um vislumbre de um sorriso atravessa seu rosto, apenas uma sombra, algo mínimo. ainda que pequeno, ele paira nos lábios de maki mesmo depois de um tempo após a fala da morena. no começo, achava essa da idol se achar ou mentir muito irritante, mas não sabia quem era yazawa nico na época. depois de conhecê-la, conhecê-la de verdade, acabou perdoando todos esses maus hábitos dela. nico era tão teimosa, puxando para bom sentido da palavra, tão persistente. dizer que ela era pé no chão poderia ser exagero demais, mas ela era sim, para algumas coisas. maki a admirava bastante. a maneira como ela cuidava de seus irmãos e fazia seu melhor para ajudar a própria família, algo que a compositora nunca precisou fazer na vida. ela nunca precisou colocar a mão na massa, ou cozinhar, ou se preocupar com o bem-estar de familiares como se isso dependesse de si. com a sorte de nascer em berço de ouro, a única responsabilidade que tinha era a de honrar seu nome, apesar de que isso também não era nenhum mar de rosas. o excelente desempenho acadêmico vinha em primeiro lugar, mas por outro lado, nico tinha que lidar com a escola e outros problemas. se maki fosse irmã mais nova dela, também a acharia uma heroína. era justificável. pensar nessas coisas fez com que apertasse involuntariamente a mão da morena quando estas se encontraram, e quando percebeu já tinha entrelaçado seus dedos. o rosto esquentou, naturalmente, mas não foi atrás ou hesitou ( soltar a mão dela agora seria algo estúpido demais de se fazer até para maki, que costumava ser bem sincera —e nem queria soltar mesmo ). ❛ nico-chan.. ❜ virou o rosto para trás, e quando o fez, reparou que ela sorria. dessa vez, chegou até a vacilar no caminhar, esbarrando numa pessoa; porque aquela visão fez com que ficasse um pouquinho mais vermelha. mas engoliu em seco, e terminou, em tom decidido: ❛ segure firme. ❜ &voltou o rosto para a frente, porque já estava queimando a esse ponto, apertando o passo ao passar pelas outras pessoas que trafegavam pelas ruas. mesmo quando foram se aproximando de seu destino ( que ficava numa região mais nobre na cidade e por isso o fluxo de pedestres diminuía ) não se separou de nico, mão colada na dela. depois de um tempo assim, pareceu algo tão simples quanto respirar e piscar, e não precisou fazer mais nenhum esforço para mantê-la segura pois tornou-se natural. maki estava com a cabeça tão leve, só percebeu que tinham chegado quando já tinha dado umas cinco passadas para longe do restaurante. ❛ ah, é aqui. ❜ deu meia volta e puxou a outra idol consigo, erguendo o rosto para ver se era ali mesmo. o ambiente era tão luxuoso e confortável quanto se lembrava. ❛ podemos entrar? ❜ não estava exatamente morrendo de fome, mas virou-se para encará-la para saber se estava tudo bem, se ela não queria ir em outro lugar ou algo assim — apesar de que, no fundo, estava bem animada para mostrar uma coisa “sua”, de certa forma, para ela.
★ ⊰ 学校のアイドル « ✧
ergueu o olhar para observar a maior assim que ouviu o próprio nome ser chamado, a observando com leve confusão antes de assentir para as seguintes palavras; por mais que já tivesse dito a si mesma várias vezes que não gostava daquele jeitinho da maki, não conseguia deixar de querer rir baixo de seus atos, não apenas por ser incrível poder ver tal parte dela, mas também por achar adorável o fato de ela ficar corada perto de si.
tentou ao máximo não pensar muito sobre o assunto enquanto andava pelas ruas que aos poucos se tornavam mais tranquilas, o que não mudou o fato de continuar a segurar a mão da pianista, não queria desfazer aquele toque tão cedo, afinal, de alguma forma sentia que aquilo era certo.
observava todo o local ao redor com atenção. era diferente de onde morava, a arquitetura parecia muito mais “refinada” e mesmo as pessoas que andavam de um lado ao outro pareciam mais seguras de si e também mais tranquilas, como se não houvessem preocupações grandes demais para elas. não podia mentir, se sentia estranhada estando ali, quase um peixe fora d’água, e tentou ao máximo não mostrar isso para a primeiranista para que não fossem embora dali; sentia que ela se sentia bem naquele lugar, ela estava acostumada, e se ela estava feliz, faria de tudo para a manter assim.
fitou a fachada do restaurante com atenção assim que ficaram em frente a este e ouvir a pergunta fez que apertasse levemente o toque na mão da ruiva, como uma forma de conseguir um tanto de coragem que faltava. — tudo bem... — disse em um murmúrio enquanto levava a mão livre até os próprios cabelos, ajeitando alguns poucos fios fora do lugar antes de olhar para a maior, esboçando um sorriso leve repleto da pouca confiança que tinha. — vamos, maki-chan, estou com fome!
tentou tomar a dianteira ficando pouco mais próxima da porta do restaurante, mas assim que tocou a superfície travou no lugar; pode ver através do vidro as pessoas que estavam ali dentro, e ao notar as vestimentas e o modo de agir voltou o olhar para quem ainda mantinha a mão com a própria. — eu... acho melhor você fazer as honras....certo?

















