Did you sit in a pile of sugar? Cause you have a pretty sweet ass!
E você bem sabe.

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Did you sit in a pile of sugar? Cause you have a pretty sweet ass!
E você bem sabe.

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Give me more slow dancing with no music, arms wrapped tightly around each other, breaths mingling.
O sangue fervendo e a pele avermelhada, manchada com a pressão trocada entre os dois, da necessidade implícita em cada apertar, arrastar e puxar. A combustão de bocas unidas, roubando o fôlego uma da outra, marcando como seu aquele entrelaçado em si, num só corpo e numa união tão perfeita que parecia irreal. Sons abafados em um quarto escuro, cobertas espalhadas, suor descendo e misturando, facilitando o movimento conhecido e diferente, exótico nas mesmas doses que era familiar.
Mãos entrelaçadas no frio da manhã. Passos ressoando no cascalho acima de patas e latidos de dois cachorros brincalhões. Risadas preenchendo o ar que os separavam, ombros bem distantes pela altura, mas as mãos balançavam com o movimento. Recusando a separar para passar por uma pedra, de brincar de jogar no pequeno córrego. De corridas estranhas, um mais rápido para compensar o ritmo do outro. De provocações trocadas com a mesma frequência dos elogios, das palavras gentis saindo com a gentileza e facilidade do comentar do clima perfeito para dormir juntos.
ChaeRin amava os opostos, a junção quase uníssona e o toque necessário para andar. Amava cada momento passado ao lado dele, de seu marido, de seu namorado, de seu amante e de seu melhor amigo. Do desconhecido mais atraente, do familiar de olhos escuros seduzentes, do convidado que ela ansiava nas festas da mãe, da companhia assim que pisava no hotel, no contato prioritário da sua lista de chamadas. Do homem que mostrou o que era confiar de verdade, do porto seguro no meio do caos, da prova que amor existia e de ser aquela que trazia o amor. Ela amava tudo, mas... tinha um que preferia acima dos demais.
Ambos exaustos do trabalho e faculdade. Gravata afrouxada e jogada no chão, de tênis largados na entrada ao lado da bolsa. De paletó no chão, casaco acompanhando em posição. De ChaeRin e Jaehyun se abraçando no meio do apartamento. Braços envolvendo um ao outro, matando uma saudade com uma dose ainda mais do contato e carinho. ChaeRin encostaria o queixo no peito de Jaehyun, fechando os olhos sobre um sorriso sincero de mais pura felicidade, de um arco cálido e sereno. Abriria um dos olhos, veria aquele olhar que a estremecia, aquecia e enchia de amor; como se fosse a coisa mais preciosa do mundo. Ela sussurraria um Eu te amo, ele responderia com a mesma intensidade. A adoração quase, quase demais para suportar, e sabendo que a sua, em seus olhos, era tão grande quanto parecida. Não era uma competição, não tinha vencedor. A respiração bagunçaria os cabelos na testa da jogadora, faria o mais velho rir com as cócegas em seu pescoço. E então, só então, ele venceria a distância baixando o rosto, colocando os corpos para se mexer ao ritmo da música em suas cabeças. De arrastar os pés no tapete, de ChaeRin na ponta dos pés para ficar mais perto em seus saltos imaginários.
Eram bons momentos. Eram os melhores momentos da sua vida. E só seria superados com meninos abraçando as pernas da mãe, de outros cantando em voz alta a música da estação de rádio. De um mais novo dormindo no berço improvisado nas costas de Jaehyung.
O flash foi rápido, roubando sua atenção, mas ela não perdeu. O ponto alto daqueles pequenos momentos. De uma pressão quente e macia no meio da sua testa, do beijo que ele pousaria no rosto da esposa e o deixaria ali para sempre. Ou até a hora de irem tomar um banho.
Depois... depois nós pensamos em banho.
Só deixe durar para sempre, deixe esse gosta em minha boca.
FUTURE!AU: Describe the day you found out you were pregnant.
