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Os fios de cabelo magicamente enegrecidos consistiam em regra quando na presença de @valcardieux. E mesmo que não houvesse mais ninguém naquela sala além de ambos, Zarko era incapaz de pôr-se completamente relaxado. Se por repulsa, contudo, já não tinha mais tanta certeza. Era verdade que tinha sido criado de modo a se ver superior a qualquer mestiço, resíduos de um pensamento purista que nunca realmente deixou seu núcleo familiar. Mas custou-lhe entender qual era o grande problema dos burburinhos que associavam o nome Dragovic à mestiçagem de veela, sendo rebeldia de pensamento uma de suas características mais infantes. Em fato, precisou sentir na pele. Então, fragilizado, havia permitido que os discursos sombrios de seu avô fizessem morada no imaginário daquela espécie.
Talvez a aversão desde a primeira troca de palavras fosse, pois, medo escondido sob uma camada grossa de desdém e arrogância. Ou, lá no fundo, fosse admiração, embora gradualmente transformada em inveja. Não seria a primeira vez. Se houvesse sangue veela em suas veias, não existiria qualquer cicatriz em suas costas. Se carregasse aquela herança, não precisaria temer o fogo. Mas então… Valerie Cardieux queimou o dedo em uma aula de poções e, de súbito, toda a crença do Dragovic pareceu ser varrida como poeira. Valerie era… incrivelmente bela, com certeza, mas assombrosamente normal. E aquilo era desconcertante.
Nos dias que se sucederam, percebeu-se mais curioso do que de costume. Havia virado o polo e, agora, o mesmo magnetismo que o costumava repelir passou a atraí-lo. Queria entender mais sobre as criaturas. A verdade, e não aquele folclore nórdico deturpado como telefone sem fio que o tinham ensinado. Não existia ninguém melhor do que Cardieux para tal façanha, suspeitava. E talvez por isso estivesse ali, engolindo em seco enquanto mantinha a postura ereta e uma distância segura, olhos focados nas mãos sobre a mesa, mas disposto a ser sincero. Na medida do possível. ━━ E foi assim que… me queimaram. A Feuer é a casa dos dragões, você deve ter visto o brasão. Meu sobrenome incomodava, acredito, graças às especulações de mestiçagem. Harry Potter pode ter matado Você-Sabe-Quem, mas é estupidez pensar que o purismo morreu com ele. ━━ Franziu o nariz. Em partes por se ver naquele espectro, noutras porque odiava lembrar daquele dia. ━━ Eles quiseram… comprovar a teoria, se é que me entende. Nossa família é especialista em caçar dragões. Descobrimos… não, meu avô descobriu uma maneira de se tornar resistente ao fogo, mas manteve em segredo por causa da concorrência. E durante muito tempo acharam, ainda acham, que somos mestiços de veela por causa disso. Porque as veelas podem, uh… você sabe… ━━ abriu as mãos meio sem jeito, fingindo segurar algo nas palmas. ━━ cuspir bolas de fogo e essas coisas. ━━ ele estreitou os olhos, subitamente desconfiado. ━━ Você não faz isso, faz?
As coisas realmente pareciam muar em Beauxbatons, mas Valerie poderia dizer que a aproximação do Dragovic era algo que a tinha deixado impressionada. Não sabia ao certo o que havia acontecido, para além do semblante que havia preenchido o rosto do bruxo durante uma das últimas aulas de poções, que lhe rendera uma pequena queimadura na mão. De qualquer forma, ela não estava em posição de reclamar, afinal a distância entre os amigos próximos havia se tornado maior, sendo bom ter uma companhia diferente. Era estranho não precisar insistir para uma conversa acontecer, ainda que elas ainda parecessem limitadas a espaços específicos em que estivessem sozinhos. Isso poderia incomodá-la nas primeiras semanas, mas após o resultado dos últimos dias Valerie preferia ficar afastada de toda a agitação dos colegas.
