Tenho preconceito com pessoas que nunca mudam, que nunca crescem, que nunca evoluem. Pessoas que passam anos e anos na mesmice de serem minúsculas dentro da partícula mais importante que é o tempo. Pessoas que ferem o benefício primordial do passar dos anos, o amadurecimento.
Tenho ranço de quem permanece na mesma por anos a fio sem ter a mínima coragem de desafiar-se ao novo. Sem melhorar sua personalidade, sua imagem, seus gostos, seu ser. Pessoas mergulhadas no marasmo do seu padrão e que usam esse feito de armadura para gritar aos ventos “Eu sou a mesma pessoa”.
E que graça tem em ser a mesma pessoa? Não estou falando de essência, mas de pessoa, persona, personalidade.
Tenho preconceito com que exibe com orgulho, aos quase 30 anos, comportamento de adolescente.
Tenho ranço de quem se esconde do crescimento, da responsabilidade e das mudanças necessárias e benéficas no casulo do vitimismo.
É inevitável olhar para trás e vê-las sorrindo como se a vida não fosse efêmera demais para ficarmos estagnados na mesma versão em nós mesmos por décadas.








