Road Trip Uruguai (dia 2)
Roteiro: Rio Grande / Chuy / Maldonado (Piriápolis)
Parti para o Uruguai, chegando em Chuy, fui comprar pesos uruguaios.
Dica: Trocar o real por peso de modo que não receba troco em real. Eu já tinha escutado que costumavam tentar passar notas falsas de real, nessas casas de câmbio de fronteira, então fiz um teste: Pedi para trocar 150 reais, e dei duas notas de 100, sendo que me devolveu uma nota de 50 claramente falsa (nem era uma boa falsificação). Óbvio que já pedi pra ele trocar esses 50 por pesos também, então ficou tudo certo.
A fronteira é dividida por uma avenida dupla, que no território brasileiro chama-se Avenida Uruguai, e no lado do Uruguaio chama-se Avenida Brasil. Ali tem diversas lojas do tipo free shop e também camelôs nas calçadas, tipo Paraguai.
Na aduana, tinha uma enorme fila pra fazer a migração, mas estava indo bem rápido.
Dica: Caso não tenha passaporte, é necessário preencher um formulário, que pode ser retirado antecipadamente no balcão e preenchido enquanto aguarda na fila, ganhando tempo na hora de carimbar.
Vale lembrar que para entrar de carro, este deve estar no nome do condutor, ou será necessário apresentar autorização do dono (do banco, se alienado, ou do particular, se emprestado/alugado), além de possuir o seguro internacional chamado Carta Verde, que de forma interessante, precisa realmente estar impressa em papel verde.
Ah, ali mesmo estavam distribuindo chips da Movistar (cia telefônica mais abrangente do país, que é coberta pela Vivo no Brasil), então só precisei fazer uma recarga, de 280 pesos (uns 30 reais), para ter internet 4G de ótima cobertura por 7 dias.
Dica: Levar um clipe de papel fino ou a chave que vem com o celular para abrir o compartimento do chip. Na falta de ambos, dá pra usar um brinco.
Os pedágios são tabelados, e paguei 115 pesos (13 reais) em cada. As estradas são muito boas, pavimentação de qualidade e boa sinalização. A maioria tem velocidade limitada em 90 km/h, e há um padrão de redução da velocidade próximo as rotatórias (rotondas), que é de 30 km/h.
Notei que o pessoal lá normalmente anda sempre no limite, e se você bobear, eles colam atrás e pressionam mesmo. Depois descobri que lá o correto é ir para o acostamento e dar passagem se você não estiver no limite da velocidade. Os acostamentos são bons, quase como se fossem uma pista adicional, e em alguns trechos realmente são, similar a Freeway.
Em determinado ponto da rodovia, há um alargamento de pista, onde ambas mãos praticamente dobram de largura, e há sinais desenhados na pista. Ali é um trecho usado para eventuais pousos de emergência, já que não há aeroportos por perto naquela região. O amigo Ladeira tinha me falado sobre isso quando parei em Rio Grande.
Chegando em Piriápolis, distrito de Maldonado, queria ir direto subir o Cerro Pan de Azúcar (Morro Pão de Açúcar), mas me informaram que a entrada é liberada somente até as 15h, então deixei para ir no dia seguinte, e fui para a praia.
Tirei algumas fotos na praia, e por recomendação do Ladeira, fui conhecer as Aerosillas (teleférico de cadeiras, ou telecadeira) no Cerro San Antonio, mesmo achando que estaria desativado. Para minha surpresa, estavam funcionando, e consegui fazer o passeio. A vista é ótima, e como as cadeiras são muito abertas a sensação é bem diferente de um teleférico convencional. O custo é de 250 pesos (uns 30 reais), vale a pena, principalmente no por do sol.
Encontrei um pátio com diversos motorhomes bem perto da praia, e como já havia planejado dormir no carro nesse dia, acabei parando por ali mesmo, onde passei a noite.