Christian Yu? não! é apenas Daonuea “Mark” Kim, ele é filho de Thanatos do chalé de número 22 e tem 30 anos. a tv hefesto informa no guia de programação que ele está no nível III de poderes por estar no acampamento há 15 anos, sabia? e se lá estiver certo, Dao é bastante CHARMOSO mas também dizem que ele é AGRESSIVO. mas você sabe como hefesto é, sempre inventando fake news pra atrair audiência.
RESUMO: Mark nasceu e viveu na Tailândia até os 13 anos, quando seu pai foi assassinado por um ciclope e por causa da névoa, sua mãe acabou sendo incriminada. Ficou sobre a guarda do tio, que o mandou pro mais longe possível, foi assim que ele veio parar nos Estados Unidos. Ele fugiu do internato que foi colocado e virou um morador de rua, mas acabou encontrando um grupinho de outros moleques e virou um trombadinha pra sobreviver. Passou mais ou menos 2 anos assim, até que o grupo dele foi morto por monstros e ele foi resgatado por um sátiro. Ficou dos 15 aos 17 no chalé de Hermes, até que depois de uma missão ( quando perdeu o melhor amigo, que era filho de Hipnos ), Thanatos reconheceu ele. Mark ficou até os 25 no acampamento, quando decidiu que ia voltar pra Tailândia para recuperar as coisas que o tio tinha roubado dele.
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PODERES: Manipulação de escuridão: Dao pode manipular sombras, as moldando da maneira que preferir, seja na criação de armas para utilizar durante a batalha, ou escudos para sua proteção, quantos outros itens. É um poder que funciona perfeitamente à noite, ou lugares escuros, mas Dao não consegue executar com maestria tais habilidades se há alguma luz incidindo sobre ele, mesmo sendo um semideus com poderes do nível iii.
HABILIDADES: força sobre-humana e durabilidade sobre-humana.
ARMA: Dao luta com uma foice feita de sombras, no qual só apenas ele pode utilizar. Contrariando seus poderes, a foice surge mesmo em dias de luz de sol forte, já que foi um presente de seu pai, podendo funcionar tanto com monstros quanto com humanos.
Daonuea veio de uma família rica da Tailândia, seus pais tinham controle de pelo menos metade da rede de hotéis na capital, Bangkok. Dao era apenas mais um menino rico e mimado, e muito feliz por isso. As coisas mudaram quando tinha seus 13 anos, ao voltar de um evento com os pais, seu pai foi morto por um ciclope que foi atrás da essência de menino. Com a morte do empresário, uma grande comoção aconteceu e por causa da névoa, sua mãe foi incriminada.
Dao ficou sobre a tutoria de seu tio, que pouco se importava com o garoto e o mandou para o mais longe possível. Foi assim que o menino foi parar em um colégio interno nos Estados Unidos, longe de tudo e todos que conhecia, sem ao menos falar inglês, e traumatizado por tudo que havia acontecido, já que Dao sabia que não havia sido sua mãe que havia assassinado seu pai. Mas quem acreditaria que um monstro, de apenas um olho, havia matado o grande Nueng Phoom?
O garoto não se adaptou facilmente ao local, nem as pessoas, muito menos a comida. Tudo parecia tal qual o inferno em vida, por isso, durante uma noite, Dao apenas fugiu da escola. Por acaso do destino, o garoto tailandes foi acolhido por um grupo de trombadinhas, numa das cidades próximas ao internato e dessa forma, deixou de ser Daonuea e se tornou Mark, um delinquente juvenil.
Mark viveu mais ou menos 2 anos nas ruas, tentando ao máximo sobreviver a tudo que esse ambiente hostil lhe oferecia. Mas o garoto sabia que isso não era normal, já que coisas cada vez mais estranhas estavam acontecendo com ele e seus amigos. A comprovação de suas teorias foi quando durante uma de suas tentativas de pequenos furtos, por coincidência, foi atacado novamente por um ciclope. Nenhum dos seus amigos conseguia ver, apenas ele, o que Mark entrar em desespero e fugir, deixando todos seus amigos para trás. Estava apavorado, o que mais ele poderia fazer? Dentro do grupo de 7 amigos, contando com ele, apenas 1 sobreviveu, John. John era um sátiro, que por sorte, conseguiu reconhecer Mark como um semideus dentre todas aquelas crianças sem família.
