27 de fevereiro de 2013
 Por Thiago
      Meu Ășltimo bloco com capĂtulos havia chegado e eu evitei a leitura. Ler me faz perceber que estĂĄ acabando. No entanto, nĂŁo me importo em passar horas dentro de um estĂșdio.  NĂŁo me importo em virar a noite trabalhando. Â
Marjorie e  eu gravamos Ă s 4h da tarde e agora jĂĄ sĂŁo 9h30 da noite, ainda gravarĂamos mais uma cena, e considerando a minha companhia, nĂŁo posso reclamar.
â Vem cĂĄ, Marjorie! â Puxo-a para dançar, a abraçando pela cintura, a faço rodopiar enquanto canto.  â Ouça-me bem, amor. Preste atenção, o mundo Ă© um moinho. Vai triturar teus sonhos, tĂŁo mesquinhos. Vai reduzir as ilusĂ”es a pĂł.
â Ah... Para Thiago. - Ela apoia a cabeça em meu ombro, bagunça os meus cabelos e começa a rir. Ă contagiante. â JĂĄ chega!
â Olha â Encaro-a nos olhos â , se vocĂȘ continuar com mĂĄ criação, eu vou chamar outra para fazer par romĂąntico comigo.
â Oh, olha aĂ a ZezĂ© para fazer par romĂąntico com vocĂȘ. â Fecho a cara momentaneamente, evitando o seu distanciamento murmuro junto a sua orelha. Â
â Vem cĂĄ, sua boba, a gravação, Marjorie, a matĂ©ria para o VĂdeo Show, esqueceu?
â Grava com a ZezĂ©, ela vai adorar fazer a Laura, nĂŁo Ă©? â Suas mĂŁos estĂŁo espalmadas contra o meu peito, nos afastando um pouco.
â Marjorie, depois nĂŁo reclama. â Afago seus dedos e a faço olhar para mim. â Eu chamei vocĂȘ.
â Eu sei... - Ela ergue o rosto, seus olhos castanhos me avaliando. â Amo vocĂȘ por isso.
â NĂŁo foge, nĂŁo... Eu quero gravar com vocĂȘ.
â NĂŁo me pede isso nĂŁo, Thiago, por favor, vocĂȘ sabe que eu, nĂłs nĂŁo... â Marjorie nĂŁo gosta de ser o centro das atençÔes. Eu entendo o seu receio. Queria que pudesse ser diferente, mas ainda nĂŁo Ă©. â Eu vou retocar a minha maquiagem e encontro vocĂȘ no estĂșdio depois, estĂĄ bem?  - Ela sorri gentilmente.
â Tudo bem  - Concordo com um simples aceno de cabeça e a vejo se distanciar. ZezĂ© me observa com olhar cumplice. Sou incapaz de lhe dizer algo. A cĂąmera do programa jĂĄ focava nossos rostos, entĂŁo a abraço aperto e pensando ser Marjorie, recomeço a cantar. â Ouça-me bem, amor. Preste atenção, o mundo Ă© um moinho. Vai triturar teus sonhos, tĂŁo mesquinhos. Vai reduzir as ilusĂ”es a pĂł.
â O Thiago faz par romĂąntico comigo, eu gosto de fazer a Laura, me sinto leve e solta nĂ©, Thi?
â A vida Ă© um moinho... â assinto e continuo a cantar enquanto ZezĂ© prossegue em seu monologo particular.
â Olha gente, o Edgar...
â Teus sonhos tĂŁo mesquinhos...
â QueridĂssimo!
â Vai reduzir...
â Vai falar um pouquinho da novela.
â As ilusĂ”es a pĂł.
â Como Ă© que a gente tĂĄ triste finalizando a novela.
â Â Ah minha filha - Delicadamente, me afasto dela. Â â, nĂŁo me fala, eu nĂŁo tĂŽ pensando nisso.
â NĂŁo tĂĄ, nĂŁo. â ZezĂ© arregala os olhos para mim. Aproveito e comento algo corriqueiro do meu dia, infelizmente nĂŁo posso mencionar a gravação de hoje cedo. Marjorie me mataria.