Sentada em uma das mesas, balançando inquietamente os pés, escutava atentamente a história de Zarko, franzindo o cenho vez ou outra ao notar o peso simbólico que as palavras pareciam carregar. “Não acredito que fizeram isso por causa do seu sobr...” se interrompeu soltando um suspiro irritado. Valerie sabia bem sobre o que ele dizia, ainda que em Beauxbatons as questões puristas parecessem menos intensas. Dezenas de perguntas surgiram em meio aos pensamentos antes que ele pudesse concluir e por um momento ela pareceu se perder nas palavras alheias enquanto buscava por respostas. Uma forma de ser inume ao fogo? O que as veelas poderiam ter a ver com isso? Quando a pergunta foi dirigida à ela, o semblante sério de Valerie se tornou divertido, quase como se ele tivesse se dado conta de uma piada. “O que?!” indagou franzindo o cenho ao tentar conter o riso. Ao notar que ele parecia sério, a veela parou por um momento, umedecendo os lábios antes de balançar a cabeça em negativa. “Claro que não! Onde você ouviu isso?” perguntou intrigada, mas se dando conta de que talvez isso explicasse algumas coisas. “Quer dizer... Eu sou só meio veela, você sabe.” explicou encolhendo os ombros. “Mas mesmo minha avó... Nunca cuspiu fogo. Dizem que quando ficam irritadas, veelas conseguem se transformar em criaturas como harpias, o que realmente deve ser assustador” completou arregalando levemente os olhos cristalinos ao imaginar avó raivosa a ponto de se transformar. “Mas não é algo que mestiços fazem” assegurou com mais firmeza.
O dia do sorteio pareceu um borrão. Valerie faltou duas das aulas do dia para ficar pintando no ateliê, enquanto a cabeça pareciam a ponto de explodir pela dor da festa da noite anterior e o turbilhão de pensamentos que pareciam complemente amarrotados em sua mente, até que a movimentação das torcidas nos corredores chamou sua atenção, deixando claro que a hora do sorteio de aproximava.
Cardieux atrasou sua ida até o Salão Principal o quanto pôde, deixando que todos os outros alunos preenchessem o salão e só então se esgueirou entre as fileiras encontrando um acento na mesa ao lado da dos amigos - o que ela, àquela altura, já não conseguia distinguir se era algo positivo ou não. Quando o primeiro nome voo do cálice, Valerie esticou o pescoço, em busca das manchas de tinta que preenchiam o papel que ela havia colocado no objeto mágico. Relaxou ao ouvir que o primeiro sorteado era o campeão de Hogwarts, aplaudindo algumas vezes até que ele se aproximou da diretora. O mesmo aconteceu quando Astrid foi escolhida, Valerie sentia o coração pulsar forte, mas ao mesmo tempo o corpo parecia dormente, quase como se ela não estivesse realmente ali.
A espírito amistoso e empolgado que preenchia as feições de Cardieux nos primeiros dias do Torneio haviam se tornado cada vez mais raros logo que a loira passou a notar todas as mudanças que aconteciam ao redor. Apesar de algumas carregarem certa sutileza, parte de Beauxbatons sequer parecia tão familiar como em outros momentos. Se fosse sincera consigo mesma, seria fácil notar que muito desse incômodo repentino estava no afastamento de seus amigos com os eventos que preencheram aquelas últimas semanas e, principalmente, com as novas companhias que eles pareciam ter facilmente se apegado, sobretudo quando se tratava de Gianluca.
“ A true friend is someone who will always love you — the imperfect, the confused, the wrong you because that is what people are supposed to do.”
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Repassava alguns frascos com pó de garra de chifre-longo romeno para um dos estudantes de Beauxbatons que ele havia conhecido no primeiro dia em que chegaram à escola francesa. Nik não podia imaginar que os franceses fossem tão… adeptos. Recebeu os galeões pagos com a mão esquerda e pôs-se a contar rapidamente, antes de menear a cabeça e virar-se de costas para o garoto que já havia seguido seu rumo, quando deu de cara com Valerie. Um tremor percorreu sua espinha com o susto, os olhos semicerrados enquanto guardava as moedas no bolso. — Olá, @valcardieux Vai me dedurar para Madame Maxime ou veio em paz?! — brincou, um riso no canto dos lábios.
