“Não há silêncio bastante Para o meu silêncio. Nas prisões e nos conventos Nas igrejas e na noite Não há silêncio bastante Para o meu silêncio. Os amantes no quarto. Os ratos no muro. A menina Nos longos corredores do colégio. Todos os cães perdidos Pelos quais tenho sofrido: O meu silêncio é maior Que toda solidão E que todo o silêncio.”
— Hilda Hilst, no livro “Poesia (1959-1979)”. São Paulo: Quíron/INL, 1980.













