Digimon Adventure Beyond - Parte III (Final)
Mundos pararelos colidem em uma batalha final que traz respostas e uma épica conclusão.
(Parte III - Final)
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A viagem usando o portal digital permitia encurtar distâncias. Mas também tinha desvantagens. Não era possível conectar diretamente o mundo real ao DigiMundo, nem ligar diretamente áreas dentro do mesmo DigiMundo; era necessário sempre passar por outro mundo como intermediário. Do distrito de proteção da Cidade Murada de Kowloon até o Forte Álamo, eles estavam usando o portal do Instituto Izumi como passagem intermediária. Dois monitores foram instalados no telhado, um de frente para o outro, com certa distância entre si. Ambos mantinham os portais abertos, e por esse espaço passaram Daisuke e os Digimon.
Por fim, Ken. Depois de trocar um “toca aqui” com Miyako, ele entrou no portal que levava ao Álamo.
“Movimentação concluída. Vou fechar o portal.”
No primeiro andar, diante do monitor principal do laboratório central, Menoa estava na console. Ao lado, diante de outro monitor, estava Koushirou.
“A partir daqui é o momento decisivo.”
“Isso tudo foi graças à Menoa-san. Sozinho, eu não conseguiria construir um equipamento desses.”
“Era para ter sido algo muito mais grandioso, mas há partes da minha memória que estão meio confusas. Eu pretendia corrigir isso até a hora da operação, mas ainda ficaram alguns bugs.”
“Certo, isso eu preciso explicar isso ao Lui-kun.”
Takeru, que estava atrás de Koushirou, respondeu.
“Eu me encarrego disso.”
“Obrigado.”
Koushirou também falou com Gennai no monitor.
“Então, deixo isso com você também.”
Ele se levantou, com o notebook debaixo do braço. Diante da entrada do laboratório, Takeru, Patamon, Koushirou e Tentomon se separaram em direções diferentes.
“Então, se cuidem.”
Takeru foi para a sala de recepção.
“Vocês também!”
Koushirou seguiu para o subsolo.
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Uma massa negra avançava a partir do horizonte, tão densa que chegava a parecer uma nuvem. A imagem foi ampliada na tela. Cada pequeno fragmento que compunha essa “nuvem” tinha a forma de um Digimon.
“Não há dúvida. São Digimon das Torres Negras.”
Os óculos que Taichi estava usando haviam sido modificados por Koushirou, recebendo algumas funções eletrônicas adicionais, permitindo até certo nível de análise de estrutura e composição.
“Então não precisamos mais ter nenhum tipo de hesitação.”
Yamato ajustou a folga de suas luvas.
“Como se você já tivesse se contido alguma vez.”
Os dois apertaram com força seus Digivices.
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“Não é como se isso fosse algo nostálgico, não é…”
Na muralha externa do Forte Álamo, Daisuke, Ken, Mimi, Wallace e seus parceiros Digimon estavam posicionados. Do sul, uma enorme massa de Digimon negros se aproximava, e a selva já estava mais da metade encoberta por eles.
Os Digimon das Torres Negras são, como o próprio nome sugere, eram algo criado a partir das Torres Negras — entidades com forma de Digimon, mas que eram, na verdade, outra coisa. Exceto pelo fato de não possuírem um coração como os Digimon normais, eles possuíam praticamente as mesmas funções. Daisuke e os outros já haviam lutado bastante contra esses Digimon negros. Isso havia sido há mais de dez anos.
“Mas eles não são apenas Digimon das Torres Negras. Tem alguns bem perigosos misturados aí.”
Ken, que estava recebendo informações por meio de Koushirou, franziu a testa.
“É… já estou vendo. Esses caras são bem problemáticos, hein.”
Liderando a nuvem negra de Digimon estava SkullSatamon, um Digimon com asas e aparência de esqueleto. Eles já haviam sofrido bastante nas mãos daquela criatura em sua forma original.
“Bom, não vamos perder, né.”
“Claro que não.”
V-mon e Wormmon começaram a emitir a luz da evolução.
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“Eh— só eu não sabia disso?”
No sanatório, Shuu Kido olhava alternadamente para seu irmão Shin e para seu irmão mais novo Jou.
“Eu não tinha te contado quando fui transferido para cá?”
“Naquela época você estava ocupado em Miyakoto, então quase não voltou pra cá. Mesmo assim, achei estranha essa transferência repentina para Aomori…”
A partir do corpo de Daigo Nishijima, encontrado inconsciente, Koushirou havia descoberto que às vezes eram emitidas fracas ondas eletromagnéticas semelhantes às dos Digimon. E essas emissões se intensificavam quando Maki Himekawa estava por perto.
A mesma frequência também havia sido detectada em Meiko Mochizuki, e sinais ligeiramente diferentes foram encontrados em Wallace e Menoa.
Inicialmente, surgiu a hipótese de que aquilo poderia ser uma ação de alguma entidade maliciosa, enviando pessoas com memórias diferentes das de Taichi e dos outros daquele mundo para causar confusão psicológica e instabilidade por dentro.
No entanto, como eles próprios não demonstravam qualquer intenção maligna — e, com exceção de Nishijima e Himekawa, inclusive estavam cooperando — uma nova hipótese acabou sendo formulada.
A hipótese era que aquilo estaria sendo usado como um marcador pelo responsável por atacar Taichi e os outros — um tipo de “sinalizador” para guiar os ataques.
Se isso fosse verdade, o hospital no centro da cidade era um ponto extremamente perigoso. Caso sofresse um ataque, os danos ao redor seriam grandes demais.
Por precaução, decidiram transferir os pacientes para um hospital em uma área sem residências próximas, caso houvesse uma investida. Além disso, como medida de segurança e possível resposta emergencial, Kido Shin foi designado como médico responsável por ter um parceiro Digimon.
Os preparativos nos bastidores haviam sido organizados por Natsuko Takai, da ONG “DMH”.
Meiko e Wallace, que poderiam ser outros “marcadores”, estavam em uma área protegida do DigiMundo, dentro de uma zona de preservação. Já o laboratório onde Menoa estava possuía um sistema próprio, desenvolvido a partir das suas pesquisas. Estava a meio passo de se tornar plenamente operacional quando Owada Rui chegou, e então uma anomalia foi detectada na frequência mencionada.
Talvez a causa fosse a aproximação entre Rui e Menoa.
O sistema não poderia ser ativado imediatamente. E, acima de tudo, Taichi estava em Genebra. Era necessário ganhar tempo.
Por isso, Takeru decidiu acompanhar Rui até o nordeste.
“Eu esperava que fosse só uma preocupação exagerada… que nada acontecesse.”
A fala de Shin era calma, mas seus olhos permaneciam fixos e atentos ao exterior.
“Como podem ver, o resultado está bem diante dos nossos olhos.”
Do amplo vidro da sala de descanso, era possível ver a floresta escura do lado de fora. Algo grande se contorcia ali. Eram Digimon das Torres Negras.
“Veio uma quantidade considerável.”
O plano era dispersar os indivíduos considerados “marcadores” para também dispersar o risco. Se algum ponto fosse atacado, Taichi e os demais reunidos deveriam ser capazes de lidar com a situação.
