Tu, com essa alma toda colorida - que me encanta da cabeça aos pĂ©s - aparece aqui sĂł pra roubar o pouco de cor que ainda me resta. NĂŁo sei em qual parte eu me tornei tĂŁo dependente de vocĂȘ, nem como deixei a ilusĂŁo entrar pela porta da frente e fazer morada em mim. Isso que ando sentindo nĂŁo Ă© uma forma de gostar, mas sim de me torturar e experimentar morrer um pouco todos os dias. Parece que quando se trata de vocĂȘ minha memĂłria resolve falhar. Eu esqueço tudo de ruim que eu passo por sua culpa. Na verdade a culpa sempre foi minha. Sou eu quem me permito sentir. Sou eu quem vive esperando por vocĂȘ. Eu que sempre te procuro e saio correndo se tu chamar. Sou eu mesmo quem puxa o gatilho e atira. Mas agora, cansei de morrer. Tu nĂŁo Ă© o primeiro e eu sempre dou um jeito. Eu gosto de vocĂȘ, mas gosto mais do positivo, da presença, de atitudes e do recĂproco. Tu nĂŁo tĂĄ nem aĂ. Agora estĂĄ na hora de eu tambĂ©m nĂŁo estar mais aqui. Se vocĂȘ vier, tudo bem. Que bom. Mas se nĂŁo vier, eu ainda tenho a vida inteira pra viver.
K, sorte que a gente tem a vida inteira. (via importunarei)


















