ALGO INESPERADO , CAPÍTULO 01
Acabamos de nos mudar , estávamos a caminho do nosso novo apartamento , não vejo a hora de chegar e arrumar as coisas . Acabei de terminar um relacionamento , ainda estou um pouco mal em relação a isso . Eu o amava muito , mas nada que o tempo não cure não é mesmo ?
- Hãm ? - disse acordando de meus pensamentos .
- Faz mó tempão que eu a Lua estamos falando com você e nada .
- Desculpa . Estava distraída .
- Mel , qual é a rua mesmo ? - dizia ao virar o volante e entrar numa esquina .
- Virando a esquerda Lua . - eu disse e logo ela parou em frente a um apartamento .
- Tem certeza que é aqui ? - Sophia dizia observando o lugar .
- Tenho . Tem aqui no folheto Rua das Margaridas .
- Ta escrito naquela placa azul ali Rua Curitiba .
- Ih , estamos perdidas .
- Sua culpa Mel . Você mandou seguir a rua e depois virar a esquerda .
- Calma gente . Eu saio do carro pra perguntar onde fica .
- Acho bom . Não quero dormir no carro . - Lua disse encostando o carro e em seguida eu saí pra buscar tais informações .
- Oi , com licença . - sorri . - O senhor sabe onde fica a Rua das Margaridas ? - perguntei ao primeiro que me passava a frente .
- Você vira a direita e depois entra na Rua Polo . - falou .
- Obrigada . - disse e voltei a entrar no carro .
- Conseguiu ? - disseram .
- Virando aqui a direita e entrando na Rua Solo .
Lua era lerda pra porra pra dirigir então demorou uns 10 minutos pra chegarmos . Era uma rua escura apesar de não ser tão tarde assim , vazia e sombria . Saímos do carro um tanto assustadas com o lugar e andamos pela rua a procura de um apartamento ali .
- NÃO TEM APARTAMENTO NENHUM AQUI . - Sophia gritou irritada .
- TEM CERTEZA QUE É AQUI MESMO CARALHO ?
- MEL VOCÊ TEM CERTEZA QUE OUVIU DIREITO ? E SE AQUELE HOMEM QUE TE DEU A INFORMAÇÃO É UM ESTUPRADOR , UM BANDIDO , SEILÁ . ELE PODE TER TE DITO QUE ERA AQUI PORQUE É UMA CILADA PRA GENTE .
- Um velhinho que aparenta ter uns 65 anos Lua ?
- Nunca se sabe . A pergunta é , onde a gente está ?
- E AGORA MEL ? OQUE A GENTE FAZ ?
- O jeito é dormir no carro . Amanhã a gente vê oque a gente faz .
- Não . OMG ! Dormir aqui ?
- Ou isso ou a gente dar uma de piriguete e sair dando pros bandidos que moram aqui .
- A Mel tem razão Sophia . Agora está um pouco tarde e só são nós três contra os mal feitores daqui que vagam a noite .
- Eu não acredito nisso . - Sophia disse ao entrar correndo dentro do carro . Ela morria de medo de mal feitores , bandidos e coisas assim . Lua e eu também entramos dentro dele em seguida . Estacionamos o carro em um lugar menos perigoso que achamos ali . Digamos assim . Depois adormecemos por ali mesmo . Acordei aparentemente umas 4:00 da manhã , tinha essa impressão pela neblina que cercava os vidros do carro e pela chuva . A essa hora normalmente chovia muito no Rio de Janeiro . Alguém batia com força nos vidros do carro , a ponto de quebra-lós , me assustei e acordei as meninas .
- Lua . Lua . Acorda . - sussurrei e depois fiz o mesmo com Sophia .
- Hãm ? Ai minhas costas . Que porra de carro .
- Mel ? Que foi ? - Sophia dizia se espreguiçando e ao se queixar de dor nas costas .
- Gente . Tem alguém batendo no vidro do carro . - disse em tom baixo porém assustada.
- Ai meu Deus . - ambas disseram .
- Mel , pega o spray de pimenta que está no porta malas .
- Não tem como pegar gênio .
- Isso aqui resolve ? - peguei um bastão o qual eu usava pra jogar baseball .
- Um bastão de baseball ? - elas me olharam assustadas . Novamente bateram com mais força no vidro .
- Abre devagar Lua . - ela consentiu e abriu a porta do carro . Peguei o bastão e taquei na cabeça sem ao menos ver quem era e se estava armado . Ele caiu no chão com a pancada .
- Primeiro olha se ele ta armado Lua .
- Não . - revirou o outro bolso . - Não . - Lua me olhou aflita . - Não parecia que ele queria assaltar a gente .
- A gente vai ser presa meu Deus . - minhas mãos já estavam tremulas .
- Calma . Joga ele no carro .
- Isso que mesmo que você ouviu Sophia . Vamos leva-ló pra casa .
- Olha , aqui tem a chave da casa dele , dinheiro , carteira de identidade e um cartãozinho com o endereço da casa dele eu acho .
- Ok . A gente leva ele pra casa . E QUANDO ELE ACORDAR ? SE É QUE ELE ESTÁ VIVO ?
- A GENTE VAI LEVAR UM CADÁVER NO CARRO ? - as pernas de Sophia bambeavam .
- Calma Sophia . Acho que ele ta vivo .
- Bora jogar ele logo no carro . Antes que alguém veja ele deitado aqui no chão .
- Ele é pesado . CARALHO . - jogamos ele no banco de trás .
- LIGA LOGO ESSE CARRO LUA ! ANTES QUE A POLÍCIA PARE A GENTE !
Saímos disparadas daquele lugar e fomos para o endereço que estava escrito no cartão .