O objetivo da noite de Valerie era explorar cada um dos cantos do navio de Durmstrang, uma vez que não soubesse se teria outra oportunidade de entrar ali novamente. Com um copo de bebida em mãos, caminhava entre um salão e outro, esbarrando vez ou outra com alguns alunos. Havia escutado alguns burburinhos sobre as atrações da festa, para além do ponche claramente batizado que preenchia o copo em suas mãos, mas não pôde acreditar na cena que desenrolava em frente aos olhos claros enquanto passava por uma das salas. Seguiu os movimentos rápidos de Niklaus, soltando um risinho divertido com o pequeno susto que ele parecia ter tomado ao notar sua presença. Erguendo levemente ambas as mãos, apenas uma sendo aberta como um sinal de apaziguador, enquanto a outra ainda segurava o copo de bebida. “Ei, isso é trabalho para os monitores” respondeu prontamente, desviando o olhar dele para o bolso em que o tinha visto guardar alguma coisa. “Você realmente precisa ser mais discreto... O que tem ai?”
ONDE: Convés.
COM: @valcardieux
TW: ataque de pânico.
Mais uma vez o sentimento de que aquele não era o melhor lugar para estar lhe incomodava. Mina já quase não entrou no navio por receio de algo dar errado, mas essa festa podia ser a última que teria de maneira anônima. Com a chegada da lua cheia, seus medos se tornavam, novamente, aflorados. E, para completar a situação, a festa estava bem mais cheia do que esperava. Foi sutil a mudança, mas qualquer pessoa que lhe conhecesse saberia que havia algo de errado. Mina parou no cantinho do convés, os olhos azuis vidrados no espaço das grades de madeira; o coração batia acelerado no peito e as mãos tremiam. Podia não ser nada relacionado às suas tendências lupinas tentando lhe subjulgar, porém a ansiedade lhe deixava com dúvidas quanto a isso. E caramba, o mundo ao seu redor de tornava silencioso, mesmo que a razão gritasse que não, havia sim barulho ao seu redor. Mina não ouvia nada.
A ideia da festa surgiu como um respiro em meio aos pensamentos tumultuados de Valerie, que rapidamente foi convencida a comparecer. Não estava em seu melhor humor, mas totalmente disposta a esquecer o torneio por algumas horas, mesmo que precisasse lidar com um ressaca na manhã seguinte. Ao subir no barco, buscou rapidamente pelos amigos mais próximos - que naquela semana em especial pareciam bem distantes - decidindo esperar mais um pouco no convés na esperança de não precisar adentrar o barco sozinha. Estava um pouco mais afastada da porta quando avistou Mina no canto, logo notando que ela não parecia exatamente animada para o contexto de uma festa. Aproximou-se casualmente, com o cenho levemente franzido e mais preocupado ao notar que ela parecia trêmula. “Mina?” chamou baixo, pressionando os lábios enquanto tentava entender o que estava acontecendo. “Ei, você ‘tá legal?” perguntou em seguida, já praticamente ao lado da amiga, erguendo uma das mãos e a tocando levemente no ombro.
“Você tem duas opções. Ficar emburrada sentada aí ou…” Pegou a mão para @valcardieux, não dando muita opção, na verdade. Sage conseguia sempre o que desejava, então era óbvio que já estava puxando-a para que fizesse o que a jovem bruxa ansiava. “Pode ser bonita enquanto dança comigo. Está tocando Olive Drigoro, eu amo ela!”
Valerie realmente não era difícil de convencer, mesmo quando não estava em seu melhor humor e principalmente quando se tratava de uma festa. Então, no momento em que Sage a puxou para o meio do salão, um sorriso divertido brotou nos lábios da bruxa. “Ela é mesmo incrível, uh? Finalmente algo de familiar nesse lugar” soltou em um tom ameno, ainda sorrindo, olhando ao redor, enquanto começava a balançar o corpo no ritmo da música. A atmosfera de Durmstrang, mesmo sendo vista no recorte que era o navio, parecia completamente diferente do que estava acostumada.
