You're an asshole, but I love you — Damian & Annie
Watch your language, Damian! Otherwise, you won’t get any dessert for a week or two. A voz cansada e obscura típica da sra. Healy ecoou nos ouvidos de Damian assim que ouviu a melhor amiga alertá-lo sobre o uso exacerbado da palavra fucking. Não conseguia evitar, ela sempre escorria por seus lábios quando sentia-se confortável com alguém, ainda que a maioria das pessoas reclamassem em um momento ou outro. – What else can you do? Seriously, Annie? – Tomou mais um gole de seu suco, ponderando entre dar ou não um tapa na face da amiga, mudando de ideia ao lembrar que estavam no salão comunal e que a cena não seria muito bem recebida pelos espectadores. – Listen to me, miss Ackerman. – Virou-se para ela, encarando-a. – You’re an amazing woman and you should tell Gallagher to stop being such a baby, even though it might be hard for him, but you have to go there and say… – Ponderou um pouco, abaixando o tom de voz – You know what, Gallagher? We fucked. And we are not sixteen anymore, so can you stop acting like that. – Deslizou o corpo na cadeira, logo voltando a atenção ao prato que estava à sua frente. – Make him talk.
Percebeu não estar mais com fome, mas continuou sentado. Não deixaria Annie sozinha num momento pré-breakdown – ou qualquer outro e só sairia dali acompanhado dela ou quando ela estivesse bem.
A convivência com Damian desde que tinha onze anos de idade com certeza contribuiria para a enorme quantidade de palavrões que conhecia, e elas costumavam escapar com mais frequência quando estava perto dele. Perguntou-se como ele era em sala de aula. Se ele xingava toda vez que um aluno errava a posição da constelação de Órion ou um telescópio quebrava. Parecia extremamente provável.
Não precisou que o amigo falasse para perceber que ele queria lhe dar um tapa para trazê-la de volta a realidade. Ele já tinha certa experiência em fazê-la enxergar o que estava bem em frente a ela. Ainda se lembrava da bronca que levara quando tinha a certeza de que Patrick estava a traindo com uma ravina qualquer. Não era verdade, é claro. Ela tinha dezesseis anos, mas parecia ter sido uma era atrás. Encolheu os ombros, em um pedido silencioso de desculpas por estar reclamando ao invés de tentar resolver o problema. “I know, I know.” Murmurou, apoiando o cotovelo na mesa e esfregando os dedos contra sua têmpora. Seus olhos vagaram para o lugar que antes Patrick ocupava por alguns segundos, antes de voltar-se para ele. A solução que ele sugeriu era a coisa óbvia – e madura – a ser feita. Entretanto, a perspectiva de receber um não a agradava, ou de escutar como não estava sendo justa com ele. Conhecia-o bem o suficiente para saber como ele ia reagir. “He didn’t act like this when we were sixteen. He gave me flowers.” Respondeu, revirando os olhos, embora um sorriso fraco e involuntário aparecesse nos lábios com a lembrança. “I won’t talk to him. I won’t.” decidiu, balançando a cabeça para mostrar sua determinação. “I mean, I still got some dignity, don’t I?”















