Apenas um sonho
Essa noite eu tive um sonho, e nesse sonho, eu te encontrei, vocĂȘ estava linda, mas deixei pra falar depois, sĂł para nĂŁo parecer bobo. Foi estranho, no sonho, eu sentia o coração acelerado, como se, o eu, do sonho, estivesse em um sonho. Estar ali com vocĂȘ, frente a frente, sentir uma brisa trazer o seu perfume, mas agora, quando eu procurava a dona do perfume, eu achava. Olhar e te ver, incrĂvel. Apenas olhava o seu sorriso, ao ouvir vocĂȘ contando da sua vida, das suas aventuras, das suas conquistas, e mentalmente, eu me acrescentava em cada uma delas. Algumas vezes fazia algum comentĂĄrio, mas nada que te atrapalhasse, apenas para te incentivar a falar mais, adoro o som levemente rouco-agudo da sua voz, quando diz algo animada. Muitos vĂŁo concorda comigo agora, imagine: correndo, correndo, rumo ao precipĂcio, cada vez mais perto, sem corda, sem segurança, apenas correndo, correndo, ofegante, determinado, correndo, inspiração, expiração, inspiração, ruma a um destino sem volta, correndo, pulei. E, vocĂȘ, ao corresponder com o beijo, eu criei asas. Uma vez eu te disse sobre o nosso primeiro beijo, talvez esteja escrito, os nossos primeiros beijos, sĂŁo dignos de um romance Shakespeariano, de tĂŁo incrĂveis, mesmo em sonhos. Aquela noite, mesmo que por poucos minutos, - porque como vocĂȘs sabem, a gente sonha, quando estamos prestes a acordar - senti vocĂȘ em meus braços.
