Suor empoçava embaixo do corpo cansado da jogadora. ChaeRin nunca treinara tanto em sua vida, nem quando recebeu a posição de líberos anos atrás. Nunca sentira no ponto de se desfazer em milhões de pedaços, entrar em comunhão com o cosmos e se deixar para sempre num embalar quase utópico. Ela estava delirando. A bobagem filosófica sendo soprada no ouvido enquanto vagava em pensamentos e palavras, revia jogadas e pensava sobre a luz piscando no canto da quadra. Ser atacante era pesado. Suas pernas ardendo pelos pulos altos demais para compensar a ‘baixa’ estatura. Os pés ardendo em fogo com os novos tênis, ainda não amaciados completamente para seu gosto. ChaeRin subia mais uma vez aos céus, o braço descendo numa força tão surpreendente que a bola cortou o ar e rebateu nos fundos da quadra, marcando um ponto inédito até agora. Palmas ao fundo, outras bocas gritando seu nome, e a mente num ruído branco constante. Independente. Avassalador. Calmante. Se não fosse por esse estado quase em transe, teria se trancado no banheiro e enfiado o rosto entre as mãos trêmulas e geladas. A jogadora balançou a cabeça, o rabo-de-cavalo ricocheteando e estalando no ar, e olhou para cima. O placar do jogo estava chegando à vitória de seu time, dos camisa vermelhas e shorts brancos. --- Treinador. --- Pediu, o corpo curvando numa mesura respeitosa. Ele entendeu quando ela pediu, substituindo por outra atacante para continuar na escolha de reservas. Um jogo de aquecimento para escolher quem iria para Busan na próxima semana para a competição. ChaeRin atravessou a quadra correndo, derrapando na porta do banheiro e se trancando no de deficiente. Seus olhos enormes e as mãos, tão trêmulas, ficando duras como pedra ao se apoiar no vaso e pescar o embrulho atrás da porcelana. Seus dedos tiraram o papel, o pedaço de plástico borrado nos olhos secos. Linhas. Carinhas felizes. Cores. O que tinha que buscar mesmo???? Sentou sobre os tornozelos, o teste de gravidez numa mão e as instruções impressas na outra.
Grávida. Grávida.
Deixou o pedacinho de plástico ao lado, em cima do papel, e buscou outro embrulho atrás da porcelana.
Grávida. Grávida.
Esse também foi para o lado do anterior. E outro foi tirado do esconderijo.
E mais outro.
E mais outro.
E mais outro.
Todos diferentes em métodos, todos vindos de caixinhas diferentes, farmácias diferentes, lugares diferentes.
Seus olhos desceram para baixo, os dedos levantando a camisa suado e apertada, expondo o umbigo. A mão inteira logo cobrindo a pele pálida, alisando o que queria imaginar, o que parecia sentir, algo que tinha crescido sem ela perceber.
O tempo deixou de fazer sentido enquanto estava ali. O ruído branco voltando, mas não distraindo. Focando. Intensificando. O calor espelhando pela pele, trazendo o arrepio com o frio do banheiro. O coração ganhando novas dimensões. Onde estavam as bobeiras filosóficas para traduzir o que sentia? A incapacidade de colocar em palavras a facilidade com que tinha aceitado e mudado? O jeito como todo o amor parecia ter duplicado e triplicado? O jeito como a vida tinha mudado o sentido e ficado mais bela? Os olhos juntando lágrimas que não tinham permissão na hora de escorrer pelo rosto e pingar nas pernas desnudas? No total e completo arrebatamento por estar grávida, por estar gerando um filho? Por estar gerando um filho de alguém que era mais do que a própria vida? Onde estava as metáforas e hipérboles, os termos em português para mostrar que palavras não eram capazes de traduzir?
ChaeRin guardou tudo na bolsa, também escondida, e equilibrou no ombro. As pernas esquecendo do cansaço do treino para serem ainda mais velozes em ganhar a rua e o mundo. O celular já estava na mão, antes mesmo de ver o hotel no horizonte, distante do complexo esportivo da faculdade. --- Nam Jaehyung, saia da sua reunião agora. Nós precisamos conversar. --- E encerrou a ligação com aquela frase terrível e preocupante. Tudo pelo drama! Tudo para ter certeza de que ele usaria o GPS no seu celular para encontrar consigo no meio do caminho.
E contar. E saber. E jogar para os ares a preparação de um momento bonito, com flores, e a mulher num lindo vestido bordado segurando um bolo escrito Você será papai!.
Não era assim que eles funcionavam, nos moldes e esperados da família.
E ela o amava por isso.
Acho que amor nunca é suficiente quando olho pra você.
É sempre algo mais entre nós, não é? Amor, não começa a descrever.
Você não é telescópio, mas me faz ver estrela.
Você poderia me mostrar algumas, oppa.

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