| com a subtileza de um elefante numa loja de porcelana |
POW! POW! POW! a arte de descartar os efeitos da vida.
falar sem pensar, cheio de boas intençÔes. o coração salta da boca e eis que fala com a razão que pensa ter. estranha subtileza esta, de um amåvel elefante numa loja de porcelana.
chegou para partir tudo e cada caco que deixa no chĂŁo Ă© genuĂno e atĂ© engraçado, mas nĂŁo deixa de ser um caco. NĂO, nĂŁo Ă© um brutamontes! Ă© sĂł um desastre distraĂdo em forma de elefante, cheio de amor para dar. o amor Ă© tĂŁo grande e confuso que nĂŁo cabe nele e manda tudo abaixo. NĂO, nĂŁo Ă© falta de equilĂbrio, é falta de tato. essa desajeitada forma de ser. essa desajeitada forma de agir. essa desajeitada forma de sentir. NĂO, nĂŁo Ă© possĂvel treinar e amĂĄ-lo como um animal de estimação! Ă© do tamanho de um elefante numa loja de porcelana... impossĂvel de embrulhar.
O mundo Ă© pequeno para esta tromba, nĂŁo sei onde a pĂŽr. sempre a balançar, Ă© teimosa como o raio. sonhadora, persistente, luta pelo o que vĂȘ como certo, e esbarra-se contra o injusto. Ă© bondosa, Ă© delicada, mas entra sempre de rompante, cheia de vida, apressada, de pĂ©s juntos. estranha subtileza essa... tĂŁo sincera e doce.
NĂO, nĂŁo Ă© doença, é desejo de vida, Ă© saudade, Ă© coração independente, Ă s vezes demente, sem comando nem mando. nĂŁo sabe para onde vai, mas sabe que Ă© verdadeiro e POW, partiu uma chĂĄvena! teima em correr, com pressa de sentir tudo ao mesmo tempo... que canseira acompanhĂĄ-lo. atropela-se, atordoado, quer elogiar e descompĂ”e... nĂŁo, nĂŁo era isso que queria dizer... e POW caiu um bibelot! que desastre doce e subtil.Â
NĂO, nĂŁo Ă© azarento, Ă© falta de jeito. falta-lhe o jeito para resumir o mundo que tem dentro. falta-lhe o jeito para dizer a verdade sem magoar. falta-lhe o jeito para sentir sem transbordar. falta-lhe o jeito para andar. anda de lado, anda enviesado, anda de pernas para o ar. tem a cabeça nos pĂ©s, os pĂ©s na cabeça e os braços... esses nĂŁo tĂȘm o tamanho para abraçar tudo, entĂŁo abraçam o que podem. que delĂcia olhar para tal âdesajeitoâ que sĂł vĂȘ um caminho: ser feliz! ver feliz! fazer feliz!
NĂO, nĂŁo Ă© fĂĄcil. muito menos para um elefante fechado numa loja de porcelana e POW, caiu o coração!


