No entanto, na prática, os ataques aconteceram simultaneamente em quatro locais diferentes. E, além disso, cada um desses locais estava enfrentando um grande número de inimigos.
“A única coisa positiva é que, comparado ao DigiMundo, aqui o número deles ainda é menor…”
“Imagino que trazer eles para este mundo não seja algo tão simples.”
Jou também não estava relaxado.
A sombra negra na floresta se moveu.
Jou e os outros levantaram seus Digivices.
No chão, à beira da floresta, três Gomamon começaram a emitir a luz da evolução. O mesmo acontecia com Armadillomon, de Iori, à esquerda, e com Kodokugumon, de Motomiya Jun, à direita.
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O Instituto Izumi era originalmente um armazém. O primeiro andar havia sido dividido em sala de recepção, laboratório e outras áreas, mas o subsolo — com suas divisórias removidas — era bastante amplo. Como não havia iluminação excessiva, o ambiente permanecia escuro.
No centro, havia um dispositivo do tamanho de uma pequena casa. Cabos se espalhavam pelo chão ao redor dele. Encostada na parede, uma mesa de computador do tipo estação. Koushirou terminou de digitar os comandos e ergueu o rosto.
Entre ele e o dispositivo, Tentomon já havia evoluído e aguardava em posição. Era Kabuterimon, um Digimon semelhante a um besouro gigante em pé, com cerca de cinco metros de altura.
“Vamos lá, Kabuterimon.”
“Pode deixar comigo!”
Kabuterimon concentrou sua força, e uma massa de eletricidade em espiral surgiu à frente de seu abdômen. Ele abriu amplamente seus quatro braços e lançou o ataque contra o dispositivo.
O painel frontal da máquina recebeu o impacto elétrico. A corrente percorreu todo o sistema, ativando o equipamento.
Do centro do dispositivo, uma luz estranha e incompreensível começou a se espalhar.
Originalmente, o projeto previa que o sistema funcionasse com energia elétrica comum, mas, no estado atual, a ativação ainda exigia uma quantidade colossal de energia.
Para resolver isso, havia sido instalado um painel capaz de converter os ataques elétricos de Kabuterimon em energia utilizável. Claro, Kabuterimon estava controlando cuidadosamente a intensidade da descarga para não destruir o equipamento.
No telhado do laboratório, Hikari, Miyako e seus irmãos mais velhos, que aguardavam de prontidão, levantaram voo montados em Nefertimon e nos Holsmon. Nos corpos dos Digimon havia cintos presos, conectados a cabos.
“Iniciando a expansão!”
Ao comando de Miyako, os cinco se dispersaram amplamente pelo céu.
A luz percorreu os cabos ligados ao telhado, e uma luz misteriosa começou a se expandir a partir dos pontos de conexão entre os cabos e os cinco Digimon. Era a luz emitida pelo dispositivo subterrâneo.
Uma espécie de cortina luminosa, parecida com uma rede digital, se estendeu até a superfície e envolveu toda a área ao redor do laboratório. Depois, ela se estreitou, sobrepondo-se ao prédio inteiro, e a luz desapareceu.
À primeira vista, parecia que nada havia mudado em comparação a alguns minutos antes.
A única diferença era que os Digimon negros que estavam dentro daquela área haviam desaparecido.
“Pseudo Campo Digital, expansão concluída.”
Koushirou ergueu o rosto do monitor e também falou com Kabuterimon.
“Obrigado pelo esforço.”
“Que isso, nem foi tanta coisa assim!”
A voz de Menoa veio pelo computador.
“Conseguimos, Izzy.”
“Foi praticamente um teste em campo, mas funcionou.”
Menoa e Koushirou vinham desenvolvendo um dispositivo gerador de pseudo campo digital. Ele era capaz de transferir apenas Digimon e humanos portando Digivices que estivessem dentro da área de alcance para algo semelhante a um subespaço da realidade.
Era uma aplicação da tecnologia usada para criar o ciberespaço presente nas memórias de Menoa, e graças a isso os Digimon poderiam lutar entre si sem causar danos às pessoas ou aos edifícios do mundo real.
No entanto, o sistema ainda estava em desenvolvimento, com limitações tanto de alcance quanto de duração. Além disso, também estavam ocorrendo fenômenos que Menoa descrevia como algo parecido com “bugs”.
“Agora só falta isso aguentar até o fim da operação…”
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Rui Owada permanecia imóvel, atônito.
Ele deveria estar na sala de recepção do laboratório. No entanto, era como se tivesse sido lançado para um espaço completamente diferente: tudo ao redor estava envolto por uma luz desconhecida, e a paisagem que até pouco antes aparecia no monitor agora flutuava amplamente diante dele, ocupando o espaço à sua frente.
Ao olhar ao redor, percebeu outras cenas espalhadas diante das paredes do ambiente. E não eram simples imagens — pareciam projeções tridimensionais com profundidade real.
O que estava sendo exibido eram as áreas ao redor das duas zonas protegidas do DigiMundo, os arredores do sanatório onde Jou e os outros estavam, e também a paisagem ao redor daquele próprio laboratório.
A confusão era tamanha que ele mal conseguia distinguir onde estava a cadeira em que se sentara até pouco antes.
Observando melhor, viu que a cadeira e a mesa continuavam ali. Sem dúvida ele ainda estava na sala de recepção. Também conseguia enxergar o monitor mais ao fundo.
Mas a imagem exibida nele havia ultrapassado a moldura da tela e se espalhado pelo espaço inteiro.
Aparentemente, era esse o “fenômeno parecido com um bug” do qual Menoa havia falado.
Entretanto, apenas a área ao redor do instituto não aparecia como uma paisagem noturna comum. O contorno do edifício emitia uma estranha luz colorida.
Não era mais a paisagem do mundo real, mas a do pseudo campo digital.
No instante em que o campo foi ativado, o interior da sala havia se transformado.
As imagens das diferentes regiões, que antes apareciam divididas no monitor, agora haviam se transformado em várias projeções tridimensionais gigantescas, a ponto de ficar difícil até mesmo perceber o tamanho original da sala.
No caminho até ali, Rui havia achado curioso o fato de o corredor possuir fontes de luz instaladas no chão. Talvez fosse justamente para evitar que alguém se perdesse quando aquilo acontecesse.
Esse pensamento passou vagamente por sua mente.
Mas não era aquele fenômeno o verdadeiro motivo de seu espanto.
Takeru já havia avisado antecipadamente que algo assim aconteceria, então, até certo ponto, aquilo estava dentro do esperado.
O que realmente o chocava era o conteúdo das imagens projetadas — as paisagens do DigiMundo.
As duas zonas de preservação estavam isoladas, como pequenos pontos perdidos no meio de vastas planícies. E em direção a elas avançava uma maré negra.
Dependendo do ângulo das câmeras — que pareciam estar posicionadas em locais extremamente altos — a cena lembrava uma multidão de formigas cobrindo uma pequena caixa de doces.
Claro, não eram formigas.
Eram todos Digimon negros.
Quantos poderiam ser ao todo?
Quantas pessoas havia dentro da fortaleza?
E dentre elas, quantos Digimon realmente eram capazes de lutar?
