DUMP01 - Morning after
Info: Só Tutur, Manu e um Oliver bem mal humorado acordados pós uma noite cheia de catuaba e sinuca com Tavinho e Gustavo.
Dentro de sua cabeça, Oliver estava acordado, mas, por fora, seus olhos eram incapazes de abrir. Com um pouco de força de vontade, uma pequena fenda se formou nas orbes castanha e tudo que ele viu foi o rosto adormecido de Otávio. Com o rosto enfiado no travesseiro, sentiu o ar frio em suas costas nuas, a dor de cabeça invadindo-o, o estômago se remexendo e o ânus se contraindo de maneira incômoda. Ele não fazia ideia do que estava acontecendo. Tentou mexer o corpo, resmungando, mas sem muito sucesso. O máximo que conseguiu ali foi bagunçar ainda mais o seu lençol.
Já Arthur, esse tava ótimo, só com um pouquinho de sono. O paulista não tinha exagerado na bebida porque sabia que ia acabar todo mundo bêbado e ele só conseguia ficar pensando em como ia conseguir chegar todo mundo em casa. No fim, foram todos pra casa de Oliver e acabou cada um se enfiando ou na cama ou no sofá do mais velho. Preocupado em como estariam quando acordassem, também, acabou levantando cedo. Fez um tabule daora e leve pra todo mundo comer, além de arrozinho e peixe e uns smoothies que viriam logo muito bem a calhar, porque o tinha em mãos quando foi dar uma olhada em Oliver e ele tava lá, todo se remexendo em aparente desgosto. Tuti riu baixinho, aproximando-se da cama e sentando-se na beirada, ao seu lado. Os dedos foram então afagar os fios castanhos, carinhoso. — Olie... tá vivo?
Com o murmurinho de Oliver acordando e Arthur chegando no quarto, restou à Manuella se desprender dos encantos do sono e resmungar enquanto despertava. Acordar na cama com os outros dois garotos seria um susto, se eles não fossem inofensivos. Então ela abafou o riso preguiçoso nas costas de Otávio, esse último bem no centro da cama. — Bom dia~
Oliver queria ter algum controle do que fazia, mas seu corpo simplesmente decidiu não lhe obedecer. Arrastou os braços pelo colchão, deixando a visão se concentrar e entrar em foco no moreno à sua frente. Escutou uma voz feminina não identificada lhe desejando bom dia, franzindo o cenho. Não teve forças pra se virar pro Arthur para conseguir responder, então se pronunciou contra o lençol mesmo. "Arthur, quem é essa menina?", perguntou, sabendo que estava soando rude, mas com muita dor de cabeça pra se preocupar com isso. "E por que o meu cu tá doendo?", ele continuou parado, murmurando, batendo a mão do lado do amigo na perna dele para procurar um apoio.
Arthur buscou ser o mais silencioso possível, falando baixinho no intuito de não atrapalhar o sono dos demais. Mas aparentemente Manu, pequena e escondida atrás de Otávio, acabou acordando a despeito de seus esforços. As írises azuis a fitaram em surpresa, mas logo um sorriso se esboçou, mesmo que ela não pudesse ver ainda. — Bom dia... Dormiu bem? — O tom era gentil e, claramente, diferente do utilizado por Oliver, que estava num estado deplorável. A vontade foi rir alto, mas se conteve, continuando com os carinhos dedicados aos fios mais escuros que os seus. — É a Manu, Olie... Do twitter, lembra? E eu num sei... Isso aí num é culpa minha. — Riu abafado contra a mão livre, tirando-a do rosto para afagar as costas do mais novo. — Quer tentar levantar? Eu trouxe suco, vai te fazer bem... E Manu, tem smoothie, você quer um?
Estava tudo muito engraçado até o dono da casa não lembrar nem de quem ela era. Então a menina fez esforço pra abrir os olhos de vez, enquanto se espreguiçava na cama e buscava um estado mais alerta. — Desculpa ter ficado por aqui, eu não queria voltar sozinha pra cada. — Rir-se arrouqueada, e depois de se arrastar nos lençóis mornos, ela finalmente ficou de pé. Enquanto buscava pelos jeans, retirados antes dela mergulhar na cama na noite anterior, Manuel sorriu na direção de Arthur e concordou com a cabeça. — Eu quero sim, amor, tem pra todo mundo?