Então com 15 anos, Mark foi trazido ao acampamento por John. Foi uma loucura para a cabeça do adolescente descobrir que seu pai não era seu verdadeiro pai. Que sua mãe havia tido um caso com o deus, muito menos todas aquelas histórias de Deuses tão diferentes de onde havia nascido. Mark ficou no chalé de Hermes por uns 2 anos, o que fez o garoto ter quase certeza que seu pai era o Deus dos ladrões e quase tudo se encaixava com ele. Foi após sua primeira missão e a morte de seu melhor amigo, um dos filhos de Hipnos, que Mark foi reconhecido como filho de Thanatos. Mark até hoje acha que só foi reconhecido pelo pai, como uma maneira de aliviar a fúria de Hipnos, mas por outro lado, não acredita realmente que seu pai faria isso, já que ignorou sua existência por tanto tempo.
Mark viveu até seus 25 anos no acampamento, quando decidiu que era uma boa ideia voltar para Tailândia e pegar o que era seu de volta. Mas óbvio que nada deu certo como ele gostaria. O tio, que agora era dono de quase toda Bangkok, assim que descobriu que Mark estava vivo, fez de tudo para acabar com a vida do agora homem. E se já era difícil para o homem viver com as tentativas contra sua vida dos monstros, imagina com humanos o caçando também.
Nos últimos 5 anos, Mark fez o que lhe era necessário para sobreviver, sendo elas boas ou não. E assim, conseguiu parte de suas coisas como Daonuea de volta, sua mãe finalmente estava saindo da cadeia e as coisas pareciam estar voltando para os eixos, mas então o chamado de Sr. D. veio para lhe acabar com toda a felicidade ( ou o que ele considerava como felicidade ). Muito contra sua vontade, Dao está de volta ao acampamento, muito mais irritadiço e encrenqueiro que era antes.
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Jin estava distraída olhando as unhas quando ouviu uma voz familiar. Antes mesmo de levantar o olhar, um sorriso iluminou seu rosto. Geralmente, ela tentava evitar tudo relacionado ao mundo divino, mas às vezes era impossível. Mark era um dos poucos semideuses que faziam parte de sua vida. Se tivesse que salvar apenas uma pessoa daquele acampamento, seria ele. No entanto, claro, ela nunca admitiria isso. Na verdade, esse pensamento surgia apenas por causa da maldita profecia que pairava sobre todos eles e isso a fazia odiar ainda mais toda aquela situação.
❝ Você não deveria subestimar Quíron, mas vergonha? Sério? ❞ soltou um muxoxo, aproximando-se do homem com a expressão fechada. ❝ Eu já disse para você não me chamar de Ming ❞ cerrou o punho, acertando-o na altura do abdômen. Não tão forte quanto poderia, mas o suficiente para incomodá-lo um pouco. Em seguida, ela o abraçou, apenas porque estavam sozinhos dentro da Casa Grande. Mesmo que não fosse dada a demonstrações de afeto, o abraço não parecia desajeitado. Era surpreendentemente confortável, e por isso, ela se afastou tão rapidamente quanto o havia iniciado o contato.
Encontrar Mark trazia um pouco de normalidade para sua vida; ele era uma das poucas pessoas que não a deixava desconfortável no acampamento. ❝ Haha, melhorou, mas é Rainha para você ❞ brincou. ❝Acredite, eu não queria ter voltado, mas...❞ ela hesitou. Seu olhar tornou-se distante e mais frio. ❝ Bóreas ameaçou meus filhos ❞
Uma risada escapou de Mark com o soco, fazendo uma careta por causa da dor que lhe atingiu. Havia esquecido o quanto a mulher era forte. — Qual é o problema de eu te chamar de Ming? Você me chama de Daonuea, é basicamente a mesma coisa. — ele mostrou a língua para a amiga, mas logo a careta foi substituída por um grande sorriso, enquanto ele retribuía o abraço, apertando-a contra si. Dao sentia tantas coisas pela mulher na sua frente, que não conseguia nem explicar. Eram amigos muito próximos e a mulher já havia o ajudado tanto, que Dao não podia ser outra coisa além de grato a ela. Um biquinho se formou em seus lábios quando o abraço terminou, mas logo voltou a sorrir para ela.
