Querida Aricia, apesar de vocĂȘ nĂŁo merecer meu tempo, agora as 5:45 da manhĂŁ, nesse belĂssimo cĂ©u alaranjado com nuvens de algodĂŁo doce, cĂĄ estou eu, livrando-me de mais uma sentença que sua presença perpĂ©tua em mim. Primeiro, vamos começar com algo que talvez vocĂȘ nĂŁo entenda bem e que por mais que no fundo eu nĂŁo ligue a mĂnima para o que vocĂȘ ache, sinto como uma obrigação mĂștua, de exprimir minha opiniĂŁo sobre esse assunto tĂŁo delicado, que, em cinco anos da sua vida, vocĂȘ tentou falivelmente compreender sobre meu ponto de vista. Vamos falar sobre amor. Hoje, eu me vi sentada ao seu lado, conversando sobre banalidades, ambas tranquilas aparentemente, tĂnhamos como proteção â podemos chamar tambĂ©m de escudo. â o apreço por um novo amor. EstĂĄvamos claramente bem vacinadas. E, no meio a conversa, entrei em um assunto inquietante: serĂĄ vocĂȘ, querida Aricia, a pessoa que supostamente moveria universos por mim, sentir vontade de percorrer por outros corpos? E eis que a resposta foi sim. VocĂȘ me traiu. E falou com tanta naturalidade, que quis te proporcionar toda violĂȘncia que meu teste de personalidade feito por vocĂȘ no perĂodo que vocĂȘ estudava testes de personalidade, mostrou. Mas, para prevenir danos, mostrei a parte de mim, tĂŁo escondidamente, aquela parte que vocĂȘ tanto almejava, aquela, que vinha tĂŁo raramente a vocĂȘ, mas mesmo assim, era o suficiente para te fazer entrar numa guerra para ter novamente. Meus olhos lacrimejaram por 3 segundos. Foi o suficiente para ver que nĂŁo valia a pena. No quarto passei a destruir anos de ilusĂŁo em minha mente. VocĂȘ costumava ser minha referencia de amor. Sabe, acho que antes de vocĂȘ, eu sempre percebi que nĂŁo valeria a pena, e que vocĂȘ, uma hora ou outra, faria isso. (AliĂĄs, tudo isso aqui, inclusive eu, Alexadria, existe por que eu te amei.) E na tua cabeça, apenas vocĂȘ desfruiu do ato de amar. E nĂŁo bastasse isso, culpa o teu ato, por eu ter sido uma pĂ©ssima namorada. Sim, EU, uma pĂ©ssima namorada, por nĂŁo ter sido boa o suficiente mereci ser traĂda, vai se foder. Talvez vocĂȘ nĂŁo saiba, mas um dos detalhes importantes num relacionamento monogĂąmico Ă© manter-se fiel a pessoa amada, coisa que vocĂȘ nunca teve talento nenhum. E sĂ©rio, eu nĂŁo te desejo mal por isso, na real, sĂł nĂŁo desejo vocĂȘ mais por perto. Quer dizer, eu nĂŁo consigo, por mais que eu me esforce ignorar todas aquelas palavras, ou de todas as vezes que vocĂȘ me olhou sabendo que fazendo isso seria o que mais me machucaria. Suas palavras nĂŁo passaram de poeiras poĂ©ticas que cosam os olhos forçando a entrada, nada passa de coisas ditas da boca para fora quando as sĂlabas nĂŁo condizem aos atos. NĂŁo sei quando vocĂȘ irĂĄ perceber isso, apenas pare de querer causar impacto se nĂŁo quer ter responsabilidade sobre isso. E por favor, nem por mim, mas pelo bem da nação, para de ser tĂŁo escrota. Amor Ă© MUITO mais que palavras. Muito Muito Mais. EntĂŁo acho, que nada mais vĂĄlido, do que um suicĂdio literĂĄrio e como uma fĂȘnix, nascer em um coração melhor, alguĂ©m que poderia me fazer tĂŁo feliz, eu ponto de ser Dominie. Adeus, Foram bons anos, amados espectadores. Sem amor, Alexandria J.
11 de Abril de 2016 â Alexandria is dead.