Oliver ainda estava completamente desnorteado, mas pelo menos recebia um carinho no cabelo que quase lhe fazia esquecer-se de sua dor de cabeça — pena que ela estava forte pra caralho. Ele ouviu as vozes alheias ecoarem, como se estivessem muito distantes, mas felizmente entendeu tudo que disseram. "Ah... ah, eu lembro do twitter. Não lembro de você ontem. Desculpa, Manu, pode ficar aí se quiser.", disse, tentando se redimir pela grosseria. Com muito esforço, Oliver virou-se de barriga para cima, sentindo sua bunda doer com aquele movimento. Pelo menos agora conseguia encarar Arthur. "Como assim você não sabe?", indagou, franzindo o cenho. "Tu não sabe se eu dei pra alguém ontem? E se eu fui estuprado, Arthur?!", desesperou-se, mas sua voz continuava extremamente arrastada e murmurada. "Nem tente me tirar daqui. Tô enjoado que só.", fez uma careta.
Ele imaginou que ela podia ter ficado um pouquinho chateada, mas não havia como dar qualquer bronca em Oliver naquele momento; estava surpreso dele lembrar seu nome. Ele olhava em sua direção quando a viu levantar-se e imediatamente desviou os olhos, pra não ver nada que não devia ser visto sem permissão. Por fim, sorriu mais largo quando ela aproximou-se de si. — Tem sim! Opa! — A exclamação ao final veio em sinal de surpresa ao ver Oliver se virar, afastando momentaneamente a mão dos fios alheios, mas logo voltando a acariciá-los quando se mostrou aparentemente maks confortável, rindo um pouquiiiinho mais alto da indignação do rapaz. — Lá você num foi atacado, isso eu sei... Eu bem ouvi uns barulhos aqui do quarto... — Fingiu-se pensativo, o sorriso que não demorou a retornar aos lábios entregando a brincadeira. — Fica tranquilo... E toma isso aqui. — Disse-lhe, entregando ao amigo o copo de suco que trouxera. — Vai ajudar. Eu vou levar a Manu lá pra comer e logo volto, tá bom?
Negou com a cabeça na direção do anfitrião, enquanto o sorriso permanecia por lá, pequenininho e bem típico de quem acabou de acordar. — Eu vou tomar um desses smoothies do Tutu e vou indo, meu gatinho deve tarde com fome também! Desculpa dada e ela puxava os sapatos de salto com a mão, pra evitar o barulho chato contra o chão. Sem quaisquer sinais de acanhamento, ela se aventurou pra fora do quarto em busca da cozinha da casa.
Quanto mais ele tentava se lembrar das coisas, mais esquecia. Não sabia nem por onde começar a interpretar seus flashes, só sabia que estava extremamente perdido. Levantou os olhos para encarar Arthur, apoiando-se nos ombros enquanto se erguia com calma, sentando-se na cama e encostando as costas na parede. Franziu o cenho. "Não... eu tava um pouco melhor quando a gente chegou aqui. Se alguém transou no meu quarto, foi o Gustavo e o Tavinho enquanto eu dormia.", deu de ombros, certo daquilo. De repente, um flash voltou à sua memória e ele se lembrou. Arregalou os olhos, sem acreditar "Não, não, não, não...", murmurou. "Eu dei pro Otávio no banheiro.", disse olhando pro nada. "E. EU. NÃO. LEMBRO.", exclamou, enfiando a cara nas mãos. Apanhou o smoothie da mão do amigo, sendo bastante malcriado e sem agradecer pelo choque que sofrera. Tomou um gole com o olhar perdido. "Esperei semanas pra isso e agora eu não lembro. Valeu, Deus."
