não antecipava
o meu espaço em branco.
preenchia-o vagamente,
o vaso,
diz-traída-mente!!!
é um erro?
consciente?
ou um inconsciente horror ao vazio?
preenche!
enche!
transborda-me.
aborda-me, por favor.
com a!
sua bordadeira por natureza!
por, a, pela, pla, oh natureza!
dito e feito,
só que em vigília não me rendo.
tal como um gato escaldado…
não entendo se me queres
vestir ou despir
dessa teia!
ou se me queres comer!?
ou…
ambas!?!
ou nenhuma?
dizem que “somos o que comemos”.
quererás florescer?
murchar-me?
em ti?
abandonar-me?
neste…
hoop that never ends!?
será possível, a fraternidade?
neste tudo ao mólho?
juntos pelo sabor dos ventos..!?
é que.. eu fiz zoom in
e descobri-te.
afinal o vazio
contém “gente”.