Mesmo que fossem fortes… seria possível enfrentar uma quantidade dessas?
E não era apenas o DigiMundo.
Também havia projeções do sanatório cercado pela mata perto da costa, e deste instituto, cercado pelos prédios da cidade.
Mesmo na escuridão, era possível perceber que havia uma quantidade enorme de Digimon ao redor de ambos os locais.
Então ocorreu uma mudança entre os Digimon negros.
O grupo diante da Cidade Murada de Kowloon acelerou subitamente. Parte daquela “maré negra” afunilou-se como a ponta de uma lança e avançou contra a fortaleza.
Era uma formação de ataque para romper as defesas à força.
Da fortaleza, um clarão vermelho disparou.
A ponta daquela formação negra foi obliterada instantaneamente.
O que tinha acabado de acontecer?
Enquanto Rui arregalava os olhos, uma figura humanoide azul-esbranquiçada saltou da fortaleza.
Apesar de ainda haver uma boa distância até o inimigo, ela mergulhou no meio da horda negra num piscar de olhos.
Era WereGarurumon, a forma Perfeita de Gabumon, um Digimon de aparência lupina.
Sem perder velocidade, ele avançou cada vez mais fundo na formação inimiga.
Os Digimon ao redor eram cortados e destruídos um após o outro, desaparecendo em sequência.
Da fortaleza veio um segundo disparo vermelho.
Não era luz — era uma chama propulsora, e à frente dela seguia um míssil orgânico.
Era a arma de MetalGreymon, a forma Perfeita de Agumon.
Outra grande área da massa de Digimon negros foi completamente destruída.
Então surgiu o próprio MetalGreymon, com a cabeça, o torso e o braço esquerdo revestidos de metal, avançando para fora da fortaleza.
Ele lançou a extremidade de seu braço esquerdo metálico, equipado com três enormes garras.
Só esse ataque já fez vários Digimon desaparecerem.
O braço estava ligado ao corpo por uma corrente. MetalGreymon então o girou amplamente no ar, varrendo dezenas de Digimon de uma só vez.
Em outra projeção, um Digimon azul semelhante a um dragão bípede e um Digimon humanoide parecido com um inseto verde esmagavam os Digimon negros, abrindo uma fenda no centro da maré escura.
Eram ExVeemon, a evolução de V-mon, e Stingmon, a evolução de Wormmon.
A abertura começou rapidamente a se fechar, cercando os dois Digimon.
Então ambos começaram a emitir luz e se fundiram em um único ser.
Quando o brilho desapareceu, surgiu Paildramon, resultado da evolução por Jogress.
Dos canhões biológicos em sua cintura, ele disparou rajadas contínuas de energia. Bastou girar o corpo uma única vez para destruir centenas de Digimon ao redor.
Em outra projeção ainda, Tailmon e Aquilamon — o Digimon aviário vermelho evoluído de Hawkmon — haviam realizado uma Jogress, transformando-se em Silphymon, um Digimon de aparência humanoide usando uma máscara.
De ambos os braços, Silphymon disparava ondas de energia.
Os Digimon que tentavam saltar para o telhado do laboratório eram abatidos um após o outro.
Na projeção do sanatório, Zudomon — a forma Perfeita de Gomamon, carregando um casco semelhante ao de uma tartaruga nas costas — avançava destruindo vários Digimon negros a cada golpe de seu martelo.
À esquerda e à direita dele, Yukidarumon — evolução do Gomamon de Shuu, um gigante de neve — e Sorcerimon — evolução do Gomamon de Shin, parecido com um mago usando um longo chapéu branco — atacavam os inimigos continuamente.
Mas quem avançava primeiro pela ala direita, exibindo um poder destrutivo avassalador, era Arukenimon, de Motomiya Jun.
Vários fios metálicos se estendiam de suas mãos, retalhando os Digimon negros.
Ankylomon, a forma Adulta de Armadillomon, de Iori, tinha o corpo inteiro coberto por uma couraça resistente, sendo especializado em defesa.
Por isso, permanecia mais atrás, protegendo Jou e os demais.
Observando as batalhas em diversos locais através das projeções tridimensionais, Rui finalmente compreendeu o quão poderosos eram os Digimon de Taichi, Daisuke e dos outros.
Se toda aquela força estivesse concentrada em um único lugar, talvez não houvesse motivo algum para preocupação — especialmente para defender locais do porte do sanatório no mundo real ou mesmo deste instituto.
Mas as forças inimigas estavam dispersas.
Além disso, os ataques atingiam simultaneamente as duas fortalezas do DigiMundo — Álamo e a Cidade Murada de Kowloon.
E o número de inimigos que avançava sobre elas era simplesmente absurdo.
Rui também percebeu a estratégia: MetalGreymon, WereGarurumon e Paildramon estavam deliberadamente mergulhando no centro das linhas inimigas para impedir que a horda avançasse em direção às fortalezas.
Mesmo assim… seria possível exterminar todos aqueles inimigos?
E, ainda que fosse possível, quanto tempo levaria?
Eles teriam energia para sustentar aquilo por tanto tempo?
Na verdade, os círculos de Digimon negros que cercavam os três já pareciam estar se fechando gradualmente.
As alas direita e esquerda da maré negra também tentavam contornar o combate e avançar em direção para as fortalezas.
Os Digimon encarregados da defesa seriam suficientes para detê-los?
Enquanto comparava as projeções da Cidade Murada de Kowloon e do Forte Álamo, Rui percebeu outro movimento.
Algo corria pelos trilhos próximos ao Forte Álamo.
A imagem ampliou automaticamente o objeto que se aproximava vindo do leste.
Parecia um trem.
Aquilo era…
(É Trailmon. Aquilo também é um Digimon.)
Rui se surpreendeu ao ouvir novamente aquela voz ecoando dentro de sua cabeça.
O Trailmon parou diante da fortaleza, e seis crianças saltaram para fora dele.
Elas correram para o lado sul, na direção da horda de Digimon negros.
Então eles também eram Partner Humans?
Mas… os Digimon que deveriam estar com eles não estavam em lugar algum.
E, diante de seus olhos, os seis foram envolvidos por uma luz semelhante a códigos de barras e se transformaram em Digimon.
(Eles são humanos e Digimon ao mesmo tempo.)
Isso… também era possível?
Mas o mais surpreendente era o poder de combate deles.
Cada um dos seis era tão forte quanto MetalGreymon ou Paildramon — talvez até mais.
A ala leste da horda de Digimon negros foi exterminada num instante.
(Eles vieram de um mundo diferente deste. Um mundo conhecido por este nome.)
“Digimon Frontier.”
(Ou melhor… esse é o título do anime de televisão.)
Um mundo de anime?
Rui não conseguia compreender o que aquilo significava.
E então a voz continuou:
(E aquele ali…)
Na tela da Cidade Murada de Kowloon, várias explosões surgiram na parte sul do avanço vindo do oeste dos Digimon negros.
De lá, outro grupo de Digimon estava atacando.
No meio deles havia mais de dez humanos, e o número de Digimon parecia ser várias vezes maior.
O garoto na linha de frente acenava em direção à fortaleza.
Do outro lado, Taichi retribuía o aceno.