— Rainha? É, esse título se encaixa melhor no seu gigantesco ego, senhora Jin. — o tom era brincalhão, fazendo piada por agora Jin ser uma mulher casada, mas logo a feição de Mark se transformou em dura e séria. — Que tipo de avô ameaça os próprios netos?! Esses deuses precisam de uma terapia de família urgentemente! — ele esbravejou, bufando descontente. — Mas eles estão bem? E você? Quando chegou? Se eu soubesse que você vinha, teria ido te buscar. — assentiu, aproximando-se dela, a fitando de perto. — Você não mudou quase nada nos últimos anos, continua linda.
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amara já havia perdido a conta da quantidade de dor que sentia. e quando se era criada por alguém como seu pai, a dor era algo que se acostumava, eventualmente. mas ainda haviam algumas que cortavam e machucavam mais do que qualquer tipo de lâmina mágica. havia recém deixado a casa grande e ia na direção do espaço onde treinava, desejando que a pior dor daquele momento fosse a de sua mão, que agora estava enfaixada e imobilizada. achava tudo aquilo um puta exagero, mas os filhos de apolo negaram suas reclamações, sabendo que ela usaria a mão mesmo assim. se houvesse sido apenas um corte por conta da briga com eunwol, já precisaria levar pontos. contudo, foi com aquela exata mão que ajudou eunwol quando a mesma quase foi engolida pela fenda. precisou colocar tanta força nos braços que a ferida havia piorado imensamente mais. e lá estava ela, com uma maldita dor aguda e chata, o braço enfaixado e com uma gaze entre o pulso e o pescoço e, claro, o coração em pedacinhos, afinal, estava indo ver dao. focar na dor física parecia bem mais fácil do que raciocinar sobre aquilo ou deixar que as últimas palavras dele seguissem ecoando em sua mente como nos dias anteriores. "bom dia." disse baixo quando ele alcançou seu campo de visão. "desculpe ter te feito acordar cedo, mas só agora consegui falar com quíron." ergueu para ele um papel dobrado. "aqui estão seus novos horários com seu novo instrutor. eu obviamente não sou a pessoa certa pra fazer isso." apontou na direção do braço imobilizado, mesmo que houvesse um peso escondido muito maior naquelas palavras. nunca mais se aproxime de mim. amara sentiu o estômago embrulhar quando a frase ecoou em sua mente. se sentiu tonta, se sentiu trêmula e fraca tudo outra vez, mas não podia desabar. ele tinha todo o direito de nunca mais querer vê-la e cumpriria o desejo dele, como havia prometido. "espero que goste das aulas novas." maneou um pouco a cabeça numa reverência rápida antes de ir buscar as próprias coisas num banco próximo para que saísse logo dali.
Daonuea havia feito todo um trabalho mental sobre como encarar Ae-ri assim que a visse, já que em sua cabeça, toda a posse e ego da mulher estariam intactos, o que seria muito mais fácil para ele sentir raiva, já que ela não parecia nenhum pouco arrependida de seus próprios atos. Mas como sempre, a realidade era diferente e lhe atingiu como um raio no peito, e lá estava sua adorável ex-namorada machucada. O homem apenas ignorou as palavras ditas por ela, com passos duros indo em direção a mulher, pegando o papel com os horários, jogando em qualquer lugar. Naquele momento, ele não se importava nem um pouco com seus treinos, já que ela havia se machucado. A segurando de maneira delicada e a fazendo virar para si, a impedindo de ir embora, Dao analisou cada detalhe do rosto feminino, e do corpo, procurando qualquer outro machucado que ela pudesse ter. — Você está bem? Machucou mais alguma coisa? — disse, preocupado, acariciando de leve o braço dela, numa tentativa de conforto. Ele sabia o que havia dito para ela, mas seus sentimentos não haviam sumido, na realidade, estavam bem vívidos no peito de Daonuea. Só que o homem se preocupava demais com Ae-ri para fingir que não, não num momento que ela parecia frágil como aquele, o que era tão raro para ela.
