Ei! Você viu o LUCIEN LEBLANC por aí? Você sabe, aquele aluno da graduação que tem 33 ANOS e se parece muito com SAM CLAFLIN. Acho que ele formou com especialização em ENGENHARIA AEROESPACIAL e em 2014 se parecia muito com HUNTER PARRISH. Dizem que ele era THE TRICKSTER e toda vez que passava pelo dormitório dele, ouvia YOU'RE GONNA GO FAR, KID (THE OFFSPRING) tocando pela porta. Todos que o conhecem dizem que ele costuma ser BEM HUMORADO, mas também poderia ser INCONSEQUENTE. Será que em 2024 ele ainda é assim?
PORTFOLIO: 2010s + 2020s
MUSINGS
POVs
TASKS
RESUMO
Lucien era o herdeiro mais velho de um conglomerado de empresas de cunho duvidoso, porém muito rico. Foi treinado a vida toda para assumir os negócios, mas a pressão era demais e usava humor como estratégia de defesa, passando a imagem pública que estava lidando bem. Depois do primeiro ano de faculdade, se afiliou ao Partido Comunista dos Estados Unidos e foi excluído de vez dos negócios da família, entregando as responsabilidades para o irmão gêmeo mais novo. Depois da faculdade, sua família o alistou obrigatoriamente na aeronáutica, e quase quatro anos depois durante um conflito armado salvou um colega de ser explodido por uma mina, perdendo a perna esquerda e um dos olhos no processo, mas ganhando uma condecoração Purple Heart e muito respeito no meio militar. Conquistou um emprego como engenheiro na NASA como veterano, mas já estava muito amargo e deprimido com a vida para comemorar a vitória e o sucesso conquistados.
INVENTÁRIO
Walkman clássico da sony
Chave com a etiqueta: John Wooden. Sala 101. Administrativo.
Calça cargo caqui com a logo da Merryweather bordado nos bolsos tamanho M
Óculos Ray-Ban aviator
Caixa de metal com estofamento de espuma contendo 6 unidades de um tubo de metal com uma tela de led indicando a quantidade de fluido dentro, com pino e um bilhete "Granada Plasma aka "Noite dos Vampiros". Quando aberta, liberam uma pequena carga de plasma contido ao impacto, capaz de causar uma leve queimadura superficial, o suficiente para deter sem ferir gravemente o alvo, no raio de 2m3. Não utilizar sem o uso de roupas de proteção. Acondicionar fora de calor ou de ambientes com muita luz solar. xoxo Milton."
TW: Amputação, menção a sentimentos suicidas
TRIVIA
Tem 1.86 de altura (5'8);
Morava fora do campus no começo da faculdade, em um apartamento próprio. Depois de trocar de major e ser isolado da família, perdeu o apartamento e agora mora no Olympic & Centenial Hall;
Participa do clube de Astronomia, é Presidente de Eventos do Governo Estudantil, e é central do time de Hockey;
Mesmo que não tenha pisado na França há anos, nunca conseguiu se desfazer do sotaque francês por inteiro. Hoje em dia é nem menos carregado que em 2013, mas é perceptível principalmente nos Rs fortes;
Em 2024 iria completar sete anos desde a amputação de sua perna esquerda na altura da coxa e a perda da visão do olho direito. Os anos de terapia física para reaprender a andar foram terríveis, tendo recém se acostumado com a falta de visão periférica e da sensação de profundidade. Agora Lucien está se batendo todo para se acostumar com o corpo "novo" e intacto, sempre perdendo o equilíbrio, deixando coisas caírem ou se assustando com o campo de visão maior;
É cleptomaníaco no último grau. Acha que só vai conseguir ter conexões de verdade com outras pessoas se tiver um pedacinho delas consigo. Rouba qualquer objeto de outras pessoas ao qual ele acredite que a pessoa seja ligada sentimentalmente para poder conquistar essa sintonia também. Mencionou para Lucien que sua mãe havia dado uma joia rara da família? Falou que ganhou algum presente de um namorado que estava muito ansioso? Compartilhou que item te lembra de um momento especial? No dia seguinte isso estará no quarto dele. Ele dá preferência por coisas pequenas, que brilham, e/ou que não tenham muito valor monetário (o importante é o sentimento);
Toca baixo, bateria, pandeiro e piano (esse por ordem dos pais) muito bem. Apesar de não sentir vergonha de falar sobre ou tocar para outras pessoas, não costuma comentar muito sobre, sendo suas habilidades musicais uma surpresa para muita gente;
Seu senso de humor só piorou nos últimos anos. Antes, contava piadas para fazer os outros rirem, e agora ele conta piada às custas dos outros e dele mesmo, normalmente com o intuito de ser irritante ou de machucar;
É bissexual, mas sua família nunca entendeu e só falam que ele é gay por "simplicidade";
Sua afiliação ao Partido Comunista durou muito pouco. Não só por causa da pressão familiar ao perder tudo, mas porque o próprio partido começou a julgá-lo como uma má influência dentro do grupo, fosse pela associação do sobrenome, fosse por tudo o que aprontava no campus. Acabou removendo a afiliação pouco antes de se formar, ajudando no alistamento militar pela família. Ainda gosta muito da ideologia política mas no futuro nem fala mais sobre;
Depois de se mudarem para os Estados Unidos, Lucien foi muito mais criado pela avó paterna da prima Olivia, mesmo não sendo neto dela. Foi assim que se tornou muito próximo dela, acreditando que só ela dentro da família o entendia de verdade;
Sua paixão pelos estudos do firmamento no geral vêm desde pequeno. Se pudesse escolher de verdade, provavelmente teria estudado física ou astronomia. Foi só por causa desse interesse ser tão forte que o plano da família de arrastá-lo para engenharia espacial com o estágio na NASA deu tão certo.
