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Silly Symphony - The Goddess of Spring (1934)
Ouça seus silêncios.
Te amar já é óbvio
Há dois anos, eu me vi em você... e nos vi aqui. Me emociono ao pensar nessa sorte e em como o tempo passa rápido quando estamos juntos. É até injusto se limitar ao tempo, quando a eternidade seria um bom lugar para estar com você. Todo dia é um dia diferente para o meu geminiano e, ao mesmo tempo que você me enlouquece com tanta ideia, eu penso que não poderia ser diferente, você é surpreendentemente você. Humilde e vencedor da própria vida.
Me sinto capaz de tudo ao seu lado e, ao mesmo tempo que você me desafia, você me acolhe. Suas palavras me preenchem e me dão força. Te admiro por ser a positividade que me complementa e por priorizar o “nós” e a minha felicidade em tudo o que faz... além de ser um homem admirável como artista, amigo, filho e parceiro.
Com você, eu sempre sou melhor do que ontem, melhor para mim e para nós. Amo toda a segurança que você me passa e faz questão de transmitir em cada detalhe e ação, mesmo sem eu nunca ter te pedido. Amo nossa liberdade como indivíduos e como nossos devaneios e planos se tornam tão possíveis quando estamos juntos. Amo seu respeito e todo o carinho e cuidado que recebo de você diariamente. Há tanta força de vontade, tanta vida e tanto amor que começou a ficar impossível descrever. Tudo é possível com você, porque você também reforça, todos os dias, que tudo é possível para mim.
Que sorte poder te conhecer e te enxergar, diariamente.
Bom, acho que, depois de tudo isso, dizer que “te amo”, fica um pouco óbvio. rs
Vivi, eu vim de um lugar que é a sua sabedoria que me guia e é ela que te acalma. Me conta, que medo é esse que te invade e paralisa todos seus sonhos? Que ansiedade é essa que um toque do celular te causa pânico? Que raiva é essa que um tom de voz, uma palavra, uma pergunta ativa seu instinto defensivo, rasga seu estômago e pesa as suas costas? Que violência é essa que vai chegar a qualquer instante? Acalma o coração e respira criança. Lembra que a vida é sua e você que cuida dela, lembra que teus pensamentos são poderosos e que assim como você cuida e se preocupa com o próximo você não precisa se abandonar, afinal você nunca foi responsável por curar ninguém. Sabia que você também é merecedora de cuidado e de toda a compreensão que você oferece ao próximo?
Exercita o pensamento pra internalizar isso. Acalma seus planos. Que pressa é essa pra provar que vai chegar lá? Primeiro, provar pra quem? Segundo, chegar aonde? Respira. Come devagar. Relaxa os ombros, a testa. Desacostuma com o caos. Se liberta da raiva. Da criação que te feriu. Do grito que te calou. Se liberta do ritmo frenético que pulsa dentro de você e não te da descanso. Nem no sono. Falando em sonho, para de correr (literalmente) dentro dele, de quem você corre todos os dias? Que adormecer é esse que sempre te desperta na agonia? Foca no amor que lhe foi dado. Nas oportunidades. Na família presente. No privilégio da saúde e do alimento. Nos ensinamentos e na fortificação da fé. Tudo que se tem, se atraiu por você. Foca no que se tem alcance, o resto não é teu. O processo aqui é outro: é jornada, é consistência, desacelerar, rever passos, reformular sua dinâmica mental, olhar pra trás e ver tudo que se foi conquistado. Não tem atraso, não há prazo e nem chefe. Criança, tá tudo bem viver diferente, tá tudo bem se procurar uma, duas, três vezes... o tanto que precisar. Até se encontrar.

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Tempo Rei. O tempo é paciente porque é nele que mora o silêncio e a calma. Ele não te dá prazo pra cura. Não te avisa quando a vida muda, quando melhora, quando piora. Já parou pra pensar que é nele que toda sua vida acontece ?! A única noção e dimensão que ele ocupa na nossa vida é através do agora. É no agora que a gente conta segundos, que a gente escuta o alarme do hoje, é nele que a gente anda, que a gente reflete, que a gente respira, enxerga, fala, produz, sente o sol, o vento, o frio.... Estamos tão acomodados e seguros de que o agora sempre está e estará aqui que não importa o hoje se sempre tem o amanhã. Futuro e passado passam a maior parte do tempo disputando atenção na nossa cabeça enquanto o tempo tá ali, só esperando uma presença, entrega, perdão, acolhimento.
