Mɪsᴛ Bʟᴜʀ
Task: Mist Blur Data: 07/01/2021. Feat: Abby, Carolina e Jason. Triggers: Sangue, feridas, menção a morte, tortura psicológica e humilhação.
Um pouco depois do anoitecer, Tahm Kench estava em sua casa, preparando o seu amado chá de hibisco, foi então que enquanto esperava a água ferver, aos longes sentia um leve cheiro de enxofre, mesmo sabendo que seja lá o que fosse era bem poderoso para exalar tamanho odor, teve algumas suposições em sua cabeça porém não quis se arriscar a ponto de descobrir, sem muita pressa, fechou toda a casa e apagou todas as luzes. Depois de pronto, pegou sua xÃcara e o bule de chá, se sentando sobre seu sofá com as pernas cruzadas, enquanto apoiava o bule na mesa após se servir. Enquanto saboreava a bebida, logo sentiu aquele aroma de enxofre ficando cada vez mais forte, e não demorou muito para notar que mesmo no escuro, o breu tomava conta de sua casa mais do que o comum, então Tahm Kench se pôs a rir de forma baixa e breve pela ironia. — Parece que nem mesmo eu escaparei de seu subjugamento, veremos do que é capaz... Esperava algo mais agressivo e destrutivo, porém repentinamente as luzes se acenderam, achou estranho um demônio querer lutar com as luzes acesas, mas repentinamente, uma pessoa surgiu em sua frente e era bem familiar, era uma mulher de estatura mediana para baixa, com os cabelos tingidos de cor púrpura, sim, era Carolina Tram, mas o que fazia ali? Por algum motivo era incapaz de falar, e a shewolf parecia ainda mais radiante do que nunca, se é que isso era possÃvel diante da visão do meio demônio. Sua imagem foi se aproximando lentamente, e levou ambas as mãos até seu rosto enquanto arremessava sua xÃcara longe e se sentava sobre seu colo, abrindo um sorriso grande o suficiente para exibir suas covinhas, e com isso, Kench sorriu abobado e levemente corado, mas depois de alguns segundos, mesmo com tantas informações, parecia faltar algo, porém não sabia identificar o que exatamente, em meio a este questionamento, sentiu seu corpo se transformando contra a sua vontade, logo à frente da mais nova, e não demorou muito para que entrasse em sua forma original, o que era aquilo? O que estava acontecendo? Perder o controle de seus poderes era algo que em milhares de anos nunca aconteceu ao hÃbrido, entrava em um breve desespero pela situação estar além de seu controle, e ao olhar para baixo, se deparou com a garota de cabelos púrpuros com uma expressão facial que claramente transparecia pânico e trauma, por mais que tentasse falar, era incapaz, não por medo, desespero, ou algo parecido, ele literalmente não conseguia soltar sequer um barulho de sua boca, então, segundos depois, a mais nova se levantou e saiu da casa correndo, tentou ir atrás dela na tentativa de contornar a situação, porém acabara por descobrir que além de não conseguir falar, era incapaz também de se mover, segundos depois, sua casa caiu em pedaços e se viu em um local completamente distinto dos arredores de sua casa, tudo parecia tão distorcido, realmente parecia que estava debaixo da água, e quando olhou adiante e viu os vulcões desativados em baixo da água e dentre eles, saindo uma enorme serpente marinha que mais se assemelhava a um dragão, tinha certeza onde estava, era o domÃnio de seu pai Leviatã, que se aproximava com desgosto e ódio em seu olhar. — Então você se apaixonou por uma mortal..? Esperava mais Tahm Kench, bem mais... Aparentemente foge do meu saber que arautos se apaixonam, mas espera! — Uma pausa dramática e debochada do lorde demonÃaco que deveria soar cômica em outro momento, soava como se TK fosse açoitado por todas as partes do corpo. — ARAUTOS NÃO SE APAIXONAM SEU MESTIÇO IDIOTA!!!  — O seu grito era tão poderoso que os vulcões estremeciam a ponto de quase despertarem novamente, e pela primeira vez em milhares de ano, o hÃbrido estava com medo... Permanecia calado mediante a situação, sabia que nada que tinha ouvido era mentira, mas era incapaz de retornar a seu antigo eu. — Não vai dizer nada seu incapaz insignificante? Ok... Que seja... — Com a afirmação de Leviatã, mesmo com um corpo tão grande, moveu sua cauda que era tão afiada quanto uma lança em uma velocidade que era incapaz de se acompanhar a olhos nus, mesmo embaixo da água. — E com esta sentença, reivindico sua imortalidade... Decepcionante, Tahm Kench. — Quanto notou, sua cabeça havia sido degolada, e apenas conseguia ver a mesma afogando, enquanto via seu corpo manchando a água de sangue mais acima, o desespero começou a tomar conta de seu ser, realmente morreria assim? Mas então, em seus supostos últimos momentos, veio a lembrança do sorriso de Carolina, e então o meio demônio não conteve um pequeno sorriso. Notou que apesar de estar aparentemente morrendo, ao menos tinha se permitido amar, e como havia ditado, tinha sido uma das melhores experiências de sua vida, com esse pensamento, havia aceitado sua morte, e então uma escuridão tomou conta de sua visão. Segundos depois, uma luz em meio aquela escuridão, que aos poucos ia formando um cenário, mas bem diferente do reino demonÃaco que imaginava lhe aguardar, parecia estar em sua própria residência, porém, tendo uma visão isométrica do local, e segundos depois, notou que um homem estava em sua casa e se apropriando de suas coisas, mas quem era aquele insolente que ousava mexer em suas coisas? Com o forçar da vista para ver melhor a imagem que ainda não era tão nÃtida, sua visão melhorou, e notou que aquele homem na verdade era Jason. Se tem uma coisa que odeia é ver alguém mexendo com suas coisas, mas Jason em especÃfico, era algo que deixava Tahm Kench possesso, ele tentava se aproximar para atacar o garoto, mas era inútil, e então notou que seria obrigado a assistir aquela palhaçada, e ficou lhe observando, provocando as pessoas na qual TK já provocava, bebendo seu chá favorito, usando suas roupas, e quando o viu indo em direção a Carolina, aquilo já seria demais, estava prestes a explodir quando ouviu o toque de seu celular e sentiu o vibrar em sua perna direita, então teve certeza que algo estava errado, a ilusão se dissipou, e estava na escuridão de sua sala novamente, segurando sua xÃcara com o chá já frio, e seu corpo, coberto por cortes de profundidade mediana e alguns hematomas, foi tudo apenas uma ilusão? Ele ficava pensando. Em meio a esses pensamentos, pegou o celular, e para sua surpresa, era Abby lhe ligando, era a última pessoa no mundo que poderia imaginar lhe tirando de uma situação como aquela, entretanto estava com um grande mal humor e apesar da ajuda, não se importava nem um pouco com a garota, desligou a ligação e cruzou os braços pensativo no que tinha acabado de acontecer, mas logo seu celular começou a vibrar incessantemente, então decidiu responder suas mensagens e depois de alguns questionamentos, apenas por prezar a chance de um pacto com uma meio demônio, foi atender o seu chamado de ajuda, pegou suas coisas que usava para tratar ferimentos com algumas bases que teve de alquimia, então partiu em direção a casa de Abby. Chegando lá, notou que também estava em seu melhor estado, tratou primeiramente de seus ferimentos e em seguida, os de Abigail, evitava conversar apenas falava para responder as perguntas que saiam da boca da ruiva, pois sabia que tudo não passava de uma ilusão apesar de maioria das coisas serem uma grande possibilidade, não conseguia tirar a garota que tanto amava de sua cabeça, olhando suas redes sociais notava que aparentemente Empathica toda tinha sofrido com o ocorrido, o que lhe preocupava mais ainda. Depois de uma despedida esfarrapada de Tahm Kench, saiu com sua bolsa em direção a casa de Carol, sabia que nesse horário ela estaria saindo o trabalho, então havia duas opções e optou começar pelo mais provável. [...] Ao chegar nas proximidades da casa da shewolf, pode ouvir um choramingo canino muito familiar, suspeitando de quem era, apertou o passo e então se deparou com a lupina gigantesca de pelugem preta, com vários ferimentos pelo corpo logo que virou em sua rua, os ferimentos não pareciam tão grandes em comparação a como seu corpo ficava diante a mutação, porém, não conseguiria tratá-la devidamente naquele tamanho, pelo menos não em sua forma atual, suspirou se lembrando da ilusão, então voltou a sua forma original, e aproveitou o desnorteamento do grande lobo para tratar de seus ferimentos, tinha dificuldade de fazer curativos naquela forma, porém não tinha pressa e a névoa não parecia que iria cessar tão cedo. Apesar de tudo, ficava tranquilo pois como sua transformação era rápida, conseguiria voltar à sua forma humana antes que a garota notasse.