Arthur ainda tava um tanto preocupado com aquela coisa com Manuella, porque o jeitinho que ela falou num tinha convencido muito o mais velho, só que o escândalo e a narrativa de Oliver prenderam sua atenção antes que pudesse ir atrás dela. Arthur teve que literalmente enfiar a cara no colchão pra dar risada da desgraça alheia. Ele não era de rir dos outros assim, de verdade, mas num tinha como com aquele tipo de reação vindo do amigo carioca. Depois de alguns instantes Arthur, que tinha os olhos até mais claros por quase chorar de rir, encarou o rapaz. — Vocês são ótimos... Juro por Deus. — Falou, limpando as lágrimas dos cantinhos dos olhos. — Dá pra ele de novo, num fica triste, tá bom? — Disse entre risos fracos ainda, consolando ao tocar seu ombro antes de lhe bagunçar os fios, deixando que ele tomasse o suco. — Agora eu vou lá ver se a Manu tá okay... Espera aí. — Arthur negou com a cabeça enquanto se levantava e, ainda rindo, seguiu atrás da menina indo em direção a cozinha. A comida estava posta à mesa e coberta, possibilitando a quem desejasse se servir, sem que os mosquitos atacassem. Avistou-a próximo à pia, sorrindo-lhe ao chegar mais perto, trajando apenas a camiseta branca que vestia ontem e uma bermuda que trouxera consigo na mochila, por via das duvidas. — E aí, Manu? Como cê tá? — Perguntou, recostando-se ao balcão. — Eu fiz almoço pra gente... Se você num comer eu vou ficar muito chateado. — Falou, fazendo cara de triste.
Quando finalmente encontrou a cozinha - porque nossa, que casa enorme - Manu foi logo procurando pela bebida que lhe foi prometida. Uma vez com o copo na mão, ela virou o conteúdo gelado e mais grosso, típico de smoothies, com uma sede mista com fome. Ressaca mesmo, mas nada monstruoso como deixado no andar de cima. Quando Arthur se juntou a ela, Manuel estava curvada sobre o balcão e sorriu abertamente na direção do maior. — Com sono~ — Seria resposta o bastante se ele não viesse com mais daqueles trejeitos bonitinhos, cheios de preocupação. Então ela riu e pendeu o rosto até que a testa tocasse o ombro do outro. — Não fica chateado, não, outro dia você cozinha pra mim e eu como tudo, tá?
Oliver lançou a Arthur o olhar mais matador que seu corpo prejudicado conseguiu produzir, não vendo a mínima graça naquela situação. Transara com um de seus maiores crushes e não só não lembrava, como também colhia frutos estragados da experiência, como sua bunda que doía. Olie não costumava sentir tanta dor assim com sexo anal, o que fez diversos "????????????" surgirem em sua cabeça, questionando-se o que no mundo poderia ter feito pra doer tanto. "Não vai ter graça, eu já vou ter dado uma vez e não vai mais ter a magia de experimentar alguém pela primeira vez.", ele bufou, rolando os olhos nas orbes. Com o cabelo bagunçado, Oliver observou Arthur se retirar do quarto, levantando-se com o copo na mão assim que ele saiu. Estava completamente nu, o que só aumentou a sua vontade de chorar por não se lembrar de nada. Sem pensar duas vezes, foi até a sua suíte. Precisava de um banho urgente.
Com a resposta de Manu, os lábios caíram pra baixo devagarinho, até que sua expressão parecesse extremamente triste, deixando que ela se recostasse a si sem quaisquer problemas, mas os braços se cruzaram. — Não, eu tô extremamente triste, vou por Adele e Coldplay pra tocar. Você tá negando meu almoço. — A voz saia calma, com um toquezinho de indignação bem no fundo, controlando-se pra não rir enquanto pensava com seus botões o que mais poderia fazer pra Oliver melhorar. Bom, do tabule ele sabia que o amigo ia gostar, pelo menos.
