joshdellucci:
Josh não sabia que suas palavras poderiam gerar uma reação tão negativa quando as disse, mas, assim que terminou de falar, notou que Eleonor podia levar para aquele lado. E foi o que aconteceu, quando o corpo alheio reagiu com certo tipo de aversão ao seu; e ele já conhecia esse sentimento de quando brigavam até mesmo antes de terminarem. Dessa vez, no entanto, estava cansado e podia ver que Leo também.
Mas o pior era que Josh sabia que estava errado. Com tanta coisa na sua mente, estava magoando a mulher que sempre esteve ao seu lado, tudo porque não sabia escolher as palavras corretas. Se tivesse piorado tudo, Eleonor poderia nunca mais voltar.
E isso era tudo que latejava ao fundo de sua mente. Podia tentar se convencer que não a amava mais, mas o pânico de pensar que poderia não tê-la em seus braços novamente o assombrava desde que a encontrou naquela cidade. — Mary morreu. — Ele disse rapidamente, esperando que Eleonor pelo menos parasse para escutar isso. Não era algo que Joshua ia contar a mais ninguém, mas este era outro assunto que fazia seu peito doer nos últimos dias e, agora, era um pouco difícil até mesmo de respirar ao pensar nisso. — Não que ela já não estivesse antes, eu acho… mas… Isso é diferente. Eles vão desligar os aparelhos e… — Continuou a falar, cruzando os braços na altura do peito para não demonstrar que as mãos estavam trêmulas, mas seu rosto começava a arder. — Eu estou confuso. E eu não quero falar algo errado pra você e te afastar só porque minha vida está uma bagunça. Me desculpe. Não… — Josh parou por um segundo, respirando fundo e piscando algumas vezes para evitar algumas lágrimas que se formavam. — Não vá, ok?
FLASHBACK
Joshua não costumava ser a parte entre eles que se vitimizava ou que fazia o tipo que jogava à base da chantagem emocional. Leo era o espectro mais caótico entre eles, que agia exatamente daquela maneira, por isso a loira se chocou tanto quando ouviu a frase seguinte dele. Poderia tê-lo ignorado, realmente pisado nos sentimentos alheios ao sair andando e deixando-o falar sozinho, mas não conseguiu quando identificou a dor presente nas palavras do mais velho. Ela nunca fora a maior fã de Mary, principalmente porque ele havia decidido namorá-la antes dos dois, Leo e Josh, ficarem juntos, mas ela sabia como era a dor de perder um ente querido. Não uma suposta alma gêmea, mas ela já havia perdido seu avô por parte de mãe e havia passado por humores terríveis na época. E, querendo ou não, Mary ainda era importante para Joshua. Querendo ou não também, infelizmente, a dor do Dellucci também era um pouco dela, simplesmente porque haviam passado por tanta coisa que, em alguns momentos, Wright ainda sentia como se fossem um só; consequentemente, se algo o machucava, machucaria-a também.
“Podia ter me contado isso antes.” Foi a única coisa que conseguiu dizer inicialmente, após o choque. Logo percebeu que não deveria repreendê-lo, por isso suspirou e, meio hesitante, aproximou-se de novo, olhando bem para o rosto de Josh por alguns segundos. “Eu... Sinto muito, Joshua.” Comentou então, aproximando uma das mãos do ombro dele. Josh era tão alto e tão grande agora que Leo não sentia que conseguiria transmitir-lhe algum conforto mesmo que o abraçasse, então ela não sabia exatamente o que fazer. “Mas enfim o sofrimento dela acabou, não é? Ela pode descansar agora.” Maneou a cabeça, engolindo em seco, ainda sentindo seu rosto quente e suas bochechas molhadas devido ao próprio choro. “Eu... Não vou a lugar algum.” Mordiscou o interno da bochecha logo em seguida, sentindo-se terrível por ter pedido ao outro para deixá-la em paz há alguns poucos instantes. Sempre fora o suporte de Joshua e agora havia conseguido deixá-lo pior do que já estava, provavelmente.
Definitivamente, não se conheciam e não pareciam se amar mais.
“Me desculpa mesmo. Eu... Não deveria ter sido tão dura com você. Então... Quer ir, sei lá... Tomar alguma coisa? Conversar um pouco? Eu estou morando numa casa nova.”














