INHAÍ, pessoas do Tumblr Tales, fiéis seguidores da Florence, a Giovanna, não a deusa! Cês tão bem? Então, esse que vos fala é o João, o Lucas, porque vocês verão que tem também o João, o Paulo (a gente não decidiu como resolveremos esta questão dos Joãos) (pra falar a verdade a gente não resolveu nada). “Tá, mas e cadê a Gio, quero os textos dela”, você deve estar pensando. Bem, a Gio veio aqui Brasil (inclusive pegou praia, a danada) e um dia a gente tava sem nada pra fazer (mentira, eu até tinha, mas eu tenho um problema sério em me enganar pra essas coisas) (e pras outras também, vejam só os ex) e fomos ao shopping e não sei por que cargas d’água a gente começou a falar de nossos Tumblrs (eu, na real, nem sei se o outro João tinha/tem Tumblr. Só sei de um Twitter falecido que ressurge das cinzas à época do Oscar)
JP traz sorte. Que diga o Leo.
Só que a gente percebeu que a gente quase nunca escreve. Pra ser bem sincero, eu criei o meu achando que seria O escritor, A Bruna Laranjinha e só fiz UM texto. Procês verem o tanto que eu gosto de me enganar. Enfim, aí a Gio comentou que só tinha tempo que não escrevia o dela e aí pensamos “Uai, por que não fazemos um Tumblr colaborativo?”, todo mundo gostou da ideia, eu já tava pensando em um nome pra ele e a Gio veio de “Mas vai ser no meu porque ~eu posto mais”. Em qualquer situação normal eu pensaria “Oxe” e faria loft (porque eu sou estudante de Arquitetura e quem faz barraco é engenheiro, eu sou phyna), mas apenas consenti. E é isso, tamo aê, tmj, meio que ainda sem saber como faremos nossos textos, se serão tipo esse, em que cada escreve um trecho (pelo menos eu tô escrevendo achando que é assim)(depois se meu texto ficar sem nexo a culpa é duzôto dois) ou se cada um escreve um texto sobre um motivo tal e vai postando. Não sei. A gente vai ver isso ainda.
Beleza, dito isso eu tava pensando sobre o que falaríamos no nosso primeiro texto e eu lembrei que a Gio já comeu neve com com mapplealgumacoisa (gente, eu nunca lembro o nome disso, mas o nome daquele “mel” que os canadenses comem tudo com ele) e ela falou que é uma coisa super normal lá. Eu fiquei meio com nojinho, porque, né? Eca, velho, a parada caiu no meio da rua, tem poluição, as coisa toda. Isso me fez lembrar uma fez que na rua onde eu morava quando eu era criança uma vez o asfalto rachou um pedaço e brotou água dali e eu pensei NOSSA É UMA FONTE SAI EU VI PRIMEIRO A FONTE É MINHA CÊS PODEM BEBER ÁGUA DELA MAS A FONTE VAI SE CHAMAR FONTE-JOÃO. Todo mundo fez uma cara de “Tá” e continuou sua vida. Eu não, eu ia sempre tomar água na ~~~minha fonte e, cara, como a fonte era gostosa. Aí um belo dia a Caesb foi lá, deixou tudo como estava e só então eu descobri que era um cano rompido. Fiquei morrendo de nojo, porque a água não era de fonte, era de cano e tava encostando no chão. Mas eu sou meio lesado pra essas coisas mesmo. Hoje de manhã mesmo eu comi mexerica de café da manhã e lembrei de uma vez, quando eu era mais novo, que eu peguei uma mexerica pra descascar e ela tava muito dura, muito mesmo. Eu não sei como vocês comem, mas eu furo ela com o dedo na parte de cima, descasco e como, sabe? Igual todo mundo. Mas enfim, aquela tava muito dura. Muito mesmo. Passei um tempão até conseguir furar, mas consegui. Comecei a descascar e percebi então que era uma laranja (?). Viram, eu sou muito lerdo pra comida. Enfim, falei isso tudo pra dizer que eu não gosto de comida de fora. Sério. Odeio quando uzamig vem com história de “Vamos comer comida mexicana?” “Vamos comer comida tailandesa?” “Vamos comer um japonês?”. Quéridan, comer japonês eu até como, mas do ~~outro jeito. Eu, de verdade, não me sinto à vontade de comer essas comidas de fora. Cara, elas têm aspecto estranho, misturam umas coisas nada a ver, sabe? Por que não é tudo arroz com feijão? Até frango ao molho, que é daqui, eu fico meio na dúvida. Sempre pergunto pra minha mãe qual peça é aquela que eu tô pegando e COMO SE NÃO BASTASSE, eu ainda pego uma segunda opinião. Eu como umas coisas do tipo, na Argentina, desta última vez, comi uma tal de pizzanesa, que a namorada de uma amiga indicou. E realmente é o que o nome sugere: é uma pizza à milanesa. Tem embaixo o bife, em cima à pizza e a milanesa em volta. MELHOR. COISA. DA. VIDA. Lá eu também comi pizza e essas coisas. Mas em nenhum país que fui comi a comida tradicional. Tirando pizza na Itália, mas aí acho que não vale. Mas, sério, só queria deixar registrado o ódio que eu tenho dessas comidas de fora e que insistem em serem vendidas aqui e as pessoas gostarem. Pelo menos não como neve, c e r t a s p e s s o a s.
