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              eris & will
logo os guardas a deixaram com duas malas na frente da construção. eris passou alguns minutos apenas olhando para o nĂșmero 007. ela nĂŁo queria entrar, mas o fez de qualquer jeito. colocou as malas para dentro e inspirou fundo, absorvendo os detalhes. eris soltou o ar com desgosto. sua casa, sua verdadeira casa, com todas suas armas e tralhas que juntara ao longo dos anos, que tivera de criar problemas para os moradores antigos sairem, que tinha sido pintada por ela e pelo irmĂŁo, que ouvira os planos mais mirabolantes dos gĂȘmeos... aquela casa estaria com vergonha se visse o quĂŁo genĂ©rico aquele lugar era.
eris voltou a se mexer mecanicamente, abrindo armĂĄrios e explorando a residĂȘncia. procurava saĂdas alternativas e bons lugares para esconder coisas, um procedimento necessĂĄrio se quisesse se sentir um pouco mais segura naquele lugar estranho. colocou as malas no primeiro quarto.   â nĂŁo precisa esperar o casamento minha ova â   resmungou colocando a chave do recinto no bolso. eris tinha acabado de sentar na cama quando ouviu um barulho na sala de estar. seu coração acelerou, sua respiração ficou mais densa. essa era a hora da verdade: tinha ela conseguido o que aslan queria?
ela esperava que um yeager estivesse em pĂ© na sua frente quando abrisse a porta. mesmo que fosse um dos pirralhos mimados, o que queria aparecer sendo rebelde ou o que nĂŁo tinha o menor juĂzo para ser um capitĂŁo. com sorte, seria o mais velho. ele era... ok, o mais disciplinado pelo menos. eris abriu a porta.
foi a Ășnica coisa que ela registrou antes de fechar a porta outra vez.   â nĂŁo, nĂŁo, nĂŁo â   sua voz soou fina e irritada. a Ășltima negação, porĂ©m, saiu quase como um gemido. eris começou andar em cĂrculos pelo quarto. ela tinha se esforçado tanto para ser cordial com aqueles idiotas! os ouviu reclamando, xingando, cantando, viu um deles tĂŁo bebado que... ugh nem queria lembrar disso. e tudo para ser pareada com alguĂ©m sem sobrenome yeager.   â porra â   grunhiu, entĂŁo passou a mĂŁo na cintura. parou no meio do caminho, lembrando que nĂŁo encontraria nenhuma arma ali. afinal, o que mais ela poderia fazer? assassinar o cara, a mulher que estivesse com um deles e forçar um repareamento parecia impossĂvel. ela estava fodida.
com esse pensamento, eris ajeitou a postura e voltou a abrir a porta. agora ela percebia quem realmente era e nĂŁo era a pior das opçÔes.   â olĂĄ, @willghcnâ â   soldado, leal, segurança dos reiss, provavelmente agora achava que ela era louca. serĂĄ que ele tinha ficado incomodado com a reação dela?   â poderia ter sido pior â   soltou uma risada e fechou a porta atrĂĄs de si e andou atĂ© a cozinha. ela precisava de um copo de ĂĄgua.   â nĂłs poderĂamos ser completos estranhos e ter de fazer uma daquelas introduçÔes dolorosamente constrangedoras â  Â