As vezes eu fico cansada em perceber que meu corpo tá saturado em lidar com as coisas sozinhas, em perceber que a minha melhor versão foi a que eu construí sozinha. Beleza, tem uma resiliência nisso, mas no fim é triste. Em que momento eu parei de pedir ajuda? em que momento eu guardei tudo pra mim? em que momento eu acreditei que não ser validada por familiares estava tudo bem? em que momento eu me bloqueei em contar o que se passava comigo? em que momento eu comecei a achar que pedir ajuda era um fardo pras pessoas? em que momento eu me senti incomodada de contar vitórias e momentos bons com alegria? em que momento eu passei a ME sentir um fardo? RAIVA, em que momento eu passei a sentir raiva? MUITA raiva. e ai tudo foi na direção oposta: não se envolva em NADA do que é meu, não me fale o que EU devo fazer, não ME SUBESTIME e nem insinue que eu não sou capaz de ser ou fazer, NÃO OUSE em dizer que estou mentindo. (aliás, quando meu pavor por mentira nasceu?) ainda assim, todos os dias eu acredito que tudo que eu faço não é o suficiente e que ainda sou ingrata. Que nada o que eu faço vai ser bom o suficiente para receber um "tenho orgulho de você".
Que sou a única que vai ser obrigada a estar disposta a dizer sim pra tudo, e se eu insinuo um "não posso" logo em seguida vem uma avalanche de culpa, por ter ouvido uma vida inteira que eu era egoísta, mesmo assumindo TODAS as responsabilidades e dores que não eram minhas. Analisando tudo de fora, sentindo as dores de todos. Ser a única a abrir mão de TANTO TEMPO meu, pros outros, ser a única a ter ficado, filha única a alguns anos, abandonada por dois irmãos vivos.
É dificil admitir que as pessoas que você mais ama, são as que te causaram dores. E elas nem percebem, continuam fazendo. Continuam me tratando como quem é obrigada a estar a disposição sempre que quiserem, como quem não sabe o que quer da vida, como uma mulher que não sabe cuidar de uma casa, como quem não sabe cozinhar, como A egoísta da família, como se eu não soubesse escolher o parceiro ideal para mim, como se eu não tivesse nenhuma fé, como se eu fosse influenciável pelo meu entorno e convivências, como se eu fosse a orgulhosa de não ir atrás das pessoas........
No fim, não importa o quanto eu me esforce pra fazer meu papel de filha, irmã, neta, sobrinha, amiga. Todo mundo quer saber de tudo, menos o que é realmente importante.
E em paralelo, ao mesmo tempo que acreditam que eu dou conta da vida, duvidam da minha capacidade. Carência, ego ferido, hormônios aflorados. No fundo todo mundo está lidando com as próprias dores, carregando fardos que não lhes pertencem. Não há muito bem culpados, somente mágoas guardadas, ou melhor, feridas geracionais abertas. Vem antes de mim.
acolher o que já fui, ser o que se é e focar em me tornar. nunca me colocar em dúvida e nunca ser a dúvida de ninguém.
desde sempre tecendo meu próprio caminho, acreditando que a vontade de fazer dar certo é maior que o medo e agradecendo por nunca ter me corrompido à maldade do mundo e do olhar duvidoso do outro. aprendendo que tem hora pra falar e hora pra calar, que tua postura e atitude na vida define o que pensam de você e quem você atrai, que acreditar no bem e no bom é uma escolha e que se algo parece errado, é por que é mesmo. aprendendo que todo dia é um dia pra fazer diferente, porque a mudança é gratuita e recompensadora, que o amor próprio te leva pra muitos lugares e que pensar muito no que os outros pensam te leva pra vida do outro, mas NUNCA pra sua.
Faz tempo que não paro pra escrever sobre mim. Precisei vir, sem pretensão, sem regras e sem muitas concordâncias mesmo. Um universo inteiro um pouco desconectado do que um dia foi, com várias estrelas e planetas explodindo e expandindo, tudo ao mesmo tempo. A velocidade com que os pensamentos processam, entram e saem da minha mente acaba me consumindo. Escrever e externar se torna ânsia, ainda que, só de começar, dê vontade de desistir.