â Hoje, LĂĄzaro chegou para mim, falou assim: vocĂȘ jĂĄ leu o Ășltimo bloco?- Junto as mĂŁos. â Eu falei: NĂŁo. Que isso Thiago, jĂĄ chegou. Eu falei: nĂŁo vou lĂȘ. Â
â Ă... Ă© porque Ă© triste, Ă© muito triste.
â Porque se eu ler, perceberei que estĂĄ acabando.
â Ă muito chato, nĂŁo Ă©?
â Chato, nĂ©?
â Me fala Ă©...
â Principalmente assim: Ă© chato quando tem gente legal.
â Ă sim, nĂŁo dĂĄ para negar que o nosso elenco Ă© maravilhoso.
â E a gente sĂł dĂĄ sorte, sempre que eu trabalho com vocĂȘ Ă© uma experiĂȘncia maravilhosa.
â NĂŁo falei que ele Ă© um querido?
â Eu tĂŽ falando sĂ©rio. â Relembro da nossa parceria em O Profeta. Eu era tĂŁo jovem, atuação  crua, praticamente um estreante, com peso imenso nos ombros â a responsabilidade de protagonizar uma novela  â ouvir seus conselhos me ajudou muito. Por isso, encaro-a surpreso quando ela elogia a evolução do meu trabalho e brinca diante da cĂąmera:
â Ele era uma pessoa mais sĂ©ria, mais profetizada.
â Ă... bem mais â Rio. â, hoje eu sou uma pessoa largada no mundo.
â Hoje ele Ă© um janota!
â Agora, vocĂȘs veem, pessoal â Deslizo os dedos entre os cabelos. â, olha, olha o nĂvel do cabelo da pessoa que jĂĄ tĂĄ...
â Alisado.
â NĂŁo, agora jĂĄ nĂŁo tĂĄ mais alisado. â Mostro o pulso, Â mesmo ausente de relĂłgio, Â indicando a hora. â Eu gravei quatro horas da tarde com cabelo alisado, agora jĂĄ sĂŁo nove e meia da noite
â NĂŁo, ele Ă© assim... â diz ZezĂ© com meio sorriso.
â Ainda vamos começar a gravar aqui, e vai ter que voltar e retocar tudo. â Bagunço os cabelos, os prendo para trĂĄs e soltando-os em seguida, gracejo.  â AĂ o pessoal do VĂdeo Show pode ver como fica o Edgar no meio do caminho.
â Entre uma coisa e outra, porque o cabelo dele Ă© enrolado, gente, assim como o meu â completa ZezĂ©, levando a mĂŁo ao turbante branco que prende seus cachos.
â Assim... assim como dela.
â Ă muito...
â Mas Ă© verdade, Ă© verdade â concordo, com aceno de cabeça.
â Ă muito louco â diz por fim, rindo.
â Mas Ă© verdade â reafirmo. Â â, se deixar ele solto, ele fica exatamente assim.
â Ă, agora que a gente jĂĄ soube de toda a verdade, obrigada. Â
âDe nada. â Olho para ela com falso ar de indignação. â, era sĂł isso que vocĂȘ queria comigo?
â Era.
â ZezĂ©, vocĂȘ me usa e-
â Quer cantar alguma coisa? â NĂŁo respondo. Mantendo o tom sĂ©rio e chateado, resmungo:
â E me manda embora?
â Na-nĂŁo, canta alguma coisa â insiste ela, abrando-me pelo ombro. Â
â A ZezĂ©, ela faz isso com as pessoas...
â Canta, canta, canta a vida Ă© um moinho? â Enquanto ela faz caras e bocas para a cĂąmera, eu a encaro austero.
â Pessoal do VĂdeo Show, gostaria que vocĂȘs soubessem disso: Essa pessoa, ZezĂ© Ă© uma pessoa que faz isso, ela chama, vem cĂĄ, meu amor , meu querido, fala nĂŁo sei o que... TĂĄ, jĂĄ falou, vai embora.
â Para... mentira! â NĂŁo consigo conter o riso, ZezĂ© parece um pouco chateada com a brincadeira, por isso me despeço dela com um beijo carinhoso na bochecha. â Menino, vocĂȘ Ă©...
â Um querido, eu sei...
â EntĂŁo, meu querido, eu vou indo porque jĂĄ devem estar me esperando no estĂșdio.
â NĂŁo deixa, nĂŁo ZezĂ©... NĂŁo deixa o Thiago convencer vocĂȘ!