(Ele é Kudo Taiki. Ele trouxe todos como forma de agradecimento por terem salvado ele no ano passado.)
(O mundo dele se chama “Digimon Xros Wars”.)
(Em uma ocasião anterior, aquele mundo esteve em perigo, e Digimon e Tamers de vários mundos foram ajudá-los.)
“Tamers?”
(No meu mundo, chamamos os humanos que formam pares com Digimon de Tamers. Esse mundo também se chama “Digimon Tamers”.)
“Então… isso também é um mundo de anime?”
(Para quem vê de fora, pode parecer isso. Mas para mim, é um mundo real. Do meu ponto de vista, este também é um mundo de anime.)
“Ele é chamado de ‘Digimon Adventure’.”
“Este mundo também?”
(Eu vim de um futuro, por motivos próprios. Agora estou em um lugar que é algo como um espaço entre vários mundos.)
(Graças a isso, consegui acessar outros mundos Digimon e chamar ajuda.)
Ao redor da Cidade Murada de Kowloon, outro grupo surgiu.
No centro deles havia um garoto de cabelo verde usando óculos de proteção e um Digimon com aparência de um capacete vermelho.
(Eles vêm de um mundo chamado “Appli monsters”.)
(O Agumon chegou a ir até lá uma vez.)
(Eles ficaram preocupados por talvez não serem exatamente Digimon, mas parece que não há problema. E aparentemente já tinham alguma ligação com Cidade Murada de Kowloon.)
Na tela do telhado do laboratório, outro grupo de Digimon apareceu.
No centro deles havia um garoto de óculos redondos, acompanhado por outras pessoas e seus parceiros Digimon.
Eles também eram fortes.
Estavam conseguindo impedir os Digimon que avançavam em direção ao laboratório.
(Eles vieram de um mundo chamado “Beatbreak”.)
(Parece ser um mundo bem mais à frente no futuro.)
“Tantos mundos diferentes…”
(Ao entrar em contato com este mundo pela primeira vez e ouvir sua voz, eu te recomendei vir para este instituto. Mas naquela época eu não sabia que havia alguma força negra por trás disso.)
(Por isso, também entrei em contato com Gennai, do DigiMundo deste mundo, e começamos a preparar tudo às pressas.)
Rui já tinha ouvido o nome Gennai nas histórias de Takeru. Ele ainda estava ativo?
(Desde a vez em que fomos ajudar o mundo de Xros Wars, o número de mundos ligados aos Digimon só aumentou.)
(Disseram que também seria bom chamá-los.)
(Eu pedi conselhos sobre outras rotas, conversei até com as consciências dos Digimon que permanecem em Odaiba…)
(E conseguimos trazer até mesmo mundos um pouco mais… diferentes.)
As forças do mundo de Xros Wars também eram extremamente poderosas.
A parte sul da “maré negra” começou a desmoronar gradualmente.
A imagem ampliou-se em direção ao norte.
Lá havia um pequeno Digimon parecido com um cão alado, que, diante dos olhos de todos, evoluiu para um enorme dragão vermelho.
Ele derrotava os Digimon negros um após o outro sozinho.
Ao seu lado estava um Digimon com um longo chapéu, semelhante a um mago.
(Eles também conseguiram estabelecer contato com esse mundo. Parece que a consciência do Wizardmon de Odaiba pode conseguir se comunicar com os Wizardmon de outros mundos.)
Rui já tinha ouvido aquele nome.
Então aquele era o Wizardmon?
(Eles não parecem… um pouco diferentes em “textura”?)
Agora que havia dito isso, ele também sentia algo assim — mas não conseguia identificar o motivo.
(Eles vêm de um mundo chamado “Digital Monster X-Evolution”.)
(É um mundo sem humanos, apenas com Digimon no DigiMundo, e ele é representado inteiramente em CGI.)
“Então… até de um mundo em full CG.”
Se era assim, então seria verdade que este mundo também poderia ser visto como um “mundo de anime” por outros?
(Eles pareciam estar preocupados em entender em qual mundo realmente estavam, mas, visto de fora, não há tanta diferença assim.)
(O mais importante é que você é você, e está aqui agora.)
(E isso é o que realmente importa.)
Rui sentiu que começava a compreender algo, ainda que de forma vaga.
(Eu queria explicar melhor, mas não temos muito tempo… ainda estão chegando outros mundos… e, do meu mundo, não consegui trazer muitos…)
“Como é que é? Tá falando que só eu não é o bastante?”
Ao ouvir aquela nova voz de repente, Rui se virou.
Ali estava um Digimon humanoide usando máscara, montado em uma motocicleta gigantesca.
Claro, ele era muito maior que um humano comum.
Não havia espaço naquela sala para algo daquele tamanho existir fisicamente.
Mas, ao observar melhor, seu corpo era levemente translúcido — como uma projeção tridimensional.
(Não é isso, Beelzemon.)
“Então… vamos nessa!”
E ele disparou.
Beelzemon avançou com a moto direto para dentro da projeção e mergulhou em direção ao Cidade Murada de Kowloon.
Mesmo do ar, ele disparava com as armas em ambos os braços.
Os Digimon negros eram despedaçados em sequência.
“Bom, bom… continua o mesmo de sempre, hein.”
Outra voz surgiu.
Um jovem de aparência estranhamente tranquila, acompanhado por um Digimon de aparência um pouco intimidadora, estava ali.
(Ah, Ryo-san.)
“Eu vim mesmo sem ser chamado. Só vou dar uma passada para cumprimentar, então vou até ali.”
Akiyama Ryo e Cyberdramon atravessaram a projeção e entraram na imagem do Forte Álamo.
(Então eu também vou nessa. Se nos encontrarmos de novo, da próxima vez queria te conhecer pessoalmente, não só pela voz.)
“Espere… quem é você afinal?”
(Eu sou Matsuda Takato. Um Tamer.)
O silêncio voltou a tomar conta do ambiente.
Foi só então que Rui percebeu que Takeru já não estava mais na sala de recepção do instituro — ele havia desaparecido em algum momento sem que ele notasse.
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No leste da Cidade Murada de Kowloon, do lado oposto de onde as hordas negras vinham surgindo até então, uma nuvem escura começou a se formar de repente.
Era um grupo de Digimon negros voadores.
A equipe dos Appmon e os três irmãos de Hong Kong correram imediatamente para o lado leste da fortaleza.
Aquela nuvem negra avançava em uma velocidade incomparavelmente maior do que os Digimon terrestres — e em número ainda mais esmagador, várias vezes superior.
Então uma voz ecoou no ar.
“Final Elysion!”
Do extremo norte, uma onda de energia de proporções absurdas atravessou o céu e colidiu com a nuvem negra.
Com um único impacto, mais da metade dos Digimon negros vindos do leste foi eliminada.
Do alto dos céus, uma figura desceu lentamente.
Um Digimon cavaleiro branco, de aparência sagrada, com um grande manto vermelho esvoaçando.
Ele mantinha uma postura ereta enquanto descia em linha reta.
“Eu sou Dukemon. Atendi ao chamado de socorro.”
(Obrigado, Dukemon!)
“Então… és tu, o portador do chamado?”
