Ă incrĂvel como apenas a presença de determinadas pessoas sugam a nossa energia vital. As atitudes das pessoas tambĂ©m sĂŁo um fator importante e decisivo. As pessoas nĂŁo gostam de resolver problemas, preferem fechar seus olhos e fingir que nada esta acontecendo, ou simplesmente reclamam a todo instante, mas no momento em que se propĂ”e a resolução, elas fogem, adiam, colocam outras coisas na frente e deixam o problema de lado. Porque as pessoas tem preguiça, sĂŁo acomodadas, nĂŁo sabem ouvir, sĂł pensam nelas, e preferem manter as aparĂȘncias para aqueles que veem as coisas de fora. Julgando por demais situaçÔes e palavras ditas as claras e as escuras, nĂŁo me faz nenhum pouco feliz viver nesse ambiente.Â
O ambiente tem se tornado um ambiente falso, desconfortĂĄvel, porem aos olhos de quem vĂȘ de fora, parece que tudo esta lindo, prefeito, como sempre esteve. Mas nem sempre o ambiente foi assim, as pessoas que passaram por ele elas tinham coisas em comum, ideias, a sinceridade, o bom senso, a percepção, as pessoas construĂram entre si, dentro daquele meio, algo sĂłlido, algo prazeroso, algo que fazia com que o dia a dia fosse algo leve, apesar das particularidades de cada um. NĂŁo precisava-se de longas discussĂ”es em torno de assuntos fĂșteis e nem de papeis escritos com funçÔes delimitadas para que a construção fluĂsse como devia. Mas o tempo passou e a vida de cada uma dessas pessoas que participou essa construção foi seguindo o seu rumo, e uma nova construção acabou sendo começada, a principio ela dava continuidade a primeira construção, pois ainda existia quem ajudou nela, ativo e disposto a ensinar cada um dos passos que levava a harmonia que existia ali. Mas com o passar do tempo, Ă© possĂvel ver que essa construção nĂŁo continua com a que existia. As aparĂȘncias estavam ali, ate entĂŁo imperceptĂveis aos olhos de qualquer um, apenas mostrando pontualidades, que ao serem apontadas e discutidas elas eram âcorrigidasâ.Â
Hoje, ao olhar para o que existia de frente ao que vigora, nĂŁo existe mais essĂȘncia, nem harmonia, vida leve ou quaisquer das outras coisas que existiu antes. Penso e procuro saber onde esta o erro de nĂłs, os primeiros construtores, assim como eles tambĂ©m procuram quando estamos conversando sobre o assunto. Mas, as vezes olho e penso que talvez nĂŁo tenha erro algum, que no final das contas, fizemos o nosso papel da melhor maneira, mas que as pessoas escolhidas para continuarem a obra sim, quem nĂŁo estava disposta a passar por cima de peculiaridades e se abrir verdadeiramente para aquele ambiente que existia e que era tĂŁo prazeroso de se viver. O ambiente que esta sendo construĂdo, promove convivĂȘncia e conversas em prol daquilo que Ă© extremamente necessĂĄrio, as palavras sĂŁo manipuladas e ditas conforme interesses pessoais e alĂ©m de tudo costumam ser ditas as escuras. NĂŁo existe mais preocupação muito menos compreensĂŁo, a nĂŁo ser que exista algum interesse por trĂĄs, tornando esse sentimento falso, maldoso e mesquinho. Dentro desse novo ambiente, as pessoas contabilizam e apontam aos outros o que fazem, reparam no que precisa ser feito, porem nĂŁo o fazem, deixando de lado a espera de que alguĂ©m o faça. Todas as coisas agora, precisam de momento, hora e maneira de falar, porquĂȘ qualquer palavra considerada âofensivaâ ou âdita de maneira erradaâ gera conflito o suficiente para que as pessoas se virem umas contra as outras e deixem de se falar. Cobranças tambĂ©m sĂŁo mal vistas uma vez que, nesse novo ambiente, isso vai contra a contabilização das coisas que cada umas das pessoas fez, alĂ©m de que para todas as situaçÔes e problemas, a resposta Ă© sempre a mesma âo tempo resolve tudoâ.
Pode-se concluir que, a harmonia e essĂȘncia se perderam, que as pessoas preferem manter suas particularidades acima de tudo, e preferem manter as aparĂȘncias e jogar os problemas para baixo de um carpete qualquer. Os valores tambĂ©m foram perdidos, dando lugares a outros tantos que muitas vezes pregam apenas o individualismo. O coletivo e a uniĂŁo se tornaram apenas uma mascara, aparĂȘncia, talvez por que essas coisas estejam na moda, talvez seja legalzinho pregar essas coisas.Â
Tenho certeza que, ao lerem ou ouvirem esse texto, muitos vĂŁo inflar e pedir que sejam dados nomes aos bois ou exemplos, prontos para tentar se justificar ou vir na defensiva com todas as armas possĂveis ou simplesmente vĂŁo se vitimizar, arrumar mais uma justificativa para a situação toda. Ou pior ainda, vĂŁo se calar dentro de seu orgulho e por uma pedra encima de tudo, ou tirar o seu da reta jĂĄ que dentro de si algo diz que a pessoa nĂŁo tem participação no problema instaurado.Â
NĂŁo darei nome aos bois muito menos exemplos, pois cada um sabe onde o calo aperta, sabe dentro de seus coraçÔes o que fez e deixou de fazer, do que disse as claras e as escuras, do bem e do mal que deixou de fazer. Espera-se que as pessoas que agora constroem, reflitam sobre essa mensagem, e que se forem tĂŁo maduras e abertas da maneira que pregam com tanta convicção essas duas caracterĂsticas, ponham as mĂŁos na consciĂȘncia e façam um esforço para que as coisas mudem para melhor, ou definam de uma vez por todas, o que realmente querem para o futuro do ambiente em construção.