Todas as palavras se perderam no momento em que sentiu o braço dele ao seu redor, rosto se tingindo de vermelho ao senti-lo tão próximo. Engolindo em seco, apertou seus dedos no ombro do semideus, tentando organizar seus pensamentos (já que seu coração seria impossível de domar). "Carinha do que? Com quem pensa que está falando desse jeito, seus irmãos?" Estendeu a outra mão e a embrenhou nos cabelos de Daonuea, os bagunçando ainda mais. O riso que saiu de seus lábios era leve, passos atravessando a área dos chalés até os de Hipnos e Tânatos. "Eu sei que não quer minha companhia, só quer um servo para esfregar suas costas e lavar seu cabelo, seu folgado. Eu espero que tenha um espaço grande o suficiente para os dois, e se a água estiver fria vou te limpar com uma vassoura." Patrick não se dava ao luxo de ser tão aberto com qualquer um, mas o espírito brincalhão e a leveza de espírito fluíam na presença do amigo de infância. Quase como se nada houvesse mudado, pelo menos não nos momentos em que estavam juntos. "Faz muito tempo que não entro no seu chalé. Estive a sua espera desde que voltei pra cá."
— Sonso, de cachorrinho pidão. Essa é a carinha que você tem, Pat. E é uma carinha adorável! — Daonuea apertou de leve as bochechas do amigo, um sorriso genuíno surgindo em seu rosto. O moreno balançou a cabeça negativamente, cutucando a lateral do corpo de Pat para fazer cócegas, como uma punição pela fala dele. — Isso me ofende muitíssimo, senhor Haneul! O que eu mais quero é sua companhia, qual é, eu senti muito sua falta — Dao fez um biquinho, fingindo-se triste, mas logo surgiu um sorriso sacana em seu rosto. Mas a frase não era mentira, ele havia sentido muitas saudades do amigo, tanto que se culpara por anos por não ter o salvo. — Só estou aproveitando que você vai comigo e pedindo ajuda. Qual é, olha meu tamanho e meu estado de calamidade, vou demorar anos para conseguir me limpar inteiro. — Dao fez uma careta com a ideia de ser lavado com uma vassoura, mas que logo foi substituída por um sorriso. Quando finalmente chegaram ao chalé de Tânatos, Dao fez toda uma mesura e abriu a porta para Pat, sorridente. — Ele continua igual, na realidade. No caso, agora um pouco mais destruído… — ele soltou um suspiro cansado, vendo os estragos da sua casa ali. — Mas isso é um problema para Mark do futuro. — assentiu, liderando o caminho até seu quarto, cumprimentando alguns dos seus irmãos no caminho. — Se eu soubesse, teria vindo muito antes para o Acampamento, você sabe. Eu realmente senti sua falta, Hal, muita mesma. Você pode perguntar a Amara… — a frase travou na garganta de Dao, só de pensar na mulher. Adentrou o quarto e esperou o amigo o acompanhar, fechando a porta assim que entrou. Queria se jogar na cama, mas estava sujo demais para isso, então ele apenas pegou roupas para o banho e foi para o banheiro. — Agora eu entendo por quê talvez ficar sem camisa não seja exatamente uma boa ideia… — o tom era brincalhão, para disfarçar a dor tanto física quanto em seu peito. Ele tirou a blusa de leopardo com certa dificuldade, logo indo para os sapatos e as joias que usava.
"Se me desse, seria a coisa mais romântica que alguém já fez por mim. A parte do sangue, principalmente." Brincou enquanto meneava levemente a cabeça. Até podia ser exagero, porque Devora já havia recebido consideráveis declarações de amor ao longo da vida, mas dificilmente algo havia sido tão intimista e que demonstrasse realmente conhecê-la. E, ainda que estivesse brincando com Mark, sangue, lágrimas e flores lhe pareciam uma combinação realmente interessante, já que ela realmente apreciava a ideia de alguém se esforçar para cativá-la e mantê-la interessada. "Bom, se é pelo bom senso... Aqui, pega. Um cigarro solto como demonstração das minhas boas intenções." O sorriso permaneceu ali enquanto Devora vasculhava as vestes atrás do filtro em questão, bem como de um isqueiro, estendendo-os ao outro enquanto levava um aos próprios lábios. Andava tão ansiosa e absorta em seus próprios pensamentos, que seus cigarros estavam sendo consumidos mais rápidos do que poderia perceber. "E vamos manter os canteiros de Deméter longe desse lance, por enquanto. Só sua companhia já me basta." Garantiu, acendendo o cigarro e tragando lentamente no exato instante da pergunta seguinte do filho de Tânatos. Enquanto pensava nela, Devora ajeitou as flores que ganhou sobre o colo e levou a mão livre aos fios lisos do rapaz, numa carícia distraída, quase. "Eu tô bem dentro do possível. Não durmo e nem como direito, estou explodindo em ansiedade, mas fazer o quê? Parece o fim dos tempos, acho que é normal. Mas agradeço a preocupação. E você?" Perguntou. Até o instante em que tornou a tragar, demorando-se com a fumaça saborizada. "Estava pensando, aliás, que o melhor remédio pra dar um jeito nesses meus sentimentos, seria se terminássemos nosso assunto da festa. Poderíamos aproveitar o nosso horário de almoço. O que me diz?"