â Olha aĂ a sumida... VocĂȘ nĂŁo ia me esperar no estĂșdio? â Marjorie revira os olhos, sem me responder. Ela estĂĄ pronta e linda na pele de Laura. â O que foi, encrenca, nĂŁo vive sem mim? â Contendo minha vontade de beijar seus lĂĄbios, contorno sua cintura e andamos abraçados.
â Marjorie, nĂłs acabamos de gravar uma matĂ©ria muito divertida, nĂŁo Ă© Thiago, conta para ela.
â Eu? Eu nĂŁo, conta vocĂȘ. â As duas se entreolham, posso ver curiosidade nos olhos de Marjorie. Sorrio enigmĂĄtico.
â Ele nĂŁo falou do cabelo dele, falou?
â Espera... Como vocĂȘ sabe? â pergunto.
â Meu bem, vocĂȘ Ă© tĂŁo previsĂvel.
â PrevisĂvel?! Eu... ZezĂ©, olha isso, agora eu sou previsĂvel.
â VocĂȘ Ă©... â Ela pisca e dĂĄ um passo para trĂĄs, contemplando a nossa imagem. â Â VocĂȘs, dois sĂŁo.
 ~*~
 Fecho os olhos, molhando o rosto com a ågua que escorre entre os dedos. Que demora! Onde ela estå? Estou começando a ficar com os dedos dos pés enrugados de tanto esperar nessa banheira. Ah... nossas cenas na banheira.
â Nossa, Marjorie... depois eu que sou o atrasado.
â Fui buscar o seu suco ou melhor do Edgar â explica, enquanto puxo a para mais perto. Ela sorri. â NĂŁo tenho culpa se esqueceram desse detalhe e um suco ruim nĂŁo seria do seu agrado.
â VocĂȘ provou?
â Provei, por quĂȘ?
â Por nada.- Eu me curvo e dou um beijo demorado nela. Ela se afasta, receosa.
â Thiago!
â O que foi? â Mantenho minha mĂŁo esquerda em seu rosto e o acaricio. Â â NĂŁo posso dar um beijo de agradecimento?
â NĂŁo, nĂŁo aqui, nĂŁo antes do gravando. â Acho graça do jeito encabulado dela.
â Ok, nĂŁo sabia que ainda tĂnhamos essas formalidades, para mim...
â Para vocĂȘ o que?
â Eu podia beijar vocĂȘ quando quisesse â falo, buscando seus lĂĄbios. EstĂĄ com gosto de suco de morango. Meu corpo inteiro reage com a aproximação da sua boca na minha.       .
â Para Thiago, eu jĂĄ disse: agora nĂŁo.
â EstĂĄ bem, eu jĂĄ entendi â ofego entre o seu pescoço e orelha. â, agora nĂŁo, mas depois?
â Quem sabe... â Marjorie consente, levantando-se de sĂșbito para ficar na posição inicial de cena. Obrigo-me a concentrar tambĂ©m e nĂŁo misturar realidade com ficção. Ao sinal do diretor damos inicio a gravação.
      Eu a observo entrar em cena com o copo de suco em mãos.
â Trouxe para vocĂȘ â oferece ela, sentando-se de frente para mim.
â Obrigado â agradeço, pegando o copo de suas mĂŁos.
â Para vocĂȘ relaxar â diz tocando o meu ombro de forma cautelosa. â, achei seu dia meio complicado.
â Ah, um pouquinho. â Baixo o olhar, brincando com a ĂĄgua, Marjorie larga o pires na bancada a sua frente e toca minha mĂŁo.
â Mas vocĂȘ sabe que sempre pode piorar. â Bebo um gole do suco e olho para ela com ar desanimado.
â Pior que hoje Ă© um pouco difĂcil, nĂ©? â Largo o copo sobre a bancada do lado aposto ao dela, e suspiro.
â Como assim Edgar, muito fĂĄcil ficar pior do que hoje â Ela fala animada, erguendo as mĂŁos  prĂłximo da cintura.  Massageei-o a pĂĄlpebra, irritada pela ĂĄgua. Â
â Acho que eu estou sem imaginação, porque eu nĂŁo consigo imaginar.