Me questiono de onde surge tanta intensidade. A água que escorre nos meus lábios se faz mais salgada do que doce ultimamente. Me sinto consumida por um medo e uma insegurança que nunca se fizeram tão presentes. Qualquer coisa, e tudo, me afeta. Analiso, observo e absorvo tudo. Sinto tudo o que sentem. Busco compreender e me posicionar sempre da melhor forma possível (mas pra quem?). Me coloquei distante; não sei dizer se foi proteção ou isolamento.
Tô em casa, mas não me sinto presente. A culpa invade ao perceber o olhar de uma mãe que busca a atenção da filha, e a filha não tá aqui. Percebo ela me olhando, cantando ansiosamente pra chamar atenção, fazendo brincadeiras... e, mais uma vez, eu não tô aqui. Tô imersa dentro da cabeça que se expande a cada segundo, sob a pressão da chegada de uma fase que o corpo, o ambiente, os ecossistemas já não acompanham mais. Me sinto péssima. Não me sinto no direito de sentir. Há a necessidade de me distanciar pra compreender meu lugar, criar um lar e desenvolver meu potencial, sem culpa. Culpa que rodeia o meu ser desde que eu nasci; uma culpa causada, não intencionalmente, pelo meu portal neste mundo e pela alma que mais me deu amor: Mãe. Que, infelizmente, reforça isso até hoje. Culpa de não conseguir desabafar sobre dores e alegrias com quem mais iria acolher, mesmo sabendo que ela não é mais quem um dia foi e que, diariamente, se transmuta pra viver uma vida melhor. Culpa de não dar a chance pra essa nova mulher, sendo que tudo o que ela mais quer é conversar e saber sobre mim. Não me sinto acessível, e dói. Como falar pra uma mãe que ela precisa amar mais ela do que a filha?
Talvez, pra entender a razão disso, eu tenha que trazer à tona tratamentos e bloqueios que tive na infância e na adolescência. Mas quem disse que eu me sinto no direito de falar sobre isso? Parece que sempre foi deixado bem claro que eu não tinha o direito de sentir ou contestar absolutamente nada. Fiquei tão dentro de mim que forçar uma abertura criava mais cinco cadeados.
Depois do conto de fadas de uma família perfeita ruir e da minha mente entrar em colapsos por meses, me sinto ainda mais culpada. Culpada por não dar o primeiro passo pra me tornar mais acessível, por doer pra caralho me permitir confiar, por parecer um cachorro raivoso simplesmente por estar com medo e raiva de atitudes que me forçam a sair desse estado. Me sinto falha como família. Me sinto falha profissionalmente. Falha e sozinha.
Me sinto estagnada, frágil, sem personalidade. Necessitando da aprovação de outras pessoas.
Nascendo de novo... e nascer dói. Queima.
me conectei com Deus, meus guias e meus protetores. virei do avesso na frente do espelho, me olhei como eu olho pra quem precisa de mim, dei a devida atenção da mesma forma que eu dou pro próximo. crua e sincera. vi e ouvi verdades. Ela me viu roxa, "aura de cura e mulher regida pela justiça, filha do sol", disse. me desvirei ainda mais consciente do que sou e do que busco ser, sai da frente do reflexo desse oceano que é me ver de fora e fiquei sem respirar por um tempo. matei a charada, não é sobre se ver no próprio reflexo, é sobre se afastar e apreciar de uma distância segura. pra também poder ver o Sol e não se afogar.

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25 e 2023
¼ de um século em vida.
Arrisco a dizer que esse foi o ano de maior cura. Decisivo pra diversas partes da minha vida.
Os 25 e 2023 chegaram tipo um restart, me fazendo questionar as minhas próprias certezas e colocando a prova TUDO, tudo o que um dia eu acreditei. Renasci…e que alívio!
Na marra, me fez confiar no tempo. Arrisco a dizer que antes de confiar, tive que entendê-lo. Entender que eu não o controlo, eu fluo e só aceito (que dói menos, literalmente). E é tipo mágica, o tempo SEMPRE faz sentido.
Esse ano aprendi a controlar meus demônios internos e a me blindar de demônios alheios. Aprendi que a raiva destrói enquanto a paciência se constrói, diariamente, comigo mesma e com as pessoas ao meu redor.
Abstrai, relevei, superei medos e encerrei ciclos.
Dando ouvidos para as minhas intuições e desconfortos internos, me blindando de situações que não me cabem e acreditando que o que é meu virá até mim com calma e com amor enquanto eu faço três coisas:
corro pelo certo, vivo a favor da luz e a favor de quem eu amo.
