Por que preciso gritar e nĂŁo consigo? Por que eu tento escrever e nada sai? Por que minhas amadas palavras me fogem? Meu coração aperta e as palavras, que sempre me sĂŁo tĂŁo doces e amigas, ficam amargas e me caem dos olhos. A dor que tento enterrar, superar, ignorar por ser "temporĂĄria", um temporĂĄrio que nunca acaba, volta e meia, vem com tudo. Me atinge e arranca um pouco de mim. Eu te amo tanto, por que a vida Ă© mĂĄ com a gente, com "nĂłs"? Detesto me sentir assim, nĂŁo quero pressionar... quero, tento, entender, mas Ă© tĂŁo difĂcil...
Ultimamente eu tenho chorado feito uma criança pequena, me sinto uma criança pequena, quero gritar, espernear, fazer birra. Mas não faço, fico quieta e engulo a dor, porque acho que a gente consegue, de alguma forma, superar isso. Então, choro sozinha no meu quarto e espero que o "amanhã onde tudo vai tå bem" chegue logo...