Eu achava que entendia a parábola da ovelha perdida. Pensava que era apenas uma bela história sobre amor, cuidado e compaixão.
Mas tudo muda quando percebemos que aquela ovelha não é um personagem distante da narrativa. Aquela ovelha somos nós.
Éramos nós que nos afastávamos do Pastor, seguindo nossos próprios caminhos, tropeçando em nossos pecados e nos perdendo em meio às sombras deste mundo. Éramos nós que não tínhamos forças para voltar sozinhos. E, ainda assim, Cristo não desistiu. Ele não ficou esperando que encontrássemos o caminho de volta. Ele veio nos buscar.
A graça de Deus é escandalosa para o orgulho humano. O mundo não entende um Pastor que deixa noventa e nove para procurar uma. Mas o Evangelho nunca foi sobre números; sempre foi sobre amor. Um amor tão profundo que atravessou desertos, enfrentou rejeição, suportou a cruz e derramou sangue para resgatar pecadores que nada tinham para oferecer em troca.
Quando olhamos para a cruz, entendemos que não fomos encontrados porque éramos valiosos. Tornamo-nos valiosos porque fomos amados por Aquele que deu a própria vida por nós. O Bom Pastor conhece suas ovelhas pelo nome, vê suas lágrimas, conhece suas quedas e jamais abandona aqueles que pertencem ao seu rebanho.
Se hoje você está de pé, não é porque encontrou Deus por sua própria força. É porque Ele foi ao seu encontro quando você estava perdido. A história da ovelha perdida é, na verdade, a história de cada pecador alcançado pela graça soberana de Cristo.
“Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.” (Lucas 19:10)