“We’re lost in a cloud | With too much rain…”
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Em um momento, havia apenas mágica. Claro, Alice Murphy já estava acostumada a livros imensos, palavras de poder e poções poderosas, mas sentia o ar crepitar com magia enquanto o fantasma de Elvis Presley surgia era diferente. Incrível. Bem, ela nunca fora tão fã do cantor, mas não podia deixar de negar sua importância. Can’t help falling in love embalava seus sonhos dom Frank e sua avô ainda guardava alguns discos dele. Portanto Alice sorria para o alto, feliz, os olhos desviando rapidamente do espectro apenas para procurar por Frank em meio aos demais. Porém tudo mudou rapidamente. Fora como despertar de forma abrupta de um sonho. De repente tudo estava escuro demais e a temperatura pareceu cair alguns bons graus, criando um choque térmico que fez Alice embalar os próprios braços, buscando se esquentar. No alto, outra figura brilhava e embora a francesa não conhecesse, sentia em seu interior que não era uma coisa boa. Não tinha como ser. Um grito apavorado a fez se sobressaltar e por um instante Alice teve uma dúvida: havia sido outra pessoa ou ela mesma? O cheiro característico invadiu seu nariz e Alice por fim notou as chamas e a fumaça em todas as direções.
Alice sabia que deveria fazer alguma coisa. Um impulso furioso de coragem e ousadia pulsava dentro da jovem, mas seu corpo não correspondia exatamente da mesma forma. As pernas pareciam pesar mais do que de costume, enquanto os braços pareciam de... borracha? Não conseguia se mover, intimidada pela marca no céu, ainda que seu coração batesse forte e ela quisesse fazer alguma coisa. Qualquer coisa. Se mexer seria o ideal. Um esbarrão de uma das pessoas em caos fora o bastante para despertá-la. Frank! Precisava encontrar Frank. Finalmente se movimentou, procurando pelo seu namorado na multidão. Não demorou até encontrá-lo, as mãos pelos braços dele, os olhos fixados no rosto, certificando-se de que estava tudo bem, pelo menos fisicamente. “O que está acontecendo? O que é aquilo?!” As palavras eram frenéticas. Não sabia se Frank sabia, mas era a pessoa mais inteligente que conhecia. Ao lado dele, se sentia um pouco mais segura.