Lista de objetos roubados:
Gilles e Karla (Pais) LeBlanc: Anel com "LB" estilizado. Roubou do irmão, mas associa aos pais pois foi um presente deles;
Olivia Priestly: Nenhum. Não sente que precisa;
Coraline Parton: Literalmente tudo brilhante que ela diz que gosta (tem um porta-joias exclusivo dela);
Katherine Lewis: Bíblia pertencente à mãe dela;
Donna Zhanlan: Broche ying yang, presente da mãe dela;
BIOGRAFIA
ANTES DE 2014
Lucien LeBlanc é o primogênito de uma nova geração de herdeiros da década de 90, por quatro minutos de seu irmão gêmeo mais novo. Nascido em Paris, filho de pais donos de uma empresa dúbia que nunca soube exatamente o que fazia, nasceu com tudo sendo entregue de bandeja, quando queria, onde queria.
Em troca à mordomia, Lucien sacrificou toda a sua infância pela família. Além das aulas nas caríssimas escolas, tinha tutores e mais tutores de tudo o que precisasse pra ser criado como o herdeiro perfeito. Era o garoto propaganda dos LeBlanc, todo sorrisos. Carismático desde pequeno, não tinha problemas em ir para festas, cumprimentar quem fosse, puxar o saco e agir como a criança bonitinha. Porém, nunca foi lá o mais academicamente inteligente, e sua personalidade amigável não compensava notas medianas.
Por Lucien ser desconexo emocionalmente da família, sendo visto apenas como "O Herdeiro", esse sentimento se transmitiu também nas suas relações interpessoais. Desde cedo se julgava incapaz de acreditar que conseguia se conectar com outras pessoas se não tivesse algo material envolvido no meio. Sendo assim, desenvolveu cleptomania ainda quando muito criança, os itens furtados dos outros escondidos em diversos cantos do seu quarto para olhar depois, como troféus, provas físicas das amizades e relacionamentos que queria construir. Como conseguia chegar perto dos outros? Através do humor, é claro. Como palhaço da turma, as pessoas o viam como um cara bacana e inofensivo; se Lucien fazia tantas pessoas rirem, não era ele que estava assaltando relógios, pulseiras, óculos, casacos, estojos, pingentes e afins, certo? Não podia ser. E assim Lucien continuava vivendo, nunca conquistando as expectativas dos pais, mas ao menos socialmente conseguindo esconder muito bem.
O problema era que, conforme ia tornando-se mais velho, a rebeldia ficava mais e mais aparente. Festas duravam finais de semana inteiros, seus pais e seu irmão iam buscá-lo em delegacias, nas ruas. Tudo muito bem acobertado, claro. Mas as broncas, os gritos e os xingamentos ficavam cada vez mais fáceis de serem aturados.
Sua vaga comprada na UCLA para Relações Internacionais era não negociável. Ele tinha acabado de ter outro escândalo massivo escondido com sucesso (tabloides adorariam falar do menino rico bonitinho reservando um bordel gay inteiro só para ele), então a imagem a ser mantida era muito importante. Não só isso, mas nessa época também foi quando foi prometido em casamento à Donna Zhanlan, uma amiga e herdeira de um grande sobrenome de peso. Lucien cedeu para ambas as imposições, e chegou a completar um ano na major antes de descobrirem sua afiliação ao Partido Comunista.
Aquela foi a gota d'água, a prova que Lucian estava perdido. Foi excluído dos círculos sociais da família de vez, foi removido como o herdeiro principal (este agora sendo o irmão mais novo), seu noivado foi anulado, foi retirado da vaga da universidade, perdeu tudo, tudo. Quando percebeu que aquela não era mais uma bronca comum, Lucien se desesperou, pediu perdão, pediu mais uma chance. Não precisava voltar para a vida anterior, mas uma chance ainda de ser alguém que pudessem se orgulhar em algum aspecto. Qualquer coisa que não a exclusão social, que não a falta das mordomias que havia se acostumado, que não o fizessem perder os itens roubados conquistados com tanto esforço. Qualquer coisa.
EM 2014
Estava se formando na sua nova major, engenharia aeroespacial. Sem honrarias, mas era definitivamente um bom aluno. Um aluno que ainda usava de muito mais humor nas aulas que os professores gostariam, que ainda ia para muito mais festas do que deveria, mas um bom aluno. Estava cumprindo com sua parte da promessa. Do outro lado, seus pais prometeram que o arranjariam um estágio na NASA, onde poderia se desenvolver como bem entendesse, na Flórida, longe deles. Era bom o suficiente.
Depois da formatura, no entanto, foi revelado que o estágio nunca existiu. Na verdade, seu major em engenharia aeroespacial foi muito bem visto pelo governo estadunidense durante sua vistoria de documentos para aceitação no exército da aeronáutica.
Lucien nunca se inscreveu para o exército. Seus pais e seu irmão que o fizeram, como punição por todos os anos que tiveram de aguentar seu comportamento errático.
Não tendo opção, Lucien foi para o exército sempre com a ideia de sair o mais rápido possível, mas curiosamente todos os seus pedidos eram negados, a burocracia sempre atrasava. Estava preso e resignado, percebeu tarde demais, em um lugar onde não mais podia mais usar o humor para poder se esconder, limitando-se a roubar os itens dos outros soldados e apanhar quando fosse descoberto depois.
Estava miserável.
Depois de quatro anos dentro do exército foi enviado para um conflito nos emirados árabes contra o ISIS no Iraque e na Síria. Por mais que estivesse a maior parte seguro dentro de suas aeronaves, um ataque surpresa em terra envolvendo uma bomba fez com que perdesse a perna esquerda e o olho direito, mas conseguindo salvar um grande amigo no processo. Aposentou-se do exército por invalidez, nem mesmo a manipulação dos pais sendo capazes de fazê-lo continuar por lá ou impedi-lo de ganhar a condecoração Purple Heart do governo americano, por sua "bravura" e "heroísmo".