â TĂĄ... â Inclina-se, sorrindo, na minha direção. â  EntĂŁo vamos começar pelo simples: terminou tudo bem, nĂŁo foi?
â TĂĄ bom, jĂĄ me convenceu. - Pego a sua mĂŁo e desenho cĂrculos enquanto ela discursa com a outra, com o indicador em riste.
â E a gente podia ter que passar por isso, um sem o outro.
â Impressionante como vocĂȘ consegue provar rĂĄpido o seu argumento.
â Sou uma moça esperta! - Eu a admiro. Contemplo cada traço, linha curva do seu rosto. O sorriso mais radiante que o sol.
â NĂŁo, nĂŁo vocĂȘ Ă© uma mulher excepcional, incrĂvel como vocĂȘ conseguiu perceber tudo. Se nĂŁo fosse por vocĂȘ, Laura, a Melissa ia tĂĄ...
â A Melissa tĂĄ Ăłtima. â  Inclina-se na minha direção com os olhos fixos nos meus, acaricia o meu rosto e cabelos.  Suspiro diante do seu toque, rĂĄpido e sutil.  â E a sua ideia!? De mandar aqueles dois para longe... â enfatiza, sorridente. â Edgar, vocĂȘ Ă© um homem excepcional! - Suas mĂŁos estĂŁo postas na lateral do meu rosto, e meu ato reflexo imediato Ă© simplesmente receber o beijo. Curto e rĂĄpido. NĂŁ- nĂŁo...NĂŁo pode ser!  Como quem lĂȘ meus pensamentos, Marjorie volta a me beijar.
â NĂłs dois somos imbatĂveis, essa que Ă© a verdade e olha que eu jĂĄ percebi isso, oh, a muito tempo, vocĂȘ que Ă© meio lenta.
â Lenta?! â fala prĂłximo da minha boca.
â Ă, meio lentinha, sim... um pouquinho lentinha. â Continuo-a provocĂĄ-la. Sem afastar nossos lĂĄbios, ela faz o mesmo.
â Eu vou falar para a Melissa que vocĂȘ me chamou de lentinha. - Seus dedos estĂŁo presos ao meu cabelo, puxando-os com força.
â Ah, vai falar Ă©. â Gemo em apreciação, e meus lĂĄbios encontram os dela, sentindo sua pele macia na minha.  â VocĂȘ gosta muito dela, nĂ©?
â VocĂȘs dois sĂŁo a minha famĂlia.
â Ah Ă©, entĂŁo vem cĂĄ...  â Seguro a cintura dela, puxo-a para perto do meu corpo e a beijo. Minhas mĂŁos molhadas escorregam pelo seu corpo. Marjorie aperta os dedos ao redor do meu pescoço. Contraio os quadris, gemendo em sua boca. Ela eleva o corpo, apoiando as mĂŁos na borda da banheira, os lĂĄbios dela se abrem, aprofundo o beijo. O desejo me consome, me absorve.Â
 ~*~
 Ela sai da banheira me oferecendo ajuda para fazer o mesmo. Estendo a mão e seguro a dela. Estaria tudo bem, não fosse a malicia em seus olhos e a ereção que pulsa em mim.
â Quer uma tolha? â pergunta, jogando uma em minha direção. Sorrio. Marjorie estĂĄ tentando manter a distĂąncia entre nĂłs, e por isso mesmo me aproximo.
â Gostou do presente?
â O q-eu? Que presente, Thiago?
â Da cena... Eu estou falando da cena, que a ClĂĄudia escreveu especialmente para a gente, Marjorie  â a observo corar. â O que vocĂȘ achou que era? â Estou prĂłximo dela. Posso ouvir a respiração ofegar junto dos movimentos bruscos que faço ao me secar. Ela estĂĄ atenta a cada movimento meu.  â Mah... VocĂȘ nĂŁo vai me responder?
â Eu acho melhor eu ir trocar de roupa, essa aqui estĂĄ molh-
â Espera... â puxo-a pelo braço, parando em frente dela. â Porque a pressa, Mah, vocĂȘ nĂŁo vai me responder, nĂŁo? â sussurro me divertindo com os olhares curiosos a nossa volta. CĂąmeras e demais equipamentos eram guardados enquanto Dennis dispensava a todos.