(Isso mesmo. Nunca pensei que conseguiria ver a forma de Dukemon assim…)
“Aquela voz… deveria ser a primeira vez que a escuto, mas por algum motivo me soa familiar.”
Enquanto isso, os remanescentes dos Digimon negros que se aproximavam eram eliminados um após o outro pela lança de luz que se estendia do braço direito de Dukemon.
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Da ala oeste do Forte Álamo, a vanguarda da maré negra de Digimon foi despedaçada por uma sequência de ataques combinados de diferentes tipos.
“São… o Taichi-san e os outros!”
Daisuke, que observava do alto da muralha da fortaleza, soltou uma voz surpresa.
“Do tempo em que ele era criança do ensino fundamental…”
“Então é isso?”
Ken, que não conhecia o Taichi daquela época, também observava com um olhar surpreso.
“Hmm… mas eles não são exatamente como nós.”
Mimi comentou, e ao observar melhor, Greymon e Garurumon também estavam em formas de evolução ligeiramente diferentes.
Além disso, havia vários Digimon desconhecidos lutando ao lado deles.
Eram Taichi e os demais do mundo conhecido como “Digimon Adventure:”.
Mas Daisuke e os outros não tinham como saber disso.
“Então são Taichi-san de outro mundo… em qualquer mundo, o Taichi-san é forte mesmo, hein.”
“Olhe direito, Daisuke… os que estão vindo lá atrás.”
“Ah—! Somos nós! Da época em que éramos crianças! Estamos com a mesma idade daqueles Taichi-san ali!”
“Então quer dizer que pessoas de mundos diferentes e tempos diferentes estão lutando juntas?”
“Agora que você falou… lembro de alguém que ficou bem feliz com isso. Naquela época, eu também lutei por um tempo com a mesma idade do Taichi-san.”
Ken também começava a se lembrar.
“Tenho a sensação de que algo assim já aconteceu… mas quando foi isso mesmo?”
“Não precisa se preocupar tanto com isso.”
Ao se virarem, viram que, onde antes não havia ninguém, agora estavam um jovem de aparência serena e um Digimon de presença intimidadora.
“O mais importante é confiar no que você é agora.”
“Você… eu já te encontrei antes?”
“Talvez sim… talvez não. Mas não precisa se preocupar com isso. Eu mesmo também não entendo muito bem.”
Enquanto falava, Akiyama Ryo deslizou uma carta na fenda do seu Digivice, o D-Ark.
O Digimon de aparência intimidadora, Cyberdramon, evoluiu para Justimon — um herói com aparência de justiça, usando um cachecol vermelho.
“Então, até mais!”
Ele abriu caminho à força.
Ryo e Justimon se lançaram contra os Digimon negros, e rapidamente uma grande abertura começou a se formar na linha inimiga.
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“Então vamos, Patamon.”
“Finalmente chegou a hora!”
Takeru e Patamon avançaram em direção à névoa escura e densa.
“Deixa comigo também!”
No telhado do laboratório, diante de Koushirou, Kabuterimon evoluiu para sua forma Perfeita, AtlurKabuterimon.
“Conto com você!”
Ao redor, dentro do pseudo campo digital que cobria a área, combates se desenrolavam por todos os lados.
Não eram apenas Hikari e Miyako que estavam lutando.
“Isso aqui… parece um pouco com um Mirror World.”
“Não relaxa nem por um segundo!!”
“Já entendi!”
A equipe de Beatbreak também já estava acostumada com batalhas.
“Amanekawa-kun!”
Um garoto de cabelo claro abriu a entrada que levava ao telhado.
“Darling, não é por aqui!”
Um pequeno Digimon com cabeça parecida com uma água-viva apareceu correndo atrás dele.
“Eh? Eu ouvi a voz do Amanekawa-kun?”
O pequeno Digimon puxou o garoto pelo braço e o levou de volta.
“Quem era aquele agora?”
Silphymon observava a cena, mas—
“É melhor não se preocupar com isso.”
Hikari respondeu de forma simples.
Uma enorme criatura alada levava Sora, Taichi e Yamato em suas mãos, voando em alta velocidade pelos céus.
Era Garudamon, a forma Perfeita de Piyomon.
Seguindo pelo amplo caminho aberto no meio da horda de Digimon negros, eles chegaram em instantes à linha de frente onde estavam MetalGreymon e WereGarurumon, e Taichi e Yamato foram deixados ali.
“A fortaleza está segura, então não se preocupem!”
“Tá, já entendemos!”
“Vamos nessa!”
Taichi e Yamato subiram em MetalGreymon e WereGarurumon e seguiram adiante.
Enquanto isso, um dos Digimon negros que havia escapado da destruição e se aproximado da fortaleza avançou contra Ken.
Mas Monochromon surgiu de lado e o derrubou com um impacto violento.
“Não fica aí parado! Se o Ken se machucar, a Miyako vai ficar brava com a gente!”
Chichos, parceira de Monochromon, gritou com firmeza.
“Sim… obrigado.”
“Vamos, Ken.”
Daisuke e Ken voaram até onde Paildramon estava montados em Airdramon, parceiro de Tatum.
Enquanto isso, Arukenimon estava exausta. Não era surpresa — até poucas horas atrás, ela nunca havia evoluído além do nível Criança.
Tendo avançado sozinha até o centro da formação inimiga por impulso, acabou cercada.
Se tentasse reagir, seus movimentos já estavam lentos.
Os Digimon negros se aproximavam.
Nesse instante, um clarão e o som de disparos cortaram o ar, e vários Digimon negros foram arremessados para longe.
“Ei, senhorita bonitona aí… melhor tomar cuidado.”
Um Digimon com aparência de múmia, todo enfaixado, surgiu girando uma enorme arma chamada Obelisk.
Arukenimon não tinha como saber, mas aquele Digimon tinha uma “textura” diferente.
Ele vinha do mundo de “X-Evolution”.
"Eu me separei dos outros e acabei aqui, mas parece que foi a coisa certa.”
Do lado oposto do céu, o mesmo Obelisk lançou um feixe de luz, que caiu sobre a massa de Digimon negros, destruindo vários deles em pedaços.
Logo depois, um homem alto de jaleco branco pousou no chão.
“Senhorita é muito grosseiro. Diga ‘jovem senhora’.”
Era outro Mamemon vindo de um mundo diferente. Um Mamemon médico.
Jou percebeu o estetoscópio pendurado em seu peito.
“Um Mamemon médico?”
Atrás deles, o som de vidro se quebrando e um grito ecoou — a voz de Himekawa Maki.
Eles correram de volta para dentro do sanatório.
Da direção dos quartos, um jovem loiro surgiu.
“Já foi resolvido. Eu também sou médico. Está tudo bem.”
No interior do quarto, era possível ver um Digimon azul, com aparência de animal.
“Os inimigos também estão vindo por este lado, mas meus companheiros vão dar conta.”
Mais pessoas podiam ser vistas no fim do corredor.
“Ah, eu sou Thoma. Este é Gaomon. Prazer.”
Eles eram do mundo de “Digimon Savers”.
