Me tira do sĂ©rio, vai. Bagunça meu cabelo, me chama de idiota, fica me beliscando, me atrapalha quando eu tiver fazendo algo importante, me bate, me xinga, diz que nĂŁo sabe porque estĂĄ comigo, diz que queria que eu fosse diferente. Vai, me diz essas coisas que eu nĂŁo quero ouvir, me tira do sĂ©rio daquele jeito que eu nĂŁo suporto, faz. Faz e depois volta pra mim, volta dizendo que eu sou idiota, mas que vocĂȘ nĂŁo consegue ficar sem. Me irrita e volta me batendo e dizendo que nĂŁo consegue ficar longe de mim. Vai, termina comigo e depois me liga, fala que nĂŁo era isso que vocĂȘ queria. Me xinga, mas depois diz que me ama. Me ature, aguente, me suporte. Eu te prometo o mesmo. Prometo dizer que nĂŁo te quero mais, quando na verdade eu nĂŁo consigo ficar longe de vocĂȘ, vai... eu tambĂ©m prometo te irritar muito, atĂ© vocĂȘ desistir de mim. Vai, desiste de mim, me faz correr atrĂĄs de vocĂȘ, me faz reconquistar vocĂȘ. Vai, me ama ou me odeia. Porque Ă© assim, nĂŁo Ă©? Ă assim, a gente tem que fazer por merecer, tem que ir atrĂĄs do que quer, tem que conquistar, reconquistar... tem que dar um tempo pra saber o que realmente quer. Mas no fim a gente ia dar certo, ia voltar a "morar" um no outro, ia pertencer novamente um ao outro. E assim a gente ia seguindo, ia fazendo esse ciclo sĂł pra "reacender" aquela chama, sabe? A gente ia se tirar do sĂ©rio e depois ser totalmente amor.