â Ah... VocĂȘ estĂĄ se achando, nĂŁo Ă© Thiago, sĂł porque pode me chamar de lentinha em cena, mas saiba que o lento aqui, continua sendo vocĂȘ â rebate ela com deboche, parando de secar o cabelo. Â â O fato de a ClĂĄudia ter escrito uma cena para vocĂȘ Â nĂŁo muda em nada o que eu falei, ouviu?
â Humm... Ă impressionante, Marjorie, como vocĂȘ fica ainda mais linda com ciĂșme. Â â Enrolo minha toalha na cintura, ciente dos seus olhos sobre mim.
â CiĂșme, eu?
â CiĂșme, sim... â Recebo um roupĂŁo das mĂŁos de Marcinha, que entrega outro para Marjorie. Â O visto rapidamente, dando um nĂł na cintura, sem desviar o foco da nossa conversa. â A Claudia nĂŁo escreveu a cena para mim. Escreveu para nĂłs dois. NĂłs dois somos imbatĂveis juntos, essa que Ă© a verdade, entendeu o recado ou quer que eu desenhe?
â NĂŁo, nĂŁo precisa... - Â Ela desvia o olhar, irritada. â Eu nĂŁo que-ro.
â Tem certeza? â Levanto o seu queixo e dou um beijo delicado em seus lĂĄbios. â Foi tĂŁo bonitinho, meu amor, vocĂȘ errando o seu discurso â falo em tom de deboche, levando a mĂŁo ao peito. â E o prĂȘmio de melhor marido vai para Thia-go, opa, Â Edgar Vieira.
â HĂŁ... VocĂȘ ainda quer receber o seu prĂȘmio, Thiago?  - O rosto dela estĂĄ iluminado, os cabelos Ășmidos, o roupĂŁo entreaberto  me deixa ver a roupa ainda colada ao corpo, os olhos cheios de cobiça e desejo. Ah... Thiago vocĂȘ estĂĄ perdido, completamente perdido...
â Meu prĂȘ-mio? Que prĂȘmio, Marjorie?
â O seu, vocĂȘ esqueceu? â cochicha em meu ouvido, coçando minha barba com os dedos, ela conta o que planeja. Fecho os olhos, sentindo seus lĂĄbios percorrer do meu lĂĄbio inferior ao queixo, descendo pelo pescoço e colo onde minha pele estĂĄ exposta.
â Porra Marjorie, o que vocĂȘ estĂĄ fazendo?
â Beijando vocĂȘ, meu bem, nĂŁo lhe parece obvio? â Suas mĂŁos brincam com o nĂł do roupĂŁo, atĂ© o desfazer, deixando cair no chĂŁo. Ela para de me beijar e me encara.  Seus olhos brilhantes me despem.
â Isso eu sei, querida... NĂŁo sou burro... Quero saber o que vocĂȘ pretende com isso? -  Expondo o seu desejo, ela desliza as mĂŁos atĂ© o cĂłs da cueca boxer, pondo a mĂŁo por dentro, ela toca gentilmente o meu membro jĂĄ ereto, liberando-o. Â
â Quero tudo... Eu quero vocĂȘ. Eu quero tudo com vocĂȘ, Thiago, eu nĂŁo vou parar atĂ© conseguir tudo. â Isso soa tĂŁo prazeroso e estimulante aos meus ouvidos. Ah, Marjorie... Uma onda de prazer percorre o meu corpo enquanto ela continua estimulando a minha ereção.
â NĂŁo desejo que vocĂȘ pare â gemo na sua boca. â  Eu nĂŁo quero que vocĂȘ pare por nada. â Meu sangue ferve nas veias. Estou ardendo. Ă impossĂvel parar. Eu preciso dela.  Beijo-a intensamente. Seus dedos se perdem no meu cabelo enquanto a devoro. Abraçada a mim, Marjorie corresponde a cada um dos meus beijos, alimentando o meu desejo. Eu a quero nua.  Â
â Eu preciso... â Ela geme, a lĂngua enroscada na minha.
â Precisa, o que? â ofego, girando-a de costas para mim. Afasto o seu cabelo do ombro e começo a desabotoar o vestido.
â Eu preciso ligar para o AndrĂ© â Ela para, de repente, de frente para mim. Estou desnorteado. Confuso demais para compreendĂȘ-la.