Lucien queria ter morrido. Já estava morto por dentro, mesmo.
EM 2024
O prestígio e a fama que a medalha trouxe para "um rapaz tão novo, símbolo do verdadeiro heroísmo patriota" (nem nascido em solo americano era) serviu muito mais para alavancar o nome dos LeBlanc que para ele. Serviu para finalmente poder colocar o diploma em uso e tornar-se um engenheiro dentro da NASA, como gostaria desde o início, trabalhando em grandes projetos de satélites. Perto o suficiente de algo que gostaria de fazer para não se demitir e ceder à depressão iminente, longe o bastante para impedir de alcançar felicidade.
O humor voltou aos poucos durante o processo da fisioterapia, mas já estava quebrado demais para ser o cara legal das festas que era antes. Pelo menos, agora com dinheiro podia voltar a se ocupar com quantas compras fossem necessárias, com quantos objetos conseguia roubar do hospital, cada vez trazendo coisas mais e mais complexas. Precisou de muitos itens de consumo, principalmente porque o contato da família só vinha da parte do irmão gêmeo, e nunca para ajudá-lo com o tratamento médico, e sim apenas para dificultá-lo ao sempre encerrar a visita roubando suas próteses.
Amargo, ácido, dolorido, vazio. Tudo na vida tornou-se agridoce de alguma maneira. Até mesmo a filha que estava para nascer no final de 2024 não conseguia deixá-lo alegre de verdade porque era fruto de uma saída no sigilo que teve com uma mulher casada, e que com certeza não o deixaria vê-la.
VOLTARIA PARA 2024?
Jamais! Está bem confortável em 2014, adeus e muitíssimo obrigado. Quer dizer, o "bem confortável" é relativo por conta de toda a loucura que está enfrentando com a viagem no tempo, mas com certeza não pretende voltar para a época onde era tão amargo e sem perspectiva de futuro. Na verdade, está tão determinado a ficar no passado que está disposto a cometer sabotagem das investigações dos outros viajantes em nome dos seus objetivos.
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality✓ Free Actions
Free to watch • No registration required • HD streaming
_ VOCÊ TEM OUTRA OPÇÃO, LUCIEN. VOCÊ TEM OUTRO CAMINHO. - gritou quando foi virado, apertando o indicador no peito dele. - VOCÊ QUEM VOLTOU NO TEMPO. VOCÊ QUEM SABE DO SEU FUTURO E TÁ TENDO UMA SEGUNDA CHANCE DE MUDAR ELE. EU NÃO SEI. EU NÃO FAÇO IDEIA. TODO MUNDO ESCONDEU COISA DE MIM. VOCÊ, O PAI, A MÃE. A ÚNICA QUE TEVE O MÍNIMO DE DECÊNCIA DE ME DIZER ALGUMA COISA FOI A DONNA, E SABE PRA QUÊ? - agarrou ele pela camisa e o puxou pra mais perto. - PRA ME AFASTAR, PRA ME DESPREZAR, PRA ME REJEITAR POR COISAS QUE EU NÃO FIZ, PRA DIZER QUE PREFERE ABRIR MÃO DOS PRÓPRIOS FILHOS, DOS NOSSOS FILHOS, SE ISSO SIGNIFICASSE NUNCA MAIS OLHAR NA MINHA CARA. ENTÃO PARA, LUCIEN. PARA DE FALAR COMO SE EU TIVESSE ALGUMA CHANCE DE MUDAR, COMO SE EU TIVESSE OUTRA OPÇÃO, COMO SE EU PUDESSE TOMAR OUTRAS ATITUDES SENDO QUE EU NÃO SEI NEM QUAIS FORAM AS PRIMEIRAS. PORQUE NÃO SEI SE VOCÊ SABE, MAS EU NÃO VOLTEI NA PORRA DO TEMPO. - empurrou ele pra trás, pra dentro da cela mais próxima, e passou logo a chave. - Só para de fingir que tem como alguma coisa voltar ao normal. Não existe mais normal.
O tempo todo que Marcelo gritou, Lucien ficou quieto. Tentou até lutar contra ser empurrado de volta contra a cela, acreditando que conseguiria conversar com o gêmeo e se fazer livre de alguma outra maneira. Já havia quase escapado uma vez, o que seria mais outra? Bem, havia achado errado, claramente. ─ Sabe, eu ADORARIA não ter escondido isso de você se você PARASSE DE ME IGNORAR! Eu posso te ajudar com as decisões, EU TÔ DO SEU LADO! ─ não adiantou. Tropeçou para trás quando foi empurrado para dentro da cela, e correu rápido para segurar entre as barras. ─ Marcelo, volta aqui. Você não respondeu pergunta nenhuma minha! ─
_ É claro que é responsabilidade minha, Lu. Só tá assim por culpa minha. Eu devia ter enfiado a mão na cara do Theo, eu devia ter impedido que você fosse pra aeronáutica, eu devia... eu devia ter tido mais cuidado com meus filhos. - apertou os lábios e tentou parar de chorar, mas só piorava. - Eu não vou ter filhos dessa vez. Eu não vou casar com ninguém. É isso. Essa é a solução. - estavam se aproximando das Dragna's Towers. - Vai dar tudo certo, eu sei que vai. - entrou pela garagem e pouco tempo depois estavam de frente pra mesma porta de onde saíram. - Vai dar tudo certo, vai dar tudo certo, vai dar tudo certo... - desligou o carro e foi até a porta, destrancou e voltou pra área das celas.
