(...) No replay de todas as memórias eu me perco e não sei mais escrever. Nunca soube, perto de você. Mas sempre tive a ânsia, mais que em qualquer outro momento. Te escrevi em meia hora porque sabia que, na meia hora seguinte, iria te perder. Sabia que o nosso reencontro era o ponto final. A pendência de outras vidas a ser resolvida com o melhor beijo de despedida... talvez meu único. Se penso no nosso goodbye, penso no beijo dado e no seu olhar atento. Quente. A estação te esperava num abraço, te engoliu com rapidez e dali a gente nunca mais saiu. Sempre que passo em frente nos vejo lá. O abraço demorado e sofrido que durou mais de uma hora. Que esperou o último beijo chegar. Na calma de sempre, no tempo de sempre, como nosso primeiro foi. E segundo. E todos os outros. No meio da nossa tempestade, no meio do temporal dos nossos nervos, nossos corpos sempre foram calma quando juntos. Duas mentes agitadas, dois corações machucados, dois lábios magnéticos e duas decepções. Te amo tanto. Me machuquei tanto. Quase pleonasmo. Eu e você, menino... eu e você, bonito... a gente é pleonasmo. A gente é amor querendo virar amor. E não tem forma mais linda de virar amor do que se deixar ser poesia. Nosso fim se deu. Nossa pendência se resolveu. Nosso livro lançou. O maior best seller já vivido nesse coração.



