â AndrĂ©!?
â AndrĂ© CĂąmera, o diretor, eu pedi um favor a ele â explica ela, buscando o celular escondido na gaveta do mobiliĂĄrio do cenĂĄrio. Â
â NĂŁo sabia que vocĂȘ trazia o celular para a gravação.
â Shh... cala a boca â ordena, selando os meus lĂĄbios com um beijo casto.  â AndrĂ©, vocĂȘ conseguiu... Ah, obrigada! BrigadĂŁo, eu fico devendo essa, muito obrigada.
â HĂŁ... BrigadĂŁo, AndrĂ© â cerro os dentes ao falar â , eu fico devendo essa. â Sorrio irĂŽnico, sem disfarçar o meu incomodo. â Que intimidade Ă© essa, hein?
â O que foi, Thiago, vocĂȘ e a Marcinha podem ter intimidade, AndrĂ© e eu nĂŁo?  -  Ela suspira frustrada, e revira os olhos sĂł para me provocar. â Vamos? NĂłs podemos ir.
â Ir? Ir aonde, eu posso saber? Aonde vocĂȘ estĂĄ me levando, Marjorie? â Eu cato meu roupĂŁo do chĂŁo, chateado, e o visto novamente.
â VocĂȘ jĂĄ vai saber. Vamos?
 ~*~
â Para Marjorie, nĂŁo tem graça, o que vocĂȘ estĂĄ fazendo?
â NĂŁo olha, por favor!
â Eu jĂĄ disse que nĂŁo preciso dessa venda, eu nĂŁo vou olhar.
âSei... VocĂȘ nĂŁo me engana, eu conheço vocĂȘ â Ela me conhece. Eu olharia se pudesse. NĂŁo sei o porquĂȘ de tanto mistĂ©rio, mas eu estava prestes a descobrir. SĂł preciso ser paciente. Tento dizer isso ao meu subconsciente.  Ah... Ă© impossĂvel! â VocĂȘ pode abrir os olhos agora â Ela sussurra ao tirar a venda dos meus olhos.
      Pisco para me adaptar a luz do ambiente. Eu reconheço o lugar.  à familiar demais para mim e para ela tambĂ©m. Ă o nosso lugar. Ă o nosso cenĂĄrio ideal ou seria dos nossos personagens â Laura e Edgar. NĂŁo consigo deixar de pensar, ser tambĂ©m o nosso lugar. Quantas cenas nĂłs gravamos aqui.
      Eu a beijei pela primeira vez aqui e... Bem, agora a tenho seminua em minha frente. Estou com a nĂtida sensação de ter parado no tempo e no espaço. Seus olhos sĂŁo como luas cheias de desejo, e eu gravito ao redor. Contornando sua face com os dedos, lentamente pouso um beijo em seus lĂĄbios.
â Achei que eu fosse despir vocĂȘ.
â E vocĂȘ vai. â Ela sorri, parando subitamente de desatar o seu roupĂŁo. Nossas testas estĂŁo unidas, a respiração falha e ofegante pelo calor do beijo e do momento.
â VocĂȘ nĂŁo entendeu, eu quis dizer a rou-pa - Tenho meu raciocĂnio interrompido por um beijo sĂŽfrego e urgente. Minhas mĂŁos se apressam em desfazer o nĂł do roupĂŁo, que cai feito nuvem de fumaça aos seus pĂ©s, revelando o seu corpo quase nu.
Aperto a contra os meus braços, a faço girar, deixando suas costas coladas em meu peito. Afasto os cabelos para o lado para tomar pose do seu ouvido e beija-lo. Livre do sutiĂŁ, ela exibe os seus seios pequenos e belos. Os mais belos que jĂĄ vi e agora posso acariciar. Â
â Impressionante como vocĂȘ pensa em tudo mesmo, Marjorie.
â Ah... eu penso â Prendo seu cabelo com uma das mĂŁos, deixando o seu pescoço exposto, para os meus beijos. Seus olhos estĂŁo fechados, a cabeça quase apoiada em meus ombros.
â Pensa, eu sei o que vocĂȘ pensa, sei o que vocĂȘ quer  - Sinto a sua pele arrepiar com o meu toque. Eu a quero. Quero a levar para cama. Para nossa cama.