─ Você e eu devíamos ter enfiado a mão na cara do Theo. Você não devia ter comentado com os nossos pais sobre meu sonho de ser astronauta. Mas você, de agora, não "devia" ter me impedido de ir pra aeronáutica, você não "devia" ter cuidado com seus filhos. Você não é o Marcelo de 2024! ─ repetiu, um pouco irritado. Às vezes Marcelo fazia ginásticas mentais para puxar a responsabilidade para ele e sempre se tornava um ponto de atrito entre os dois. Pior de tudo, era que mesmo que Lucien dissesse que aquele não era o Marcelo de 2024, conseguia ver ali os mesmos indícios de loucura. Aquilo era preocupante. ─ Desde quando essa é a solução?! É só você não cair na porra do papinho do nosso pai! ─ saiu correndo atrás dele e o segurou pelos ombros, não o deixando seguir por muito tempo no corredor. ─ Marcy, eu te disse no Olympic que eu tenho mais fé em você do que em mim, e eu falo sério. Você não precisa disso. Você tem outra opção, outro caminho. ─
Esfregou o rosto que estava encharcado, tirando as mãos do volante, mas o pé ainda no acelerador. - Não é justo, não é justo, não é justo... - continuou, voltando a segurar no volante como se nada tivesse acontecido. - Não é justo, mas eu vou arrumar isso, Lu. Eu vou. Ninguém mais vai sofrer. Você não vai perder seu olho, a Cora não vai desistir do vôlei e a Donna nunca mais vai precisar olhar na minha cara. Eu vou arrumar. Vai ser um futuro novo, eu prometo. Novos tempos, uma nova era. Eu prometo, eu prometo, eu prometo...
Enquanto Marcelo estava com as mãos fora do volante, Lucien continuava a segurar, mantendo o carro na pista e agradecendo ao fato do trânsito estar bem sossegado àquela hora; a qual, inclusive, só percebeu naquele momento que não fazia ideia alguma por conta da prisão. — Marcy. — chamou pelo irmão, mais sério dessa vez, depois que ele recobrou o caminho. — Você sabe que não precisa fazer tudo sozinho, não sabe? — falou com calma, dando um tempo para ele absorver o significado das palavras. — Lidar com todos esses futuros não é uma responsabilidade só sua. Tem o seu também. —
_ Porque ela começou a falar... coisas. Coisas horríveis. Que eu era um monstro, que ela preferia sacrificar os próprios filhos se isso significasse não ter eles comigo, que eu fiz da vida dela um inferno e- - começou a despejar, com raiva, apertando cada vez mais o volante. - Eu não sabia dessa porra na época, Lucien. Eu não sabia dessa caceta de viagem no tempo e ninguém me explicava nada. Nem o bosta do Robertson. Ele deu sorte que a arma era de brinquedo se não eu tinha estourado a cabeça dele ali mesmo. - respirou fundo, forte. - Ela começou a falar essas coisas, e já tava tudo esquisito antes, tava tudo confuso. Ninguém me falava nada, só me tratavam como um bosta, e aí quando ela falou isso sobre os nossos filhos, eu- Eu levantei a mão, mas eu não bati. - não só os nós como os dedos já estavam brancos do tanto que ele apertava. - Eu não sei o que o Marcelo que vocês conheceram fez, eu não sei que maluquices ele colocou os filhos dele, MAS EU NÃO SOU A PORRA DESSE CARA, LUCIEN. - socou o volante. - Não é justo eu pagar por coisas que eu nunca fiz, não é justo eu lidar com problemas que eu não tenho como resolver. Não é justo. Não é justo. Não é justo. - continuou socando o volante, agora com os olhos fechados, o pé no acelerador e uma senhorinha atravessando logo a frente.
Cada palavra de Marcelo fazia com que Lucien ficasse cada vez mais assustado. Bem, não ficava surpreso com Donna indo confrontá-lo para dar uma maneira para não ficar presa ao mesmo futuro (até aí estavam no mesmo barco), mas toda a suscessão da enxurrada de informações fez com que o mais velho ficasse exponencialmente mais e mais receoso. Ele havia falado que apontou uma arma pro reitor, ou havia sido impressão? ─ Não, Marcy, não é justo. Você não é o Marcelo de 2024. ─ concordou, enquanto segurava forte o ombro mais próximo e esperando fazê-lo acordar de seja lá qual o surto que estava tendo agora. ─ Mas Mar- Marcelo, olha PRA FRENTE! ─ gritou, assustado com a possibilidade de atropelarem a senhora ou sofrerem algum acidente. Com a outra mão, segurou o volante ao lado da mão direita de Marcelo e puxou para baixo, fazendo o carro fazer uma curva absurdamente fechada para a direita, e depois para cima, para manter o carro de volta na pista depois de desviar da senhora.
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality✓ Free Actions
Free to watch • No registration required • HD streaming
_ Cala a boca! - gritou grave pra ele e deu um soco no volante, acabando por buzinar. O silêncio só não prevaleceu por conta do trânsito e do respirar forte de Marcelo. Sei lábio tremia e não era possível dizer se era de raiva ou vontade de chorar. Talvez os dois. - Eu quase bati na Donna quando aconteceu aquelas coisas no Olympic. - mordeu o lábio inferior e ficou quieto, segurando tão forte o volante que os nós dos dedos estavam brancos.
