A segurança de todos aqueles queridos por Presley foi a primeira coisa da qual deu conta assim que, apesar do desespero, chegou do hospital. Por dentro, sentia-se quebrar, mas por fora bradava ordens aos funcionários e até mesmo contratou uma equipe de segurança extra, que agora fazia tocaia nas entradas principais e na ala na qual o astro estava agora internado; e pobre da alma que tentasse incomodá-los. Foi só depois de tudo pronto, só depois de avisar Rohan e a mãe de Kyo e garantir que suas passagens estivessem em ordem que se permitiu finalmente adentrar no quarto no qual o rapaz se encontrava, sedado. Foi diante de tal visão que ele finalmente ruiu, que o que considerava sua culpa e sua falha escancaram-se e ele chorou como há tempos não chorava; não desde a morte do bebê de Addison ao menos. Chorou como um bebê, alívio e culpo lhe tumultuando o peito e fazendo comprimir o ar em seus pulmões. Honestamente, não soube dizer onde encontrara apoio para se controlar, mas então, ele não tinha tempo para se deixar absorver a situação e chorar. Arlo tinha que ser rocha, ao menos isso ele deveria conseguir fazer por Kyo.
Por isso quando ouviu as palavras alheias, imediatamente se aproximou, puxando uma cadeira para sentar-se ao lado dele. “Hey, no, come on. You know it’s not your fault. If it’s anybodies fault… It’s mine, really. I shoul’ve made him get into a clinic sooner, but it’s really not your fault… You couldn’t know.” O gosto em sua boa era amargo, seus ombros doíam de tal forma que parecia carregar o mundo, contudo, não havia nada sobre eles. O que havia era um aperto, uma necessidade exacerbada de se redimir e ver-se perdoado que o fez fungar por saber que, de certa forma, encontrava-se próximo a um ponto de ruptura. E aquilo era simplesmente tão estranho para si mesmo que riu, mas então, supunha que todas as pessoas tinham seus limites, mas Arlo ainda não poderia se deixar atingir o dele. Ao invés disso o que ele fez foi negar com a cabeça e contornar os ombros pequenos de forma carinhosa com um dos braços, deixando que o polegar lhe cariciasse o ombro pequeno. “We are not going to think about that, okay? I know it’s hard, but it’s not like that again. He’s gonna be fine. He’s gonna be fucking fine.” E ainda que sua voz soasse tão certa, Blake podia sentir sua garganta se comprimir, porque no fundo, temia que não ficasse. Mas Kyo tinha que ficar bem, ele apenas tinha que ficar.
A atriz esperou sentir qualquer tipo de alívio agora que Arlo estava ali. Sabia que isso significava que Kyo iria para a reabilitação, e que era para o seu bem. Mas a situação toda ainda a assustava. Ela umedeceu os lábios, voltando os olhos levemente inchados para o rosto do agente enquanto esforçava-se a focar no que ele dizia. “Okay, maybe throwing the fault around isn’t the answer right now. It’s already done, he’s here now, he’ll be fine.” Addison repetia a última frase em sua cabeça desde o momento em que o cantor fora colocado dentro da ambulância. Ela havia agarrado-se em tal esperança como um modo de seguir em frente e não enlouquecer. Honestamente, era tudo o que podia fazer.
Ela limpou uma lágrima teimosa que escapara com o toque surpreendente de Blake, fungando enquanto assentia. Ela sabia que não era como aquilo, nunca nada se compararia àquilo. Mas não significava que a atual situação fosse exatamente fácil. Addie assentiu, suspirando fundo. “You’re right. It’s just... bad memories.” A garota balançou a cabeça e fechou os olhos momentaneamente, abrindo-os em seguida para fitar o rosto de Arlo. “So, rehab, right? That’s what we’re doing? I know it won’t...” Ela pausou, franzindo a testa para o homem em preocupação. “Hey, are you okay?” Questionou. Não sabia que Arlo se importava tanto e, honestamente, aquilo apenas a fez gostar ainda mais do agente.