I was swimming | Liesel & Lawrence | Task003
Notícias que o caos se espalhava por New Scotland já havia chego aos ouvidos de Liesel e isso a atormentou. Passou toda a noite trabalhando no bar com olhares bem atentos para qualquer anomalia. Por sorte os Fae que frequentavam o bar àquela noite não haviam sido amaldiçoados e tudo parecia estar bem. No final do seu turno, na manhã do dia 24, véspera de Natal, Evan veio até ela com alguns papéis na mão. -- Liesel, deixaram isso pra você. -- Ele estendeu a mão com dois cartões para ela. -- Obrigada, Evans! -- ela o chamava assim apesar do rapaz não se agradar.
Ela deu uma rápida olhada em ambos o cartões, mas havia o segundo, de aparência mais simples lhe despertou maior curiosidade, e foi ele o que abriu primeiro. Estava todo escrito em uma língua que Liesel sabia que não era nem o inglês, nem o élfico, mas que por algum motivo ela entendia. O cartão, que tinha como remetente "Amicum", dizia saber das origens da bela ruiva e que ela poderia passar um bom natal na presença deles. Tudo o que ela tinha que fazer era seguir as instruções contidas no cartão.
A elfa não pensou duas vezes, largou o cartão colorido no bolso e leu todo o cartão que continha possíveis informações sobre o seu passado. Seus verdadeiros pais. Suas dúvidas seriam respondidas e ela teria uma família e poderia passar o natal com eles se seguisse tudo certinho. Parou no meio da calçada e leu tudo atentamente. A primeira instrução era ir até a árvore genealógica élfica que se localizava no antigo reino dos elfos que lá ela encontraria o que fosse preciso.
Sem demora, ela correu em direção ao que ela conhecia como o Reino Elfo abandonado que já fora mencionado por alguns elfos que havia conhecido. A ruiva não levava nenhuma arma, nem mesmo a sua besta que costumava carregar, estava totalmente a mercê dos perigos da floresta. Correu por cerca de 15 minutos floresta adentro sem seguir nenhum dos cuidados que deveria seguir. Ela havia ficado cega, tudo o que queria no momento era saber quem eram os seus familiares, abraçá-los e perguntar o porquê de abandoná-la.
Ao chegar no local, ela respirava de maneira cansada, nunca havia corrido tanto sem nenhuma parada, sem olhar para os lados. Pegou novamente o cartão que havia recebido e começou sua procura pela árvore mencionada.