static electricity — b & j
grumpvwolf:
A essa altura do campeonato, fugir da polÃcia era um das habilidades mais apuradas do menino Joshua, ex-convict. Uma vez foi suficiente para saber que ele nunca mais queria voltar para lá, e se fosse preso dessa vez, tinha plena consciência de que estaria por conta própria. Sem famÃlia para amenizar a situação, ou advogados importantes, estava por conta própria e da defensoria pública. Por isso, sim, já havia aprendido os jeitos mais eficazes de não ser preso. E só sentia necessidade de fazer isso porque era completamente incapaz de se afastar das rodas queimando no asfalto, o barulho dos motores atrás dele e a sensação do vento nos seus cabelos. Infringir as leis era uma parte de Joshua maior do que gostaria de admitir. Tinha trazido muitas coisas ruins pra ele, mas se pesasse prós e contras, os prós ganhavam. Por isso ele tinha dinheiro pra se sustentar mesmo atualmente sem quaisquer ligações com sua famÃlia. Não era o jeito mais nobre de ganhar a vida, mas ele também não estava machucando ninguém com isso, o que já era algo muito melhor do que todo o resto dos Campbell fazia.
Um dos grandes prós de ganhar a vida em street racing, era o fato de que podia escolher ficar com os carros de quem perdeu. Carros são, indiscutivelmente, os melhores presentes de Natal. Claro, se ele perdesse a corrida, perdia a moto. Pelo amor de Deus, ele corria na Olympus, seria uma vergonha se perdesse em uma corrida no buraco da Pennsylvania contra uma Mitsubishi. Se Alek e Brett soubessem disso, ririam da cara de Josh pelo resto da vida. Todavia, Josh era esperto e jogava seguro quando necessário, correu contra um cara que tinha mais carros do que ele sabia contar, e apesar de ser bom… Well, Josh correu na Olympus. Ele nem sequer teve chance. Por conta disso, não foi uma perda mesmo para o competidor. Ninguém queria um imbecil perseguindo Barrett pra ter o carro de volta só porque ele era um mal perdedor. Precisou de uma ajudinha para levar o carro pra casa, já que estava com a moto, mas resolveu o problema rápido.
Agora surge a questão: por que ele arriscaria sua moto para ganhar um carro? A resposta era simples. Cansou de ouvir Barrett reclamar que não tinha carro e blá blá blá. Não que ele estivesse sendo muito chato esses dias, notou que o capitão não mencionava muito o assunto pelo fato de Seth ser o motorista da galera e, bom, agora eles não tinham nem Seth e nem o carro. Someone had to fix that mess, so Josh decided to take the fall for the team. For the team, of course. Nobody could stand The Mutt complaining about it the whole time, god. It was honestly exausting. Why would it be anything different than that? Anyone would have done the same thing in his place, it wasn’t as if racing was a burden for Josh. Seeing Barrett secretly depressive was so much worse, he missed his annoying voice and all the punches. Mainly the punches, because it usually ended in rough sex in the showers, or blowjobs in the empty court.
Era manhã, profunda madrugada a ponto de alguns morcegos estarem voando pelas árvores, e o californiano se perguntou se Pennsylvania tinha mesmo morcegos ou era a época do ano. Dirigiu o Mitsubishi vermelho até a casa da coach, parando na porta e saltando enquanto girava as chaves no dedo. Tirou o celular do bolso e mandou uma mensagem rápida para Barrett.
[text] josh: get your fucking ass here, fucker
[text] josh: and shut the fuck up, stop being the whiny bitch you are
[text] josh: it’s worthy
[text] josh: or i’ll just take it back and sell it
Após poucos instantes, viu os cabelos castanhos aparecerem da porta. O familiar rosto coberto por hematomas roxos trazia uma sensação de conforto que Josh ignorava, e a expressão furiosa não causava temor ou medo de apanhar, só fazia um sorriso brotar no rosto enquanto se encostava no carro. Sons saÃam da boca de Barrett, reclamações e repreensões, sinal de que ele se preocupou, o que fez Josh se sentir bem por dentro. Ignorou tudo, optando por se aproximar de Barrett e calando a boca dele com o polegar. Sabia que receberia um soco ou alguma coisa do gênero, mas não conseguia evitar tocar em Barrett, era uma reação natural. Talvez por isso acabasse agredindo o outro quando não podia beijá-lo, ou tocá-lo de formas que provavelmente seriam censuradas pela famÃlia tradicional americana. A pele de Joshua contra os lábios de Barrett faziam-no sentir pequenos choques elétricos, e um arrepio descendo pela nuca. Olhos azuis presos um no outro, sabia que Barrett encarava seus cortes abertos no supercÃlio e nas cheekbones, assim como ele encarava os hematomas no rosto dele.
