” respondeu, esticando o olhar na expectativa de que a funcionária retornasse, mas ao que parecia a mulher tinha provavelmente sofrido um soterramento nos itens alheios. “Agora, você se importando com isso, de fato, me surpreende.” um suspiro de claro desgosto se fez notório antes de virar-se ligeiramente na direção da japonesa, numa cordialidade forçada. “Keomi Stuyvesant.” saudou, com resignação. “Sempre um prazer.”
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Se deteve a admirar a beleza de Amethyst por um breve momento antes de decidir se deveria ou não ir até sua presença. Era estonteante, precisava admitir. Porque para além da convencional beleza física, que de fato era absolutamente inegável, havia naquela garota certo magnetismo semelhante a um mar em ressaca: suas ondas o atraíam com intensidade, e se avolumavam por todos os seus sentidos. Sua presença era perigosa, precisava admitir. Talvez mais do que gostaria. Suspirou, ao se dar conta do efeito inebriante que Amethyst permanecia exercendo sobre si mesmo, e por fim percorreu a distância entre os dois a fim de parar imediatamente ao seu lado. Sua postura ereta, e as mãos para trás tentavam mimetizar alguma moderação. "Presumo que esteja esperando seu carro." falou, quebrando o silêncio. "Eu devo admitir que sua companhia me traria algum conforto, dados os acontecimentos da noite." Cameron a olhava de soslaio, agora, com um meio sorriso no canto de sua boca. Apenas a visão de Amethyst tinha se mostrado o suficiente para amortecer todas as suas preocupações, sua presença efetiva seria capaz de extingui-las por completo, tinha certeza. "Custo a crer, no entanto, que você aceitaria qualquer tipo de convite da minha parte."
Cameron batia as articulações da mão direita sobre o balcão de madeira da chapelaria da casa com certa apreensão. Precisava de seus pertences o quanto antes, já que estava mais que ansioso para dar o fora dali o quanto antes. Tinha mesmo se abalado com o corrido da noite, a sensação de perto demais estava começando a deixá-lo inquieto. Poderia ser o próximo. O que faria se acabasse se tornando o próximo? Os pensamentos conseguiam ser mais altos que a música do ambiente, e mais agitados que o vai e vem de pessoas na casa noturna. De repente, no entanto, seus sentidos pareceram ficar alertas, como se tivesse de modo repentino se dado conta de alguma coisa. Por instinto, dirigiu o olhar par seu lado, notando a presença de Keomi. Um momento de silêncio aquietou seus pensamentos, mas foi breve. Há quantos anos não se viam? Moravam em uma ilha, literalmente, e há tanto tempo nem sequer pareciam ter se esbarrado. Winthrops tornou a olhar para frente, supondo que a garota estava ali também para resgatar seus itens, torcendo para que a funcionária voltasse logo. Vou fingir que não a reconheci, pensou, talvez ela faça o mesmo.
Por um lado, a frase do amigo lhe deixou mais calmo. Sabia que isso desestabilizaria boa parte das coisas a qual estava acostumado, mas estava satisfeito que Cam não era uma dessas coisas. ❝ Obrigado ❞ murmurou assim, rendido ao alívio momentâneo da revelação. Por outro lado, as próximas palavras dele deixaram Andrew nervoso de novo, com as consequências da exposição. ❝ Eu sei, eu sei… Eu ‘to muito fodido ❞ ele disse, a voz grave e baixa na medida do possível para ainda ser ouvido. A pergunta do outro fez Andy dar de ombros enquanto olhava em volta, um tanto paranóico agora. ❝ Eu não faço ideia. Meu pai ‘ta me ligando. Meu instagram ‘tá quase travado de menções. Todo mundo viu essa merda ❞ ele tocou o peito de Cam, empurrando-o mais para o canto da festa, para que pudessem conversar melhor. ❝ Esse perfil é inteligente. Começaram a postar fofoquinhas pequenas, criaram a droga de uma… Relação com a galera. Fizeram as pessoas gostarem do perfil, para depois começar a atacar de verdade. Todo mundo vai acreditar, e eu ser automaticamente cancelado. Se já não fui… Eu odeio a internet ❞
O tom resignado de Andrew chegava a causar um tanto quanto de desespero em Cameron. De fato, ele estava correto em suas afirmações. A ligação entre o perfil e seu público era uma arma que quem quer esteja por trás do perfil estava sabendo usar com maestria. Pensar que aquilo poderia estar direcionado para si, fazia sua espinha se arrepiar. "Eu acho que atender seu pai pode ser uma boa ideia." afirmou. Embora a adrenalina ainda estivesse embaçando a clareza de seu raciocínio, seus olhos corriam o feed da infame Gossip Girl enquanto falava, tentando encontrar o fio da meada naquele emaranhado de informações. "Talvez a gente consiga surfar essa onda." disse, exibindo a tela do próprio telefone focando no post em que o perfil tentava justificar a veracidade de suas afirmações. "Ela não tem provas, é sua palavra contra a dela. Talvez, e só talvez, se a gente jogar as cartas corretas, a gente consiga controlar a narrativa daqui pra frente." sua mente fervia enquanto ele lutava contra o pensamento de que estava cada vez mais terrivelmente soando como a própria mãe. "É um tiro no escuro, mas quem a sabe a equipe certa de RP, a gente possa levantar a bandeira de 'cultura de cancelamento', 'era das fake news', ou algo do tipo."