Mark juntou as mãos em agradecimento com um sorriso, pegando o cigarro que lhe foi oferecido. Colocando o cigarro na boca, ele o acendeu, devolvendo o isqueiro para a loira. O homem deu uma longa tragada, fechando os olhos para aproveitar a sensação que a nicotina lhe trazia, soltando a fumaça calmamente. Sua atenção voltou para ela quando sentiu o carinho, com um sorriso de canto surgindo em seus lábios. Mark adorava carinhos, de qualquer tipo, mas aquele de Devora estava sendo mais acolhedor que o normal, já que ele estava destruído de tantas maneiras… — Acho que estamos mais próximos do fim dos tempos que já tivemos antes, mas isso não parece de todo ruim, sei lá… — o homem andava mais melancólico que o normal, o que era estranho tanto para Mark quanto para Daonuea. — Estou… OK. Acho que dizer que estou bem seria um eufemismo muito grande. — ele deu os ombros. Fisicamente o homem poderia parecer bem, mas quando se tratava de sua mente, ela estava igual as sombras que Mark controlava, escuras, densas, não o deixando entender o que havia ali. Um riso baixo escapou do homem, tragando novamente o cigarro e soltando a fumaça calmamente. Levantando-se, Mark ficou de frente para Devora, a observando com cuidado, acariciando de leve o rosto da loira. — Eu gosto da ideia. Mas o que me garante que você não vai me usar e depois jogar fora? — o homem brincou, com um sorriso nos lábios, dando um selinho demorado nela.
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Mark com certeza o mataria do coração, Patrick pensava nisso ao exibir sua melhor expressão de mãe indignada. A informação do chalé não passou despercebida mas, em favor de manter a conversa leve, mudou de assunto. "Não ouvi nada, acho que só aqueles que chegam mais perto podem realmente ouvir." Olhou mais uma vez fixamente para a fenda antes de acompanhar o filho de Thanatos, uma longa caminhada para poderem contornar aquela coisa que separava o acampamento em dois. Seu desânimo voltou no mesmo instante. "Minha cabeça ainda dói da ressaca de ontem e de não ter conseguido descansar direito. Fiquei com as crianças até de manhã." Seu braço passando pelos ombros de Dao, apoiando-se nele. "Algum compromisso para o dia de hoje, cavaleiro da armadura de ferro estígio? Ou será que vossa agenda tem tempo para gastar com seu amigo – depois de tirar esse cheiro horroroso de você, óbvio." Fez uma careta, fingindo cheirá-lo.
Um estranho ruído surgiu muito próximo ao ouvido de Daonuea, o deixando levemente desconfortável, mas que o homem fez questão de ignorar, já que provavelmente era apenas cansaço, direcionando toda sua atenção para Pat. O braço de Dao agarrou a cintura do amigo, o trazendo para perto, enquanto caminhava. Uma risada baixa lhe escapou, assentindo. - Sempre tenho tempo livre para você, não se faça de cachorro abandonado com essa sua carinha sonsa. - ele fitou a si mesmo, dando os ombros por causas dos leves ferimentos. Já havia enfrentado coisa bem pior, aqueles machucados não podiam nem ser comparados com suas cicatrizes. - Eu sinto que precisarei ficar de molho por algum tempo para sair... tudo isso. Você pode me ajudar? Acho que vou precisar de alguém para me esfregar. Podemos aproveitar e tomar banho juntos, como nos velhos tempos. - ele sorriu, acariciando de leve a cintura do amigo.
