Acordei o mais cedo possível (pelo menos pra mim). Eu teria de fazer a Marcella contar toda verdade, ela tinha que me tirar dessa.
Fiz o mesmo de sempre tomei banho, fiz minhas hingienes e desci. Quando cheguei a sala de jantar, meus pais estavam tomando café , me sentei na mesa e eles se entre olharam.
- Bom dia filha! – Meu pai falou olhando o jornal.
- Pra quem? – falei grossa.
- Lua, isso tudo é para o seu bem. Pra te proteger! – Minha mãe falou em um tom preocupado.
- Me proteger de que? De quem? – bufei.
- De você mesma!
Soltei uma gargalhada de deboche.
- Muito engraçado – bati algumas palmas- próxima piada! Só tenho duas coisas a dizer sobre isso. Primeira, eu não fiz NADA Segunda, mesmo que eu tivesse feito, você nunca foram os pais mais certinhos do mundo, só estão preocupados com a reputação da grande família Blanco, escutem só: eu NUNCA vou ser a filha perfeitinha que vocês querem! Quer saber? Fui, eu tenho escola agora. – Peguei minha bolsa e saí.
O carro estava me esperando na saída como sempre, só estranhei o Marcos não estar do lado de fora para abri a porta pra mim como de costume. Entrei no carro, e tive uma surpresa não muito agradável.
- O que você tá fazendo aqui? Cadê o Marcos?
- Sou seu segurança lembra?
- È, não motorista!
- Mais a partir de agora também!
- Argh, eu mereço! – revirei os olhos- dá pra ser ou á difícil?!
Fomos até uma parte do caminho em silêncio, e era ate perturbador.
- Ok, quanto você quer? – falei e ele me olhou pelo retrovisor.
- O que? – Falou sem entender.
- Ah, vamos lá Arthur, todos tem seu preço, fala um valor e eu dobro!
- Tá tentando me comprar?Soltou uma gargalhada.
- Penso como uma oferta, você fica longe de mim e eu de você, e ainda digo aos meus pais que você é um bom segurança e ta sempre comigo!.
- Não obrigada, estou muito feliz com o meu trabalho! Mais obrigada pela... oferta! – Sorrio debochando.
- Ah você é um mala, to vendo que não vai sair do meu pé!
- Claro que vou!
- Serio?
- Não, brincadeira, só queria ver se sua cara de frustrada era menos feia do essa de mimada.
- Haha muito engraçadinho! – E voltamos ao silêncio até a escola.
Chegando lá, a primeira coisa que eu fiz foi procurar a Marcella. Passei pelo corredor e ela mexia em seu armário.
- Marcella! – Me aproximei.
- Oi Lua! – Sorrio.
- Marcella não sei por que fez aquilo ontem, mais você precisa me ajudar, precisa contar para os meus pais que aquilo não é meu!
- Lua já te disse que não vou fazer isso!
- Como não Marcella? Você é minha amiga, não pode me deixar pagar por uma coisa que eu não fiz!
- Ah, sei lá Lua, mente, inventa algo, só na me mete nessa!
- Você sabe que eu não minto Marcella, pensei que você fosse minha amiga!
- Existe uma primeira vez pra tudo não? Lua, quem não quer ser amiga de uma das meninas mais populares e ricas da escola? Se eu não fosse sua amiga, ninguém me notaria! Me poupe desse papinho Lua!
- Marcella não consigo acreditar nisso, nossos pais são velhos amigos, somos amigos, ou não, desde crianças, crescemos juntas, podia esperar isso de qualquer um, menos de você!
- Ah tadinha, sabe aquele ditado que diz “não se deve confiar em ninguém?” pois é, ela se aplica a todos, até a você! – Sorrio sínica.
O sinal para o inicio da primeira aula tocou.
- Vamos fofa? – Soltou outra risada sínica e passou por mim, indo em direção a sala.
No fim do corredor perto da sala, o Arthur me esperava.
- Vai entrar na sala comigo também?
- Não, vou ficar aqui na porta!
- Ótimo!- falei irônica e entrei na sala.