Ela riu, mesmo com aquele show de expressões e ameaças dóceis vindas de alguém tão maior. Mas no final, ela estava mais apegada com a idéia de voltar pra casa do que com aquela de sanar o incomodo no estômago. — Tudo bem, mas quem negou cozinhar pra mim foi você, agora! — Com aquele riso rouquinho que era tão seu, a menina finalmente se afastou. Deixou um beijinho no rosto de Arthur, depois de encaixar os pés nos saltos altos, e pegou a primeira maçã que viu exposta pra acompanhar sua saída. — Agradece os meninos por mim! — Só precisava pegar um táxi e estaria em casa, então sacou o celular e logo foi pedindo o serviço.
Arthur abriu a boca pra fingir grande indignação pelo jeito com que ela riu de si e também por sua resposta, acabando por sorrir largo frente ao beijo deixado em seu rosto, que ele infelizmente não teve tempo de retribuir. — Tudo bem, vai... Eu cozinho pra você! — Ele disse, a assistindo sair antes, acenando-lhe. Arthur então voltou sua atenção pros amigos no andar de cima. Foi ver se Oliver ainda estava vivo, se surpreendendo ao notar que ele não mais se encontrava na cama. Com a sobrancelha arqueada, ele ouviu o som do chuveiro vindo do banheiro e imediatamente seguiu para este, entrando sem medo. — Olie? Cê tá bem aí?
Cantarolando a letra de alguma coisa não identificada, Oliver apoiou o copo de smoothie na bancada da pia do seu banheiro, enfiando-se no chuveiro logo depois. A sensação da água escorrendo pelas suas costas era maravilhosa, tirando aquele ar de sujo e exausto que pairava sobre o ator. Odiava ficar naquele estado, porque não combinava nada com sua verdadeira personalidade, o fazia se sentir inútil e, ainda por cima, ficava extremamente grosso com as pessoas. Já terminando a ducha, ouviu a voz de Arthur soar atrás da porta. "Tô sim. Já vou sair.", disse, desligando a água e saindo do chuveiro. Apanhou a toalha, secou-se e enrolou-a na cintura, abrindo a porta e dando de cara com o amigo. "As minhas olheiras estão tão horríveis quanto elas parecem estar no espelho?", ele questionou, logo se desfazendo da toalha e indo procurar por uma cueca limpa em seu closet.
Com a resposta positiva de que estava tudo bem, Arthur recostou a porta e retornou ao quarto, olhando para a cama ainda ocupada por Otávio. No fim, foi o móvel que o seduziu mais, pelo cansaço de não sentir que dormira o suficiente. Mas ele sacudiu a cabeça e decidiu que poderia dormir mais tarde, agora seus deveres eram outros. Quando o carioca acabou sua ducha, o sorriso do paulista abriu-se denotando diversão de sua parte, mas também certa doçura. As mãos foram ao rosto alheio, posicionando os polegares sobre as olheiras do rapaz. — Não, tão menores que um dedão ainda, tá tudo bem. — Brincou, mas havia um quê de sinceridade nisso também. Sentou-se na cadeira próxima que avistou, largado e preguiçoso, observando-o ir se trocar. — Cê terminou o smoothie?
Oliver rolou os olhos com a brincadeira do amigo, mas, dessa vez, sem o aspecto ranzinza em sua expressão. Impressionante como um banho melhorava Olie em quase 100%, seu humor, sua aura e sua disposição. Encarou o olhar doce de Arthur, retribuindo-o, porque havia sido muita gentileza dele cuidar de Oliver como estava cuidando. Apanhou uma calça de moletom em uma das gavetas e tirou a cueca que havia vestido. Optou por ficar sem blusa e sem roupa íntima, já que assim ficaria confortável de verdade. Ele voltou para o quarto, sendo surpreendido pela pergunta. "Não, tem um restinho ainda. Obrigado por me lembrar", ele voltou ao banheiro e pegou o copo. "Ficou muito gostoso, Arthur. Obrigado.", ele sorriu.
A mudança no humor alheio não passou despercebida para o mais velho, que parecia muito feliz de vê-lo mais disposto. E também de vê-lo trocar de roupa, mas a discrição do veterinário era tanta que ele até desviou o olhar umas vezes, buscando não abusar da situação de alguma maneira. Concentrou-se por completo foi na conversa, dando de ombros uma vez que seu lembrete mostrou-se útil. — Magina, fico é feliz que você tenha gostado. — Disse, a voz carregada de certa preguiça por já estar sentado por um tempinho. — Eu fiz tabule pra você, tem arrozinho também, se quiser...