O celular vibrou, assim como o de todo mundo que tinha as notíficações ativadas da Gossip Girl. Ela estava sendo a principal fonte de fofoca que os nova iorquinos estavam tendo, e sinceramente, Andrew achava tudo aquilo uma babaquice. Quer dizer, é claro, ele gostava de atenção. E muita. Mas aquela exposição estava andando para um caminho negativo, e ele não sabia se estava gostando.
Andy pegou o celular e os olhos azuis começaram a escaniar o novo post do blog, arregalando-se quando viu o seu nome em negrito. O post era grande e bem mais sério, pela introdução. “Vocês sabiam que nosso amigo adora brincar com fogo ?” Andrew congelou no lugar, segurando a respiração, tentando se convencer que aquilo não estava acontecendo. Não tinha como ninguém saber sobre aquilo, tinha? O resto do post respondeu bem a sua pergunta, expondo completamente todos os detalhes do segredo que a família Starr escondia, e Andrew sinceramente tentava esquecer.
Sua expressão era séria, fitando para os lados, querendo que ninguém tivesse acesso a aquilo, ou querendo que fosse uma merda de uma alucinação causada por alguma droga que enfiaram em sua bebida. Ele começou a andar para fora da festa, pretendendo fugir, avaliar e ver o que precisava fazer em seguida. Sabia que não podia fazer ou dizer nada imediatamente, senão poderia piorar ainda mais a situação. Open, porém, estava no seu caminho, e pela expressão que tinha no rosto, havia lido o artigo da Gossip. Andrew suspirou. ❝ Não vai acreditar em mim se eu disser que é mentira, vai? ❞
A sensação era estranha porque testemunhar seu amigo exposto daquele modo fazia com que seu sangue corresse frio nas veias, ao mesmo tempo que seu corpo estava quente com a descarga de adrenalina que as palavras que tinha acabado de ler desencadearam. A sensação de pavor era tamanha, que mais parecia que tinha sido sua história ali revelada. O riso curto e desacreditado que escapuliu diante da indagação de Andrew foi como uma válvula de escape para a tensão que sentia em seu próprio interior. É óbvio que ele não acreditava que aquela notícia era falsa. Entretanto, naquele momento, sua opinião pessoal não era o mais relevante. "A mim você não precisa convencer de nada." afirmou, já que de fato, sua lealdade ao amigo não estava condicionada nem mesmo aquela revelação. "A opinião pública, por outro lado..." o tom grave denotava a seriedade de suas próprias palavras. "Como porra a gente vai dar um jeito de controlar essa narrativa agora?" questionou de modo retórico e exasperado. Starr precisava recuperar o controle da situação, e precisava fazê-lo rápido.
Foi complicado para Bailey encorporar as cores dourado e branco no seu garda-roupa. Não tinha roupa com essa exata cor, já que a maioria é preto, mas seus acessórios ajudaram imenso. Sua bolsa tinha dourado e seu rosário era branco, conseguiu assim juntar as cores no seu look e esperava que isso fosse o suficiente. O lugar estava bem bonito, bem decorado com as exatas cores que elas pediram que os convidados se vestissem. A James dirigiu-se ao bar, pedindo ao garçom uma bebida. “Então? Que está achando de tudo?” Perguntou ao muse que estava ao seu lado, tinha que se intreter de alguma maneira e conversa ajudava imenso nesse assunto.
Os olhos castanhos passavam da esquerda para direita, grudados na tela do próprio telefone, conforme avidamente consumiam cada palavra naquele fatídico post. O coração acelerado batia mais rápido do que sua Bugatti conseguia correr. Aquelas exposições estavam chegando cada vez mais perto dele mesmo. Talvez, perto demais. A pergunta de garota foi ouvida, mas seu cérebro demorou certo momento para processá-la, uma vez que seus pensamentos estavam sendo permeados por certo pânico ali. Cameron pigarreou e ajeitou a postura depois de um segundo de choque, como que para se recompor. Preocupante. Seria a resposta honesta sobre o que estava achando de tudo, mas a que o Winthrops caçula proferiu foi: "Inacreditável." disse em tom sério, engolindo sua dose de uísque de uma só vez. "Não é possível que uma conta anônima consiga se sair impune desta forma enquanto expõe as pessoas de modo tão mentiroso dessa forma." descredibilizar a fonte parecia uma boa estratégia desde já.
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"Essa é definitivamente a coisa mais estúpida que eu já ouvi. E olha que eu já ouvi umas bem estúpidas..." Riu em descrença do que acabara de escutar. Parecia que às vezes as pessoas se esforçavam ao máximo para apresentarem coisas que não fazem qualquer jus a realidade, e ela tinha que dar crédito à elas por sua coragem. "Acho que você já bebeu doses demais ou talvez tenha sido aquela pancada na cabeça mais cedo." Fingiu uma expressão intrigada, apertando os lábios numa tentativa inútil de segurar o riso.
A voz feminina era desconhecida, mas sua afirmação foi amarga o suficiente para chamar sua atenção. Cameron não saiu do lugar, mas inclinou o corpo levemente para trás, esticando o pescoço ás costas das duas garotas com quem conversava, no objetivo de acomodar em seu campo de visão a autora do comentário tão ácido quanto não solicitado. Seus olhos escanearam a figura feminina com certo ar de desdém, de baixo para cima e então de cima para baixo. “Eu te conheço?” a indagação se fez ouvir acompanhada de um cenho franzido que expressava certo desgosto, além da pura confusão. "Oh! Harper, é você!" o tom agora tinha se tornado em teatral condescendência. Com dois passos Cameron se excusou da roda de conversa parcialmente, e voltou a atenção a garota. "Quase não a reconheci, acredita? You're looking exactly like you've got a stick up in your arse."