Era difícil ter certeza do que realmente a estava incomodando naquele momento. Não havia falado com @italianluc e Genevieve praticamente a semana inteira, mesmo quando a ideia da festa surgiu e isso deixava claro que havia algo de errado. Mesmo após colocar seu nome no maldito cálice, Valerie ainda se sentia inquieta incapaz de decidir se havia tomado ou não a decisão certa. Para completar, entre suas pequenas caminhadas para pegar mais bebidas, pôde avistar Luca com o que parecia seu novo grupinho. Não conteve a curiosidade e o ciúmes que a cena despertou, se permitindo observá-los com alguns momentos mesmo de longe. Aquela não era a primeira vez que tinha visto o melhor amigo na companhia de Niklaus ou do outro garoto de Durmstrang que parecia realmente ter algo contra os Cardieux, mas a cada dia isso parecia mais frequente, o que na cabeça de Valerie não fazia sentido algum. Esperou que Gianluca se afastasse do grupo e traçou seus passos na mesma direção que ele parecia estar seguindo, buscando um encontro minimamente casual.
“Finalmente decidiu dar o ar da graça? Já estava pensando em começar a enviar alguns cartazes de busca” soltou com um sorrisinho de canto, que ainda deixava claro parte de seu desconforto, ainda que tentasse soar mais como uma brincadeira.

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valerie cardieux at the secret party
@tripontos
@valcardieux
TASK 002: A ESCOLHA.
Valerie já havia perdido as contas de quantas vezes havia escrito seu nome em um pedaço de pergaminho naquela semana. Nenhum deles, no entanto, havia chegado perto das chamas do Cálice de Fogo, sendo rasgados e jogados no lixo minutos depois. A frustração que vinha depois era muito maior do que o breve sentimento de alívio por sequer haver a possibilidade de ser escolhida para representar a escola. Sentia-se estúpida por pensar tanto sobre aquilo, quando a decisão já parecia ter sido tomada pela família e por seu mais novo grupo de admiradores. Estaria mentindo se dissesse que não gostava daquele tipo de atenção, de sentir que pessoas esperavam ansiosamente pelo momento em que Cardieux finalmente entraria no salão e colocaria seu nome do objeto mágico.
averyrevelio:
Niklaus era seguro de si demais para se deixar levar pelo comentário de Valerie sobre a competição, e independente de quem fosse competir consigo, ele estava certo de que ganharia — perder não era uma opção. — Não preciso disso. Considere um tempinho mais longo de trégua entre nós, pelo menos. A não ser que… se nós dois formos selecionados como campeões, dai sim podemos abaixar a bandeira branca e iniciar uma guerra. — disse sugestivamente, os olhos semicerrados com a pronúncia dos dois. Nik não era o tipo de homem que subestimava mulheres, muito pelo contrário, sua figura inspiradora em qualquer batalha seria sempre sua mãe e ele sempre fez questão de demonstrar isso, além de muitos colegas a conhecerem pela posição que ocupava no quadribol mundial. Contudo, vira a habilidade de Valerie com os pégasus e, mais do que isso, a sua parte veela emanava uma ameaça constante para alguém como ele, e certamente ele não gostaria de tê-la como rival no Torneio para desestabilizar seus instintos.