Oliver sorriu novamente em resposta ao outro. Somente naquele momento ele sentiu a verdadeira gratidão por Arthur ter cuidado dele, já que todos os seus amigos pareciam igualmente mortos. Se não fosse por ele, talvez ainda estivessem na Bambina desmaiados. Assim que Arthur mencionou a comida feita, o estômago do ator roncou, mesmo estando levemente enjoado ainda. "Agora você tá falando a minha língua. Vem, vamo descer.", ele chamou o amigo com a mão, deixando Tavinho dormindo no quarto. Sua esperança era sair e dar de cara com Gustavo fazendo o que quer que fosse do lado de fora, mas Oliver deparou-se com nada. Uma expressão meio deprimida meio vazia tomou conta de seu rosto, sentindo como se tivesse sido abandonado por ele, por mais que Arthur tivesse tomado conta de Olie como ninguém. Rapidamente sacudiu a poeira, seguindo pra cozinha. "Eu tô com tanta fome que nem sei"
Arthur gostava de cuidar dos outros, assim, de verdade. Enquanto o ego se envolvia na parte ser a pessoa de postura responsável isso já não acontecia na parte de se importar. Cuidar dos outros fazia ele e sentir muito bem, especialmente quando via as pessoas se sentindo melhores, que era como Oliver parecia agora. Ao menos, até sair. Arthur seguiu ele com um sorriso, mas infelizmente o do amigo morreu por um instantinho e ele, perceptivo, não demorou pra imaginar o porque. Antes de dar tempo pra coisa piorar já foi passando o braço ao redor dos ombros alheios, andando assim, meio abraçado. — Então vamo te alimentar, que tá na hora! — Disse, puxando-o consigo devagarzinho pra poderem descer a escada juntos. Não demoraram pra chegar na cozinha e na mesa grande estava a comida feita pelo maior dos dois, que soltou o carioca pra ir pegar já o prato. — 'Cê quer comer o que?
Oliver odiava sentir aquelas coisas sem um aviso próprio do seu corpo, era como se desse de cara na parede sem qualquer reflexo para se proteger. Não ver Gustavo do lado de fora quebrava uma expectativa que Olie não sabia porque cultivava em si, quando tinha perfeito conhecimento de que não poderia esperar nada do loiro. Por isso, ele decidiu que não iria se abalar por causa daquilo. Seu rosto virou para o homem que o abraçava, lançando-lhe um sorriso genuíno e feliz, como se a presença de Arthur ali costurasse o coração que Gustavo jogara sem querer da janela. Desceu a escada com ele, dando de cara com uma mesa de jantar com comida em cima, uma grande raridade naquela casa, já que Oliver nunca comia com a companhia dos pais. A expressão dele se transformou para quase um orgasmo, ainda mais depois de sentir o cheiro do tabule. "Eu quero tabule, nunca te pedi nada.", ele brincou, praticamente babando em cima da comida. "Promete pra mim que a gente nunca vai casar, senão eu vou perder o físico de tanto que eu vou comer", riu.
Ele não tinha ideia da extensão e de todos os detalhes, mas naquele momento tudo tinha ficado de lado pra poder dar o apoio que o amigo aparentemente precisava, a satisfação surgindo no rosto frente ao sorriso recebido. Arthur continuou sorrindo então e, logo, logo, rindo pela cara que o anfitrião fez e pela brincadeira com as palavras, que já lhe era tão conhecida. — Tá bom, vou te dar só dessa vezinha. — Ele disse, claramente brincando ao que já colocava uma grande quantidade daquela saladona no prato, colocando-a em frente de uma das cadeiras. — Prontão! E eu prometo, meu futuro é ser uma bola é cozinhar pra outra bola. — Meia verdade, do jeito que ele era viciado em exercícios se tornar uma bola ia ser meio difícil. O importante é que tava tudo bem agora e esperava que assim ficasse.












