Bailes, bailes… se tinha alguma coisa que Thomas odiava era aquela merda toda, aquela música e um monte de gente que fingia se gostar preso em um mesmo ambiente, fazendo com que lembrasse daquele filme clichê de terror “Carrie, a Estranha”. Se não fosse apenas para fugir dos tios e dos seus discursos de como poderia melhorar como pessoa, ele nem teria aparecido ali… agora se arrependia imensuravelmente e tudo o que queria era sair dali para fumar um baseado ou beber até não poder mais. - Ow, tem alguém aqui que pode estar com alguma bebida decente? - perguntou a pessoa mais perto, a voz carregada pelo mais puro tédio.
“Típico.” A vontade de rolar os olhos foi tão grande que sequer se deu ao trabalho de contê-la. A Vanessa cordial, ainda que não passasse de uma fachada muitíssimo bem calculada para conquistar apoio e afeto dos mais desavisados, por vezes extinguía-se completamente em momentos de irritação. E lá estava, bem à sua frente, um dos motivos de seu irmão ter parado na clínica de reabilitação: demandando coisas e usando um tom tão indiferente que era praticamente uma afronta a todo o trabalho que ela e o comitê de eventos da escola tiveram ao preparar aquele baile. Segurar o veneno simplesmente não cabia como opção. “E você sabe o que é bebida decente, honey? Me parece muito seletivo pra alguém que vive por aí lambendo mijo nos becos. Não é isso que fazem os drogadinhos do seu bando?”