Suas próximas palavras despertaram um riso desgostoso que fez questão de transparecer, voltando-se para olha-la nos olhos. — Mais que decepção Val, acha mesmo que sou um zero a esquerda? — enfatizou, erguendo o braço esquerdo. Era mesmo canhoto e não tinha de se preocupar tanto com a luxação no braço direito, mas não iria nem sequer mencionar esse ponto à Valerie e deixar de aproveitar aquele momento e o que poderia obter dele. Pegou o pequeno frasco que continha uma gosma amarelada e ergueu na altura dos olhos, tentando decifrar seus componentes. — Acho que isso é… mucosa de Testralho? Ugh. — disse com uma careta. Herbologia podia não ser uma de suas matérias preferidas mas seu cérebro insistia em guardar informações como aquelas. — Então que dizer que não gostou da transfiguração. — sussurrou, repousando o pequeno frasco na bancada a frente deles. Não era uma pergunta. A mandíbula trincando-se involuntariamente em resposta ao seu ego ferido. Já havia sido rejeitado outras vezes mas normalmente as rejeições vinham com uma inegável tensão sexual entre os envolvidos, entretanto, daquela vez sentia-se verdadeiramente rejeitado, sua aparência física nem sendo levada em consideração. Definitivamente Valerie Cardeaux havia ferido seu ego. Estalou a língua balançando a cabeça afim de espantar aquela atmosfera deprimente para si mesmo, não sabia em que momento havia desaprendido a conquistar garotas.
— Bem, ossos do ofício. — falou dando de ombros. — Parece que alguns alunos resolveram sacanear o capitão de Durmstrang azarando um balaço. Sorte que não foi nada grave, apenas uma luxação. Vai ficar tudo bem e terei tempo para me recuperar antes do início do Torneio. Mas fico agradecido pela sua preocupação — juntou algumas vagens com a mão esquerda enquanto picava-as desajeitadamente, tentando demonstrar que não estava se aproveitando da dupla necessariamente para a aula em si. — E você? resolveu deixar de lado a hospitalidade e já começou a morder pessoas por ai? — ergueu os olhos para encontrar seu rosto e logo voltou-se ao trabalho, o tom levemente cômico.
O torneio parecia ter um peso diferente para cada uma dos alunos do sétimo ano, ainda que Valerie ainda não tivesse certeza do que o evento significava para si, via que grande parte dos demais pareciam determinados a serem selecionados, sendo essa a primeira grande vitória. O sorriso divertido se acentuou com a resposta de Niklaus, afinal com a postura o bruxo sustentava a francesa não esperava que a trégua durasse muito. “Nesse caso, vamos torcer para que isso não aconteça” murmurou arqueando levemente as sobrancelhas, enquanto soltava um risinho baixo, voltando a atenção para o experimento da aula. Para ser sincera, Cardieux não se surpreenderia caso ele fosse realmente o escolhido de Durmstrang, uma vez que carregasse algumas as características fortes que já havia ouvido sobre Viktor Krum.
“E você pode me culpar?!” indagou erguendo novamente o olhar para ele ao ser questionada por querer garantir que não fosse sobrecarregada. Após juntar as folhas necessárias para a extração dos óleos que seriam necessários, os dados da bruxa buscaram pelos frascos da bancada pela substância que seria necessária para completar a mistura, até ouvi-lo falar novamente, soltando um suspiro rápido ao relaxar os ombros, pegando o pequeno frasco das mãos alheias, levando até mais próximo o nariz e fazendo uma caretinha pelo odor nada agradável “Ugh, com certeza é... Viu só, já está conseguindo mostrar que eu estava errada” brincou, colocando algumas gotas a substância viscosa com as demais ervas do pilão “Apesar do cheiro, isso aqui pode fazer maravilhas, até para as próprias plantas, se forem misturadas na maneira certa” completou em seguida, sendo incapaz de não se gabar mesmo que minimamente por sua afinidade com a Herbologia, fcomeçando a prençar todas as folhas no pilão de maneira ainda delicada, apesar da força. “Você realmente precisa ter o ego massageado o tempo todo, uh?” indagou passando os olhos pelas páginas antigas do livros que deveria instruir sobre os próximos passos, quase como se fosse uma constatação mais para si do que para o outro. Valerie dificilmente se deixava afetar pela forma com que os garotos e até algumas garotas tentavam impressioná-la, afinal sabia bem que era apenas um efeito colateral pelo fato de ela ser parte veela.
