Ă curioso como as vezes reprimimos certos acontecimentos, parece que ficamos alimentando e processando tudo, tentando entender o motivo de sentir um turbilhĂŁo de coisas ao mesmo tempo e nĂŁo poder explicar.
E dói quando os sentimentos transbordam, eles saem de forma agressiva de dentro do nosso peito, chicoteiam os poros do nosso corpo, fazem com que o nosso coração queime até virar pó.
A Ășnica coisa a se fazer Ă© aceitar e seguir em frente, porque a vida nĂŁo vai parar e nĂŁo vai ser mais fĂĄcil, nĂŁo vai esperar que a gente se liberte. EntĂŁo as lĂĄgrimas vĂŁo ser engolidas, a cabeça vai se erguer e mais uma vez a mĂĄscara de pessoa inabalĂĄvel vai ser vestida. Ă assim que a vida segue.
Mas mesmo sabendo dessa dura verdade, seguir fingindo ser uma pessoa forte, fingindo ser um alguĂ©m que nĂŁo se abala com meros conflitos rotineiros Ă© algo extremamente difĂcil. Todo esse mar de sentimentos venenos, atravessam minha pele e infectam minhas veias. Meu corpo se tornou lar de sentimentos indesejĂĄveis, lar de sentimentos que nĂŁo desejo a ninguĂ©m!
Isso nĂŁo significa que sou fraco, posso suportar o peso do mundo nas costas. Consigo carregar fardos que nĂŁo desejo que ninguĂ©m carregue um dia. NĂłs somos feitos assim, nĂŁo para sofrer, mas para suportar as pancadas que a vida nos dĂĄ. E se nĂŁo bastasse carregar os meus malditos problemas, ainda posso carregar os seus. Mas me prometa que quando minhas pernas bobearem e eu cair, vocĂȘ vai estar lĂĄ para me levantar e juntos vamos seguir sem rumo nesse caminho de pedra e fogo, para no fim encontrarmos a nĂłs mesmos.
- Viajantes de Caminhos Errantes, por @transflorecer e @ytuyo