“Só ele já parece ser mais do que suficiente…”
Do lado de fora da entrada, um jovem de cabelo preso para trás saltou para fora com Agumon ao seu lado e, com as próprias mãos, socou um Digimon negro, lançando-o longe.
A partir desse momento, o som de uma batalha intensa começou a ecoar.
“Eles também são bem fortes, né?”
Mimi observava o grupo do mundo “Frontier”.
“Parece que aquele Digimon e aquele outro… quando eram humanos, eram irmãos gêmeos.”
“Gêmeos?”
Wallace se interessou pela palavra. Terriermon também observava atentamente.
“Está lembrando?”
“Isso… eram gêmeos. Eu também tinha um irmão gêmeo…”
“Por que eu tinha esquecido disso?”
Ele olhou para Terriermon.
“Então vocês também eram gêmeos.”
“Finalmente lembrou. Agora vocês podem evoluir.”
Terriermon evoluiu para Gargomon, equipado com armas pesadas em ambos os braços, e avançou contra a ofensiva dos Digimon negros.
No extremo oeste da Cidade Murada de Kowloon, uma floresta escura se estendia sem fim.
No meio dela, havia uma muralha que lembrava a Grande Muralha, atravessando o horizonte de um lado ao outro.
MetalGreymon e WereGarurumon a destruíram com um único golpe e avançaram pela invasão.
Mas a muralha continuava em camadas sucessivas, uma após a outra.
Paildramon então evoluiu ainda mais, transformando-se no gigantesco Dragão Imperial, Imperialdramon.
Daisuke, Ken e também pessoas e Digimon de outros mundos estavam em sua montaria, avançando em direção ao ponto de origem da maré de Digimon negros.
Depois da queda de uma árvore colossal que parecia tocar o céu, abriu-se um enorme vazio no chão.
Sem reduzir a velocidade, eles mergulharam diretamente dentro dele.
“O que… eles estão fazendo?”
Num mundo cinzento, envolto por uma névoa que parecia não ter fim, Higashimitarai Kiyoshiro finalmente conseguiu chegar até seus companheiros.
Ele tinha cabelo claro e expressão concentrada.
Ao lado dele estavam Amanokawa Hiro, um garoto um pouco menor que o carregava nos ombros, e o pequeno Digimon dragão branco, Gamamon.
Mais adiante, Tsukiyono Ruli, uma garota de cabelos longos, permanecia ao lado de Angoramon, um Digimon grande coberto por pelos amarelos e espessos, maior que um adulto.
Eles haviam vindo do mundo de “Digimon Ghost Game”.
“Desde que chegamos aqui, ele está nos chamando sem parar.”
Com as palavras de Ruli, todos estreitaram os olhos.
Do outro lado da névoa, havia uma figura: um jovem um pouco mais velho que Kiyoshiro e um pequeno Digimon amarelo.
Eram Takeru e Patamon.
“Não me diga… é aquele Digimon…”
Atrás deles, havia uma sombra sinistra.
Do outro lado de Takeru, parecia haver o oceano.
E além dele — parcialmente oculto pela névoa — algo gigantesco se movia.
“Aquilo é o Dagomon.”
Jellymon, a parceira de Kiyoshiro — um Digimon semelhante a uma água-viva que flutuava no ar — disse:
“Isso aí é o que vocês chamam de ‘jogo com dificuladade impossível’.”
“Não é isso.”
Angoramon começou a falar calmamente:
“Com quem ele está se comunicando não é um Digimon. É o oceano. Este mundo é formado pela reunião de várias intenções malignas. Aquele oceano é o verdadeiro núcleo, e o Dagomon que vemos não é um Digimon real.”
“S-sério?”
“Ele… o Takeru… é quem está dizendo isso.”
“Não sei se é verdade ou não, mas o Takeru aparentemente já esteve aqui há dez anos.”
“Provavelmente isso assumiu a forma de um Digimon para ameaçar nós, Digimon e seus parceiros.”
“E esse oceano também recebe dados de vários Digimon vindos de algum lugar…”
Angoramon possuía uma audição muito boa. Parece que ele conseguia ouvir tudo.
“Mas parece que isso nunca foi atualizado.”
“Dagomon, como Digimon, é um nível Perfeito. Na época, talvez fosse considerado relativamente forte… mas agora existem muitos Digimon mais fortes.”
“Patamon… esse é aquele Digimon pequeno, certo? Da última vez que vieram aqui, ele só conseguia evoluir até a o nível Armor, mas agora pode evoluir para formas mais fortes.”
“Dagomon não é nada assustador.”
“Além disso, não chamamos apenas pessoas deste mundo — também trouxemos pessoas de outros mundos que já derrotaram Dagomon.”
“Então vocês estão falando de nós.”
“Não só isso, senpai.”
Hiro apontou na direção indicada.
Lá estava um garoto com cabelo arrepiado usando óculos quadrados, acompanhado de um pequeno Digimon azul.
Akashi Tagiru e Gumdramon.
Havia também outras mulheres e Submarimon.
“Eles vieram do mundo chamado ‘Digimon Xros Wars’.”
Angoramon levantou levemente uma das mãos, pedindo silêncio.
“Ele está dizendo algo como: ‘Desista, ou então…’”
Antes que a frase terminasse, Patamon, ao lado de Takeru, começou a emitir luz.
48
“Essa luta não acaba nunca…”
Depois de atravessarem e destruírem várias camadas de muralhas, Taichi e os outros estavam sobre uma rocha. Agora era um momento de espera.
Agumon respondeu a Taichi.
“Ainda tem muito mais pela frente. Mas não podemos perder.”
O que Taichi queria dizer era que, mesmo que aquela batalha terminasse, o inimigo não deixaria de existir. Isso incluía não apenas o DigiMundo, mas também conflitos ligados ao mundo real.
“Enquanto houver pessoas que acreditam em nós…”
Yamato também se lembrava dos companheiros com quem já havia lutado, das crianças que haviam resgatado, e de suas famílias.
Os dois já haviam testemunhado cenas terríveis demais através dessas atividades.
Também estiveram em regiões envolvidas por guerras civis e conflitos armados.
Houve vezes em que simplesmente não conseguiram salvar as crianças.
Taichi chorava em desespero, lamentando a própria impotência.
Yamato, que estava prestes a desmoronar emocionalmente antes mesmo disso, não conseguia expressar bem seus sentimentos. Mas, paradoxalmente, sentiu-se salvo justamente por Taichi.
Se não fosse por ele, Yamato tinha certeza de que teria quebrado por dentro.
Desde então, Taichi passou a colocar o resgate das crianças acima de tudo.
Sua determinação era tão intensa que, por um tempo, as crianças das zonas de preservação chegaram até a sentir medo dele.
Com o passar do tempo, ele aprendeu a aparentar um comportamento mais leve na superfície.
Mas bastava perceber o menor sinal de anormalidade para seu rosto voltar imediatamente à expressão séria.
E, dependendo da situação, ele não hesitava em recorrer a métodos extremamente severos.
Mesmo assim, Yamato sabia que Taichi confiava plenamente nele e em Gabumon.
Os dois humanos e os dois Digimon mantinham os olhos fixos à frente o tempo todo.
Então, do céu escuro ao longe, Imperialdramon surgiu voando.
