Maroni: a causa oportunista da vaidade de poder
Na maior parte das eleições temos candidatos que representam diferentes partes da sociedade, com seus projetos distintos em como pretendem mudar a cidade na sua concepção de convÃvio social. São, normalmente, projetos coletivos de organizações polÃticas, que se colocam em uma posição antagônica, resistente ou favorável à s dÃspares relações de poder.
Supostamente este é o formato mais habituado dos partidos polÃticos construÃrem a voz e um programa em torno de uma candidatura. Entretanto, frequentemente também aparecem figuras sem propostas concretas e com um discurso incongruente ao próprio palanque em que ele se encontra. É o polÃtico anti-polÃtico. O desiludido que não tem possibilidade de alcançar o poder e, portanto, constrói um personagem sarcástico, irônico e que pretende somente narrar polêmicas sem fundamentos.
Somente com uma causa incontestável, mas sem projeto polÃtico concreto, este polÃtico repete esse bordão e participa em debates com a vontade de desconcertar seus oponentes sem a mÃnima coerência respeitosa com o que se pretende para a cidade. É o candidato à favor da famÃlia, à favor da saúde, à favor da educação ou mais especificamente, da constituição, da BÃblia, do aerotrem ou ainda da causa animal.  Em Porto Alegre, o candidato dos animais (sem se referir à população) é o caso de Rodrigo Maroni.
Como vereador e deputado estadual, depois de ter passado por todos os maiores partidos de esquerda do paÃs, Maroni conseguiu somente ter maiores notoriedades com seus projetos de lei exagerado, em favor da causa animal. Pretendia a pena de morte para quem violentasse os animais, com uma clara função de exibicionismo à s manchetes de jornais. A sua vontade pessoal de estar como candidato à prefeito já vem desde 2016 quando foi impedido pelo fisiológico PR (hoje PL), além da tentativa fracassada pelo PODEMOS e finalmente ter conseguido firmar uma parceria que aceitasse a sua candidatura emprestada em um partido de pouquÃssima repercussão no paÃs para 2020, o PROS.
Sem nenhuma responsabilidade com a coisa pública e preterindo qualquer projeto para a população da cidade, sua candidatura é uma pretensão pessoal, que não tem nenhum vÃnculo nem mesmo com o partido atual. Além do mais, a sua representatividade é somente com os animais, sem o cuidado compreensivo sobre o que significa este convÃvio entre os citadinos. É como se negligenciasse de todos os outros temas que não lhe são de competência, já que sua causa única lhe pretende somente enaltecer a sua imagem anti-polÃtico, desiludido e irônico, mas do qual ele próprio convém ao fazer parte desde a sua primeira candidatura.
Próximo candidato será Sebastião Mello.
Obs: Essa é uma análise independente cujas informações foram adquiridas por notÃcias e entrevistas do candidato em falas e debates.
@luizhapollo
