Lucien recuou no banco quando escutou Marcelo gritando consigo e socando o volante, o olhando assustado agora. Abriu a boca e fechou novamente; era claro que tinha coisas que queria falar, mas algo naquela situação fez com que ele acatasse o imperativo. Marcelo quase bateu em Donna. Aquilo parecia uma outra realidade. ─ ... O quê? ─ a pergunta saiu em um sussurro. ─ ... Como assim? Por quê? ─
ㅤㅤ( flashback ) A curiosidade dela era tão latente com o conteúdo daquilo que ambos tinham em mãos que deixou-se rir com o comentário dele. Porém, como sempre, logo se recompôs. ⸻ Não sei se podemos esperar um vídeo deles comendo, se divertindo ou cantando em um karaokê. Se seguir tudo o que temos em mãos, é mais fácil ser o vídeo de alguma briga que explodiu no meio ou, com sorte, mais detalhes do projeto. ⸻ Ela não queria pesar o clima, no entanto pensava no que poderiam experienciar naquele momento. Será que veriam seus avós maquinando algum plano? Era uma possibilidade enorme visto a forma que as famílias estava entrelaçadas tão profundamente. ⸻ Lembro sim, só não lembro o que a gente assistiu porque minha cabeça só consegue pensar na Coraline chorando. A gente viu alguma espécie de filme de terror sem querer? ⸻ Por mais que quisesse se afogar nas suas boas memórias em meio aquele caos, a grande maioria envolvendo os gêmeos e a loira, sabia que não podia. Jogou o seu celular para ele. ⸻ Quando eu colocar pra passar, você começa a gravar. Não quero que a gente perca nada do que estiver aqui caso a fita resolva sumir ou não rodar mais. ⸻ Seguro morreu de velho, não era o que diziam? Esperou que ele estivesse ok e assim que foi feito, colocou a fita na entrada de vídeo e deu o play. Prestou atenção em todo o conteúdo em silêncio.
─ Pô, mas uma briga também seria irado de assistir. Uns dedo apontado assim na cara. Eu tava maluco quando apostei que não íamos voltar no tempo, esquece os 50 mil dólares que tava te devnedo! ─ brincou com Donna, sorrindo em seguida. Qualquer coisa, na verdade, seria bem-vinda para compreender aquela situação. Não conseguiu aguentar a risada ao se lembrar de Coraline chorando durante o filme. ─ Foi isso mesmo! Eu me lembro que me sentei do lado do Bruce, e... ─ foi interrompido pelo atirar do celular, o qual sambou nas suas mãos por agoniantes três segundos antes de firmá-lo nas mãos. ─ Ow, eu recuperei metade da minha visão faz tipo um mês! ─ alertou, soltando um suspiro aliviado por não ter derrubado o aparelho. Não tinha mais o dinheiro ilimitado naquela época. Ainda assim, segurou o celular e colocou na câmera para filmar o que vinha por aí, apertando o play quando começou o vídeo. Sem som. ─ É mesmo uma festa. ─ comentou, alegre. ─ E uma briga! ─ era tudo o que tinha pedido! No entanto, a briga não se escalou, mas dava para ver claramente uma separação social entre alguns grupos de pessoas. Depois que acabou o vídeo, Lucien parou a gravação. ─ Poxa. Parece que não teve nada demais. Só uma galera do Chronos e um maluco desconhecido que eu mal conheço e já desconsidero porque é parceiro do meu vô. ─
"Como por exemplo..." tamborilou os dedos no queixo de forma dramática, como se estivesse se esforçando pra se lembrar, mas sabendo muito bem o que dizer. "Que tal, quem mais viajou junto comigo ou quem mais faz parte do projeto chronos ou até mesmo, quais os reais objetivos do seu papai e sua mamãe queridos e sobre e porquê seu papaizinho fez isso isso em mim." Falou, levantando a camiseta e mostrando a enorme cicatriz que parecia ter sido uma facada, enquanto se afastava para evitar que o segundo golpe por acaso viesse. "Não vou dar tudo pra vocês assim não. Quero alguma garantia de que vou sair vivo daqui. Ai eu canto que nem um canarinho. Conto tudinho que voces quiserem saber."
Lucien semicerrou os olhos. Não tinha a menor intenção de querer voltar para o futuro, mas desde que descobriu o envolvimento da própria família naquilo, seu interesse na organização mudou drasticamente. Fungou, puto da vida por novamente se sentir tão incapaz. ─ Tá legal. Me conta o objetivo dos meus pais, e eu garanto que você sai vivo. ─ ficou observando Rosenthal por alguns instantes, decidindo puxar uma cadeira da mesa e se sentar ali. Puxou a outra vaga para o seu lado, e deu alguns tapas. ─ Nem pensa em vir com papo de que é "uma longa história", porque a gente tá com tempo. ─
ㅤㅤ( flashback ) Quando escutou a voz dele reafirmando o que tinha acontecido ali, Bella simplesmente caiu na risada, colocando a mão na frente da boca e levantando o dedo indicador da outra. O que significava? Vai saber. Só arregalou os olhos quando ouviu batidas na parede e a voz de Harper bem longe dizendo algo como "Ta tudo bem?" no dormitório ao lado. ⸻ OI HARP, TA TUDO BEM. TUDO CERTINHO, NÃO SE PREOCUPA! ⸻ Gritou em retorno, tentando modular o grito para sair... Simpático? Despreocupado? Quando não recebeu resposta, suspirou de alivio porque não sabia se tinha trancado a porta — não tinha! —, encarou Luci e deu uma risadinha porque tinha esquecido que as paredes ali eram bem fininhas. Balançou a cabeça com os dizeres dele. ⸻ Tudo certo, to acostumada a cair, só não de mesas. E você? ⸻ Esperava que ele não tivesse se machucado porque a lista de tragédias naquilo teria sido ainda mais trágica mesmo. Ou tragicômica, para usar um termo mais shakesperiano para combinar. Soltou um semi-gritinho, bem mais controlado para não deixar os vizinhos preocupados ou de ouvidos ligeiros para o que quer que estivesse acontecendo ali, quando ele a levantou com a mão na cintura. Um movimento único e ela estava de pé, o encarando novamente. Mas antes que pudesse ficar toda derretidinha, ele falou com a capivara e ela não pode conter a risada. ⸻ Acho que a Capivarx quis ensinar uma lição sobre comunismo pra gente, pena que eu não entendo disso e não precisava ter quebrado a mesa, né? A gente poderia ter quebrado era a cabeça. ⸻ Poderia ter acontecido, de fato, e ela pensou em como poderia ter sido pior caso tivesse um espelho naquela. Estariam perdidos. ⸻ É verdade, acho que nunca vi um filme que se passasse na faculdade que usasse uma mesa assim. Talvez se tivesse assistido eu saberia... ⸻ Estava tagarelando novamente, totalmente alheia do que estava acontecendo minutos antes, sendo pega de surpresa de novo pelo toque dele. ⸻ ...o que fazer... ⸻ Finalizou os dizeres entre um suspiro, o que fez a voz ficar baixinha e anasalada. Colocou as mãos na altura do pescoço dele, ficou o encarando por alguns instantes até só conseguir falar: ⸻ Você quer ir pra minha cama?