O enorme buraco aberto sob a árvore colossal havia provocado um fenômeno semelhante aos pontos de distorção que às vezes apareciam no DigiMundo, conectando-se às proximidades daquela floresta.
O gigantesco Digimon dracônico ultrapassou Taichi e os outros, posicionando-se diante do castelo negro que se erguia nas profundezas da floresta.
Era como uma enorme fortaleza europeia — mas construída com pedras estranhamente escuras.
No domo sobre as costas de Imperialdramon, Ken e Daisuke sentiam uma estranha sensação de familiaridade.
“Tenho a impressão de já ter visto esse castelo muitas vezes…”
“Eu também.”
Segundo a hipótese de Koushirou, aquele castelo era a origem de todos os Digimon negros, das Torres Negras e das engrenagens negras.
A partir dali, eles conseguiam enviar Digimon diretamente até a Cidade Murada de Kowloon e, através do buraco sob a árvore colossal, transmitir poder sombrio até o Forte Álamo.
“Então vamos acabar com isso!”
Imperialdramon disparou um gigantesco raio laser.
O castelo foi destruído com um único golpe.
As chamas se espalharam, e uma coluna de fumaça negra subiu alto pelos céus.
Então, dentro da fumaça, uma sombra começou a surgir.
“Mega Death!”
Uma massa de matéria negra de densidade absurda foi disparada por Imperialdramon.
A fumaça negra que se erguia diante deles começou a ser sugada, revelando a criatura escondida atrás dela.
Era um Digimon gigantesco, completamente envolto por uma capa com capuz.
Sua altura provavelmente ultrapassava os cem metros.
O ataque Mega Death foi simplesmente absorvido por ele.
“Como pensei… é ele.”
“Está muito maior do que antes.”
O Digimon encapuzado — Daemon — abriu lentamente os braços sem revelar o verdadeiro corpo sob o manto.
“Lá vem!”
“Desvia!”
Uma onda de energia sombria foi liberada da frente de Daemon.
Tudo o que fosse atingido por ela seria aniquilado.
O enorme dragão desviou.
Depois que a energia atravessou a área, formou-se uma cratera alongada no solo.
E, além dela, começaram a surgir figuras avançando na direção deles.
Eram os Digimon que já haviam terminado de eliminar os Digimon negros que atacavam as duas fortalezas.
Taichi, que estava sobre o terreno rochoso aos pés de Daemon, confirmou aquilo através dos seus óculos.
“Vou dar o meu melhor.”
Gabumon assumiu posição.
Seu corpo inteiro começou a brilhar.
“Estou contando com você.”
Depois que Yamato respondeu, Agumon também se preparou e começou a emitir luz.
“Pode deixar comigo!”
“Ceeeerto!”
Taichi ergueu o braço.
“Vamos nessa!”
Os dois Digimon evoluíram.
WarGreymon e MetalGarurumon levantaram voo em direção ao gigantesco Daemon.
E inúmeros Digimon de vários mundos seguiram atrás deles.
49
Nas profundezas da névoa, a sombra de Dagomon se contorcia de forma grotesca.
Tentáculos semelhantes a apêndices se estendiam por todo o seu corpo, e sua forma começou a inchar até atingir várias vezes o tamanho original, antes de gradualmente se condensar em uma única figura.
Dois pares de asas.
Braços anormalmente longos.
“Digimon. Nível Supremo.”
Angoramon murmurou.
Takeru sorriu discretamente.
Ao seu lado estava Angemon, o Digimon angelical para o qual Patamon havia evoluído.
“Takeru-san.”
Ao ouvir a voz, ele se virou.
Iori e Armadillomon estavam ali.
“Iori… então você veio.”
“Disseram que o sanatório ficaria bem com as pessoas que vieram ajudar, então me deixaram vir. Também tem um Submarimon aqui, né?”
Depois de olhar para a mulher à beira da água e para seu Digimon, Iori voltou sua atenção para Digimon.
“Então aquele Digimon grotesco é o nosso inimigo?”
“É. Mas agora que ele assumiu claramente uma forma de Digimon, deve ser mais fácil enfrentá-lo do que algo cuja natureza nem sabíamos se era realmente um Digimon.”
Ao ouvirem isso, Hiro e os outros entenderam.
“Então esse era o objetivo…”
“Claro, ainda teremos que lutar com tudo o que temos.”
“Então vamos, Armadillomon!”
“Entendido, dagyaa!”
Armadillomon evoluiu para Ankylomon e começou uma evolução Jogress com Angemon.
“Contamos com vocês também, pessoal dos outros mundos!”
Os Digimon de Hiro e dos outros, assim como Gumdramon de Akashi Tagiru, também começaram a evoluir.
50
Daemon foi um Digimon contra o qual Daisuke e os outros lutaram no fim de 2002.
Na época, ele era tão poderoso que o grupo não conseguiu derrotá-lo com suas próprias forças, sendo obrigados a bani-lo para outro mundo.
O lugar para onde foi enviado — o Oceano Negro onde Dagomon existia — era, naquele tempo, um local especial onde portais não podiam ser abertos por meios normais.
Nem mesmo Daemon conseguiria sair de lá facilmente.
Mas eles sempre souberam que, um dia, ele retornaria.
E que acabaria se tornando uma ameaça ao mundo real ou ao DigiMundo.
Taichi e os outros jamais esqueceram essa possibilidade.
O Oceano Negro aparentemente estava ligado não apenas a Takeru, Hikari e Ken, mas também a Nishijima, Himekawa Maki e até mesmo Rui.
Por causa disso, chegou-se a suspeitar que Rui e os outros — “aqueles que possuíam memórias de tempos ou mundos diferentes” — talvez fossem vanguardas daquela força sombria.
Mas não era o caso.
Eles haviam sido usados apenas como marcadores.
E agora, após onze anos, Daemon finalmente havia retornado.
Muito provavelmente, ele vinha utilizando o Oceano Negro para continuar acumulando poder.
O fato de ferramentas usadas há mais de dez anos — como as Engrenagens Negras — terem reaparecido era resultado da reutilização de dados daquela época.
Mas tudo aquilo não passava de um teste preliminar.
Seu verdadeiro objetivo era a produção em massa dos Digimon negros.
E o próprio Daemon havia se tornado várias vezes mais poderoso.
Daisuke e os outros desceram ao chão, enquanto Imperialdramon mudou de sua forma dracônica para a forma guerreira.
“Vamos acabar de vez com a lição pendente de dez anos atrásーーー!”
Os Digimon de outros mundos que haviam descido junto com Daisuke, aqueles que vieram pelo buraco sob a árvore colossal e os que avançaram pelo caminho aberto por MetalGreymon e WereGarurumon — todos iniciaram um ataque total.
Mesmo assim, os golpes pareciam causar pouco ou nenhum dano ao gigantesco corpo de Daemon.
“Talvez Daemon originalmente nem possua um corpo verdadeiro. Ataques comuns não terão efeito.”
“Além disso, ele está recebendo energia do Oceano Negro.”
“Se cortarmos essa conexão, haverá uma chance de vitória.”
“E essa ligação provavelmente está dentro daquele manto.”
“Mas aquilo conecta diferentes mundos.”
