AMORTENTIA — Diretamente da casa NOBLE de BEAUXBATONS, quem se aproxima é ASTER SEYDOUX-FOURNIER. Com seus 17 ANOS, está cursando seu SÉTIMO ANO e faz parte de ARTES E CRIATURAS MÁGICAS em sua escola. Seu status sanguíneo é MESTIÇO e dizem por aí que ela se parece muito com o trouxa DANIELLE CAMPBELL, mas não sabemos se é verdade.
BASIC INFO —
Local de nascimento: Marselha, França
Pais: Astrid Seydoux-Fornier + Nero Avery
Sexualidade: Bissexual
Signo: Aquário
ABOUT —
Aster Seydoux-Fournier nasceu de uma diversão entre uma das maiores atrizes de Hollywood e um bruxo britânico quase desconhecido. Astrid Seydoux-Fournier estava em mais uma de suas viagens de gravação, mas dessa vez em seu país natal, França, quando conheceu um sujeito encantador que estava apenas de passagem. Nero era um homem atraente pela sua beleza física exótica e Astrid não perdeu tempo em cativá-lo para servir aos seus caprichos como uma grande mulher Seydoux-Fournier. Ela só não imaginava que a diversão traria consequências nove meses depois. Embora a gravidez não tenha sido planejada, a jovem bruxa teve todo o luxo que uma filha de artistas poderia ter.
Assim como todos os membros de sua família materna, Aster nasceu para ser igualmente uma estrela, mas, diferentemente do que era esperado, a cinematografia não foi algo que lhe encantou à primeira vista, e sim o ballet. Foi na dança que conseguiu se encaixar e expressar suas emoções desde muito nova, e ao expressar seus desejos, logo fora enviada para a melhor Academia de Ballet da França.
As mulheres Seydoux-Fournier eram conhecidas em sua família pela naturalidade com que se expressavam e encantavam a todos ao seu redor, e com Aster não seria diferente. Como duas lobas solitárias, a mãe fez questão de lhe ensinar tudo o que poderia precisar aprender para conseguir o que queria apenas com o pronunciar de algumas palavras, e aquela arte poderia vir a calhar até mesmo para seu uso de defesa pessoal. Sendo assim, com o passar dos anos, Aster aprendeu a rejeitar com classe, além de destrinchar a ousadia de sobressair-se em situações constrangedoras. Além de, principalmente, aprender a conseguir o que queria, às vezes com apenas um olhar.
Até os seus 11 anos nada havia mudado, ela era uma criança comum vivendo uma vida comum - ou pelo menos era o que ela entendia sobre comum visto que luxo nunca lhe faltara - até que seus primeiros traços mágicos surgiram. Um copo de vidro que foi estilhaçado sozinho, uma lareira acendendo-se por vontade própria, entre outros eventos, foram o bastante para sua mãe procurar desesperadamente pelo pai da garota. Eles nunca haviam se falado desde a diversão passageira até aquele fatídico dia onde Aster fizera objetos flutuarem ao acaso em um acesso de choro. Na mesma noite, como em um passe de mágica, o homem que sua mãe conheceu meses atrás estava de pé diante da sua porta, como se conhecesse todos os segredos do universo, e foi assim que a Aster se viu ser tirada de uma rotina que já lhe era familiar para iniciar uma completamente nova. Dois dias depois sua carta de Beauxbatons chegou pelos correios e o seu pai manteve contato com sua mãe apenas por questões diplomáticas, para garantir que a jovem bruxa tivesse tudo o que precisasse naqueles anos na nova escola.
Tudo era novo para Aster e ela temia não conseguir se acostumar àquela vida cheia de magia. No entanto, era também excitante se ver diante de infinitas possibilidades naquele novo mundo. A dança permaneceu em sua vida e ela conseguiu se encaixar muito bem no meio do clube de arte, embora uma das coisas que mais a fascinaram ao chegar na escola tenham sido as criaturas mágicas. Um animal mais belo do que o outro e a cada dia ela se via imersa em descobertas cada vez mais distintas. Aprendeu que no mundo bruxo eles também possuíam algo parecido com o charme que rodeavam os artistas de sua família, a arte que ela aprendera desde criança, e lá, aquilo chamavam-se meio-veelas.
Apesar de tudo o que tinha em mãos, Aster queria mais, precisava de mais. Queria desvendar os segredos do seu lado bruxo, queria saber quem era seu pai e porquê ele a abandonou daquela forma. Embora sua família materna fosse enorme, vivia apenas com sua mãe que estava sempre em viagens, vivendo entre roteiros e gravações e a estabilidade era algo que ela desconhecia. A falta de uma figura paterna era igualmente desconhecido para ela, e agora via a chance de descobrir mais desse mundo ainda tão novo para si. Sete anos ainda era pouco tempo para sanar todas as suas curiosidades e ela estava disposta a viver toda aventura que cruzasse seu caminho. Agora que outros estudantes estavam prestes a chegar em Beauxbatons, seu refúgio mágico, era a chance que tanto almejava de conhecer a cultura de outras escolas bruxas e finalmente descobrir mais sobre seu pai. Ela tinha seu nome guardado e sabia que, depois de uma conversa acalorada que ele e sua mãe tiveram na sua volta, ele tinha um filho. E era só. Supunha que talvez fosse esse o motivo dele nunca querer manter contato, pois tinha uma família e um nome a zelar e uma bastarda não era bem-vinda. Ainda não sabia se sentia raiva ou apenas tristeza pela carência que aquela situação provocava, mas tinha a certeza de que queria respostas, independentemente de quais fossem. Sabia também que era tão merecedora quanto o filho dele de ter uma família completa, de ter amor, - talvez até o invejasse por isso - mas faria o possível para alcançar seus desejos.
Com o tempo, embora aquela matéria tão rústica destoasse completamente do seu amor artístico, Aster mostrou-se tão habilidosa no trato de criaturas mágicas quanto no ballet, e era sempre possível vê-la na biblioteca pesquisando sobre os animais que mais a fascinavam. Por vezes até havia seduzido a bibliotecária para que permitisse sua entrada na sessão reservada apenas por capricho. Era extremamente comunicativa e logo que chegara fizera amizade com alunos de diferentes casas. Não podia negar, no entanto, que havia aquele traço de sua personalidade que a levava a sempre buscar o que de melhor aquela determinada relação poderia oferecer a si mesma, e se não houvesse o que oferecer… bem, ela dava um jeito de lapidar e induzir o que quer precisasse. Às vezes por necessidade, apenas por capricho. Era difícil entender a cabeça da pequena Seydoux-Fournier e suas reais intenções, e ela preferia que não tentassem, caso contrário, era sua diversão particular fazer com que quem quer que fosse se perdesse em confusão.
@tripontos