Depois de uma manhã na enfermaria, Junho decidiu ajudar na reconstrução dos chalés, se ocupando em caminhar por entre os lugares para ver se alguém precisava de ajuda, a roupa que estava usando foi uma das poucas que encontrou, nem estava perto do tanto que muitos ali já tinham perdido e como estavam feridos, por isso decidiu apenas ajudar sem hesitar, mesmo que fosse para carregar toras de madeira ou até mesmo usar de seus poderes para dar algum tipo de assistência. "Oi, tudo bem?" Disse ao ver Mark e se aproximar dele. "Acabei de sair da enfermaria, estou querendo ser útil de alguma forma, fico com a sensação de que estou sendo um peso aqui"
Mark estava bem perto da exaustão física, mas como um dos mais velhos do chalé de Tânatos, sentia que não poderia deixar seus irmãos na mão naquele momento. Então o homem só havia tomado um banho para tirar o cheio de suor e sangue de si, e já estava coordenando o começo da reforma do chalé de Tânatos. Madeira pra cá, pedra pra lá e aos poucos as coisas iam se encaminhando. Estava focado em arrumar o pequeno canteiro de crisântemos que haviam na frente do chalé, quando ouviu a voz de Junho, um sorriso surgindo em seu rosto. - Oi! Na realidade, eu agradeceria muito sua ajuda nisso... - ele apontou para o canteiro. - Mesmo que sejam flores relacionadas a morte, eu ainda sou péssimo cuidando delas. - as plantas estavam mal enterradas, e com uma péssima preparação de terra, pela falta de habilidade do tatuado, que sorriu sem graça.
Apesar de não ser tão chegada em demonstrações de afeto em público, Devora estava tão absorta em seus pensamentos, enquanto observava as pranchetas com os estoques da enfermaria a ser usado nas aulas de primeiros socorros, que não conseguiu reagir à tempo. Sem contar que, como não andava tendo muitos momentos de alegria ou prazer nos últimos dias, o mínimo contato do gesto contra sua pele foi o suficiente para despertá-la e distrai-la do que estava fazendo, causando-lhe arrepios também, antes de receber as flores com um sorriso gentil. Este que não condizia muito com seu olhar consideravelmente distante e bem menos profundo do que o habitual, mas, ainda assim, havia parte da Dolokhvrzsky em se tratando de Mark: desde os fatídicos eventos da noite da festa, a experiência realmente soara conveniente para aproximá-la mais do filho de Tânatos. Não que o desconhecesse por completo, já que já haviam saído em missões juntos, mas nada que chegasse perto dos últimos momentos que haviam tido juntos. "Achou certo. Flores, sangue e lágrimas são meus presentes favoritos no mundo." Brincou, recostando levemente a cabeça contra a dele, fechando os olhos por alguns instantes. "E tudo isso quando eu ainda não transei com você, hm? O que me faz pensar se vai sumir do mapa quando isso acontecer ou se vai me dar um canteiro inteiro de Deméter..."
- Não fale isso, ou serei obrigado a te dar todos eles. - brincou de volta, rindo baixinho enquanto afundando o nariz no pescoço alheio, sentindo o aroma gostoso da filha de Afrodite. Mark era uma pessoa de toques físicos, sempre foi, então era muito normal para ele apenas acariciar e demonstrar carinho de forma aberta. Afastando-se, ele sentou-se ao lado da garota, levando a mão ao peito, como se tivesse ofendido. - Pareço um cara de extremos, desse jeito? Nem sei se encaro isso como uma crítica ou como difamação. - ele sorriu, relaxando os ombros, enquanto soltava o ar de seus pulmões calmamente. - Sou uma pessoa com bom senso, oras, então achei que seria injusto vir te encontrar sem trazer nada. Fico feliz que tenha gostado. E convenhamos, mesmo que minha cara diga que eu sumiria do mapa, minha personalidade está mais para te dar todos os canteiros de Deméter e dos filhos, se você quiser. - ele assentiu, cruzando os braços, fazendo a blusa laranja do acampamento ficar apertada por causa dos músculos. - como você está? Os últimos dias foram uma loucura, então nem tive a oportunidade de te perguntar isso.