Lucien mordeu o lábio inferior e inflou as bochechas para suprimir o riso que quase veio ao escutar a voz da vizinha de Arabella. Mais ainda quando escutou o tom simpático empregado por ela para desfazer da situação. Precisou esconder o rosto na curvatura do pescoço da loira para abafar a risada antes de se afastar para verificar o estado físico dela. ─ Tô ótimo. Eu não podia estar melhor, na verdade. ─ respondeu com um sorriso sincero. Genuinamente, se perguntassem para Lucien algum outro lugar ou situação que gostaria de estar naquele momento, ele não conseguiria pensar em nada que não tivesse Arabella do lado. Depois de ficarem em pé, Lucien a acompanhou no riso referente à capivara. ─ Talvez você possa dizer que isso foi uma lição... Radical? ─ ergueu as sobrancelhas e esticou um pouco o sorriso. Oh, quanto tempo que não fazia aquelas piadas bobinhas com outras pessoas que não o fossem olhar torto! ─ Mas se quiser, posso te ensinar sobre comunismo. Prometo que de radical só vai ter as ideias. Sem mesas quebradas sem querer. ─ era meio piada, meio verdade. Porém, nem conseguiu concluir o pensamento, não quando a outra parte da conversa era tão mais interessante. ─ Se eu quero? ─ ele repetiu, com um tom incrédulo e perdendo o ar no final da pergunta. Subitamente, conseguia pensar em outra excelente situação que gostaria de estar que não fosse em cima da mesa. Ainda a segurando pelo quadril, foi andando de costas até se sentar na cama dela. No movimento da queda, trouxe a loira consigo, querendo deixá-la sentada no seu colo. Mantinha o tronco bem erguido para colar com o dela e voltar com a proximidade dos rostos novamente. ─ Isso responde? ─ deixou os lábios bem rentes ao dela ao fazer a pergunta, para provocar.
"Porra!" Gritou, sentindo o soco acertar o rosto cheio, dando alguns passos para trás e levantando as mãos, para manter o outro afastado. "A gente tá do mesmo lado, tá bom? O inimigo do meu inimigo é meu amigo. E eu posso te dar informações boas."
Havia puxado Rosenthal pelo colarinho da roupa com uma das mãos, preparando mais um soco com a outra, até escutar sobre boas informações que o chamou a atenção; e algo sobre "o inimigo do inimigo". ─ Amigo é uma palavra muito forte. Mas anda, fala. Que inimigo? Que informações? ─ deu uma chacoalhada nele, ainda o encarando de forma séria. ─ E fala logo, porque eu tô sem paciência. ─
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality✓ Free Actions
Free to watch • No registration required • HD streaming
_ Te tratando que nem lixo? - no segundo que Lucien fechou a porta, Marcelo deu a partida, dando uma curva bem acentuada pra ir na direção inversa. - Eu só tava sendo neutro, mas como lixo eu não tratei. Até te abracei.
─ Neutro?! ─ olhou para Marcelo com indignação novamente, como se ele tivesse acabado de cuspir na sua comida. ─ "Até me abraçou"... Santo Cristo, Marcy. Uma pessoa neutra pelo menos responderia quando alguém chamasse ou fizesse uma pergunta. Você nem olhava na minha cara direito até literalmente trinta minutos atrás. Isso é ser neutro na puta que te pariu, só se for. ─ quase cuspia as palavras, tamanho o incômodo, mas logo se recolheu no banco de novo. ─ Dane-se. Me responde então porque estava "sendo neutro" comigo até então. ─
"Claro que é" ela respondeu com obviedade, dando uma nova risada pela situação e acabou balançando a cabeça negativamente. Olhava ao redor, esperando que Ollie quem sabe os visse ali - acharia fofo seu primo com sua namorada em potencial? Quem sabe. "O juiz? Será que sabe julgar bem, babe?" perguntou com uma alfinetada e se sentiu incomodada quando disseram que não havia Fitzgerald, seu tal drink preferido. Pediu um Aperol Spritz, que claramente parecia tóxico pela quantidade de corante, mas não se importou, ofereceu a ele "Hnmmm, até que eu gosto de Cosmo, mandou bem, bonitinho" pego a taça e levantou na direção dele.
─ Claro que eu sei. Eu tenho um ótimo gosto. ─ devolveu a alfinetada com um flerte, se aproximando de Victoria e baixando os olhos pelo corpo da moça. Puta que pariu, que inferno de gostosa. Assim que recebeu seu drink, que infelizmente não era o favorito dela (deixaria aquela informação guardada para o futuro), brindou com a taça que Vic havia levantado. ─ Eu disse que meu gosto era bom. ─ sorriu, bebendo do Aperol Spritz cheio de corante. A bebida desceu fácil, apesar do álcool barato dar uma queimada. ─ Então... Em que pé anda aquela missão? ─
_ Não. - terminou o algodão doce e foi quebrando o palito em mini outros palitos, abriu o porta luva e jogou eles lá dentro junto com outros objetos. - Mas você tem. Então entra aí porque eu to no meio da rua.