Se em dias normais eu já não prestava atenção nas aulas, hoje é que não iria rolar, a Marcella agia como se nada estivesse acontecendo.
O sinal do intervalo soou e eu sai indo em direção a lanchonete.
- Quer conversar? – me assustei, já tinha esquecido esse mala no meu pé.
- Haha, com você? Nem morta!- revirei os olhos – você não tem mais o que fazer não?
- Acha que se eu tivesse estaria aqui olhando pra você?!
As horas passaram e finalmente as aulas acabaram, saí da sala e o Arthur esperava na porta.
- Quanto mais eu rezo mais assombração me aparece! – falei e ele rio – qual a graça? Não vi nenhuma palhaça aqui!
- Ah não? Desculpa achei que você fosse uma!
Eu não iria ficar mais batendo boca com esse... Idiota, enquanto meu mundo estava de cabeça para baixo. Então me calei e coloquei meu fone de ouvido. Fechei meus olhos, daí não lembro mais de nada, eu simplesmente apaguei.
Quando abri meus olhos estava em casa, na minha cama, com meus pais ao redor e a Tereza sentada ao meu lado.
- Hey, pelo que eu si meu quarto não é ponto de turismo, e eu não sou nenhuma das maravilhas do mundo pra vocês estarem admirando! – falei grossa.
- Bom, pelo menos sabemos que ela está bem, e não é nada grave! – meu pai falou.
- E porque não estaria?
- Querida como está se sentindo? Mal estar? – Tereza me perguntou pondo a mão na minha testa.
- Não, eu to bem, só com muita raiva e um pouco de dor de cabeça!
- É emocional! Vai passar assim que ela ficar calma! – Falou olhando para os meus pais.
- O que vai passar? – Perguntei confusa.
- Sua febre, estranho, pois você sempre ficou doente, mais nunca teve febre, e derrepente você está queimando de febre!
Emocional? Eu sabia muito bem o que estava sentindo, e por quem estava sentindo, raiva, ódio, tristeza.
- Ok, então vamos descer, se sentir algo é só chamar!
Acenti e eles saíram a única que ficou foi a Tereza.
- Ok Lua, também vou, tome um banho gelado para baixar a febre vou fazer um lanche bem gostoso pra você ok?!
Sorri e ela saiu do quarto.
Me levantei e fui para o banheiro, parei em frente a pia, e me olhei no espelho, porque a vida estava fazendo isso comigo? O que eu tinha feito de tão mal?Tudo bem, não sou a menina mais certinha do mundo, mais ainda não entendia o porquê de tudo isso, mais tinha algum propósito o qual eu ainda não sabia.
Tomei um banho. Troquei de roupa e desci, indo até a cozinha onde a Tereza estava junto com o Arthur. Ela arrumava uma bandeja de lanche, e ele mordia uma maça encostado na pia.
- Temos visitas? – perguntei sentando na mesa.
- Sim, os pais da Marcella estão aí.
- Ela veio junto? – Perguntei torcendo para que a resposta fosse não.
- Não, eles estão sozinhos. –sorrio.
- E como você está? – O Arthur perguntou me olhando.
- E o que você tem haver com isso? – falei grossa.
- Lua! Ele só esta preocupado! – A Tereza me repreendeu.
- Haha, ele?Preocupado comigo?Acho que não, ele só quer causar boa impressão.
- Lua, se você não sabe, todos temos sentimentos.
- Ela não! – Ele disse me olhando.
- Tenho, só não costumo estar demonstrando para qualquer um!
- Ela é sempre chata assim? – Perguntou a Tereza.
- E você é sempre assim? Idiota?
- Quase sempre Arthur! – gargalhou.
- Tereza! -Falei.
- Lua!- debochou.
E os dois riram.
Tereza me preparou um lanche e eu fiquei na cozinha comendo.
Depois passei na sala para cumprimentar os pais da Marcella, que a pesar de terem a filha que tem, sempre me trataram muito bem.
Fui para o meu quarto. Sentei na cama e peguei meu violão, dedilhei algumas músicas, mais não estava com muito clima para musica, então coloquei méis fones de ouvido e me deitei, logo o sono toou conta de mim e eu apaguei.