Guiada pela compaixão, sendo muito mais seletiva com quem eu permito entrar, entendendo o que eu aceito receber e o tanto que eu aceito me doar, cultivando trocas genuínas e recíprocas, sendo leal a minha família e aos meus amigos, me mantendo longe dos egoístas, egocêntricos e desonestos e buscando sempre me lembrar disso aqui:
eu não sou ninguém e você também não! :)
Por isso, o lembrete diário é: sempre olhar pra trás quando eu estiver me sentindo muito na frente e olhar pro lado quando eu estiver indo sozinha.
Os 24 foram lindos e estar viva e rodeada de pessoas que se ama é uma baita sorte!
🍀🧧
Uma vida de nós?
ou 5 meses de vida? 8 anos que sei da sua existência e de como você mexe comigo. 5 meses que de fato, te conheci.
Posso dizer que hoje, sei impor limites, reconhecer sinais, entender a dinâmica de um relacionamento com potencial, e sem potencial também. Sei reconhecer quando o “problema” sou eu, e quando é uma questão de cura do outro, algo fora do meu alcance. Sei reconhecer e principalmente me posicionar quando a pessoa me faz sentir pequena, quando questiona minhas atitudes e falas. Hoje sei conciliar meu tempo, abdicar de algumas coisas e dividir minha vida com outrem. Hoje me sinto preparada pra dar tudo de mim, sentir amor na sua forma mais pura. Demonstrar amor através de todas as linguagens. Somar as diferenças, pois sei que cada um tem vivências totalmente diferentes e é impossível querer alguém igual a nós. Construir uma vida, ser parceira, ouvir, dar espaço. Hoje entendo que um relacionamento demanda preparação e não é fácil, mas se as duas partes estão dispostas, tem tudo pra transbordar em vida. Infelizmente, eu estar pronta, não significa que você estava também. Te amar foi fácil porque eu sempre busquei amar quem eu admirasse. Admiro sua confiança e atitude perante diversas situações, admiro sua marra, admiro sua postura e carater, admiro a forma como você vê a vida e se coloca nela. O quanto você busca equilíbrio e uma vida simples. O quanto você ama profundamente todos a sua volta. O quanto todos te admiram e te amam também. O quanto você incomoda e tem presença aonde você chega. O quão sensível você é e o quanto viver e existir como artista desperta todas essas sensibilidades. Admiro te ver de fora e muito mais te ver de perto. A gente se reencontrou, pareceu conto de fadas por um instante. Me identifiquei com tudo o que fomos juntos. Foi fácil pensar em futuro, fácil visualizar a gente em diversos cenários. Fácil imaginar dividindo uma rotina, um carro, uma casa, uma viagem, uma familia. Acabei usando “destino” como a palavra pra nós, detalhe: nunca havia acreditado em destino até então. Você entregue por completo, eu todinha sua. Mensagens favoritadas. “A vida já era boa, mas depois da sua chegada às cores ficaram mais intensas, o ar é mais puro, a força intensifica e a sutileza me faz deslizar quando to contigo”. E ai é que as coisas vão se esvaindo aos poucos. Estranhezas, distância física, falta de comunicação, intuição.
