Tirando a poeira.
Estou escrevendo esse texto sem objetivo ouvindo a mĂșsica acima, entĂŁo ouça tambĂ©m! (por favor?)
Hoje eu resolvi debater no Facebook.
Também decidi excluir meu WhatsApp pessoal.
Antes disso, esqueci que tinha francĂȘs e jantei fora, procurei conforto entre a situação 1 e 2 e recebi um "VocĂȘ procura coisa pra passar raiva, nĂ©?" que me rasgou ao meio.
Acendi uma velinha que prometi, pedi proteção a todos que amo, pedi para perder o medo.
A minha vida Ă© tĂŁo pautada entre nĂŁo abaixar a guarda por medo de tudo e chegar no limite e ir com medo mesmo que, sinceramente, nĂŁo sei como seria nĂŁo sentir medo do dia seguinte, da hora seguinte, do minuto seguinte, da pessoa seguinte, de todos os seguintes possĂveis e imaginĂĄveis do planeta. Parece tĂŁo utĂłpico quanto querer ter um dragĂŁo. Eu queria ser um dragĂŁo, ou um ciborgue, ou qualquer criatura tĂŁo diferente de tudo que jĂĄ se viu que as pessoas nem conseguissem questionar a existĂȘncia, porque porr#, um dragĂŁo.
E se fosse um dragĂŁo, queria ser como no conto do Caio Fernando Abreu:
"Como eu dizia, um dragĂŁo jamais pertence a nem mora com alguĂ©m. Seja uma pessoa banal igual a mim, seja unicĂłrnio, salamandra, harpia, elfo, hamadrĂade, sereia ou ogro. Duvido que um dragĂŁo conviva melhor com esses seres mitolĂłgicos, mais semelhantes Ă natureza dele, do que com um ser humano. NĂŁo que sejam insociĂĄveis. Pelo contrĂĄrio, Ă s vezes um dragĂŁo saber ser gentil e submisso como uma gueixa. Apenas, eles nĂŁo dividem seus hĂĄbitos. NinguĂ©m Ă© capaz de compreender um dragĂŁo. Eles jamais revelam o que sentem."
Masa mim me couber ser eu mesmo, nĂŁo posso ser dragĂŁo, talvez um dia ciborgue, ou qualquer coisa que seja tĂŁo diferente de tudo que passe despercebido pelos outros, como uma falha na Matrix.
Talvez eu seja isso, uma falha na Matrix.
Tchau.
















