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Se eu pudesse resumir ela, diria que é como aquele primeiro raio de sol que aparece no horizonte pela manhã. Ela é como aquele cheiro de café que toma o ambiente, e aquela sensação de colo que aquece o coração. Ela é o relâmpago que corta o céu em meio à tempestade; é força, vento, fúria, quase furacão. Mas também é mar calmo e brisa de fim de tarde. Ela traz aquela sensação de lar, que torna qualquer lugar que ela chega em casa. Ela é porto seguro e um transbordar de emoções: choro fácil, risada gostosa, força extraordinária. - Gabriela Aquino
cores
Foto por Nick Collins em Pexels.com Lembro da primeira vez que abri um pote de tinta guache, foi surpreendente! Com a minha sensibilidade infantil, pude tocar a textura e o aroma dos sonhos, emplastar as mãos, papéis, pinceis, colocar cor e dimensão na minha própria subjetividade. Pude olhar a volta e traduzir em cores, os matizes de cada ser existente, de cada folha, areia, o céu e suas nuvens,…
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Sopro e Tempestade
Penso, em silêncio, que mal cometi para alguém que tanto amei — com a alma inteira, com as mãos abertas.
Nem nas tuas lembranças resido? Talvez seja só uma fuga, um tipo raro de amnésia emocional… Ou um apagamento voluntário do que fomos.
Dei tudo. E o tudo se fez pó. No fundo, algo em mim sempre soube: essa história era passagem, vento que sopra sem destino.
Tantas coisas aconteceram, e o que restou… foi o eco de uma ausência que já se fez resposta.
O que mais fere é a esperança que nasce no caminho, como flor que insiste no asfalto — inocente, tola, resistente. Acreditar que seria diferente… Ah, essa fé que não se dobra.
Minha alma tem o aço dos astros: sou regente de Escorpião com Áries, não me rendo à dor, não recuo no caos.
Mas sim… dói. Dói como silêncio em noite sem estrelas, como maré que recua e leva contigo os últimos pedaços de mim.
Ser apenas um sopro, um surto, um nada… para quem, pra mim, foi — e ainda é — tudo.
💕 ALMA EM VERSOS 💋

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Le puse nombre a cada sombra en mi cuarto
y todas responde con tu voz
no estoy triste,
solo… desactivado.
como si me hubieran apagado la opción
de sentir algo real.
O Caos Bonito Que Mora em Mim
Por Fran-Vasconcelos Nem sempre a alma está em ordem. E, às vezes, é nesse descompasso que nascem as verdades mais cruas e bonitas sobre nós mesmos.
Quando o caos acorda primeiro que eu
Tem dias em que eu acordo quebrado, e não sei se foi o sonho que pesou ou a vida que não me deixa respirar. Carrego dentro de mim uma bagunça tão grande que daria um romance inteiro só de silêncios engasgados.
Mas sabe o que eu percebi?
Existe beleza nesse caos.
Onde mora a beleza do descontrole
Sim, nessa confusão de sentimentos embolados, nas crises que vêm sem aviso, nos choros no meio do banho, nas noites em que o travesseiro vira confessionário. É nesse lugar escuro que nasce a versão mais verdadeira de mim.
O caos me destrói, mas também me mostra quem eu sou de verdade.
Já tentei ser o que esperavam
Já tentei me consertar pra agradar os outros. Já tentei caber no molde, ser suave, ser calmo, ser leve. Mas leveza demais me tirava o peso que me mantinha no chão. Eu flutuava fora de mim mesma, me perdia no personagem.
Hoje eu me aceito torta. Intensa. Estranha.
As rachaduras que me constroem
Tem poesia nas minhas feridas, tem arte no meu desequilíbrio, tem fogo nos meus silêncios. O que pra muitos é fraqueza, pra mim é pulsação. É vida. É coragem de sentir o que outros escondem.
Não quero ser perfeita. Quero ser inteira. Mesmo que isso signifique ser feita de partes rachadas.
Um lar chamado caos
Dentro de mim mora um caos que não cabe em diagnósticos nem em calmantes. É um grito mudo, uma fúria doce, um furacão que dança. E eu deixo ele morar. Porque é ele que me ensina a sobreviver — a transformar dor em palavra, angústia em arte, solidão em força.
E se for pra enlouquecer...
Que seja bonito. Que seja sincero. Que seja meu.
Porque, no fim das contas, o caos também é lar. E eu aprendi a chamar de casa o lugar onde quase me perdi.