Começar a sentir que o relacionamento estava tirando grande parte das coisas que te faziam feliz e realizado, fez eu me colocar numa posição de culpada por um momento. Não sei o quanto experenciar relacionamentos fez parte das suas vivências. Falo isso, pq senti que abrir mão do seu tempo pra alguém, de forma livre, sem pressa, sem ansiedade, só aproveitar a companhia da outra pessoa, desapegar de detalhes, te causava mais estresse do que prazer. Não sempre, obviamente. Mas principalmente no fim, você nunca tava 100% pra nós. E ai é que eu vejo que pra priorizar algo, a gente tem que querer 100% aquilo. Porque ao querer muito algo, tudo acontece, e você sempre faz acontecer tudo o que você prioriza. Fico feliz que reconheci o meu lugar no meio de tudo isso. É dificil se afastar de quem se ama porque você sabe e sente que a pessoa gosta de você, da sua companhia, te ama, mas não te prioriza. Fácil seria se manter nessa posição por comodidade, por medo de perder, mas a longo prazo, a distancia entre nós só aumentaria. Comecei a me sentir mais insegura do que confiante ao seu lado, comecei a flexibilizar minha rotina e te incluir em alguns planos pelo prazer de ter você. Mas não sentia o mesmo. Te via genuinamente feliz ao meu lado quando eu tava no seu habitat (estúdio, pq na sua casa, eu me sentia um peso/atraso), nunca quando você tava no meu. Percebi um distanciamento físico e o afago, a vontade, o tesão puro já não tinha. Me coloquei num lugar de comparação, pra fumar com os amigos ou curtir ia até as 3 da manhã, comigo, às 23h tava cansado. Foi pra Floripa sabendo que só ia me ver depois de 20 dias, e não separou 1h pra se despedir. Percebi falhas na comunicação e comecei a questionar se EU estava me comunicando errado. Em algumas coisas, você sempre discordava, mesmo que eu estivesse falando a MESMA coisa que você. Você passou a questionar e se estressar por atitudes minhas, então comecei a me boicotar ao seu redor, pensar muito mais antes de agir ou falar. Comecei a sentir uma necessidade de me provar pra você, tipo???. Não me sentia compreendida em momento difíceis como eu sempre te compreendi (mesmo que eu discordasse das suas atitudes, nunca externalizei isso, pois não queria que você se sentisse julgado), e eu me sentia julgada. Todas essas atitudes foram TÃO sutis, incompatibilidade de seres mesmo, que é dificil perceber estando dentro, mas TÃO facíl enxergar de fora. Não significa que você está errado e eu certa. Acredito que significa mais o que você ta confortável em me dar, e o que eu aceito receber. E vice e versa. Hoje sei TUDO o que mereço e tudo o que eu posso e quero, de forma genuina dar pra alguém. Não quero dar pouco. Quero me sentir confortável sendo eu mesma, ser romântica, cuidar, fazer surpresas, dar espaço, dar carinho, dar suporte, ser ajuda, apoiar em projetos, estar na função do dia a dia, ser amiga, ser parceira, ser boba, não julgar, não ser julgada, entender, amar sem medo, planejar sem medo, trocar experiências, ser ouvida, lidar com adversidades com paciência, respeitar o tempo da pessoa, respeitarem o meu tempo e mais UMA INFINIDADE DE FORMAS de existir como uma namorada FODA... mas em troca, eu só preciso saber que eu posso ser isso, ter a liberdade pra ser isso, sentir que eu sou bem vinda e não vou ser um peso. E acredito que tudo isso é algo tão natural, que flui... sabe?
Ao sentir que 1% do meu brilho está indo embora, que as inseguranças estavam crescendo, conexão se perdendo pra mim isso já foi o suficiente pra eu me obrigar a sair, com muita tristeza, do que me causava incômodo. Não tava fazendo mais sentido.
Acredito que você, sem querer e sem perceber, fez eu me sentir pequena e julgada, foi um reflexo de atitudes que você teve comigo, nunca intencionais, mas que doeram. Posso estar bem equivocada, mas não sei se você tá preparado pra alguém grande como você, num sentido de ego mesmo, ao ter alguém do seu lado. Senti isso, e sei que você foge do EGO. Talvez enfatizar isso, seja uma das piores ofensas. De qualquer forma, deixo claro que eu sei que você só tem amor pra dar e faz de tudo pra lutar contra seus próprios pensamentos e impulsos, sei também que sua intenção nunca foi me magoar. Enfim, foi difícil, mas foi o melhor. Eu me magoaria muito mais, e foi o limite exato pra eu não perder a admiração por quem eu amo tanto. Me liberto do que fomos. Guardo na memória com carinho, assim como sempre foi. Mas hoje eu corto a linha que um dia nos conectou por tanto tempo. Não tenho mais tempo pra me apegar ao “E se tivesse acontecido....”. O fato é, aconteceu dessa vez, tentamos, foi lindo. Não vou dizer que nunca mais iremos nos reconectar, até porque eu te amo muito, todo o sentimento por você ta aqui, mas também não vou esperar mais por isso, como um dia esperava. Não vou esperar você reconhecer tudo isso que falei, e tudo bem se você ver mais erros meus, assim como eu apontei os seus. Cada um com a sua perspectiva. E de verdade? tá tudo bem mesmo, tem coisas que nunca couberam a mim.
Fico feliz de ter compartilhado 5 meses de vida com você e de ter conhecido um fragmento da imensidão que é você. Queria muito que tivesse sido diferente . São dias e dias, não to feliz, mas to bem com essa decisão, sem expectativa, sem pretensões. O fim de uma vida de nós.

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