─ Marcelo- ─ um carro passou buzinando para reforçar o fato que o loiro estava realmente no meio da rua. Inspirou fundo. Entrou no carro, fechou a porta. ─ Ok. Me diz então o porquê tava me tratando que nem lixo até agora de tarde. ─
ㅤㅤ( flashback ) A verdade era que Bella estava acostumava e gostava do Lucien engraçado e piadista, porque achava que combinava muito bem com o seu drama novelesco quase patético. No entanto, a forma que ele falava sério em alguns momentos desde que a beijou pela primeira vez a deixaram surpresa, e de uma forma boa. Eles viviam flertando, a toda hora, mas era o jeitinho dele. Agora não, ele estava a beijando, tocando e falando coisas, deixando-a levemente sem ar e como se a cabeça fosse explodir. Principalmente o "tenho que aproveitar", aquilo lhe soou mais sensual do que ela podia imaginar e por isso parecia que ela ia derreter igual um sorvetinho de morango com pedacinhos de chocolate — porque esse era o sabor que Bella seria se fosse um sorvete — deixado fora da geladeira. Ia falar alguma coisa em retorno, algo que a fizesse soar como um mulher sensual pra ficar pelo menos parecido, porém antes que fosse capaz de alguma coisa foi pega de surpresa pelo movimento dele. Naquele ponto, ela só deixou levar pelo momento porque se tagarelasse podia estragar tudo e ela estava em cima de uma mesa, pelo amor de Sofia Coppola. O beijou com vontade, parando de pensar por dois segundos, e deixou as mãos livres passeando pelas costas dele. Até que notasse que estava subindo a camiseta dele ao mesmo momento que ele subia seu pijama. Isso fez com que ela instintivamente colocasse força nas unhas contra a pele dele. Era isso ou soltar um gemido. Creck! Ela achou aquilo estranho, saindo de leve do transe. ⸻ Você escutou isso? ⸻ Perguntou, meio ofegante, mas sem tempo de dar atenção para aquilo quando a boca dele beijou seu pescoço e... Estava descendo com a boca? "Meu Deus, que isso, um filme?" ela pensou e só jogou a cabeça para trás impulsivamente, mordendo o próprio lábio. Encaixou uma mão no cabelo dele, puxando de leve pra cima apenas pra olhar pro rosto dele por alguns segundos. Mas o que ela não esperava era que no mesmo momento ouviu um creck mais alto, sentiu a mesa balançar embaixo de si e logo Arabella estava estava se estatelando no chão, com uma mesa quebrada ao seu redor e Lucien em cima dela. ⸻ A GENTE QUEBROU A MESA? ⸻ Disse, com um tom entre o desespero e o bom humor. Existia algo que gritasse mais Arabella e Lucien do que aquilo?
─ Hm? ─ ocupado demais em continuar beijando o corpo de Arabella, Lucien acabou relevando a pergunta dela. Não só por isso: tinha como pensar em qualquer outra coisa que não ela enquanto a escutava ofegante e sentia as unhas dela contra as suas costas? Impossível. Soltou um suspiro audível quando ela o puxou pelo cabelo, ainda que de leve, gostando do contato visual estabelecido. Queria guardar aquela imagem do rosto da loira como uma fotografia na sua mente, e mal podia esperar as outras expressões que ela faria quando....- ─ ... A gente quebrou a mesa. ─ apenas foi capaz de concordar depois de ter ido ao chão junto de Bella, o timbre também misturado entre o desespero e o bom humor como o dela. Sem se preocupar com as outras coisas de Theodore que podiam ter sido efetivamente danificadas naqueal queda, Lucien segurou a parte detrás da cabeça de Bella e a ergueu ligeiramente. ─ Você tá legal? ─ questionou, genuinamente preocupado. Esperaria uma mínima confirmação antes de jogar os olhos para os lados, procurando pelo chaveiro de crochê que havia sido deixado naquela mesma mesa um par de minutos atrás. Ao encontrá-la, a apanhou com a mão livre, verificou se estava tudo bem com ela (ufa), e soltou um suspiro de alívio. Havia sido por causa daquela coisinha que estavam ali, afinal! Não poderia deixar que se arruinasse agora. Depois disso, se ergueu do chão enquanto deixava uma das mãos dando apoio para as costas de Arabella para levantarem juntos. Novamente em pé, Lucien olhou para a loira por um breve instante, absorvendo toda a situação e começando a rir. ─ É, Capivarx, viu só a situação do nosso material fornecido pela universidade? Você tinha razão, o Estado não fornece educação de qualidade porque a educação derruba o Estado. ─ negou com a cabeça, como se estivesse decepcionado, e depois colocou o chaveiro na outra escrivaninha ainda inteira, virado para o lado contrário dos dois. ─ Ok, ok, foi rebeldia demais pra uma escrivaninha do Olympic aguentar. ─ puxou Bella para mais perto de si pelo quadril. ─ Mas pode não ser pra uma cama. ─
ㅤㅤ⸻ Você é lerdo demais pra alguém que já foi pro exército, mas fala pro pai e se eu der mais uma pancadinha neles com o carro? ⸻ Disse com um sorriso nos lábios, puxando o Dragna pelo colarinho só pra ele ter mais equilíbrio e não ficar rolando igual bosta pela van. ⸻ Se segura, B2, que você vai ver como é ser um motorista. ⸻ Encarou o outro e logo voltou a atenção pro volante. Deu ré com o caro um pouco e logo avançou pra frente novamente, dando só mais uma pancada com a van contra os guardas. Por precaução e porque tinha achado divertido atropelar alguém. Pelo menos não era uma velhinha pro outro dar um sermão nele ou algo assim. De toda forma, logo deu ré mais uma vez e fez uma manobra para sair logo dali. Na situação ele não era cuidadoso, longe disso, e muito menos passar desapercebido. Naquele momento ele estava priorizando velocidade, assim eles podiam abandonar logo a van e deixar que a cientista maluca se virasse pro plano dela. ⸻ Pra que lado fica o engenharia dois mesmo?