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Gente, em primeiro lugar, eu queria dizer que existem neves e neves. Existe a neve que cai no meio da rua, encosta no asfalto, os carros passam por cima, o cachorro mija, os sem-teto cospem, os ratos fazem cocô etc
e tem a neve que cai em forma de floquinhos brilhantes na minha varanda e forma uma mini montanha de uns 40 centímetros.
Essa segunda sim é a neve que eu peguei pra comer, peguei do topo, ou seja, não encostou no chão, misturei com xarope de caramelo (não maple syrup) e aí foi sucesso!
Claro que essa neve ainda está sujeita à poluição da cidade, mas gente, todos estamos sujeitos a uma poluição urbana de vez em quando. Na verdade é até saudável, eu diria. Faz os anticorpos trabalharem. É tipo aquela criança que nunca comeu areia de parquinho na vida, vai crescer toda fragilizada dentro de uma bolha de vidro e, 20 anos depois, plau, não vai conseguir comer um simples x-tudo da rodô sem passar uma noite no troninho.
Bem, como o João Lucas falou, nós estamos iniciando esse projeto colaborativo de 3 escritores (porém um deles não pode participar do texto inaugural por motivos de: TCC). Vamos tentar manter um ritmo de textos e, para que isso funcione direitinho, nós precisamos de vocês! Vamos estar iniciando nosso crowdfunding virtual e vocês podem colaborar com qualquer valor desde que seja em libras esterlinas.
OK? Ok! Então tá, quem doar o maior valor a gente leva pra um jantar em qualquer lugar do mundo da asa norte.
Inclusive japoneses, mexicanos, tailandeses e afins, pois tá na hora da pessoa parar de frescurite e começar a comer comida de outros países.
O que na verdade é bem interessante, se você pensar bem, porque praticamente não existe comida de outros países de verdade no Brasil. Ou vai dizer que o sushi brasileiro é o mesmo sushi japonês? Que lá na Itália o povo come pizza com recheio de mousse de maracujá, pelo amor de Deus? A brasilidade se infiltra nas pequenas coisas do nosso dia-a-dia, seja numa borda de catupiry, num koni de banana com canela ou num cupcake de cenoura com cobertura de chocolate.
Então, João Lucas, tu me trata de expandir seu universo gastronômico aí porque tudo o que estamos comendo ainda é bem brasileiro, visse.
A dor que me acomete ao falar de comida brasileira é sem precedentes. A saudade bate forte no peito, bate forte o tambor e eu quero é tique tique tá. Estive na terrinha já faz quase um mês mas o gosto do sonho não sai de mim.
O sonho de comer mesmo. O da padaria.
Do sonho, do brigadeiro, dos DOIS bolos de cenoura que eu ganhei no churrasco da família e só tive a chance de comer 3 pedaços......... onde diabos eu coloco no tumblr aquele emoji chorando?
Mas saudade também da praia, de ~Jeri~, dos amigos, do calor não. Em Brasília, a cidade que eu classifico em primeiro lugar no ranking mundial de "melhor lugar", existem opções ínfimas de diversão e lazer, como um concerto grátis no Parque da Cidade, um festival de comida no meio do Eixão e uma oportunidade de roubar um patinho de borracha do gramado do Congresso durante uma manifestação.
Inclusive se alguém puder pegar um pra mim porfavooor nunca te pedi nada.