â  Ah...eu penso, Thiago, eu quero ter vocĂȘ bem dentro de mim - Sinto a ereção no meio das pernas aumentar, livro-me da cueca e da peça que me impede de senti-la por inteiro. Com agilidade, transpasso os dedos nas laterais da calcinha, puxo-a para baixo lentamente, deixando a completamente nua, ergo-a nos meus braços.  â Thiago! â a faço rir com um misto de preocupação no olhar. â Eu esperei tanto por esse momento.
â Eu tambĂ©m, meu amor. â Sequer sei de onde tirei tamanha força e habilidade para cumprir o curto trajeto que nos distanciava da cama. Talvez seja o meu desejo insano, o culpado.
      Coloco-a delicadamente na cama, olho para as camisinhas postas na mesinha de cabeceira ao lado da cama e quando me viro para encarar Marjorie, ela estĂĄ sorrindo com os olhos de volĂșpia, o que me faz agir com um Ășnico propĂłsito.
      Estico o braço e pego uma das camisinhas, envolvo meu membro com o låtex, ciente de que estou sendo observado. Isso é excitante. Provocativo. Erótico.
â VocĂȘ vai ficar aĂ sĂł me olhando?
â Porra, Marjorie, nĂŁo estraga o momento. â Eu permaneço de joelhos sobre o colchĂŁo completamente estĂĄtico. Perdido. AtĂŽnito. â Eu...nĂŁo
â Thiago - diz ela apĂłs um instante, me chamando a razĂŁo. â Faz amor comigo â Ela me faz inclinar sobre o seu corpo. Â Quando sua boca toca a minha, nĂŁo consigo mais resistir, agarro seus quadris e a trago para mim. Meu tesĂŁo sĂł aumenta. Â Nunca me senti assim, tĂŁo duro, tĂŁo pronto para meter com uma mulher como estou agora.
Ela segura o meu roto com as mĂŁos e retribui o meu beijo com fervor. Seus lĂĄbios sĂŁo vorazes, sua lĂngua se enrosca com a minha, fazendo o meu sangue fluir e o coração bater mais rĂĄpido.
Minhas mãos deslizam pelo seu corpo, buscam suas curvas, desço os låbios no pescoço, deixando um beijo longo e molhado em seu ombro.
Sigo desbravando com a palma da mĂŁo cubro seu seio e o caricio com movimentos circulares, puxo o mamilo e o sinto enrijecer com a umidade dos meus lĂĄbios sobre eles.
Beijo com delicadeza, depois sugo com força. Ela geme, contorcendo  os quadris, envolve meu pau duro dentro dela.
Gosto disso. Preciso disso. Preciso de mais. Quero mais.
Prendo a respiração e paro de beija-la para encarar seus olhos em ĂȘxtase. Deus, como pode ser tĂŁo linda e gostosa. Seguro suas pernas entorno dos meus quadris. Saio lentamente de dentro dela, depois meto  de novo, de novo, e de novo, desta vez com mais força. Â
Ela agarra meus cabelos e geme as iniciais do meu nome enquanto as ondas do orgasmo percorrem o seu corpo. Movendo-se na minha direção, eu a sinto afundar em mim.
Flexiono os quadris, pressionando a ereção nela. Ela fecha os olhos e geme alto e  ofegante. Repito o gesto, e dessa vez ela se esfrega em mim, falando impropérios em meu ouvido
â Porra, Marjorie! â Sem controle, flexiono os quadris, pressionando ainda mais a ereção nela enquanto a observo arfar. Sentada em mim, movendo-se rĂĄpido para frente e para trĂĄs, ela Ă© incontrolĂĄvel.
Aaaah
A sensação Ă© indescritĂvel. Â
â Eu sou seu, Marjorie. Seu. Todo seu. -  Desisto de tentar controlar, afundo os lĂĄbios em seu pescoço e me deixo levar. A deixo guiar. A cama range com o Ămpeto dos movimentos. Com o ritmo frenĂ©tico dos nossos corpos suados.
Eu a abraço apetado, mantendo  nossas tetas unidas, afasto os cabelos dos seus olhos e a faço me encarar
â VocĂȘ ouviu o que eu disse?
â Humm... â ela ofega, sem desviar o olhar. â VocĂȘ Ă© meu, eu sei.