─ E você é um piloto de fuga lento demais! ─ reclamou por não estarem já pisando fundo; mas, bem, a ideia de atropelar contratados da própria família era tentadora, agora que estava longe do barulho e da visão em si. ─ Acelera neles então, só mais uma vez. ─ respondeu depois do colarinho puxado, devolvendo o sorriso maldoso. Se segurou o mínimo suficiente para se manter estável e soltou uma risadinha conforme Ringo passava por cima dos guardas uma segunda vez e manobrava o carro super rápido. ─ Vira a esquerda e segue retão por entre aqueles dois prédios. ─ indicou o caminho com uma das mãos, nem percebendo no gesto que perdeu um dos apoios de segurança.
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality✓ Free Actions
Free to watch • No registration required • HD streaming
ㅤㅤBella fez um beicinho. ⸻ Você não parece bem. ⸻ Disse em um tom calmo e recheado de preocupação, de uma forma que apenas suas versão mais contida de 2024 conseguiria falar. Voltou a si quando a mão doeu, mas ele a segurou, deixando os ombros relaxarem e focar apenas em quem importava. Lucien. Assentiu com a cabeça, deixando de lado aquela maluquice de focar no trambiqueiro de marca maior quando tinha pouco tempo pra resolver aquilo. ⸻ Não precisa? ⸻ Soou inquisitória e brava. ⸻ Primeiramente que eu sou a dramática aqui então pode ir parando de tentar roubar meu lugar. Você já é o engraçadinho gostoso que faz a gente ficar pelada com as piadas. Segundo que você só pode estar maluco tantan zé biruta das ideias se acha que eu não vou tentar te tirar daqui agora. Nem que eu tenha que fingir que estou grávida e possa ter um aborto de tanto nervoso. Ou que, sei lá, eu estou tendo uma parada cardíaca. Acho que consigo fazer meu nariz sangrar propositalmente também. ⸻ Tagarelou, sabendo que nada daquilo daria certo, no entanto ela precisava arranjar algum jeito de fazer funcionar. Pensou em ligar para Ollie e depois para Marcelo. A primeira ia desmaiar se soubesse daquilo por telefone e ia ameaçar se matar, o segundo não tinha certeza a quantas andava a relação deles. ⸻ Será que eu consigo abrir isso aqui com um grampo? ⸻ Estava prestes a pegar um no cabelo e protagonizar uma cena digna de Oscar quando sentiu a mão dele no rosto. Segurou a mão dele e deu um beijinho na palma. ⸻ Não precisa agradecer, nunca que deixaria você nesse muquifo. Com todo respeito aos policiais.
─ Eu tô... Cansado, só. ─ a voz arrastada era a sua maior denúncia. ─ Cansado de ser jogado de lado. Nessa época eu conseguia agir tão... Bem. Tão livre, tão solto. As pessoas gostavam de me ter por perto. Agora me ignoram, me olham com nojo ou pena, me batem, me deixam pra trás pra ser humilhado, e já passou do ponto de ser a humilhação legal. Até a Donna me pediu pra eu ser "menos eu". Porra. ─ a voz quebrou no final da frase e recuou o rosto um pouco, tentando se esconder de Bella. ─ Isso é, tirando a Vi... E você. ─ subiu o olhar novamente, ousando ter um raio de esperança em seja lá qual a relação que tinham. E estava certo; pela maneira que ela recitava o plano maluco sentia ali uma preocupação genuína consigo, mesmo naquele estado tão deplorável. Sorriu de leve com o "engraçadinho gostoso" e o manteve; era incrível como Arabella conseguia fazer seu humor melhorar em toda e qualquer situação. ─ Bella... Por favor. ─ pediu, enquanto ainda acariciava o rosto da loira com o polegar, sentindo um arrepio percorrer o braço do local onde ela deixou o beijo. ─ Não tô sendo dramático. Parei muito numa cela dessas aqui durante meus anos originais de faculdade. Meu pai sempre acaba me livrando. Pode faltar com o respeito aos policiais, eles não merecem. ─ os outros dedos brincavam com os fios claros, distraídos. ─ Aliás, eles te deram um tempo pra você ficar por aqui? ─
Esperou enquanto comia seu algodão doce azul até perceber que Lucien tinha fugido. Pelo menos ele não era tão bobo assim, ou tinha captado a mensagem. Só um burro deixaria um prisioneiro tão livre e acreditaria que ele voltaria de bom grado pra prisão. Saiu dali com o carro, mas não demorou muito pra perceber o irmão no meio de uma pequena multidão. Se aproximou e quando estava dentro do campo de visão do mais velho, parou o carro e abriu a porta do carona. - A gente não terminou nossa conversa. - disse alto o suficiente pra que ele conseguisse escutar de tão longe, ainda saboreando o algodão doce.
Olhou em volta até achar um grupo de turistas latinos, acompanhados de um guia. Se integrou bem no espanhol, e talvez o rosto inchado contribuiu com sua história que se perdeu da família e precisava de carona para voltar ao hotel. Estava quase conseguindo escapar com sucesso quando escutou a voz de Marcelo. "Olha que bom, se encontrou com seu irmão!", um dos turistas disse, fazendo Lucien se amaldiçoar por ser gêmeo. O que podia dizer, que não conhecia o cara idêntico a ele? Se aproximou da Ferrari, apoiando-se contra a porta aberta, sem entrar. ─ Parecia bem terminada por mim. ─ não havia uma gota de cinismo, sarcasmo, ou piada ali. ─ Tem mais alguma pergunta que você quer fazer? ─