O cenho se franziu ao ouvir sobre o pequeno acidente com o Quadribol. Como artilheira, Valerie sabia que os acidentes eram bastante comuns, no entanto, não imaginava que enfeitiçariam um balaço para atacar alguém antes mesmo dos jogos começarem. “Aposto que você deve ter ficado lisonjeado por ter sido o alvo” soltou pressionando os lábios para conter um semblante mais divertido “Afinal significa que alguém certamente acha é uma ameaça ou algo assim” completou encolhendo levemente os ombros, levando o recipiente para próximo de Niklaus, para que ele pudesse colocar o restante das folhas, um sorriso de canto surgiu nos lábios da francesa “Digamos que eu só prefiro me divertir com a competitividade dos outros...”
@italianluc

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Valerie Cardieux as famous characters (part. 02)
Rachel Greene from F.R.I.E.N.D.S
@tripontos
italianluc:
“Por que você precisa colocar pó de coceira nas roupas dele?” Desviou um olhar desconfiado para os amigos, sentindo que havia perdido alguma coisa. “Nada contra, eu te ajudo nessa, porque toda oportunidade que eu tiver para irritar o Luca eu vou concordar…” Deu de ombros, mesmo sabendo que o melhor amigo estava ao seu lado ouvindo sua frase. O dizia apenas para incomodá-lo. “Mas quero saber o motivo também.” Talvez devessem falar sobre o assunto em outro momento, pois agora os três se ocupavam com o plano de impedirem que o aluno tentasse colocar o nome novamente no cálice. Acompanhou os movimentos do amigo e também se preparou para conjurar qualquer coisa que pudesse ajudá-los, mas entendeu pelo grito da amiga que estava na hora de saírem dali. “Me leva, @italianluc! Corre!” Pulou nas costas de Luca e apertou suas pernas na cintura alheia, enquanto o segurava firme para que não caísse. “A PIPOCA, A PIPOCA!” Pegou sua varinha e após murmurar o feitiço de levitação, fez com que o balde começasse a voar e começasse a segui-los enquanto deixavam o lugar.
“Não acho boa ideia, e se você quiser outro beijo?” ele tentou brincar, mas sabia que era péssima ideia por isso ergueu as mãos em rendição e depois usou delas para também fazer um escudo se fosse bofeteado. “eu já pedi desculpa, mas nem entendi o que aconteceu?” murmurou confuso ainda. “EI! Francamente, por que somos amigos?” recriminou Evie e aquela era a frase que mais diziam, mas no final estavam sempre juntos. “Quer nada, quer é fugir vamo” puxou ela pela mão e quando estava prestes a pegar a mão de Val sentiu o peso nas costas. “Eu sou um pégasus agora?” reclamou, mas quando olhou pra trás o caos acontecendo tratou de começar a correr envolvendo os braços em torno da perna dela para segurá-la melhor enquanto ria. “VAL VEM LOGO” chamou a loira enquanto via a pipoca voando, nada suspeito claro. Quando chegaram nos jardins tirou Evie do colo se jogando na grama puxando o ar. “Isso foi bem engraçado, ele merecia!”
Valerie prontamente ergueu uma das mãos com as palmas abertas, tentando acertar Gianluca rapidamente, sendo interrompida pelo pequeno escudo, que diminuiu o impacto de sua mão com o braço do outro “Ah, você vai adorar saber o que ele aprontou, Evie!” exclamou simulando um tom empolgado enquanto o encarava com o semblante fechado. Apesar de concentrada na cena que se desenrolava em sua frente, enquanto alguns alunos corriam para acudir Jackson, Valerie levou ambas as mãos a boca em uma tentativa de conter o riso ao ver Genevieve pulando nas costas do italiano. Pegou rapidamente os pertences dos três e correu pelo mesmo caminho até a área externa, colhendo as pipocas que despencavam do céu com a ponta da varinha. Praticamente lançou-se no chão enquanto sentia a respiração arfar pela correria, agora soltando um riso mais divertido, fazendo um sinal com a varinha para colocar as pipocas com as restantes “Vocês são realmente impossíveis!” soltou em meio ao riso, deitando-se na grama, com a cabeça apoiada nas pernas do melhor amigo “Jackson realmente sabe como voar” brincou ao lembrar do bruxo sendo arremessado pelo salão.