â Sabe?
â Sim... Sei, eu sei... Sempre soube.
â Sempre soube?
â Sim, sempre. Â
â Ă bom ouvir isso. Vo-cĂȘ...
â NĂŁo fala. Me beija. SĂł me beija, Thiago, sĂł me beija. â Obedeço com prazer. Meus dentes arranham seu queixo quando procuro seus lĂĄbios e sua lĂngua num beijo doce, quente e apaixonado, nĂłs dois nos esfregando um no outro, em movimentos opostos perfeitos, gerando uma fricção que Ă© prazerosa e torturante ao mesmo tempo.
O calor aumenta e queima entre nĂłs, faz Marjorie cravar as unhas e deslizar sobre a minha pele, deixando um rastro avermelhado sobre as minhas costas.
Ignoro o leve desconforto, fechando com mais força meus dedos sobre a sua cintura, arremeto-me para dentro dela com mais intensidade e ela corresponde de igual medida, na mesma proporção.
â Ah... Marjorie...  Fechos os olhos, inclinando a cabeça para trĂĄs sinto o ĂĄpice tomar conta de mim. â Eu vou gozar â alerto.  Levando os lĂĄbios atĂ© o lĂłbulo da minha orelha, ela o morde. Lambe. Instiga. Provoca.
â Aaah, vai?!
â Vou! â Gemo dentro da sua boca, colocando a mĂŁo em seus cabelos, aprofundo o beijo  puxando sua boca para um Ăąngulo em que minha lĂngua enrosque na sua.
Em um segundo, viro a de costas para o colchão, deito sobre ela com toda a virilidade e rapidez, faço a cama ranger e a ponto de sair do lugar.
â Ah, Thiago! â Ela grita. De satisfação. De entrega.
Gozo e a faço gozar de novo. Com todo o prazer, tiro o atraso de meses sem sexo. Isso é demais. à inebriante. Me sinto exausto, porém feliz. Muito feliz.
Ficamos um por cima do outro por mais alguns instantes, ambos recuperando o folego. Quando os batimentos dentro do peito voltaram ao ritmo natural, nos entreolhamos satisfeitos, completos e felizes.
â Eu amo vocĂȘ. - Com um beijo na sua testa, saio de dentro dela e descarto a camisinha no chĂŁo, na lateral da cama. Sei que nĂŁo podemos ficar por muito tempo aqui, mas me afastar de Marjorie esta noite nĂŁo estĂĄ nos meus planos.
Então, puxo o lençol para nos cobrir e adormeço com Marjorie acolhida em meus braços num abraço aconchegante.
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 Nota da Autora:
Oi, meus amores!
Espero que tenham gostado do tĂŁo aguardado e esperado momento. Especialmente da forma como foi descrita e do cenĂĄrio escolhido. Achei que nĂŁo haveria lugar melhor do que este. Onde acompanhamos o amor Laured, nascer, crescer e se desenvolver.
Como escrever Ă© um processo solitĂĄrio, preciso contar que incialmente este momento nĂŁo estava programado para acontecer agora, e sim no final da histĂłria. Mas roteiros mudam, ideias surgem em meio ao processo de escrita, e escrever para mim Ă© sinĂŽnimo de liberdade.
Ă libertador. Ă gratificante quando os personagens parecem tomar conta de mim e da histĂłria como um todo. Por mais que planeje, todas as vezes que paro para escrever as linhas se descrevem diferente do planejado.
EntĂŁo mudei, as rotas e meus planos iniciais para esta histĂłria. Contudo o que eu tinha planejado como âprimeira vez Thirjorieâ estĂĄ mantido, com adaptaçÔes, Ă© claro, jĂĄ que nĂŁo estamos mais falando de um primeiro encontro. Â
Ps1: A entrevista de Thiago e ZezĂ© Barbosa ao programa VĂdeo Show , pode ser vista no GloboPlay, atravĂ©s do link, aqui!
Ps2: Eu voltei a ler E. L. James e seus romances que me inspiram, entĂŁo qualquer mera semelhança com a escrita dela, nĂŁo Ă© coincidĂȘncia.
Ps3: Para aqueles que talvez esperam uma narração de Marjorie. Sim, nós teremos!