— Shut the fuck up. Have some faith, will ya? This is your Christmas gift, so you better drive this shit fucking fast or I’ll give it to the first homeless person I see. — Josh murmurou com um sorriso malicioso nos lábios, esperando o empurrão que provavelmente ganharia. Segurava as chaves com a outra mão, e colocou-as nas mãos de Barrett.
Seu primeiro instinto quando sentiu o toque de Josh em seus lábios foi levantar a mão para segurar seu pulso, mas não o afastou, mesmo com o aperto firme, aquilo era mais para dizer que ele não estava deixando esse tipo de coisa acontecer sem nenhuma reação, pois era isso que os dois eram, não? A kiss for a shove, a punch for a fuck. Ele se aproveitou da proximidade para checar se Joshua não tinha nada quebrado, que não fosse dito que Barrett não se importava com seu time, mas também tinha o pensamento de que ninguém poderia quebrar o rosto de Josh a menos que fosse Barrett lançando o soco.
Tudo que estava acontecendo naquele momento era controlável, assim como os hematomas no rosto de Barrett, os cortes de Josh o incomodariam no dia seguinte durante o treino que agora Barrett simplesmente tinha que infligir ao outro. Ele deixou o pequeno sorriso quase sádico aparecer nos seus lábios com esse pensamento. Josh sobreviveria àquilo, então pronto, Barrett já considerava essa parte do assunto resolvida, só iria se aproveitar da situação depois, agora tinha que voltar o seu foco volúvel para os assuntos mais importantes do momento, como entender que porra estava acontecendo naquele momento e quando foi que Joshua Campbell teve uma concussão para o dar um Mitsubishi. E de Natal ainda?
Ele usou a mão que apertava o pulso de Josh para empurrá-lo para fora de seu caminho quando sentiu as chaves na sua mão livre. — A little effort couldn’t kill you. Where’s the red ribbon? The merry Christmas wishes? Is there even a mistletoe? — Perguntou com um sorriso de desdém no rosto enquanto ia até a porta do motorista do carro, ele não olhou para trás esperando que Josh o seguisse. He couldn’t ignore how turned on he got with just the thought of getting that car to it’s limits. How appropriate timing was it that right now little old suburbian Pittsburgh would be empty for him to get that baby as fast as he could.
Barrett gostava de carros, uma verdade fácil, ele dirigia muito antes de sequer ter permissão de dirigir, ele já tinha carros antes de ter um carteira de motorista de verdade, e ele era óbvio, ele gostava dos esportivos, obnoxious cars in obnoxious colors. Quando contava com o dinheiro de seu pai, ele não hesitava em gastar centenas de dólares em um carro novo, não podia ter uma coleção, para isso teria que competir com o gosto de seu pai com carros antigos. Mas ele não chegou a isso, nem mesmo chegaria perto disso quando deixou a famÃlia, com quase nada que pudesse levar, os carros na verdade pertenciam ao pai, então ele levou suas roupas que o pai não implicaria para ele devolver quando ele deixou a casa dos Hamptons de madrugada e pegou um ônibus de viagem para essa cidade.
Ele entrou no carro e ligou o motor, o som completamente satisfatório e apreciado. — Fuck — disse alongando a vogal da palavra — This will definitely get me a boner. — Disse e propositalmente não deixou seu olhar ir para Josh, mas já esperava que ele soubesse onde ele queria que aquilo terminasse, também esperava que ele já planejasse aquilo depois daquele momento blink and you miss it na frente da casa de Coach. Ele colocou o cinto de segurança, algo que não fazia antes do acidente de carro, tentou tirar aquele pensamento da cabeça apertando as mãos na direção e acelerou para fora daquela rua, não perdendo tempo nenhum em quebrar alguns limites de velocidade.












