Que vontade de sarrar .
🤤
seen from Italy
seen from Yemen
seen from France
seen from United States

seen from Malaysia

seen from United States
seen from T1
seen from United States
seen from Poland
seen from Nepal
seen from Portugal
seen from Yemen

seen from Türkiye

seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from China
seen from Portugal
seen from Poland
seen from United Kingdom
Que vontade de sarrar .
🤤

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
– Tá vendo a imensidão do céu? – Estou sim. – É do tamanho da minha vontade de sarrar.
Tô sarrando em você mentalmente 😎😘

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
Dawn Uchiha (Boruto Series) Mother of Aibori Uchiha
Anitta teaches Maluma how to make the 'Sarrada No Ar' on the brazilian tv show 'Altas Horas'.
Eu tenho um ermo.
Eu tenho um ermo no pulmão, por todos os cigarros que não fumei. Um ermo, nos meus olhos, de tantas lagrimas que não deixei escapar, pois as afogava em risadas alheias. Eu os fazia rir. E eles riam, eles também tinham ermos. Um ermo em minhas mãos pelas cartas que não escrevi, mas que estão escritas em meu corpo. Pessoas escreveram em mim também. No meu cabelo tem um ermo, pelos cafunés que meus pais não fizeram, ainda dói. Alguns ermos em minha boca, pelos lábios ressecados de coisas que nunca me atrevi a dizer, mas que todos sabiam, claro que sabiam. Eles tinham ermos nos ouvidos... Tem coisas que nós escolhemos não enxergar, ouvir, cheirar. Existência lasciva causam ermos por todo nosso corpo. Tem um ermo nas pontas de meus dedos, quando apontavam pra mim. Me dilaceravam, ainda fazem isso, mas hoje eu me acostumei com as bolhas nas pontas dos dedos. Tem um ermo em meu nariz... advindo dos perfumes que exalaram em mim. As pessoas jorram seus odores. Existência lasciva... Resistência dos pecados. Hoje eu espirro muito mais. Ermos são podres. Não têm cura. São odores, sentidos, significados e principalmente a falta deles. As coisas acontecem e criam ermos, sem explicação. Por pura vontade de foder, por pura merda e baixaria. Pessoas e suas existências, exigências, subsídios maltrapilhos, metódicos, anedóticos, miseráveis e de discórdia. Rancores causam ermos. Ermo é uma doença global. Tem um ermo na minha orelha, dos beliscões que levei por ser quem eu era, e por quem não deveria ser. Ainda dói. Tem um ermo lá no fundo onde habita um coração, desse nem vale a pena falar, é um mendigo à margem do Tietê do meu corpo. Um ermo nos meus pés, pelos lugares que não andei, pelas pessoas que pisei, pelos chãos que escorreram debaixo dos meus dedos, pelas voltas que a Terra deu e pelos barros que sambei. Ermos gostam de existir pelas coisas que não vivemos. É arrependimento de qualquer coisa, é dor, é nada, é solisistencia, é solidão, amargura, inexplicação, é não agir, é fazer e é um emaranhado de nada. Tem um ermo no meu pescoço, das pessoas que desejei, das mãos que me estrangularam, das golas apertadas de dias frios, cinzentos, doloridos de mim, cansados de estarem tão perto e tão proximos de minha cabeça. Tem um ermo na minha mente que controla todos os ermos. Eu queria desligar. Desligar o ermo que deu no rio que corre no meu quintal. Desligar o ermo que cai do precipício que tem debaixo do meu nariz. A árvore que semeia em minhas mãos e faz tantos calos, eu queria e eu queria. Desligar o eu queria. O ermo que me causa coceira é o mesmo que me afaga e é impossível lidar com a falta dele, e a presença judia tanto. Não da pra andar por ai sem estar envolto de uma pele sedenta por calor, não da pra andar por ai com as vísceras amostra, não da pra respirar sem meu nariz, não da pra andar por ai sem meus pés. Eu queria me livrar dos ermos, mas não da pra se livrar da fala, de mim, da voz, do som, do ímpeto de estar vivo, da ganância pavorosa dos dias, das noites e eu queria. Eu queria tirar o ermo dos meus olhos pra não ver nada, nem luz, nem ausência, nem falta, nem escuridão, nem escrita, nem desenho, nem toque, boca, sorrisos, dores e dispersão... Eu disperso o ermo que é em mim. Eu jogo ele fora. Meus pedaços por ai vagando pelos becos que deixei cabelos meus. Fios de meus cílios em dedos contraditórios. Tem um ermo em meus seios dos velhos enrugados que me anseiavam, tem um ermo no bico das minhas tetas que atravessavam a camiseta, um ermo de desgosto de ser o que se deve ser. Um ermo no umbigo que recebia alimento, amor, e hoje é nada, não serve e não existe pra nada. Um ermo na minha barriga cheia de restos, que não me servem mais. Um ermo no meu quadril, das mãos que me tocaram, dos nojos que senti, das pessoas ambulantes, dos roubos de carteiras, de indecência, jurisprudência, falta de garra, um ermo longe de quem queremos ser! Um ermo atras da cara, das coisas que escondo de mim, e me vanglorio por saber esconder bem. Besteira! Palhaçada! De que adianta esconder ermos? Esconder existências? Dói tanto assim ser quem somos sem esconder de nós mesmos pra preencher egos com mais ermos e enfermidades? Porque se encher de nada!? Eu sou o ermo, eu sou. Quero tragar um cigarro e rir da minha desgraça. Tem um ermo no mundo. E um mundo no ermo que sou. Ainda dói. Eu quero gritar o ermo que tem em mim dos dias de tédio, dos dias, das noites, das madrugadas frias, não me canso de gritar, não é suficiente, o ermo é maior que eu, e eu queria. E eu queria. Nunca basta, nunca chega, rasga, espanca, costura, rasteja, esgota, escorre, adentra, sangra, eu não queria mais. Eu não quero o ermo. Eu não quero o querer. Querer é ermo também e a gente quer tanto, a gente enche a garganta de nós, embaraçando a vida, as pessoas, o futuro que não existe, nem aconteceu nada e veja só quantos ermos! A gente gosta de desabitar, de causar espanto, de sentir que ta vivo, e sentir também que ta morrendo. Impulsiona os ermos. Impulsiona a falta, a sacanagem, a fome. E temos fome... E morremos todos os dias, por ermos que nascem em nós. Nós somos os causadores de todos eles. E tudo indica que gostamos de chorar. Tem um ermo em uma lágrima que não chorei. Preciso acabar. Desabitei de mim Há um ermo no mundo, vagando em solidão. Opaco, não apagou, ainda sinto (eu sei).