Campo de treinamento, durante a manhã, starter com @amaralim
Mark estava mentalmente exausto. Os últimos dias haviam sido um caos, e não apenas por causa do filhote de Hades, a fenda ou a morte do pobre garoto de Apolo. Havia sido um caos apenas por suas próprias escolhas e de pessoas a sua volta. Amara havia o destruído por dentro, fazendo o mesmo se arrepender até mesmo de ter voltado para o Acampamento. Ele preferia mil vezes enfrentar vários capangas do seu tio, do que lidar com aquela dor, tanto por ter coisas tiradas de si, como por ter dito para ela nunca mais se aproximar de si. Daonuea amava Ae-ri, mas estava tão magoado, tão dolorido...
Mas ele precisava continuar, precisava sobreviver, precisava... comparecer aos treinos com Amara, ou Quíron lhe comeria o fígado. E era isso que o homem estava indo fazer, se direcionando ao campo de treinamento para encontrar sua professora ( e por coincidência, sua ex-namorada, olha que engraçado, haha ). Mas Dao tinha receio que ela não fosse aparecer, medo que ela estivesse a odiando, mesmo sabendo que quem deveria estar chateado era ele. Tinha medo de Aeri realmente não o querer nunca mais por perto, e isso, isso deixava Dao mais assustado que enfrentar os piores monstros desse mundo.
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* / ❪ este é um starter aberto na casa grande às 15h45 ❫
Dionísio estava desaparecido, mas a energia de velho ranzinza persistia no acampamento graças a Jin. Ela não escondia seu desgosto por estar ali, e fazia questão de tornar a vida de quem cruzasse seu caminho um verdadeiro inferno. A mulher saía da Casa Grande quando se deparou com Petruquio, ou qualquer que fosse o nome do filhote de Hades. Sim, até nisso ela lembrava o Sr. D, recusando-se a aprender os nomes dos semideuses, especialmente os mais jovens. ❝ Quíron não quer ser incomodado, volte mais tarde ❞ falou, embora fosse mentira. Quíron ainda não estava na casa para o encontrinho deles. Petrus tentou argumentar, mas Jin materializou várias lâminas de gelo apontadas para o garoto. ❝ Você vai me pedir desculpas pela insolência, ou farei o que todos aqui desejam: me livrar da praga que destruiu metade do acampamento e ainda permitiu que um cão infernal entrasse para atacar o pobre Adam ❞ a mulher não conseguia identificar o olhar dele, mas ouviu um pedido de desculpas murmurado antes do rapaz voltar de onde veio. Ela suspirou, brincando com uma das lâminas criadas, enquanto as outras desapareciam. ❝ É cada um que me aparece ❞ resmungou, encostando-se no pilar da casa e observando o acampamento com seu desprezo característico.
Mark estava indo para indo para a Casa Grande para falar com Quiron, já que depois dos últimos acontecimentos, achava que talvez fosse uma boa ideia parar de ter treinos específicos com Amara, quando viu o filhote de Hades sair de lá um tanto assustado. O homem pensou em se aproximar, mas não o fez, parando seu movimento na metade, Se Mark fosse refletir, um dos seus maiores problemas atuais - as vozes que estavam o atormentando o tempo todo - eram responsabilidade de Petrus. Nem mesmo a personalidade amistosa de Mark poderia se sobressair sobre o temperamento explosivo de Phi Tai quando alguém lhe causava algum mal. Voltando a realidade, Mark balançou a cabeça, tentando espantar tantos devaneios, voltando a se encaminhar até seu objetivo. Assim que avistou Jin, o homem entendeu o porque do rosto tão azedo do filhote de Hades, mas não conseguiu esconder um grande sorriso ao ver a velha amiga. — Eu deveria saber que Quíron não deixaria o moleque apavorado daquela forma. Você não tem vergonha, Ming, de assustar crianças ? — o tom de Mark era uma mistura de brincalhão com provocador, enquanto ele colocava as mãos no bolso da calça jeans que vestia. — Sabia que muita gente tinha voltado, mas não imaginei que você também voltaria, oh chefa da sociedade do dragão negro.