“Pode acabar transformando-os em mundos convertidos em dados.”
Com base na teoria de Koushirou, Taichi, Yamato, WarGreymon e MetalGarurumon haviam mergulhado no espaço oculto dentro das vestes de Daemon.
Mas ali não existia corpo físico algum.
Na verdade, nem sequer parecia ser um espaço físico.
Era um mundo que só podia ser descrito como escuridão absoluta.
Para conseguirem se orientar naquele vazio, uma nova função dos óculos desenvolvidos por Koushirou foi essencial.
Ela permitia detectar a frequência da energia dos Digimon das trevas.
“É ali!”
Os dois Digimon concentraram seus ataques em um único ponto, abrindo uma brecha.
Taichi estendeu a mão.
A escuridão se abriu, e eles mergulharam em um espaço branco.
No mesmo instante, os Digimon regrediram da forma Suprema para a forma Bebê.
“Isso é só o começo.”
“Vamos mostrar o nosso verdadeiro poder.”
51
Shakkoumon — um Digimon gigantesco que lembrava uma estatueta dogū — era a forma resultante da evolução Jogress entre Angemon e Ankylomon.
Ele absorvia e anulava os ataques de Digimon.
Enquanto isso, os Digimon de Hiro e dos outros evoluíram até o nível Supremo e encurralaram os Digimon.
Mesmo assim, a batalha demorava a chegar ao fim.
Então, uma luz atravessou os céus do Oceano Negro.
Uma abertura surgiu no firmamento, e raios luminosos transbordaram dela.
De dentro daquela fenda, um Digimon branco e esguio desceu com sua capa esvoaçando.
Era Omegamon, formado pela evolução de Agumon e Gabumon.
Taichi e Yamato estavam sobre seus ombros.
Omegamon ergueu a espada em sua mão esquerda e partiu Digimon ao meio com um único golpe.
Em seguida, disparou uma esfera de energia da mão direita em direção à abertura acima.
O espaço branco do outro lado da fenda foi destruído instantaneamente.
Ao mesmo tempo, no mundo terreno, o manto de Daemon se despedaçou e desapareceu.
A batalha havia terminado.
52
“Então a lembrança de termos ido lutar em outro mundo… era mesmo verdadeira.”
Koushirou estava tomando um chá quente.
“Quando recebi o contato do Gennai-san, eu ainda estava em dúvida. Até agora, a linha do tempo e a sequência dos eventos ainda não estão totalmente claras.”
“Bom, tanto faz. O importante é que desta vez fomos ajudados.”
Taichi e os outros haviam retornado ao instituto — vindos do telhado, do sanatório e de vários outros lugares. Talvez fosse a primeira vez que aquela sala de recepção estivesse tão cheia.
“Então, você…”
Taichi se aproximou de Rui.
“Você é o Rui-kun… e o Ukkomon, certo.”
“Ukkomon!? Onde?”
“Ele está aí. No seu olho direito.”
Todos na sala de recepção olharam para o olho direito de Rui.
Sob a franja longa, que costumava escondê-lo, havia algo branco cobrindo a superfície do olho normal.
“Não sei se isso é o corpo principal ou apenas uma parte dele, mas já está na hora de acabar com isso. Você não precisa continuar sendo o vilão para sempre por causa disso.”
“O que…? Do que você está falando?”
Taichi começou a explicar lentamente.
A mãe de Rui, exausta de cuidar do pai dele, que estava acamado, tentou cometer um pacto de morte com ele.
Foi nesse momento que Ukkomon apareceu e salvou a vida de Rui.
Mas Rui ainda era jovem demais para compreender a morte dos pais.
Ukkomon então decidiu fazê-lo acreditar que ele era um Digimon com várias habilidades especiais, levando Rui a pensar que era a primeira criança a ter um Digimon parceiro no mundo.
Depois disso, ao longo dos anos, criou artificialmente várias memórias de sua vida.
E então construiu uma conclusão: os culpados não eram os pais… e sim o Ukkomon.
Graças a isso, Rui pôde crescer sem odiar seus pais.
“Hoje, entre aqueles que vieram nos ajudar, tinha um homem chamado Matsuda Takato. Quando o encontrei antes, ouvi dele que no seu mundo existem seres chamados ‘DigiGnomos’ — algo próximo de um Digimon, mas que não são exatamente Digimon. Agora eu lembrei disso. Você também pode ser mais parecido com esses DigiGnomos do que com um Digimon. Mas já chega. Rui não é mais uma criança. Está na hora de ele viver sua própria vida de verdade.”
Do olho direito de Rui, lágrimas começaram a cair em grande quantidade, e a substância branca que cobria seu olho desapareceu.
Em outros lugares, pessoas e Digimon deste mundo e de outros mundos também se despediam.
Jou, até o último momento, continuava perguntando ao Mamemon de jaleco sobre medicina Digimon.
53
Depois de um tempo, Menoa estava conversando com Rui.
“Eu vou para o DigiMundo procurar pela minha parceira, Morphomon. Parece que posso deixar o resto da pesquisa aqui com o Izzy. Quando o Nishijima terminar a reabilitação, Himekawa Maki também pretende fazer o mesmo. E você?”
“Meu parceiro Digimon… Ukkomon. Será que ele realmente existe?”
“Isso você só vai descobrir indo até lá. Mochizuki Meiko já está lá há muito tempo. Ainda não encontrou, mas não vai desistir.”
“Faz sentido…”
No fim, Rui decidiu ir também.
Antes de atravessar o portal, ele fez um pedido a Takeru.
“Sobre aquela vez no carro… quando você me contou aquela história de aventuras da sua infância.”
“Ah, aquilo? Acabou virando uma história bem longa, né?”
“Você não costuma contar isso para outras pessoas, né?”
“Naquela época eu tinha tempo, então consegui conversar bastante, mas não tenho muitas oportunidades assim, então não costumo contar tudo.”
“Mas aquela história… era muito boa. Sobre como humanos e Digimon vivem juntos. Ainda hoje existem mais pessoas com Digimon parceiros, não é? Acho que isso seria muito útil para elas.”
“Mas não sei se vale a pena contar isso para tanta gente…”
“Então, que tal escrever um livro? Em forma de texto poderia ser traduzido e lido por crianças de outros países. Até adultos.”
“É… pode ser. Vou pensar nisso.”
Assim, Rui e Menoa seguiram para o DigiMundo.
Era a primeira vez dos dois naquele mundo.
Do outro lado de uma vasta planície, muitas borboletas começaram a voar em direção a eles, como se viessem recebê-los.
54
“Takeru... já acabou?”
Patamon, que estava ao lado de Takeru enquanto ele digitava no computador, interrompeu.
“Mais ou menos. Tem algo que te incomoda?”
“Aquele… garoto do norte da Europa.”
“Ah, isso. Mas aquilo é outra história.”
“É mesmo? Então vou ficar esperando.”
------------ FIM--------------
Notas:
Bem, a última parte está postada e assim que possível disponibilizarei o PDF com a tradução completa, revisada e padronizada. Irei disponibilizar uma versão em inglês quando possível. Obrigado a todos que acompanharam.
















